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domingo, 29 de abril de 2018

Vapor Barato - Pra lá da canção (LP 1982)

 Álbum independente foi gravado no Estúdio Eldorado, em São Paulo
Este álbum independente, gravado em 1982 no Estúdio Eldorado, em São Paulo, é o único gravado pela banda Vapor Barato, formada no bairro de Pinheiros, na capital paulista, em plena virada da década de 1970 para 1980. O disco traz um repertório próprio, além de uma versão de “Nobody Loves You”, do John Lennon, que virou o samba canção  “Ninguém Te Ama”.  O Vapor Barato fazia MPB, influenciado pelas modernidades do seu tempo e com um olho nas raízes da musica. Assim, há momentos que o som do Vapor soa experimental, passa por um baião, vira samba canção e eclode num serialismo.

Em busca de informação sobre o grupo, acabei encontrando uma postagem no blog Muzamúsica (aqui), que serviu de base para a apresentação do disco e dos músicos envolvidos. Vapor Barato começou com um trio no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e aos poucos se transformou numa banda com Eduardo Montagnari (voz, violão), Ney Marques (violão, guitarra, bandolim), Nelson Presbiteris (baixo elétrico), Celso Haddad (flauta, voz), Ricardo Wucker (piano) e Carlos Sá (bateria).  O grupo fez turnês por Araraquara, Ribeirão Preto, Bauru e outras cidades do Estado. Em São Paulo tocou na Estação do Metro São Bento (na foto abaixo), no TUCA, em casas noturnas e bares, da Bela Vista a Moema.

Participou da Virada Paulista no Teatro Lira Paulistana, teve sua noite no palco do teatro subsolo em Pinheiros, se apresentando entre tantos outros grupos que fervilhavam em São Paulo com propostas especificas e diferenciadas. Em 1982, o grupo arrecadou o que tinha e bancou a gravação deste disco. Havia naquele momento certamente o aroma da contracultura na atmosfera. Álbum independente, caras cabeludos, vida comunitária, contracapa escrita à mão, o diagrama do I-Ching na capa, signos e mais signos envoltos por uma musicalidade original e pontual. Depois de gravado, o grupo se extingiu, e jamais voltou a tocar após o lançamento do álbum. Confira:

01 - Vapor
(Monica - Eduardo Montagnari)
02 - Blitz
(Paul Constantinides - Ney Marques - Eduardo Montagnari)
03 - Ninguém te ama
(John Lennon - Vapor Barato)
04 - Vinheta Vapor Barato
(Vapor Barato)
05 - Cabelos compridos
(Eduardo Montagnari)
Lamento muito
(Paul Constantinides - Eduardo Montagnari - Ney Marques)
06 - Levante
(Eduardo Montagnari) 
De repente
(Eduardo Montagnari) 
Um baião
(Ney Marques)
07 - Pelo sim, pelo não
(Eduardo Montagnari)
08 - Só (instrumental)
(Ricardo Wucker) 
09 - Pra lá da canção
(Eduardo Montagnari)
Mal da idade
(Eduardo Montagnari - Beto Pizzi)



sábado, 28 de abril de 2018

Joelma - Muito mais Joelma - Volume 1 (2013)

 Seleção traz gravações originais e versões em português gravadas pela Joelma
Para apresentar esta postagem, idealizada por Carlos Alberto e Juarez Dioclécio, do Fã Clube Joelma, a quem sou grato pela colaboração, vou reproduzir o texto do verso da capa: “Este trabalho contém canções internacionais, com os respectivos criadores, vertidas para o português e gravadas na bela voz da cantora Joelma. A excelente intérprete teve a oportunidade de demonstrar todo o seu talento e versatilidade em uma nova leitura, enriquecendo cada melodia e proporcionando-lhes um toque especial. Joelma, na maioria das músicas, conseguiu ocupar posição privilegiada nas paradas de sucesso, mesmo competindo com a força de cantores internacionais como Ornella Vanoni, Little Tony, Hervé Vilard, Mireille Mathieu, Jean Loup Chauby, Wilma Goich, Tom Jones, Christophe e Pino Donaggio, entre outros. Ouçam e sintam no fundo do coração!”.

01 - Ornella Vanoni - Non dormi niente
(Burt Bacharach - Hall David - Mogol)
02 - Joelma - Não diga nada (Non dormi niente)
(Burt Bacharach - Hall David - Mogol - vs: Paulo Queiroz)
03 - Little Tony - T'amero e t'amero
(G. Amendola)
04 - Joelma - Perdidamente te amarei (T'amero e t'amero)
(G. Amendola - vs: Gláucia Prado)
05 - Hervé Vilard - Capri c'est fini
(H. Vilard - M. Hurten)
06 - Joelma - Pra quê (Capri c'est fini)
(H. Vilard - M. Hurten - vs: Gláucia Prado)
07 - Mirelle Mathieu - Mon credo
(A. Pascal - P. Mauriat)
08 - Joelma - Onde estás (Mon credo)
(A. Pascal - P. Mauriat - vs: Carlos Vidal)
09 - Jean Loup Chauby - Non, tu ne m'aimes plus
(Bob du Pac - Jean Loup Chauby - vs: Gláucia Prado)
10 - Joelma - Não te quero mais (Non, tu ne m'aimes plus)
(Bob du Pac - Jean Loup Chauby)
11 - Wilma Goich - Ho capito che ti amo
(Luigi Tenco)
12 - Joelma - Acredito que te amo (Ho capito che ti amo)
(Luigi Tenco - vs: Gláucia Prado)
13 - Ornella Vanoni - Finalmente libera
(M. Jourdan - A. Canfora - J. Baselli)
14 - Joelma - Finalmente liberdade (Finalmente libera)
(M. Jourdan - A. Canfora - J. Baselli - vs: Gláucia Prado)
15 - Tom Jones - Thunderball
(John Barry - Don Black)
16 - Joelma - Furacão  (Thunderball)
(John Barry - Don Black- vs: Nazareno de Brito)
17 - Christophe - Je ne t'aime plus
(Christophe)
18 - Joelma - Não me deixes não (Je ne t'aime plus)
(Christophe - vs: Joelma)
19 - Jean Loup Chauby - Reviens-moi
(Bob du Pac - Jean Loup Chauby)
20 - Joelma - Volte pra mim (Reviens-moi)
(Bob du Pac - Jean Loup Chauby - vs: Gláucia Prado)
21 - Pino Donaggio - L'ultima telefonata
(Pino Donaggio - Vito Pallavicini)
22 - Joelma - Últino telefonema (L'ultima telefonata)
(Pino Donaggio - Vito Pallavicini - vs: Nazareno de Brito)


