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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Rock'n roll'60 (Parece que foi ontem) (LP 1976)

 Álbum resgata sucessos do final dos anos 1950 até meados dos 1960
Este álbum “Rock’n roll’60 (Parece que foi ontem)” é mais um daquela safra que as gravadoras lançaram em 1976 no rastro do sucesso da novela “Estúpido cupido”, exibida pela Rede Globo. Assim como a trilha da telenovela, o repertório é composto por canções que embalaram os jovens entre o final dos anos 1950 e a primeira metade dos 1960. O disco, produzido pela RCA Victor, oferece 14 faixas, com destaque para “Stupid cupid”, que deu título a novela, na gravação original do Neil Sedaka. O álbum ainda traz Elvis Presley, Paul Anka, Harry Belafonte, The Tokens, Orquestra de Perez Prado e outros. Confira:

01 - Neil Sedaka - Stupid cupid
(Sedaka - Greenfield)
02 - Skeeter Davis - The end of the world
(Dee - Kent)
03 - Sam Cooke - Twistin' the night away
(Sam Cooke)
04 -  Domenico Modugno - Io
(Modugno - Migliacci)
05 - Little Peggy March - I will follow him (Chariot)
(Altman - Gimbel - Stole - Roma - Plante)
06 - Perez Prado And His Orchestra - Cherry pink and apple blossom white
(Loulguy - David)
07 - Elvis Presley - Are you lonesome tonight?
(Turk - Handman)
08 - Paul Anka - Put your head on my shoulder
(Paul Anka)
09 - Johnny Restivo - I like girls
(Eddie V. Deane - Ben Weisman)
10 - Jimmy Rodgers - Kisses sweeter than wine
(Campbell - Newman)
11 - The Tokens - The lion sleeps tonight
(Weiss - Peretti - Creatore - Stanton)
12 - Duane Eddy - (Dance with me) Guitar man
(Hazlewood - Eddy)
13 - Della Reese - Not one minute more
(Robertson - Blair - Dinning)
14 - Harry Belafonte - Matilda
(Harry Thomas)


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Bolão e seu conjunto - Muito Legal! (LP 1964)

 Grandes sucessos da juventude compõem o repertório deste álbum da RCA
 Postagem inclui quatro faixas bônus do compacto duplo produzido em 1963
Hoje vou apresentar este “Muito legal!”, LP lançado pela RCA Victor em 1964 pelo Bolão e seu conjunto. O disco pertence ao acervo do amigo Augusto, que o postou em seu site Toque Musical. Achei interessante repostá-lo, não só pela qualidade do áudio e do disco, mas também porque o link para download lá disponível está vencido. Pra complementar, e se diferenciar da postagem original (aqui), inclui como bônus as quatro faixas do compacto duplo “Twist”, lançado pela RCA Candem em 1963. Uma única audição do disco é suficiente pra entender porque o músico, um dos pioneiros do rock instrumental no Brasil, é considerado um dos melhores saxofonista, flautista e clarinetista do Brasil até hoje.

Osidoro Longano, seu nome de batismo, nasceu em São Paulo em 15 de março de 1925 e faleceu em 16 de fevereiro de 2005, um mês antes de completar 80 anos. Iniciou em 1944 como integrante da orquestra de Fernando Arantes Brasil, e participou ao longo da carreira de diferentes outras orquestras, como as de Silvio Mazzuca, Pocho e até a Orquestra da TV Tupi. Muito requisitado, atuou ainda com os pseudônimos de Edward Long e Bob Longano, e liderou o conjunto Crazy Cat's. Deixou sua marca também como músico de estúdio, acompanhando gravações de outros artistas. É dele, por exemplo, o solo de sax na gravação de "Estúpido Cupido" pela Celly Campello. O trabalho mais relevante ocorreu a partir de 1958, quando gravou o LP "Rock Sensacional - Bolão e Seus Rockettes" (na foto acima), pela gravadora Columbia, interpretando diferentes sucessos do rock norte americano. A fórmula deu certo, e a partir daí lançou vários discos para a juventude, com muito rock, twist e hully gully, como este LP. Confira:

01 - If I had a hammer
(Hays - Seeger)
02 - America
(S. Sondheim - L. Bernstein)
03 - About noon 
(The mar keys)
04 - Loddy lo
(Mann - Appell)
05 - Rua Augusta
(Herve Cordovil)
06 - Irma la douce
(Margueritr Mannot - Alexandre Breffort)
07 - Lady of Spain
(Tolchard Evans - Erell Reaves)
08 - La bamba
(Arr. Consuelo Valdez)
09 - Sapore di sale
(Gino Paoli)
10 - Theme from lilies of the field
(J. Goldsmith)
11 - Rhythm of the rain
(Johm Gummoe)
12 - Tzena tzena tzena
(Michrovsky - J. Grossman - P. Parish)

BÔNUS - EP 1963

13 - The twist
(Hank Ballard)
14 - Let's twist again
(Kal Mann - Dave Appell)
15 - Twist internacional (Twistin'U.S.A.)
(Kal Mann)
16 - O Jato (The jet)
(Kal Mann)

FONTE: Toque Musical



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Celso Viáfora - Basta um tambor bater (CD 2001)

CD dedicado ao samba tem participações da Beth Carvalho, Ivan Lins e MPB-4
Conhecia Celso Viáfora por nome, graças as suas composições, muitas gravadas por nomes como Fafá de Belém, Ney Matogrosso e Vânia Bastos, mas desconhecia o intérprete. A oportunidade surgiu com este “Basta um tambor bater”, CD enviado pelo amigo Iluvatar, a quem agradeço pela colaboração. Gostei muito do que ouvi, e tenho certeza que agradará também aos apreciadores de samba. O álbum, o quinto de sua discografia, foi lançado em 2001 pela Jam Music, e traz 12 faixas autorais. Destaque para as participações especiais da Beth Carvalho, MPB-4 e Ivan Lins, com quem Celso Viáfora divide parceria em duas canções do disco, no qual revela a visão contemporânea, alegre e ampla do artista sobre os caminhos que o samba pode percorrer, das velhas guardas às assimilações de cadências afins.

