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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Os grandes sucessos das paradas de 1979 (LP 1980)

LP promocional da Pepsi-Cola foi distribuído como brinde  aos consumidores
Os grandes sucessos das paradas de 1979 estão reunidos neste álbum de 1980. Trata-se de disco promocional, resultado de projeto de marketing entre a Pepsi-Cola e a Warner, e foi distribuído como brinde aos consumidores da marca de refrigerante. O lado A apresenta seis hits nacionais e no B é integralmente internacional. Entre os intérpretes brasileiros estão Gilberto Gil, As Frenéticas, Baby Consuelo, Belchior, Pepeu Gomes e o grupo A Cor do Som, sendo que entre os internacionais figuram Rod Stewart, com sua polêmica “Da ya think I'm sexy?” (acusada de plágio da música "Taj Mahal", do Jorge Ben Jor), Sister Sledge, Chic, George Benson, The Jimmy Castor Bunch e Jimmy Cliff. Confira:

01 - Gilberto Gil - Não chore mais (No woman, no cry)
(B. Vincent - vs: Gilberto Gil)
02 - As Frenéticas - Não levo nada a sério
(Guilherme Lamounier)
03 - Baby Consuelo - Ele mexe comigo
(Pepeu Gomes - Baby Consuelo)
04 - Belchior - Medo de avião
(Belchior)
05 - Pepeu Gomes - Meu coração
(Pepeu Gomes - Gilberto Gil)
06 - A Cor do Som - Beleza pura
(Caetano Veloso)
07 - Rod Stewart - Da ya think I'm sexy?
(Rod Stewart - Carmine Appice)
08 - Sister Sledge - We are family
(Nile Rogers - Bernard Edwards)
09 - Chic - I want your love
(Bernard Edwards - Nile Rogers)
10 - George Benson - Love ballad
(Scarborough)
11 - The Jimmy Castor Bunch - The return of leroy - pt 1
(J. Castor - J. Pruitt)
12 - Jimmy Cliff - Look at the mountains
(Jimmy Cliff)



quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vários intérpretes - Nordeste Já (CS 1985)

Principais nomes da MPB participam da ação a favor do povo nordestino
A gente só se dá conta da passagem do tempo quando nos deparamos com algo que nos remete ao passado. É o caso deste “Nordeste Já”, compacto simples gravado 1985 pelos principais artistas da MPB, que se reuniram no Rio de Janeiro com o objetivo de angariar fundos para a população carente do Nordeste do País. Lembro-me, como ontem fosse, quando aproveitei o horário do almoço para comprar meu exemplar de número 239.732 numa agência da Caixa Econômica Federal em Pinheiros, bairro de São Paulo, perto do local onde trabalhava. Já se passaram 32 anos desde então, e muitos desses intérpretes nem estão mais entre nós, como os saudosos Tom Jobim, Luiz Gonzaga, Tim Maia, Nara Leão, Elizete Cardoso, Belchior, Emilinha Borba, Gonzaguinha, João Nogueira, Kid Vinil e outros.

O disco, com coro de 155 vozes, cantou ainda que com participação individual diminuta, na versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou artistas e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto “Nordeste Já” abraçou a causa da seca nordestina, numa criação coletiva, e foi elogiado pela competência das interpretações individuais. A autoria da música "Chega de Mágoa" é atribuída a criação coletiva, enquanto que "Seca d´Água" é uma criação coletiva sobre poema de Patativa do Assaré. A criação e realização do projeto foi do Sindicato dos Músicos Profissionais do Município do Rio de Janeiro, e foi gravado pela Multistudio entre 8 e 16 de maio de 1985. A produção fonográfica é da Cooperativa Mista dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro, com fabricação das Gravações Elétricas (Continental/Chantecler). Confira:

01 – Chega de mágoa
(Criação coletiva)
02 – Seca d´água
(Criação coletiva sobre poema de Patativa do Assaré)



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Tributo a Belchior - Ainda somos os mesmos (2014)

 Nova geração de artistas revisita o LP "Alucinação", originalmente lançado em 1976
Em homenagem ao Belchior, encontrado morto em casa na manhã de ontem, 30, em Santa Cruz do Sul (RS), vou postar a coletânea “Ainda Somos os Mesmos”, projeto musical lançado em 2014 pelo site Scream & Yell,  que revisita o  álbum "Alucinação", o segundo do cantor, lançado originalmente em 1976 pela Philips. O disco serviu como grande vitrine para o consagrar como cantor e compositor. A proposta do projeto é fazer uma releitura literal do LP, faixa a faixa, com interpretações de vários artistas da nova geração, daí a arte gráfica da capa, criada por Renato Lima, que remete a original do artista, que será sepultado nesta terça-feira, dia 2, no Ceará, onde nasceu. O tributo, produzido por Jorge Wagner, apresenta as faixas no formato de um LP, divididas em lados A e B, como o disco original.