COLABORAÇÃO: Carlos Alberto (Fã Clube Joelma)


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Cléo Galante - De balanço em balanço (LP 1993)

 Único álbum do cantor e compositor foi produzido pela gravadora Paradoxx
Apreciadores de samba rock vão se deliciar com este álbum do Cléo Galante, “De balanço em balanço”, lançado em 1993 pela Paradoxx, e enviado pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração. Trata-se do único LP do cantor e compositor, com 10 músicas de sua autoria, mas a postagem também apresenta duas faixas bônus, lançadas originalmente num raro compacto simples sem data - provavelmente de 1979 – pela Tapecar. O destaque é a balanceada “Eu vou casar”, que abre o disco, e tem como curiosidade a releitura de “Quando alguém se apaixona”, conhecida como “Ninguém pode entender”, um dos sucessos do artista, que também aparece como Cléo Galanth grafado em outros discos. Confira:

01 – Eu vou casar
(Cléo Galante)
02 – Sonhei e acordei
(Cléo Galante)
03 – Eu não sabia
(Cléo Galante)
04 - Aconteceu
(Cléo Galante)
05 – Você vai ver
(Cléo Galante)
06 – Mudando de assunto
(Cléo Galante)
07 – O que eu quero
(Cléo Galante)
08 – Tem dó
(Cléo Galante)
09 – Meio avacalhado
(Cléo Galante)
10 – Quando alguém se apaixona
(Cléo Galante)

BÔNUS (Compacto simples Tapecar)

11 – Está bem, que é que tem 
(Cléo Galante)
12 – Hei... não ligue
(Cléo Galante)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Vários intérpretes - Globo de ouro - vol. 5 (LP 1979)

 Principais atrações do programa da Rede Globo estão reunidas neste LP
Um dos programas musicais de grande sucesso da TV nos anos 1970/1980 foi o Globo de Ouro, produzido e apresentado pela Rede Globo, e hoje em reprise pelo Canal Viva. Ao longo desse período, a atração mensal teve diferentes diretores e apresentadores, e foi ao ar em vários dias da semana, chegando a ser semanal em algumas épocas. O objetivo era levar ao telespectador os maiores sucessos musicais do momento. O projeto ganhou maior dimensão em 1976, quando foi lançado em disco o primeiro volume da série que desconheço o tamanho. Este quinto é de 1979, e traz canções interpretadas por artistas como Lilian, Jair Rodrigues, Ruy Maurity, Fábio Jr., Francis Hime e até a atriz Neusa Borges. Confira:

01 - Lilian - Sou rebelde (Soy rebelde)
(M. Alejandro - vs: Paulo Coelho)
02 - Julio César - Tu
(Orloff - Kunze - vs: Aleide Dalto)
03 - Jair Rodrigues - Gotas de veneno
(Nei Lopes - Wilson Moreira)
04 - Carlos Alexandre - Feiticeira
(Carlos Alexandre - Osvaldo Garcia)
05 - Conjunto Super Bacana - Tá com medo tabaréu (Melô da pipa)
(Pedrinho - Laranjeiras)
06 - Francis Hime - Pivete
(Francis Hime - Chico Buarque)
07 - Danny - Para esquecer
(Daniel Cabuche - Lilian)
08 - Jane & Herondy - Por muitas razões eu te quero
 (Por muchas razones te quiero)
(Palito Ortega - vs: Walter José)
09 - Ruy Maurity - Bananeira mangará
(Janduhy Finizola)
10 - Roberto Ribeiro - Todo menino é um rei
(Nelson Rufino - Zé Luiz)
11 - Fábio Jr. - Pai
(Fábio Jr.)
12 - Dicró - Olha a rima
(Dicró - Dias)
13 - Neusa Borges - Folhetim
(Chico Buarque)
14 - Bianca - Os tempos mudaram (O que me importa)
(Cléo)



quarta-feira, 25 de abril de 2018

Dorival Caymmi - Eu vou pra Maracangalha (LP 1957)

 LP produzido pela Odeon traz clássicos do repertório do Dorival Caymmi
Pense num disco repleto de clássicos. É o caso deste LP de 10 polegadas, “Eu vou pra Maracangalha”, do Dorival Caymmi, lançado em 1957 pela Odeon e enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço. Para apresentá-lo, vou reproduzir o texto do Aloysio de Oliveira, impresso na contracapa: “A poesia e a música de Dorival Caymmi, ou melhor, poderemos dizer a arte de Dorival Caymmi já é um fato consagrado em nosso País. Quando Dorival Caymmi faz um sucesso, ele atinge diretamente a alma do povo brasileiro.