Celso Viáfora nasceu em 28 de setembro de 1959 em São Paulo. Compositor, intérprete, violonista e arranjador, iniciou seus estudos de formação musical na Fundação das Artes de São Caetano do Sul e, posteriormente, fez o curso de arranjo com o maestro Nélson Ayres no Conservatório do Brooklin, em São Paulo. Durante os primeiros anos, venceu festivais, escreveu trilhas para teatro, e começou no show “Terra morena”, em 1979, aos 19 anos, na sala Funarte carioca, e debutou em disco em 1986, no coletivo "Trocando figura", ao lado de César Brunetti e a dupla Jean & Paulo Garfunkel. Foi comentarista dos desfiles das escolas de samba de São Paulo, na Rede Globo, e ampliou sua arte até a literatura em 2013, quando lançou o romance “Amores absurdos”, título do CD (na foto acima) que gravou simultaneamente. Além disso, é um sambista de primeira linha, com repertório afinado e de bom gosto, como revela este álbum. Confira:

01 - Mais Bonito
(Celso Viáfora)
02 - Dia Lindo
(Celso Viáfora)
03 - Chora (part. esp. Beth Carvalho)
(Celso Viáfora)
04 - Sonhando No Trilho
(Celso Viáfora)
05 - Tabaréu
(Vicente Barreto - Celso Viáfora)
06 - Bola Cheia
(Celso Viáfora)
07 - A Gente Quase Não Se Vê
(Celso Viáfora)
08 - Lá Vem Você
(Celso Viáfora)
09 - Diplomação (part. esp. Ivan Lins e MPB-4)
(Ivan Lins - Celso Viáfora)
10 - Pimenta De Cheiro
(Celso Viáfora)
11 - Emoldurada
(Ivan Lins - Celso Viáfora)
12 - Papai Noel De Camiseta
(Celso Viáfora)

COLABORAÇÃO: Iluvatar, de Chiador-MG

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Claudya canta Taiguara (CD 1998)

 Cantora interpreta 12 canções da obra do cantor e compositor Taiguara
Apesar da bela voz e boa presença de palco, Claudya é mais um talento brasileiro que não desfruta o prestígio que merece. Neste CD, enviado pelo amigo Roberto de Brito, a quem agradeço, é inteiramente dedicado a obra do saudoso Taiguara (Montevidéu, 9 de outubro de 1945 — São Paulo, 14 de fevereiro de 1996), cantor e compositor que, assim como a intérprete, mereceria maior destaque nos anais da nossa música, não só pela qualidade do seu trabalho, mas também por ser o autor mais censurado da MPB pela ditadura, que ceifou 68 canções de sua autoria, segundo dados da Wikipedia. Felizmente, sua história foi resgatada em 2014 na biografia “Os outubros de Taiguara. Um artista contra a ditadura: Música, censura e exílio”, da jornalista carioca Janes Rocha. Este disco é a oportunidade para conhecer um pouco de sua genialidade, traduzida em belas canções que são poesia de primeira qualidade. E, melhor, tudo na interpretação dessa excelente cantora. Confira:

01 - Hoje
02 - Meu Amor, Santa Tereza
03 - Viagem
04 - Donde
05 - Universo no Teu Corpo
06 - Uvardente
07 - Que As Crianças Cantem Livres
08 - Teu Sonho Não Acabou
09 - Mudou
10 - Romina e Juliano
11 - Carne e Osso
12 - Samba do Amor

COLABORAÇÃO: Roberto de Brito


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Sylvinha Araújo - Seleção Especial (2018)

 Coletânea especial com 15 faixas apresenta gravações raras da cantora
 Compilação inclui oito músicas lançadas em quatro compactos simples
Esta seleção especial da saudosa Sylvinha Araújo (Mariana, 16 de setembro de 1951 — São Paulo, 25 de junho de 2008) foi montada pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço por enviá-la. A compilação, com 15 faixas, reúne canções de quatro compactos simples e participações especiais em duetos com o marido Eduardo Araújo, e os amigos Wanderley Cardoso, Ronnie Von, Zé Maurício Machline e Padre Zézinho, com quem dividiu o palco no show "A Canção e a Mensagem", no Ginásio da Portuguesa, em 8 de dezembro de 1996, em São Paulo. As três faixas com o religioso foram extraídas de vídeos do Youtube. A coleção é encerrada com “Datemi um martello”, sucesso da Rita Pavone, sua grande influência na adolescência, em gravação ao vivo durante as comemorações em 2005 dos 40 anos da Jovem Guarda. Confira:

01 - 1970 - Encontrei um amor (Easy Come, Easy Go)
(Jack Keller - Diane Hilderbrand – Versão: Alf Soares)
02 - 1970 - Um tipo especial de amor 
(I'm Gonna Get Married) – Com Eduardo Araújo
(Lou Christie - Twyla Herbert – Versão: Alf Soares)
03 - 1972 - Tudo
(Carlos Geraldo)
04 - 1972 - Pinte de amarelo sua janela
(Isolda – Milton Carlos)
05 - 1981 - Sapataria progresso (Com Eduardo Araújo)
(Eduardo Araújo – Lula Martins)
06 - 1981 - Imagens (Com Eduardo Araújo)
(Eduardo Araújo – Lula Martins)
07 - 1982 - Concerto para uma só voz 
(Concerto Pour Une Voix) - Com Wanderley Cardoso
(Saint-Preux – Adaptação: Wanderley Cardoso)
08 - 1983 - Desejo desejado
(Filó - Zé Maurício)
09 - 1983 - Que as crianças cantem livres
(Taiguara)
10 - 1986 - Sina - Com Zé Maurício Machline
(Djavan)
11 - 1996 - A vida num instante - Com Ronnie Von
(Marco Camargo)
12 - 1996 - Olhares (ao vivo) 
(Pe. Zezinho, scj)
13 - 1996 - Foi teu coração (ao vivo)
(Palavras Que Não Passam) - Com Padre Zézinho
(Pe. Zezinho, scj)
14 - 1997 - Canción de matrimônio - Com Padre Zézinho
(Pe. Zezinho, scj)
15 - 2005 - Datemi un martello (ao vivo)
(Bardotti - Mays - Seeger)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


domingo, 26 de agosto de 2018

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano (LP S/D)

