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domingo, 1 de outubro de 2017

Célia - Meu caro (LP 1983)

 "Meu caro", sexto LP da cantora, foi lançado em 1983 pela gravadora Pointer
É com pesar que faço esta postagem para homenagear a cantora Célia, falecida na noite desta sexta-feira, dia 29, em São Paulo, aos 70 anos. Ela estava internada há cerca de um mês no Hospital Sancta Maggiore para o tratamento de um câncer. O disco, lançado em 1983 pela gravadora Pointer, é muito bom, mas passou despercebido pelo grande público. O repertório, com participação especial da Rosa Passos na faixa "Barcos", apresenta canções de grandes autores, como Ivan Lins e Vitor Martins (“Açucena”), Djavan (“Por uma mulher”), Tunai e Sérgio Natureza (“Sina de cantor”), Sueli Costa e Capinan (“Vuelve mi luz”) e outras.

Nascida em 8 de setembro de 1947, a cantora foi revelada no programa de TV “Um instante, maestro!”, do  apresentador Flávio Cavalcanti (1923 – 1986). No embalo da projeção nacional pela TV, Célia iniciou promissora carreira fonográfica na primeira metade dos anos 1970, década em que lançou quatro álbuns pela extinta gravadora Continental, todos batizados com o nome da cantora. Os três primeiros, de 1971 (na foto ao lado), 1972 e 1975, são especialmente relevantes, e a colocaram entre as principais intérpretes do País. Teve destaque com canções como “Adeus batucada”, “Onde estão os tamborins” , "Abrace Paul McCartney Por Mim", “Ponto de encontro” e outras.

Ao longo da carreira, Célia gravou discos eventuais, mas amargou injusto ostracismo até retomar a carreira fonográfica com regularidade, na última década, sob a batuta do produtor Thiago Marques Luiz. A partir do álbum “Faço no tempo soar minha sílaba” (2007), gravado em duo com o violonista Dino Barioni, sua discografia entrou novamente no tom. Com a carreira em alta, participou do show de 10 anos da gravadora Lua Music, no auditório Ibirapuera (SP), em 3 de outubro de 2008, quando tive a oportunidade de fotografá-la (na ilustração acima). Nesse segundo tempo da carreira, Célia gravou mais três álbuns: "O Lado Oculto das Canções" (2010, comemorativo aos 40 anos de carreira), “Outros românticos” (2011, com composições gravadas por Roberto Carlos) e “Aquilo que a gente diz” (2015), o mais recente. A intérprete, que havia comemorado 70 anos no dia 8 de setembro, se preparava para lançar o DVD "O que não pode mais se calar", o primeiro em 46 anos de carreira, interrompida “a chamado de Jesus, por isso agora está se reunindo em outro lugar”, como canta em “Ponto de encontro”, na qual homenageia ídolos da Velha Guarda. Confira:

01 - Açucena
(Ivan Lins - Vitor Martins)
02 - Meu caro
(Elodi)
03 - Barcos - part. esp. de Rosa  Passos
(Rosa Passos - Fernando de Oliveira)
04 - Água de moringa
(Wilson Moreira - Ney Lopes)
05 - Não houve nada
(Filó - Sérgio Natureza)
06 - Jardineiro
(Luiz Avellar - Fátima Guedes)
07 - Por uma mulher
(Djavan)
08 - Vuelve mi luz
(Sueli Costa - Capinan)
09 - Sina de cantor
(Tunai - Sérgio Natureza)
10 - O que arde cura
(Natan Marques - Ana Terra)
11 - Quem tem telhado de vidro está sempre bronzeado
(Aécio Flávio - Eliana Stoducto)



2 comentários:


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  2. Ótima lembrança. Seria possível postar o seu melhor disco, na minha opinião, CÉLIA, Continental 1977?

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