Ao escrever “Maracangalha”, o baiano, na simplicidade de seus versos e sua música, consegue transmitir a filosofia de um James Hilton quando imaginou o famoso Shangri-La, de “Horizonte perdido”, e de outros locais fictícios mais cobiçados por todos. “Se a Anália não quiser ir / Eu vou só...”. Nem a companheira imaginária impede a ansiedade pelo seu recanto de felicidade. Neste disco, a Odeon, além de oferecer “Maracangalha” aos adeptos de LP, reuniu outras seleções não menos interessantes, todas elas escritas e interpretadas por Caymmi:

01 - Eu vou pra Maracangalha
(Dorival Caymmi)
02 - Samba da minha terra
(Dorival Caymmi)
03 - Saudades da Bahia
(Dorival Caymmi)
04 - Acontece que eu sou baiano
(Dorival Caymmi)
05 - Fiz uma viagem
(Dorival Caymmi)
06 – Vatapá
(Dorival Caymmi)
07 - Roda pião
(Dorival Caymmi)
08 - 365 igrejas
(Dorival Caymmi)

COLABORAÇÃO: Laércio


terça-feira, 24 de abril de 2018

Marcus Pitter - Tô contigo e não abro (EP 1978)

 Compacto duplo do Marcus Pitter foi produzido em 1978 pela Som Livre
Agradeço ao amigo Aderaldo por enviar este compacto duplo do Marcus Pitter, lançado em 1978 pela Som Livre, com produção do Márcio Antonucci, d'Os Vips. O disco do cantor e compositor, que fez muito sucesso no início dos anos 1970, período em que foi contratado da Polydor/Philips, se destaca por duas faixas. A primeira é a homenagem que faz a Elvis Presley, com direito a incidental “Love me tender”, um dos grandes hits do rei do rock. A segunda é “Não sou eu não”, que abre o lado B do disco, composta pela dupla Raul Seixas e Paulo Coelho. Confira:

01 – Elvis Presley & Love me tender
(Pitter – Pitter) - (E. Presley – V. Maison)
02 – Tô contigo e não abro
(Pitter – Pitter)
03 – Não sou eu não
(Raul Seixas – Paulo Coelho)
04 – Guria matuta
(Antenor Luz Filho)

COLABORAÇÃO: Aderaldo

sábado, 21 de abril de 2018

Clementina de Jesus - Cangoma me chamou (LP 1966)

 Primeiro disco da cantora, de 1966, foi reeditado pela Odeon em 1988
Um velho ditado apregoa que a vida começa aos 40. Não foi o caso da neta de escravos, Quelé, como era chamada Clementina de Jesus, nascida em Valença (RJ), no dia 7 de fevereiro de 1901, que gravou este seu primeiro álbum solo pela EMI-Odeon apenas em 1966, quando já tinha 65 anos. Foi, porém, aos 63 que ganhou os palcos e revolucionou o samba, após ter sido descoberta pelo poeta e futuro produtor musical Hermínio Bello de Carvalho. O jovem ficou fascinado pela sambista fluminense e passou a prepará-la para o espetáculo "Rosa de Ouro", show que rodou as principais capitais e virou disco pela Odeon.

Negra, idosa e pobre, Quelé foi exemplo de força e luta para o povo brasileiro, em especial para as mulheres. Criou as filhas sozinha e trabalhou como empregada doméstica até o começo da vida artística. A partir daí, Clementina de Jesus resgatou o conhecimento de seus antepassados e apresentou a cultura africana nos poucos discos que gravou e nas participações em álbuns de grandes nomes da MPB, como Clara Nunes, Milton Nascimento, João Bosco (na foto abaixo) e Alceu Valença.

Mesmo assim, Clementina nunca foi um grande sucesso em vendagem de discos. Talvez por ter gravado quase que somente temas folclóricos, ou por sua voz - rouca, grave e rasgada - não obedecer aos padrões estéticos tradicionais. O principal sucesso popular foi “Marinheiro só”, de Caetano Veloso, além de "Partido Clementina de Jesus", mais conhecida como "Não vadeia Clementina", de Candeia, da Portela, em dueto com Clara Nunes. O que realmente impressionava eram suas aparições no palco, onde tinha um contato direto com seu público, que foi brindado no ano passado com o livro “Quelé, a voz da cor – Biografia de Clementina de Jesus”, resultado de uma monografia de quatro estudantes - Felipe Castro, Janaína Marquesini, Luana Costa e Raquel Munhoz – para conclusão do curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo.

O livro revela que Clementina foi mãe solteira aos 20 e poucos anos, morou em bairros pobres do subúrbio do Rio e criou a primogênita Laís sem o pai. Deu duro como empregada doméstica, e teve outra filha, Olga, já casada com Albino Pé Grande, que conheceu na Mangueira e com quem dividiu o teto de 1940 a 1977. Custou a ter telefone em casa, sustentou o marido doente por vários anos, e a aposentadoria minguada que recebia se juntava a cachês cada vez mais raros no fim da vida. Fazia shows, apesar de a cabeça falhar e de esquecer as letras. Octogenária, lutava para pôr alimento e remédio em casa em meio a sucessivos derrames e isquemias. Faleceu em função de um derrame na Vila Santo André - Inhaúma - Rio de Janeiro, em 19 de julho de 1987, e apenas 200 pessoas assinaram o livro de presença no velório, realizado no Teatro João Caetano. Entre os poucos famosos estavam Paulinho da Viola, Elymar Santos e Xangô da Mangueira. Porém, gente simples – transeuntes, cobradores e motoristas de ônibus – foi até lá lhe dar adeus. O enterro, no Cemitério São João Batista, reuniu menos gente ainda, apenas 50 cidadãos, mas Clementina deixou seu nome marcado na história da MPB por seu estilo único, como se pode comprovar neste seu primeiro disco solo. Confira:

01 - Piedade
(Tradicional)
02 - Cangoma Me Chamou
(Tradicional)
03 - Barracão É Seu
(Tradicional)
04 - Tava Dormindo
(Tradicional)
05 - Orgulho, Hipocrisia
(Paulo da Portela)
06 - Coleção De Passarinhos
(Paulo da Portela)
07 - Garças Pardas
(Zé da Zilda - Cartola)
08 - Esta Melodia
(Bubú - Jamelão)
09 - Tute De Madame
(Tradicional)
10 - Vinde, Vinde Companheiros
(Tradicional)


sexta-feira, 20 de abril de 2018

The Supersonics - É papo firme - volume 4 (LP 1970)