 Álbum é uma reedição do LP "Os anjos cantam", lançado originalmente em 1961
Não se deixe enganar pela capa. Este álbum do Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, é uma reedição do primeiro LP do grupo vocal, intitulado “Os anjos cantam”, originalmente lançado em 1961 pela Odeon. O disco, sem o ano do relançamento pelo selo Fênix, da própria gravadora, se destaca pela produção em estereo, com áudio de boa qualidade. O disco, assim como outros do grupo, apresenta repertório de excelente qualidade, com o inconfundível vocal do Noriel Vilela se destacando entre os demais, igualmente afinados. O principal sucesso do disco é “Leva eu sodade”, canção que abre o álbum, e uma das mais executadas no ano. É disco pra ouvir da primeira até a última faixa, e ainda pedir bis. Confira:

01 - Leva Eu Sodade
(Tito Neto - Alventino Cavalcanti)
02 - Boa Noite
(Francisco J. Silva - Iza M. Da Silva)
03 - Fiz A Cama Na Varanda
(Dilú Mello - Ovidio Chaves)
04 - Canção De Ninar Meu Bem
(Bidú Reis - Gracindo Junior)
05 - Down By The Riverside
(Dazz Jordan)
06 - Greenfields
(Gilkyson - Deher - Miller - Vs: Romeo Nunes)
07 - A Lenda Do Abaeté
(Dorival Caymmi)
08 - Azulão
(Jayme Ovalle - Manuel Bandeira)
09 - Eu E Você
(Roberto Muniz - Jairo Aguiar)
10 - Minha Graúna
(Tito Neto - Avarese)
11 - Dorinha
(Tito Neto - Ary Monteiro)
12 - A Noiva (La Novia)
(Joaquim Prieto - Vs: Fred Jorge)

COLABORAÇÃO: Laércio


sábado, 25 de agosto de 2018

Os Diferentes - Antologia - Palavra de rapaz (2018)

 Dupla de cantores esteve em atividade durante todo período da Jovem Guarda
Um era português, o outro brasileiro. Um era gordo, o outro magro. Assim, baseado no contraste entre ambos, os cantores Victor Daniel Almeida (Lisboa, 10 de agosto de 1941) e Tony Cardoso (São Paulo, maio de 1944) formaram a dupla Os Diferentes. A carreira, pelo que apurei, se limitou a cinco compactos simples lançados pela Copacabana entre 1965 e 1968, ou seja, durante o período da Jovem Guarda. Foi pelas mãos do radialista Antonio Aguillar que a dupla teve a chance de gravar o primeiro single com as músicas “Sou feliz” e “Don’t say bye” (Não me diga adeus), esta incluída na coletânea “Exaltação à juventude”, de 1966. O principal sucesso foi “Palavra de rapaz”, de Luiz Ayrão, curiosamente o lado B do último registro em disco dos cantores, já falecidos. Esta compilação reúne dois compactos da minha coleção e três de um CD genérico adquirido numa feira de vinil. Confira:

01 - 1965 - Sou feliz
(Nairson Menezes - João Dias)
02 - 1965 - Don't say bye (Não Diga Adeus)
(Ronaldo Antonucci - Márcio Antonucci)
03 - 1966 - Eu quero saber
(Tony - Victor - Daniel de Almeida)
04 - 1966 - Larga do meu pé
(Dori Edson - Marcos Roberto)
05 - 1966 - A trombada
(Álvaro de Queiroz)
06 - 1966 - Não vou mudar meu modo de pensar
(Tony Perez)
07 - 1967 - Chuá-pá-pá
(Tony - Victor - Daniel de Almeida)
08 - 1967 - Bata O Pé
(Antonio Aguillar - Dirceu Grasser)
09 - 1968 - Pot-pourri:
Gosto que me enrosco
(Sinhô)
Ela é demais
(Carlos Imperial)
10 - 1968 - Palavra de rapaz
(Luiz Ayrão)



Deny & Dino - Coisas que acontecem sempre (1968)

Compacto duplo com quatro faixas autorais foi lançado em 1968 pela Odeon
Este obscuro compacto duplo do Deny & Dino, lançado pela Odeon em 1968, atende ao pedido do Raul Zim, que solicitou a música “Coisas que acontecem sempre”, incluída no EP. A dupla vocal, formada por José Rodrigues da Silva (o Deny) e Décio Scarpelli (o Dino), ficou famosa pelo uso do falsete em suas interpretações, e manteve repertório com qualidade acima da média em relação ao produzido pelos colegas da Jovem Guarda ao longo carreira, iniciada em 1966 com a música “Coruja”, um clássico do movimento dos anos 1960.