Paralelo a esse projeto, há outro tributo ao artista, produzido pelo mesmo Jorge Wagner, intitulado “Entre o sonho & o som” (na foto ao lado). Trata-se de um EP, com outras seis versões de músicas do artista revistas por outros músicos. O diferencial é que neste não há um álbum específico sendo revisitado, mas vários momentos diferentes da trajetória de sucesso de Belchior. No repertório, canções como “Paralelas”, “Todo sujo de batom” e “Medo de avião”. A faixa “Na hora do almoço”, interpretada por Bonifrate, entrou no último momento, e nem está presente entre as apresentadas na contracapa do EP. O tributo a Belchior, que faleceu de causas naturais, devido ao rompimento da aorta, foi distribuído gratuitamente, e vou manter o mesmo link para download. Confira:

01 - Dario Julio & Os Franciscanos - Apenas Um Rapaz Latino Americano
02 - Manoel Magalhães - Velha Roupa Colorida
03 - Phillip Long - Como Nossos Pais
04 - Nevilton  - Sujeito de Sorte
05 - Lucas Vasconcellos - Como o Diabo Gosta
06 - Bruno Souto - Alucinação
07 - Lemoskine - Não Leve Flores
08 - Fábrica - A Palo Seco
09 - Transmissor - Fotografia 3×4
10 - Marcelo Perdido - Antes do Fim

EP Bônus: Entre o Sonho & o Som

01 - Nana - Coração Selvagem
02 - Jomar Schrank - Comentário a Respeito de John
03 - Ricardo Gameiro - Medo de Avião
04 - João Erbetta - Paralelas
05 - The Baggios - Todo Sujo de Batom
06 - Bonifrate - Na Hora do Almoço



domingo, 30 de abril de 2017

Belchior - Vício Elegante (CD 1996)

 Álbum se destaca por releituras de hits da Marina, Zé Ramalho e Márcio Greyck
O público ainda nem assimilou integralmente a morte do Jerry Adriani, no domingo passado, dia 23, e agora é surpreendido com mais uma triste notícia. Desta vez, o falecimento do Belchior, aos 70 anos, mesma idade do Jerry, na noite deste sábado, 29, em Santa Cruz, no Rio Grande do Sul. A causa do falecimento ainda é desconhecida. O corpo do músico, desaparecido há 11 anos por auto-exílio, deve ser transferido para o Ceará ainda neste domingo, 30. O sepultamento será realizado em Sobral, onde nasceu em 26 de outubro de 1946, a 240 km de Fortaleza. Em homenagem póstuma, vou postar este “Vício Elegante”, CD lançado em 1996, com releituras de canções conhecidas, como “Aparências” (sucesso do Márcio Greyck), “Táxi boy – Garoto de Aluguel” (Zé Ramalho), “Charme do Mundo” (Marina) e outras. A faixa que dá título ao CD é a única autoral, feita em parceria com Ricardo Bacelar.

Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes tomou gosto pela música através do estudo na escola e do contato com a cultura popular. Aluno brilhante e leitor voraz de literatura, estudou medicina, mas optou por fazer carreira como cantor e compositor. Entre 1965 e 1970, tentou a sorte em festivais estudantis e tornou-se apresentador de um programa musical na TV local, em Fortaleza. Estreou em disco solo em 1974 e, dois anos depois, a partir do segundo álbum, "Alucinação" (na foto acima), firmou-se como grande revelação da MPB, inicialmente como compositor. Roberto Carlos havia gravado “Mucuripe” em 1975, e Elis Regina ampliou sua fama ao gravar "Velha roupa colorida" e "Como nossos pais" no clássico álbum "Falso Brilhante". Outro sucesso de sua autoria, “Paralelas”, foi gravado pela Vanusa em 1975.

Sucesso popular e de crítica nos anos 1970 e começo dos 1980, Belchior desenvolveu uma longa e regular carreira fonográfica até 1999. Nas últimas duas décadas, mesmo sem lançar discos, tornou-se objeto de culto e viu trabalhos como os álbuns "Alucinação", de 1976, e "Coração Selvagem", de 1977, serem aclamados como obras fundamentais da nossa música. Em 2003, quando o poeta Carlos Drummond de Andrade completaria 101 anos, o artista surpreendeu os fãs com o projeto “As várias caras de Drummond” (na foto ao lado), formado por livro com 31 gravuras e dois CDs, vendido em bancas de jornais. O projeto, feito em parceria com a Editora Caras, se destacou por desenhos e poemas musicados pelo Belchior .

Em 2006, o artista sumiu sem deixar (muitos) vestígios, motivado por uma separação e acúmulo de dívidas. Belchior deixou o flat onde morava com a mulher e os dois filhos na zona sul da capital paulista. Ele também abandonou os dois carros, um no Aeroporto de Congonhas, e outro  num estacionamento próximo ao seu apartamento. A partir daí, Belchior sumiu, passou a se disfarçar, e teria até perdido o velório da mãe, Dona Dolores, para não ser encontrado. Um triste fim para um grande talento. Confira:

01 - Almanaque 
(Chico Buarque)
02 - Doce Mistério Da Vida (Ah! Sweet Mistery Of Lif
(V. Herbert)
03 - O Tolo 
(Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
04 - Taxi Boy (Garoto De Aluguel) 
(Zé Ramalho)
05 - Esquadros 
(Adriana Calcanhoto)
06 - Aliás 
(Djavan)
07 - Vício Elegante 
(Ricardo Bacelar - Belchior)
08 - O Nome Da Cidade 
(Caetano Veloso)
09 - Charme Do Mundo 
(Marina Lima - Antônio Cícero)
10 - Aparências 
(Cury - Ed Wilson)
11 - Paixão 
(Kledir Ramil)
12 - Eternamente 
(Liliane - Sergio Natureza - Tunai)
13 - Panis Angelicus 
(Sergio Tannus - Tradicional - Zé Américo)