 Sucessos nacionais e internacionais figuram no repertório deste álbum
“Papo firme – volume 4” é mais um bom disco do grupo The Supersonics, que nada mais é do que a banda The Fevers sob pseudônimo. O álbum, enviado pelo amigo Laércio, a quem sou grato, foi lançado em 1970 pelo selo Imperial, da Odeon, e traz grandes sucessos nacionais e internacionais da época, com direito a música “Ela”, de autoria do Almir Bezerra, vocalista do conjunto. No repertório, estão canções como “Venus” (sucesso da banda Shocking Blue), “Look look” (Giorgio), “Raindrops keep fallin' on my head” (B.J. Thomas), “Everybody's talkin” (Nilsson), “Oh! Darling” (The Beatles) e até “Oh! Meu imenso amor” (Roberto Carlos). Confira:

01 - I've been hurt
(Ray Whitley)
02 - Look look
(Giorgio Moroder - Pete Rainford)
03 - Venus
(R.V. Leeuwen)
04 - Everybody's talkin'
(Fred Neil)
05 - Oh! Meu imenso amor
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
06 - Raindrops keep fallin' on my head
(Bacharach - David)
07 - Oh! Darling
(Lennon - McCartney)
08 - Theme from Midnight Cowboy
(John Barry)
09 - Hello Mona Lisa
(Santos Dumont - Paulo Imperial)
10 - Ela
(Almir Bezerra)
11 - I'll catch the sun
(Rod McKuen)

COLABORAÇÃO: Laércio


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Coral Felicidade - Parabéns, felicidades (EP 1972)

 EP produzido pela Fermata traz canções para celebrar momentos felizes
Um disco para as datas felizes. Esse é o objetivo deste EP lançado em 1972 pela gravadora Fermata. Com o título “Parabéns, felicidades”, o disco traz oito faixas instrumentais e vocalizadas para ocasiões especiais, como canções dirigidas ao ano novo, Natal, casamento e celebração da amizade, por exemplo. A capa não dá crédito aos músicos, mas a etiqueta do compacto apresenta o nome do Coral Felicidade, sobre o qual não tenho informação.  Confira:

01 - Parabéns a você
(Mildred J. Hill - Léa Magalhães)
02 - Viva nossa amizade
(Juvenal Fernandes)
03 - Marcha nupcial 
(Mendelssohn)
04 - Marcha nupcial 
(Wagner)
05 - Jingle bells
(D.R.)
06 - Aniversary song (Valsa de aniversário de casamento)
(J. Rosas - Adap. Al Jolson)
07 - Feliz ano novo
(Francisco Alves - David Nasser)
08 - Valsa da despedida
(R. Burns)



Comunicado para quem baixou a antologia do Kleber

Cinco faixas foram adicionadas na coletânea postada ontem no blog

Ao ver a postagem de ontem, a Antologia do cantor Kleber, o nosso amigo Paulo Castelo Branco, sempre presente no blog com importantes comentários, me enviou cinco faixas do seu acervo que não foram  incluídas na coletânea. Agradeço a ele por nos brindar com essas raridades que desconhecia. A novidade é saber que, além de Kleber e John Kleber, o cantor também gravou como Johnn Kleber em 1963 num compacto duplo pelo selo Sarau. Deste EP, recebi a música “Ana”, mas ainda faltam as faixas "Perdão", "Ansiedade" e "Balanço". Outras duas canções fornecidas – “Despenteada” e “Na noite do nosso amor” - são do compacto duplo, lançado em 1964 pela gravadora Caravelle, que ainda inclui “Trenzinho de brinquedo” e “Bamboleio”, indisponíveis até o momento, assim como “Caravana” e “Norte a sul”, produzidas em outro EP pelo mesmo selo em nome do John Kleber. As faixas “Seis dias da semana” e “Bonnie e Clyde”, adicionadas na antologia, são de um compacto simples gravado pelo Kleber em 1968 na Odeon. Quem já baixou a antologia, não precisa fazer novamente o download, pois criei uma pasta (aqui) com as cinco faixas e a contracapa refeita para CD. Por outro lado, refiz a postagem anterior, originalmente com 11 faixas, e adicionei as cinco novas, totalizando 16 gravações, disponíveis em novo link.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Kleber - Antologia - Se você quiser ser feliz (2018)

 Compilação traz gravações realizadas na Sarau, Odeon, Chantecler e Caravelle
Kleber é um cantor que se manteve em atividade nos anos 1960, com destaque para o período da Jovem Guarda. Apesar de ter gravado compactos pela Sarau, Odeon, Chantecler e Caravelle, as informações sobre o intérprete e sua carreira são nulas na rede. Esta antologia reúne faixas do acervo dos amigos Aderaldo e Paulo Castelo Branco. Agradeço a ambos pela colaboração, e por permitir o resgate do intérprete que adotou três nomes artísticos: Kleber, John Kleber e Johnn Kleber. Um dos destaques de sua discografia, ainda incompleta no blog, é o single lançado pela Chantecler, no qual interpreta a francesa “J’ai changé” e a releitura do hit “Juanita Banana”, ambas em dueto com a cantora Norma Suely. Confira:

01 - Se você quiser ser feliz (If You Want To Be Happy)
02 - A minha festa (It’s My Party)
03 - Rosas vermelhas para uma dama triste (Red Roses For A Blue Lady)
04 - Você é de chorar
05 - J’ai changé (Por Ti) - Com Norma Suely
06 - Juanita banana - Com Norma Suely
07 - Coração louco (Cuore Matto)
08 - Quero você pra mim
09 - Seis dias na semana
10 - Bonnie e Clyde (Bonnie and Clyde)
11 - Falta tudo - Com o Clube do Guri
12 - Lamento *
13 - Zanzibar *
14 - Despenteada (Despeinada) *
15 - Na noite do nosso amor *
16 - Ana **

*John Kleber
** Johnn Kleber

COLABORAÇÕES:

Faixas 01 a 08, 12, 13 e 14 - Cedidas pelo Aderaldo
Faixas 09, 10, 14, 15 e 16 - Cedidas pelo Paulo Castelo Branco


terça-feira, 17 de abril de 2018

Dona Ivone Lara - Nasci pra sonhar e cantar (CD 2001)