Os cantores se conheceram em Santos, no litoral paulista, ainda adolescentes, e se identificaram pelo mesmo gosto musical – o rock´n´roll -, e resolveram formar a dupla. Cantavam em programas de rádios e boates, como “Os Boas Pintas”. Adotaram o "Deny e Dino" após participar de um Programa de TV, sob o comando de Hugo Santana. Assim, contratados na Odeon, os cantores e também compositores lançaram ainda em 1966 o primeiro LP. O disco trouxe outro hit, "Eu só quero ver", de Sérgio Reis. No ano seguinte, com o segundo álbum (na foto abaixo), a dupla emplacou mais dois hits, "O ciúme" e "Pra ver você chorar".

Ao final da Jovem Guarda, a dupla lançou mais um álbum, "Shut Up", de 1969. Depois da Odeon, a dupla gravou compactos pelos selos Sinter, Top Tape, Continental e Tapecar. Uma coletânea com boa parte desses singles foi postada no Sanduíche Musical, meu blog anterior, e pode ser baixada aqui. Após a morte de Dino, em 1994, Deny continuou carreira com outro parceiro, Elliot de Souza Reis, que manteve o nome Dino, e gravou o CD Essencial (selo Acervo, 1995), com regravações de antigos sucessos ao lado de músicas novas. Deny e seu novo parceiro participaram também de shows, CD e DVD comemorativos da Jovem Guarda, e continuam na ativa. Confira:

01 - Intenção
(Deny)
02 - Coisas que acontecem sempre
(Deny)
03 - O grande dia
(Deny)
04 - Já posso imaginar
(Deny - Dino)



sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Astrud Gilberto - That girl from Ipanema (1977)

 Brasileira radicada nos Estados Unidos é conhecida como Rainha da Bossa Nova
Este é um dos meus discos preferidos da Astrud Gilberto, conhecida nos Estados Unidos, onde reside desde 1963, como a rainha da Bossa Nova. A reedição do álbum em CD foi enviada pelo amigo Iluvatar, de Chiador (MG), a quem agradeço pela colaboração. O disco, originalmente lançado em 1977, tem 10 faixas, e apenas duas são interpretadas em português: “Meu pião”, de Zé do Norte, e o pot-pourri com “Mamãe eu quero” e “Chica Chica Boom Chic”, ambas do repertório da Carmen Miranda. Quatro músicas são de sua autoria, entre as quais “Black Magic”, uma versão que fez de “A gira”, gravada em 1973 pelo Trio Ternura, e "Far Away" (com letra de Hal Shaeffer) em dueto com o lendário Chet Baker. Como ela revelou em entrevistas, este foi um dos eventos mais gratificantes de sua carreira, uma vez que Chet foi seu grande ídolo desde a adolescência.

Astrud Evangelina Weinert, filha de mãe brasileira e pai alemão, nasceu em 29 de março de 1940 na Bahia, mas foi criada no Rio de Janeiro. Cantava amadoristicamente e frequentava bares de bossa nova nos anos 1950, quando conheceu João Gilberto, com quem se casou em 1959. Em 1963 foi para os Estados Unidos com o marido, e lá participou do emblemático disco "Getz/Gilberto" (foto ao lado), com o saxofonista Stan Getz e Tom Jobim. Sua estreia como cantora, a interpretação da versão em inglês de "Garota de Ipanema" é sua obra mais conhecida. Separou-se de João Gilberto e continuou nos EUA, como crooner do grupo de Stan Getz e como solista. Lá, lançou diversos discos de bossa nova e jazz.  Nos anos 1970 começou a compor, e sua música "Live Today" recebeu um prêmio no Festival de Música de Tóquio. Na década seguinte montou uma banda e excursionou por todo o mundo. Em 1990 formou a produtora Gregmar, que lança discos nos EUA, Europa e Ásia. Em 1996 participou da coletânea "Red Hot + Rio", da Verve, cantando "Desafinado" em dueto com o cantor George Michael. Além de ser a própria imagem da bossa nova nos países estrangeiros, Astrud também é um dos pilares do jazz internacional, tendo sido introduzida em 2008 ao International Latin Music Hall of Fame, e premiada em 2008 com o Grammy Lifetime Achievement Award. Confira:

01 - That girl from Ipanema (Garota de Ipanema)
(Tom Jobim - Vinicius de Moraes - vs: N. Gimbel)
02 - Meu pião
(Zé do Norte)
03 - Far away
(Astrud Gilberto - Hal Shaeffer)
04 - We'll make today last night again
(Astrud Gilberto)
05 - Black magic (A Gira)
(Umberto Silva - Beto Scala - vs: Astrud Gilberto)
06 - All I've got
(Astrud Gilberto)
07 - Love for sale
(Cole Porter)
08 - Wanting you
(B. Bushkin - T. Irwin)
09 - The puppy song
(H. Nielsen)
10 - Pot-pourri:
Mamãe eu quero
(Vicente Paiva - Jararaca)
Chica chica boom chic
(H. Warren - M. Gordon)


COLABORAÇÃO: Iluvatar, de Chiador (MG)


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Sá & Guarabyra - Quatro (CD 1999)

 Quarto álbum da dupla foi originalmente lançado em 1979 pela Som Livre
“Quatro”, título deste álbum, provavelmente é uma referência a discografia do Sá & Guarabyra, pois trata-se do quarto LP da dupla, lançado originalmente pela Som Livre em 1979. O primeiro “Nunca”, de 1974, foi produzido pela Odeon, seguido por “Cadernos de viagem” (Continental, 1975) e "Pirão de Peixe com Pimenta" (Som Livre, 1977), disco que trouxe os sucessos “Sobradinho” e “Espanhola”. Este “Quatro” é a reedição em CD, lançada em 1999, e enviada pelo amigo Roberto de Brito, a quem agradeço. Com exceção da faixa “Wonder Woman”, de Toninho Horta e Fernando Brant, as demais canções são de autoria da dupla, incluindo "Sete Marias", que foi como carro-chefe do disco.

Luiz Carlos Pereira de Sá (Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1945) e Guttemberg Nery Guarabyra Filho (Barra, Bahia, 20 de novembro de 1947) começaram em 1971 como trio, ao lado do saudoso Zé Rodrix (que antes era do grupo Som Imaginário). O trio Sá, Rodrix e Guarabyra gravaram dois LPs pela Odeon – “Passado, presente e futuro” e “Terra” (na foto ao lado) – e é considerado o criador do chamado rock rural. Em 1973, Zé Rodrix separou-se do grupo, e então a formação passou a ser Sá & Guarabyra em definitivo. O trabalho mais bem-sucedido da dupla é de 1982, quando gravou ao vivo o disco "10 anos juntos", uma coletânea de sucessos do trio e da dupla, onde foram apresentadas as canções "Dona" e "Caçador de Mim", músicas executadas até hoje nas emissoras de rádio de todo o País.

O trio voltou a se reunir em 2001 com o retorno de Zé Rodrix, gerando o primeiro DVD do trio, "Outra Vez na Estrada" e em 2009 para o lançamento do quarto e último disco reunindo os três músicos, "Amanhã" , uma vez que Zé Rodrix (Rio de Janeiro, 25 de novembro de 1947) faleceu em São Paulo em 22 de maio de 2009. Em 2015, a dupla apresenta seu "Songbook", pela Editora Lumiar, reunindo 35 canções, e lança o projeto em "CD" (na foto acima), com 14 canções, pela Gravadora Kuarup. São trabalhos que apresentam o melhor da produção dos artistas, e representam ótima oportunidade para quem quer conhecer parte da obra desses grandes compositores.

01 - Sete Marias
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)
02 - Wonder Woman (Falso inglês)
(Toninho Horta – Fernando Brant)
03 - Peixe Voador
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)
04 - Polaca Mineira
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)
05 - Pássaro
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)
06 - Flora Medicinal
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)
07 - Vem Queimando A Nave Louca
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)
08 - Alucinante Alice
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)
09 - Chão de Poeira
(Luiz Carlos Sá) 
Cigarro de Palha
(Gutemberg Guarabyra)
10 - Chuva Do Campo
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)
11 - Baquiá
(Luiz Carlos Sá – Guarabyra)

COLABORAÇÃO: Roberto de Brito


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Daniel Bueno - Se eu pudesse conversar com Deus

 CD lançado em 1996 tem participações do Agnaldo Timóteo e Leonardo Sullivan
Hoje apresento o CD do Daniel Bueno, lançado em 1996, com as participações especiais do Agnaldo Timóteo e Leonardo Sullivan. O álbum, enviado pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço, se destaca pelas releituras de “Estou começando a chorar”, sucesso do Wilson Miranda, “Se eu pudesse conversar com Deus” (Antonio Marcos) e “Bloco da solidão”, gravada por intérpretes como Altemar Dutra, Jair Rodrigues e Maysa, além de “No céu dos braços teus”, uma versão do clássico latino “El condor pasa”. Boa parte do repertório, porém, é de autoria do cantor, que tem mais de 10 álbuns em sua discografia, muito dos quais dedicado ao forró, graças a influência recebida de nomes como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino e Marinês, conforme revela o artista em seu site (aqui).

Daniel Bueno nasceu em Carnaíba, no Vale do Pajeú, Alto Sertão Pernambucano. Aos 11 anos, mudou-se para Afogados da Ingazeira, cidade vizinha, onde estudou o Ginásio e o Científico. Aos 15 anos, começou a trabalhar como repórter e produtor na Rádio Pajeú. Nessa época já compunha músicas e tocava violão. Aos 24 anos venceu o Festival Pernambuco Música Hoje com “Canção para Dom Hélder”, gravada em compacto. Ainda participou como crooner dos grupos Unidos da Saudade e Rutilante. Até que, em 1987, mudou-se para o Recife. Na capital, Daniel mergulhou em suas raízes para compor xotes e baiões, marcando as imagens e experiências vividas durante a infância no Sítio Oitizeiro, em Carnaíba, sua terra natal. Hoje, Daniel Bueno vem se destacando como intérprete e compositor da autêntica música nordestina, especialmente o forró pé de serra. Seus maiores sucessos, nesse gênero, são: “Na fazenda de vovô”, “Filho do morador”, “Xote natalino”, “Minha saudade”, “O filme”, “Minha casa”, dentre outros. Confira este:

01 - Se eu pudesse conversar com Deus (part. esp. Agnaldo Timóteo)
(Nelson Ned)
02 - Você é minha
(Daniel Bueno)
03 - Meu endereço
(Daniel Bueno)
04 - Que amor é esse (part. esp. Leonardo Sullivan)
(Daniel Bueno)
05 - Onde está você
(Daniel Bueno)
06 - Não adianta fingir
(Daniel Bueno)
07 - Que saudade de você
(José Pereira Jr. – Lula)
08 - Nossa Senhora
(Daniel Bueno)
09 - Bloco da solidão
(Evaldo Gouveia – Jair Amorim)
10 - Cansei de você
(Daniel Bueno)
11 - Namorados
(Alberto Luiz)
12 - Deus é quem sabe
(Daniel Bueno)
13 - No céu dos braços teus (El Condor Pasa)
(Daniel Robles – Versão: J. Viola – Cilinha)
14 - Estou começando a chorar
(Roberto Carlos)
15 - Volta pra mim
(Daniel Bueno)


COLABORAÇÃO: Aderaldo


terça-feira, 21 de agosto de 2018

Trilha sonora original da novela A Patota (LP 1972)