 Álbum lançado em 2001 pela Lusáfrica traz 14 composições da cantora
Na sexta-feira, 13, a cantora e compositora Dona Ivone Lara completou 96 anos, e nem comemorou a data porque nesse dia foi internada no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, na Zona Sul do Rio. Hoje, terça-feira, 17, o Brasil amanheceu em luto com a triste notícia de sua morte, na noite de ontem, 16, por conta de insuficiência cardiorrespiratória. Ela vinha apresentando um quadro de anemia e precisou receber doações de sangue. O estado de saúde já era considerado bastante grave, mas seus familiares disseram que até a última semana ela estava bem, embora fraca, mas sempre a procura de um caderno pra anotar novas composições. Em sua homenagem, vou postar este “Nasci pra sonhar e cantar”, CD lançado em 2001, com 14 canções autorais, sendo nove criadas com velhos parceiros.

Dona Ivone Lara nasceu em 13 de abril de 1922, em Botafogo, Zona Sul do Rio. A vocação para a música foi herdada dos pais – ele era violonista e a mãe uma ótima cantora que emprestava sua voz de soprano a ranchos carnavalescos tradicionais do Rio. Compôs a primeira música aos 12 anos, o partido alto “Tiê”, com Mestre Fuleiro (1912 – 1997) e Hélio dos Santos (1917 – 2007), e só gravada em 1974 no álbum coletivo "Quem samba, fica? Fica". Formada enfermeira em 1942, profissão que lhe garantiu o sustento pré-fama e, a partir de 1977, uma aposentadoria que lhe foi útil até o fim da vida, Ivone também foi assistente social. Com a fundação do Império Serrano, em 1947, passou a desfilar na ala das baianas. A consagração veio em 1965, com "Os cinco bailes da história do Rio”, quando tornou-se a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da agremiação.

Foi a partir de 1974 que começou a se impor como compositora, embora já tivesse feito a primeira gravação em disco em 1970. Com o fiel parceiro Délcio Carvalho (1939 – 2013), Ivone construiu obra carregada de melancolia e esperança, tornando-se símbolo de nobreza no reino do samba. O primeiro sucesso da dupla foi “Alvorecer”, gravado pela Clara Nunes (1942 – 1983) naquele ano de 1974, seguido de “Acreditar” na voz do Roberto Ribeiro (1940 – 1996) e “Sonho meu”, o samba mais popular da dupla, gravado em 1978 por Maria Bethânia em dueto com Gal Costa, credenciando Ivone a chance de gravar o primeiro álbum solo, “Samba minha verdade, samba minha raiz” (na foto acima), pela gravadora Odeon.

Com esse disco, foi possível identificar a ideologia musical da cantora e sua devoção criativa ao gênero. Depois vieram outros álbuns, como “Sorriso de criança” (1979), “Sorriso negro” (1981) e “Alegria minha gente – Serra dos meus sonhos dourados” (1982). O mercado fonográfico, porém, nem sempre sorriu para ela, tanto que após o álbum “Ivone Lara” (1985), na foto ao lado, a artista ficou 12 anos sem fazer um disco. Contudo, jamais saiu de cena, e foi homenageada em 2015 com o CD duplo “Samba Book”, com parte de sua obra interpretada por grandes nomes da MPB. Pra se ter ideia, suas composições foram gravadas por nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Roberta Sá, Marisa Monte, Lecy Brandão, Zélia Duncan, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Diogo Nogueira e outros, deixando um acervo que certamente atravessará gerações. Confira:

01 - Deus Está Te Castigando
(Dona Ivone Lara)
02 - Nasci Pra Sonhar E Cantar
(Dona Ivone Lara - Delcio Carvalho)
03 - Nas Asas da Canção
(Dona Ivone Lara - Nelson Sargento)
04 - Um Grande Sonho
(Dona Ivone Lara - Bruno Castro)
05 - Agora
(Dona Ivone Lara - Delcio Carvalho)
06 - Poeta Sonhador
(Dona Ivone Lara - Paulinho Mocidade)
07 - Canção de Felicidade
(Dona Ivone Lara)
08 - Tendência
(Dona Ivone Lara - Jorge Aragão)
09 - Canto Do Meu Viver
(Dona Ivone Lara)
10 - Essência de Um Grande Amor
(Dona Ivone Lara - Sombrinha)
11 - Chorei Confesso
(Dona Ivone Lara - Delcio Carvalho)
12 - Ela É A Rainha
(Dona Ivone Lara)
13 - Axé de Ianga (Pai Maior)
(Dona Ivone Lara)
14 - Sereia Guiomar
(Dona Ivone Lara - Delcio Carvalho)



segunda-feira, 16 de abril de 2018

Celly Campello - Broto Legal (EP 1961)

 Compacto duplo de 45 RPM foi produzido em Portugal pela Parlophone 
A postagem hoje é para os colecionadores e fãs da Celly Campello, a primeira rainha do rock no Brasil. O compacto duplo “Broto legal”, de 45 RPM, é inédito entre nós, e foi lançado em 1961 pela Parlophone em Portugal. O disco, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, traz como destaque a faixa que dá título ao EP, e que fez muito sucesso também na interpretação do Sérgio Murillo. A curiosidade é a música “Vê-lo e amá-lo”, conforme grafada no disco, mas na verdade é a gravação em inglês de “To know him is to love him”, incluída originalmente no segundo LP da cantora, “Broto certinho”, lançado em 1960. Confira:

01 - Broto Legal (I'm in love)
(Bradtke - vs: R. Corte Real)
02 - Malmequer (Please don't eat the daisies)
(Joe Lubin - vs: Fred Jorge)
03 - Broto certinho (One woman man)
(Greenfield - vs: Fred Jorge)
04 - To know him is to love him (Vê-lo e amá-lo)
(Philip Spector)

COLABORAÇÃO: Laércio


domingo, 15 de abril de 2018

Trilha sonora original da telenovela Te Contei? (1978)