 Álbum se destaca pelo grupo The Clowns, presente em 11 das 14 faixas
O disco com a trilha sonora da novela A Patota, exibida pela Rede Globo entre 27 de novembro de 1972 e 29 de março de 1973, foi enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração. Com 101 capítulos, a telenovela foi escrita por Maria Clara Machado, dirigida por Reynaldo Boury, e produzida em preto e branco. Foi a terceira “novela das seis” da emissora. No elenco, atores como Débora Duarte, Mario Gomes, Marco Nanini, Lúcia Alves, Reynaldo Gonzaga, Renata Fronzi, Zezé Motta e outros. A trilha é predominantemente interpretada pelo grupo The Clowns, provavelmente formado em estúdio, presente em 11 das 14 faixas do disco, com destaque para “Beautiful Sunday”, sucesso pela versão “Domingo feliz” na voz do Angelo Máximo. Confira:

01 - The Clowns - Pushbike Song
(I. Jones - E. Jones)
02 - The Clowns - A Garotada
(Eustaquio Sena)
03 - Wayne Newton - Echo Valley
(Holmers Cooper)
04 - The Clowns - Professor Borboleta
(W. Blanc - N. Pestana)
05 - Valerie Simpson - Silly Wasn’t I
(Ashford - Simpson - Armstead)
06 - Temptations - Papa Was a Rollin’ Stone
(N. Whitfield - B. Strong)
07 - The Clowns - A Patota
(W. Blanc - N. Pestana)
08 - The Clowns - Anjo da Manhã
(Carlos Roberto Marques)
09 - The Clowns - Nick e o Viralata
(W. Blanc - W. Luze)
10 - The Clowns - Ooh-Wakka-Doo-Wakka-Day
(O'Sullivan)
11 - The Clowns - Valsa dos Anjos
(W. Blanc - Costa Neto)
12 - The Clowns - Beautiful Sunday
(Boone - McQueen - Stirling - McQueen)
13 - The Clowns - You Are Everything
(Bell - Creed)
14 - The Clowns - Meet Me On The Corner
(Clements)

COLABORAÇÃO: Laércio


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Oswaldo Montenegro ao vivo no Palace (LP 1988)

Artista estreia nesta quarta-feira, 22, seu filme no Festival de Gramado
Gravado ao vivo, em julho de 1988, no Palace, em São Paulo, este é mais um bom disco do Oswaldo Montenegro. O álbum, lançado no mesmo ano pela Som Livre, se destaca pela faixa “Metade”, música do primeiro LP, “Trilhas”, independente, que teve apenas 300 cópias, vendidas durante um musical do qual o cantor e compositor participava. Segundo o próprio artista, em informação incluída na biografia apresentada em seu site (aqui), não existe a master do disco, que acabou se perdendo com o tempo e virou raridade, na mão de poucos.

Oswaldo Viveiros Montenegro nasceu em 15 de março de 1956, no Grajaú, Rio de Janeiro, filho mais velho de quatro irmãos. Aos sete anos mudou-se para São João Del Rey, Minas Gerais, onde passou boa parte da infância. Começou a estudar violão aos oito anos, e compôs sua primeira canção, "Lenheiro", nome do rio que corta a cidade. Aos 13 anos, já de volta ao Rio de Janeiro, venceu seu primeiro festival, com a "Canção Pra Ninar Irmã Pequena", música que mais tarde gravaria na trilha do vídeo "O Vale Encantado", com o título "Canção Pra Ninar Gente Pequena”. Em 1971, mudou-se com a família para Brasília, cidade que viria a adotar e que é tema constante em sua obra. Aos 14 anos, ainda em Brasília, começou a participar com frequência dos festivais da cidade. Em 1972 teve a música "Automóvel" classificada no último Festival Internacional da Canção - FIC, da Rede Globo.

Dois anos depois, em parceira com o amigo de infância e parceiro Mongol, escreveu sua primeira peça musical, "João sem Nome", encenada em 1975, no Teatro Martins Pena, de Brasília. Em 1975, assinou seu 1º contrato com uma gravadora - a Som Livre - lançando seu primeiro compacto, "Sem Mandamentos". Em 1977, lançou seu primeiro LP, "Trilhas", e no ano seguinte, foi convidado a gravar pela WEA seu 1º LP por uma gravadora - "Poeta Maldito, Moleque Vadio". Foi em 1979 que ganhou notoriedade ao participar do festival de MPB da extinta TV Tupi, com a música "Bandolins", que ficou em 3º lugar, sendo que no ano seguinte ganhou o 1º lugar no festival MPB-80, da Globo, com "Agonia", de Mongol. A partir daí, sua carreira no disco ganhou impulso, e diversificou suas atividades ao investir no cinema. Em 2010 lançou “Léo e Bia”, seu primeiro longa-metragem, seguido de “Solidões” (2013) e agora é a vez de “A chave do vale encantado”, seu mais recente trabalho, que estreia nesta quarta-feira, 22, no Festival de Cinema de Gramado. Confira o disco:

01 - Intuição
(Oswaldo Montenegro - Mongol)
02 - Condor
(Oswaldo Montenegro)
03 - Metade
(Oswaldo Montenegro)
04 - Leo e Bia
(Oswaldo Montenegro)
05 - O chato
(Oswaldo Montenegro)
06 - Lua e flor
(Oswaldo Montenegro)
07 - Mistérios
(Oswaldo Montenegro)
08 - A dama do sucesso
(Oswaldo Montenegro - Mongol)
09 - Só
(Oswaldo Montenegro)
10 - Sempre não é todo dia
(Oswaldo Montenegro - Mongol)



domingo, 19 de agosto de 2018

Vanusa - Dois LPs em Um CD - Volume 2 (2001)

 Álbuns lançados pela RCA em 1979 e 1981 foram remasterizados em 2001
Dois álbuns da Vanusa, lançados pela RCA Victor em 1979 e 1981, estão reunidos neste CD, reeditados em CD em 2001. Os discos, enviados pelo amigo Roberto de Brito, a quem agradeço, são do período de grande prestígio da cantora e compositora, principalmente por defender os direitos da mulher em algumas de suas canções, como “Mudanças”, música que abre o LP de 1979, e “S.O.S. Mulher”, do repertório de 1981. “Não sou feminista. Sou feminina”, argumentava a cantora sobre o assunto. Com sua bonita e afinada voz, Vanusa desfila um repertório de bom gosto, especialmente por faixas como “Meu nome é noite vadia”, do Altay Veloso, “Espacial” (Belchior), “Travessia” (Milton Nascimento) e outras. Uma das curiosidades é “Eu sobrevivo”, versão de “I will survive”,  hit da Gloria Gaynor, feita pelo “mago” Paulo Coelho, que assina a produção do LP de 1981. Confira:

01 - Mudanças
(Sérgio Sá - Vanusa)
02 - Veja só
(Altay)
03 - Nino Rafael
(Vanusa - Sérgio Sá)
04 - Preocupada com você
(Mauro Motta - Eduardo Ribeiro)
05 - Maria dama da noite
(Altay)
06 - Meu nome é noite vadia
(Altay)
07 - Gaiola dourada
(Sérgio Sá)
08 - Sol e lua
(Vanusa - Sérgio Sá)
09 - A vida não pode parar
(Octavio Burnier - Ivan Wrigg)
10 - Espacial
(Belchior)
11 - Folhas do tempo
(Maxcilliano - Paulinho Camargo)
12 - Eu sobrevivo (I will survive)
(D. Fekaris - F. Perren - vs: Paulo Coelho)
13 - Esse homem
(Altay Veloso)
14 - Polivalente
(Vanusa - Vannucci)
15 - Travessia
(Milton Nascimento)
16 - No vidro do carro
(Mauricio Duboc - Carlos Colla)
17 - S.O.S. mulher
(Vanusa)
18 - Rastros
(Didi Milfont - Nelson Carvalho)
19 - Castigo
(Daltony - Vanusa)
20 - Quem dera
(Daltony - Lulu - Deda)
21 - Oração de São Francisco de Assis
(Adaptação: Vanusa)


COLABORAÇÃO: Roberto de Brito


sábado, 18 de agosto de 2018

Eduardo Araújo - O bom - Vol. 2 - Alta tensão (LP 1967)

 Segundo álbum do Eduardo Araújo foi produzido pela Odeon em 1967
Este é o segundo álbum da carreira do cantor e compositor Eduardo Araújo, um dos pioneiros do rock no Brasil. O disco, enviado pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço, é uma sequência do primeiro LP, “O bom”, daí o título de segundo volume, com o acréscimo do subtítulo “Alta tensão”, nome da música que abre o álbum. Ainda no apogeu da Jovem Guarda, período em que comandou um programa para jovens na extinta TV Excelsior, o cantor já demonstra sua inquietação por novos rumos musicais, especialmente pela faixa “Com caipira não se brinca”, na qual mistura rock com xaxado. Sem a mesma repercussão que o primeiro álbum, que trouxe sucessos como “Vem quente que estou fervendo”, “Goiabão”, “Viva o divórcio”, “Faz só um mês” e, é claro, “O bom”, além da romântica “O mundo a teus pés”, este disco também merece ser curtido. Confira:

01 - Alta tensão 
(Chil Deberto - Eduardo Araújo)
02 - Me dê um beijo meu bem 
(Chil Deberto)
03 - Com caipira não se brinca 
(Chil Deberto - Eduardo Araújo)
04 - Combustão lenta 
(Chil Deberto - Eduardo Araújo)
05 - O marionete 
(Chil Deberto - Eduardo Araújo)
06 - A velhinha transviada 
(Eduardo Araújo)
07 - Quem é que passa 
(Carlos Cruz - Fernando César)
08 - Teimosa 
(Chil Deberto - Eduardo Araújo)
09 - Vem comigo 
(Miranda Mayo)
10 - Seu olhar 
(Chil Deberto)
11 - A minha vez de negar (A whiter shade of pale) 
(Reld - Brooker)
12 - Se eu gosto de você, e você gosta de mim 
(Chil Deberto)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Sal Mineo - Down By The Riverside (LP 1958)

Ator do filme "Juventude transviada" também obteve sucesso no disco
Depois do enorme sucesso com o filme “Juventude transviada” (“Rebel without a cause”), estrelado em 1955 por James Dean, no qual interpretou Plato, um dos primeiros adolescentes gays do cinema, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar como melhor ator coadjuvante, Sal Mineo fez uma breve incursão na música pop, gravando vários discos, com destaque para este LP. O disco, lançado em 1958, foi enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração. A passagem do ator pelo vinil foi bem sucedida, e um dos seus singles, "Start Movin'", alcançou a nona posição na Billboard's pop. Segundo a Wikipedia, ele vendeu mais de um milhão de cópias, e foi premiado com um disco de ouro.

Salvatore “Sal” Mineo Jr. nasceu no Bronx, filho de imigrantes italianos, em 10 de janeiro de 1939, nos Estados Unidos. Desde criança estudava dança e teatro. Em 1951 apareceu pela primeira vez nos palcos em “The Rose Tattoo”, na Broadway, baseado na obra de Tennessee Williams. Também trabalhou ao lado do ator Yul Brynner como o jovem príncipe do musical “O Rei e Eu”. A partir de 1951, começou a aparecer também na televisão, antes de fazer sua estreia no cinema em 1955, no filme “Pevney Joseph Six Bridges to Cross”, onde derrotou Clint Eastwood para ficar com o papel. Seu primeiro grande sucesso veio no mesmo ano em "Juventude Transviada". Até o final dos anos 1950 o ator era uma celebridade, por vezes referido como o "Switchblade Kid", um apelido que ganhou de seu papel como um criminoso no filme “Crime nas Ruas” ("Crime in the streets"), produzido em 1956.