 Novela de Cassiano Gabus Mendes foi exibida às 19h00 pela Rede Globo 
A trilha sonora da novela “Te contei?” atende ao pedido do internauta Joaquim. A trama, produzida pela Rede Globo, foi exibida às 19h00 entre 6 de março e 2 de setembro de 1978, com 151 capítulos. Escrita por Cassiano Gabus Mendes e dirigida por Régis Cardoso, a novela teve produção de Mariano Gatti, com sonoplastia de Nestor de Almeida. O elenco contou com as participações de atores como Luiz Gustavo, Maria Claudia, Wanda Stefania, Suzana Vieira, Denis Carvalho, Maria Della Costa, Hélio Souto, Elizângela e outros. A trilha é muito boa, e inclui intérpretes como Fafá de Belém, Silvio Cézar, Vanusa, Rosemary, Secos & Molhados, Hermes Aquino, Lady Zu e outros. Confira:

01 - Lady Zu - Só você (Por você, sem você) (Fairytale)
(Paul Greedus - vs: Cleide Dalto)
02 - Ana & Angela - Cara de pau
(João Walter Plinta)
03 - Hermes Aquino - Longas conversas
(Hermes Aquino)
04 - Painel De Controle - Black coco
(Lincoln Olivetti - Ronaldo)
05 - Renato Terra - Pena eu não saber
(Renato Terra - A. Gil)
06 - Sonia Burnier - Te contei?
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)
07 - Fafá De Belém - Foi assim
(Paulo André - R. Barata)
08 - Rosemary - Solidão
(Rosemary - Robson Jorge)
09 - Secos & Molhados - De mim pra você
(João Ricardo)
10 - Silvio César - Agarre seu homem
(Ronaldo Boscoli - Silvio César)
11 - Impacto - Não consigo (When I need you)
(Albert Hammond - Carole Bayer Sager - vs: Jean Pierre)
12 - Vanusa - Desencontro
(Lincoln Olivetti - Ronaldo Barcellos)



sábado, 14 de abril de 2018

Marco Antonio & Miguel Ângelo - Coletânea especial

 Marco Antonio e Miguel Ângelo iniciaram carreira na era dourada do rádio
Dois bons cantores, Marcos Antonio e Miguel Ângelo, oriundos dos anos dourados do rádio no Brasil, compõem esta coletânea especial, com 12 faixas para cada intérprete. A compilação, elaborada e enviada pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço, traz os principais sucessos dos cantores, hoje esquecidos dos meios de comunicação. Além de serem contemporâneos, ambos tinham em comum o estilo musical, com muitos boleros e guarânias no repertório, bem de acordo para a época em que desenvolveram suas atividades.

Marco Antônio (Antônio Lopes Marques) nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 1927, e faleceu em Nilópolis, no Rio de Janeiro, em 5 de fevereiro de 1965, aos 38 anos, vitima de um acidente fatal. Na noite da morte, chovia muito, e a cidade estava sem energia elétrica. A caminho de casa, após apresentação na rádio Mayrink Veiga, o cantor pisou numa poça d’água, onde caíra um fio de alta tensão, e teve morte fulminante. Marco Antonio começou a carreira artística no ano de 1954, quando foi contratado pela gravadora Columbia, onde registrou o primeiro disco, o 78 RPM com a batucada “Você chorou” e a marcha “Ximbica resfriada”. Depois de vários discos, partiu em 1961 para a RGE, onde permaneceu até 1963, sendo que em 1964 lançou pela Odeon seu último álbum, o LP “Tu serás a estrela guia”.

Miguel Ângelo Roggieri, nascido em São Paulo, começou a carreira em 1945 como pandeirista do grupo amador Bando do Sereno. Após o fim do conjunto, formou dupla com o amigo e violonista Renato, que também participava do grupo. O primeiro nome artístico escolhido foi “Dupla R” (Roggieri e Renato), logo contratada pela Rádio Bandeirantes. Por incompatibilidade, Renato logo deixou a dupla, e foi substituído por Rubião de Oliveira, igualmente violonista (e crooner) do Bando do Sereno. Com a mudança de integrante, o nome artístico passou a ser “Dupla Ouro e Prata”, por sugestão do animador Vicente Leporace. Começou a gravar na Continental, e fez sucesso com o samba "Bebo" no Carnaval de 1949, quando Rubião morreu aos 23 anos no Sábado de Aleluia. A vaga foi preenchida por Oswaldo Cruz, e a dupla esteve na ativa até 1963, quando Miguel iniciou carreira solo e fez sucesso com o bolero "Quatro Paredes". O cantor faleceu em data que desconheço. Confira:

01 - Marco Antonio - É bom ser bom
(Fernando Barreto)
02 - Miguel Angelo - Prova de amor 
(Raul Sampaio - Benil Santos)
03 - Marco Antonio - Ave sem ninho 
(Nilo Barbosa - Geraldo Morais)
04 - Miguel Angelo - Minha esperança
(Irmãos Orlando - Guido Magalhães)
05 - Marco Antonio - O pranto dos meus olhos
(Neco - J. Pereira)
06 - Miguel Angelo - Solidão
(Miguel Ângelo - Nonô Basílio)
07 - Marco Antonio - Agora ou nunca (O Sole Mio)
(Di Capua – Versão: Luiz Mergulhão)
08 - Miguel Angelo - Com lágrimas nos olhos
(Domingos Paulo - Elias Machado)
09 - Marco Antonio - Se eu pudesse lhe dar o meu perdão
(Marino Pinto - Carlos Marques)
10 - Miguel Ângelo - Escravo do amor
(Miguel Ângelo Roggieri - José Fortuna)
11 - Marco Antonio - Luar de prata
(?)
12 - Miguel Ângelo -  Ciganinha
(Orlando Monelo)
13 - Marco Antonio - Orgulho
(René Bittencourt)
14 - Miguel Ângelo - Amor da minha vida
(Raul Sampaio - Benil Santos)
15 - Marco Antonio - Deus esteja nesta casa
(Maurílio Lopes - Flávio Carvalho)
16 - Miguel Ângelo - A quermesse
(Domingos Paulo – Miguel Ângelo)
17 - Marco Antonio - Abre a porta
(Rutinaldo)
18 - Miguel Ângelo - Declaração
(Osvaldo Varoli - Romeu Tonelo)
19 - Marco Antonio -  Tu serás a estrela guia
(Maurílio Lopes - Flávio Carvalho)
20 - Miguel Ângelo - Quatro paredes
(Miguel Ângelo - Ubaldo Calvo)
Participação Especial: Enzo de Almeida Passos & Maria Aparecida Alves
21 - Marco Antonio - Nosso amor tinha raiz
(Paulo Marques - Jorge Ramos)
22 - Miguel Ângelo - Pra todo o ano (Pa’ Todo El Año)
(José Alfredo Jiménez – Versão: Newton Miranda)
23 - Marco Antonio - Um par de alianças
(Leonel Cruz - Gentil Gilberto)
24 - Miguel Ângelo -  A despedida
(Pepe Ávila)

COLABORAÇÃO/SELEÇÃO DO REPERTÓRIO: Aderaldo


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Tunai - Todos os tons (LP 1981)

 Primeiro álbum do cantor e compositor foi lançado pela Polydor/Philips
“Todos os tons” é o primeiro álbum do cantor, compositor e violonista Tunai, e foi enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração. Lançado em 1981 pela Polydor, o disco inclui “Trovoada” e “As aparências enganam”, músicas lançadas em 1980 no primeiro compacto simples do artista. Um dos destaques é “Sempre na mira”, canção que abre o disco, e gravada também pela Vanusa no LP “Primeira estrela” em 1982. Boa parte do repertório é de autoria de Tunai em parceria com o letrista Sérgio Natureza, e mostra que a dupla produz músicas de qualidade, tanto que já seduziu intérpretes como Milton Nascimento, Emílio Santiago, Fagner, Gal Costa, Simone, Nana Caymmi e muitos outros.

José Antônio de Freitas Mucci, seu nome de batismo, nasceu em 13 de novembro de 1950 na cidade mineira de Ponte Nova, e teve as primeiras noções de piano com a mãe, dona Lilá. Sua família era ligada à música, e praticamente todos os dez irmãos são relacionados ao meio artístico, sendo o cantor e compositor João Bosco o mais famoso. Aos 11 anos, Tunai chamou a atenção em um festival da escola, cantando bossa nova, e a partir daí não parou mais de se ligar à música, mesmo quase se formando em engenharia. Na cidade natal ganhou em 1968 o 1º lugar com uma toada em parceria com Tim, seu conterrâneo poeta, e contou com as participações de Margareth (sua irmã caçula) cantando e o quarteto de Ouro Preto, formado por Paulinho, Zé Andrade,  Nilberto e João Bosco, todos estudantes de Engenharia. Ao longo da carreira, teve músicas em trilhas de novelas, e gravou vários discos, sendo o CD “Eternamente” (na foto acima), de 2011, o mais recente, com releituras de suas canções e participações especiais de grandes nomes da MPB, como Milton Nascimento, Wagner Tiso, Simone, Zélia Duncan, Jane Duboc, Jorge Vercillo e outros. Confira este:

01 - Sempre na mira
(Tunai - Sérgio Natureza)
02 - Pra John
(Tunai)
03 - Trovoada
(Tunai - Sérgio Natureza)
04 - Rei
(Tunai - Fernando Brant)
05 - Nadando no seco
(Tunai - Sérgio Natureza)
06 - Todos os tons
(Tunai - Sérgio Natureza)
07 - Prato do dia
(Tunai - Sérgio Natureza)
08 - Pra sempre
(Tunai - Sérgio Natureza)
09 - Agora tá
(Tunai - Sérgio Natureza)
10 - Tabaco
(Tunai - Murilo Antunes)
11 - As aparências enganam
(Tunai - Sérgio Natureza)
12 - Em qualquer estação
(Tunai - Murilo Antunes)

COLABORAÇÃO: Laércio


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ronaldo Corrêa - Censo 80 (CS 1980)

 Ronaldo Corrêa, dos Golden Boys, gravou dois singles em carreira solo
O recenseamento, realizado em 1980 pelo IBGE, serviu de inspiração para os compositores Elizio, Gilson, Paulo Sérgio Valle e Ribeiro criarem a música “Censo 80”, gravada no mesmo ano pelo Ronaldo Corrêa, integrante do grupo vocal Golden Boys, neste obscuro compacto simples da RCA Victor. No ano anterior, ele iniciou sua investida em carreira solo, lançando o single pela gravadora Polydor com as músicas “Uma noite na discoteca da moda”, da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos, e “Dançando com você”, de Eros e do próprio Ronaldo Corrêa, autor de “Foi assim”, um dos grandes sucessos da Wanderléa, criada em parceria com o irmão Renato Corrêa. Esse primeiro disco (na foto abaixo) está disponível para download aqui, no Sanduíche Musical, blog embrionário do Sintonia Musikal. A carreira solo do cantor e compositor, pelo que sei, se limitou a esses dois compactos.