Outro papel importante em sua carreira foi como o baterista Gene Krupa, no filme “The Gene Krupa Story” (foto ao lado), produzido em 1959, sendo que em 1960 estrelou "Exodus", como um imigrante judeu, pelo qual ganhou um Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante, e recebeu pela segunda vez uma indicação ao Oscar como melhor ator coadjuvante. A carreira, que inclui direção em peças no teatro, começou a declinar após revelar sua bissexualidade no início dos anos 1960. Foi um dos primeiros atores a assumir o fato publicamente, e sua última aparição no cinema foi no filme “Fuga do planeta dos macacos”, o terceiro da série, em 1971, no papel de Milo. O artista morreu aos 37 anos de forma trágica, assassinado com uma facada no peito, em 12 de fevereiro de 1976, quando chegava em casa em West Hollywood, Califórnia, após um ensaio, vitima de assalto, e será sempre lembrado pela sua atuação no cinema. Confira o cantor:

01 - Too young
(Dee - Lippman)
02 - My bride
(Ackerman - H. Stevens)
03 - Not tomorrow but tonight
(Singer - Baderak)
04 - The words that I whisper
(G. Rich)
05 - Blue-eyed baby
(Shayne)
06 - Tattoo
(Rotfeld)
07 - Now and for always
(R. Alfred)
08 - Down by the riverside
(D. Jordan)
09 - Secret doorway (From "Rebel without a cause")
(Discant - Rosenman)
10 - Oh Marie
(Barlow)
11 - Deep devotion
(N. Sherman - H. Miller - Berger)
12 - Baby face
(B. Davis - Akst)

COLABORAÇÃO: Laércio



quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Aretha Franklin - Respect (CS 1967)

Cantora ganhou dois prêmios Grammy com o disco que a projetou no exterior
Quis o destino que justamente hoje, quando completa 41 anos da morte do rei do rock, Elvis Presley, fosse também o dia de nos despedirmos da rainha do soul, Aretha Franklin, aos 76 anos. Enferma desde 2010, a cantora faleceu devido ao "câncer de pâncreas em estágio avançado", segundo comunicado divulgado para a imprensa, citando o médico de Aretha. Ela deixa quatro filhos. Apesar da enfermidade, a artista se apresentou em novembro de 2017 em um evento da Fundação Elton John contra a Aids em Nova York, nos Estados Unidos. Segundo consta, seu último show solo aconteceu na Filadélfia, em agosto de 2017.

Aretha Louise Franklin nasceu em Memphis, no estado americano do Tennessee, em 25 de março de 1942. Ela gravou seus primeiros discos aos 14 anos na igreja de seu pai, Clarence LaVaughn Franklin, um pastor batista. Começou a carreira como estrela gospel, mas em menos de uma década se tornou grande nome do R&B americano. Só parou de produzir quando sua saúde a obrigou. Ao todo, foram 42 álbuns de estúdio, 6 discos ao vivo, 45 coletâneas e 131 singles, com destaque para este compacto simples, lançado em 1967 pelo selo Atlantic.

O disco, postado em sua homenagem, traz a música “Respect”, uma dinâmica releitura da canção de Otis Redding, que Aretha transformou num hino político e feminista. Na versão original, um homem exige o respeito de sua esposa, por ser ele quem sustenta a família. Mas a cantora, em sua releitura gravada no dia de São Valentim de 1967, elimina esse esquema tradicional, colocando as palavras na boca de uma mulher forte e dinâmica. Com este grande sucesso, ganhou os dois primeiros de seus 18 prêmios Grammy, dando-lhe projeção internacional. A revista Rolling Stone coroou “Respect” como a quinta melhor canção "de todos os tempos" em uma lista de sucessos publicada em 2004, na qual a cantora aparecia atrás apenas de Bob Dylan, Rolling Stones, John Lennon e Marvin Gaye. Confira:

01 - Respect
(Otis Redding)
02 - Do Right Woman - Do Right Man
(Penn - Moman)



Elvis Presley Sings The Blues (CD 1984)

 Álbum lançado na Alemanha resgata principais blues interpretados por Elvis
Há exatos 41 anos, mais precisamente em 16 de agosto de 1977, o rock ficou de luto com a morte do Elvis Presley, aos 42 anos. Em sua homenagem, apresento este “Elvis sings the blues”, álbum com capa envelhecida lançado em 1984 na Alemanha, no qual mostra que, além do rock, o cantor era também um excelente intérprete de blues. A lembrança de sua morte coincide com a estreia nesta quinta-feira do documentário original da HBO “Elvis Presley: The Searcher", abrindo a Temporada de Documentários 2018. São dois episódios que mergulham na vida do rei do rock por meio de depoimentos inéditos de pessoas que o conheceram bem e foram profundamente influenciadas por ele. Confira o disco:

01 - When It Rains It Really Pours
(William Robert Emerson)
02 - New Orleans
(Sid Tepper - Roy C. Bennett)
03 - It Feels So Right
(Fred Wise - Ben Weisman)
04 - A Mess Of Blues
(Doc Pomis - Mort Shuman)
05 - Like A Baby
(Jesse Stone)
06 - Reconsider Baby
(Lowell Fulson)
07 - I Feel So Bad
(Chuck Willis)
08 - Give Me The Right
(Fred Wise - Norman Blagman)
09 - Beach Boy Blues
(Sid Tepper - Roy C. Bennett)
10 - Big Boss Man
(Smith - Dixon)
11 - Stranger In My Own Home Town
(P. Maufield)
12 - Power Of My Love
(Giant - Baum - Kaye)
13 - My Babe
(W. Dixon)
14 - Got My Mojo Working
(Preston - Foster)
15 - Steamroller Blues
(James Taylor)