Ronaldo começou a carreira ainda garoto, em 1958, quando gravou o primeiro disco com os Golden Boys, conjunto formado por mais dois irmãos (Roberto e Renato Corrêa) e um primo (Valdir Anunciação). São membros da mesma família do Trio Esperança, constituído pelos irmãos Regina, Mario e Evinha, mais tarde substituída pela mana mais nova, Marizinha. Os Golden Boys começaram num programa de calouros da Rádio Mauá, no Rio de Janeiro, onde todos nasceram, e ainda em 1958 fizeram relativo sucesso com "Meu romance com Laura", do Jairo Aguiar. O grande sucesso viria durante a Jovem Guarda. O grupo vocal contabilizou inúmeros sucessos, como "Se eu fosse você", "Michelle", "Mágoa", "Alguém na multidão", "Pensando nela", "O cabeção", "Fumacê", "Erva venenosa",  "Ai de mim" e outras. É um dos mais antigos grupos em atividade no Brasil. Confira o single:

01 - Censo 80
(Elizio - Gilson - Paulo Sérgio Valle - Ribeiro)
02 - O dia em que sai de casa
(Daniel)


quarta-feira, 11 de abril de 2018

Wilson Miranda - Todos os meus passos (LP 1971)

 Álbum produzido pela RCA Victor se destaca pela faixa "Black is beautiful"
O amigo Antonio Arley ofereceu ao blog o LP “Todos os meus passos”, gravado em 1971 na RCA Victor pelo Wilson Miranda, e informou que o disco não está disponível na rede. Agradeci pela oferta, e informei que já tinha o mesmo em acervo, digitalizado e com a arte gráfica completa. O álbum, porém, não é da minha coleção, e provavelmente foi baixado de algum blog que encerrou suas atividades, mas não me lembro a fonte para dar o devido crédito. O vinil é muito bom, e traz composições de autores como Antonio Marcos, Alberto Luiz e Demétrius, além de versões da Lilian Knapp e do próprio Wilson Miranda, entre outras. O destaque é “Black is beautiful”, do Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, muito bem interpretada pelo saudoso cantor, compositor e produtor. Confira:

01 - É Só Isto Que Há (Is that all there is?)
(Jerry Leiber - Mike Stoller - vs: Wilson Miranda)
02 - Eu Amo Meu Pé
(Milton Carlos - Biga)
03 - Todos os Meus Passos (Every mile)
(Ben Peters - vs: Lilian Knapp)
04 - Meu Passado Está Presente
(Willy Lovitz - Claudio Simões)
05 - Teu Carinho (Che roga)
(C. Almirón - Silvio Laterza - vs: Palmeira)
06 - Canta Que Passa
(Alberto Luiz - Eny de Castro)
07 - Diga Tudo Enfim
(Cezar)
08 - O Ensaio
(Antonio Marcos - Wilson Miranda)
09 - Ninguém Pra Responder
(Demétrius)
10 - Black Is Beautiful
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
11 - Adeus
(Antonio Marcos - Messias)



terça-feira, 10 de abril de 2018

Terezinha de Jesus - 20 Super Sucessos (CD 1997)

 Terezinha de Jesus gravou cinco álbuns entre os anos de 1979 e 1983
Eis uma oportunidade de conhecer Terezinha de Jesus, uma cantora que curto muito, mas que infelizmente se afastou do meio artístico após cinco LPs, gravados entre 1979 e 1983, e hoje é lembrada por poucos. Este CD, lançado em 1997 pela Polydisc, é uma coletânea com 20 faixas que sintetiza sua discografia, e foi enviado para postagem pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço. A cantora, que já tem sinopse da carreira postada no blog, tem repertório bem brasileiro, composto basicamente por choros, sambas, frevos, xotes, baiões e arrasta-pés. Confira:

01 - Pra incendiar seu coração
(Moraes Moreira - Patinhas)
02 - Curare
(Bororó)
03 - Coração imprudente
(Paulinho da Viola - Capinam)
04 - Tua sedução
(Moraes Moreira - Fausto Nilo)
05 - Pra ficar me esperando
(Beto Fae - Paulo Roberto Barros)
06 - Quando chega o verão
(Dominguinhos - Abel Silva)
07 - Nova ilusão
(Pedro Caetano - Claudionor Cruz)
08 - Flor do xaxado
(Mirabô - Capinam)
09 - Prece ao vento
(Gilvan Chaves - Alcyr Pires Vermelho - Fernando Luiz)
10 - Eu vi o mar virar sertão
(Sivuca - Cacaso)
11 - Na direção do dia
(Juka Filho - José Roberto - Claudio Nucci)
12 - Fulô da maravilha
(Luis Bandeira)
13 - Vento nordeste
(Sueli Costa - Abel Silva)
14 - Couraça
(Adler São Luis)
15 - Xote menina
(Robertinho de Recife - Fausto Nilo)
16 - Cigano
(Raimundo Fagner)
17 - Odalisca em flor
(Moraes Moreira - Waly Salomão)
18 - Frágil força
(Luiz Melodia - Ricardo Augusto)
19 - Cidade submersa
(Paulinho da Viola)
20 - Coração cigano
(Juca Filho - Zé Renato)

COLABORAÇÃO: Aderaldo

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Vários intérpretes - Discotheque Jet Music (LP 1976)

 Disco propõe reunir as músicas mais quentes das boates de todo o mundo
Que tal lembrarmos dos embalos de sábado à noite, quando a moda era a balada numa boate/discoteca? Este LP, “Discotheque Jet Music”, é um exemplar da época, e foi lançado em 1976 pela GTA. O disco, com apenas oito faixas, é uma coletânea, e traz algumas gravações interessantes, como “Heaven must be missing an Angel”, sucesso do Tavares, e “Mr. Melody”, com Natalie Cole. A única que foge do contexto do álbum – e nem por isso deixa de ser ótima - é a romântica “That is all”, música do George Harrison, gravada pelo Nilsson, saudoso cantor e compositor que fez sucesso com canções como “Without you”, "Everybody's Talkin'" e "Coconut". Confira:

01 - Tavares - Heaven must be missing an angel
(K. St. Lewis - F. Perrem Tavares)
02 - Bebu Silvetti - Melô da primavera (Lluvia de Primavera)
(Bebu Silvetti)
03 - Marlena Shaw - It's better than walking out
(L. Garrett - R. Taylor)
04 - Van McCoy - Night walk
(Van McCoy)
05 - Hamilton Bohannon - Dance your ass off
(Hamilton Bohannon)
06 - Natalie Cole - Mr. Melody
(C. Jackson - M. Yancy - Cole)
07 - Richie Family - Romantic love
(J. Morali - H. Belodo - P. Witehead)
08 - Nilsson - That is all
(George Harrison)