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sábado, 19 de agosto de 2017

Francisco Alves - Álbum da Saudade (LP 1954)

 Francisco Alves, o rei da voz, nasceu há exatos 119 anos no Rio de Janeiro
Hoje, 19 de agosto, é data de nascimento do Francisco Alves, um dos maiores cantores do Brasil no século passado, sendo aclamado na época do sucesso como o “rei da voz”. O artista, também compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 1898, e era filho de imigrantes portugueses. Gravou o primeiro disco em 1919 pelo selo Disco Popular, fundado por João Batista Gonzaga, suposto filho de Chiquinha Gonzaga e Paulo Lacombe. Sua trajetória artística se desenvolve no período em que ocorre série de eventos importantes da música no Brasil, entre os quais a expansão de várias formas de entretenimento, como as festas populares e o teatro de revista, a fundação do rádio em 1922 e a expansão da indústria fonográfica, que deixaria o sistema de gravação mecânico para elétrico a partir de 1927. 

Nesse cenário de efervescência artística e cultural, Chico Alves, ou Chico Viola, como também foi conhecido, teve carreira longa, com mais de 500 discos de 78 RPM, e foi decisiva na construção de vários gêneros populares. A consolidação profisssional ocorre a partir dos anos 1930, período em que conhece e grava as composições de Noel Rosa e dos compositores do Estácio, como Ismael Silva e Nilton Bastos, com quem estabelece polêmicas parcerias, e faz dupla com o cantor Mário Reis. Realiza várias excursões nacionais e vai também para Buenos Aires. Assina contrato com a Rádio Mayrink Veiga. Participa dos filmes "Coisas Nossas" (1931), "Alô, Alô, Brasil" (direção de Wallace Downey, 1934), "Alô, Alô, Carnaval" (dirigido por Ademar Gonzaga, 1936) e "Laranja da China", com direção de J. Rui, em 1938. Fecha a década de maneira imponente, com a primeira gravação de "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, com arranjo de Radamés Gnattali, em 1939.

Na década seguinte, com enorme popularidade, continua gravando os mais diversos gêneros e compositores, como Lamartine Babo, Assis Valente, Herivelto Martins, Dorival Caymmi e Lupicínio Rodrigues. Já intérprete consagrado e de reconhecimento popular, participa dos filmes "Samba em Berlim" (1943), "Berlim na Batucada" (1944), "Pif-Paf " (1945) e "Caídos do Céu" (1948), dirigidos por Luiz de Barros. Sua carreira é interrompida em 27 de setembro de 1952, com a trágica morte num acidente de carro na Via Dutra, na altura da cidade de Pindamonhangaba, São Paulo. No funeral, um cortejo de mais de 500 mil pessoas segue o caixão até o cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, cantando seu sucesso “Cinco Letras que Choram (Adeus)”, de 1947, incluído neste “Álbum da saudade”, LP póstumo de 1954, postado aqui em sua homenagem. Confira:

01 - Malandrinha
(Freire Junior)
02 - Canção da criança
(F. Alves - R. Bittencourt)
03 - Boa noite amor
(José Maria de Abreu - Francisco Mattoso)
04 - São Paulo, coração do Brasil
(David Nasser - Francisco Alves)
05 - A mulher do meu amigo
(Denis Brean - Oswaldo Guilherme)
06 - Brasil de amanhã
(F. Alves - R. Bittencourt)
07 - Cinco letras que choram
(Silvino Neto)
08 - A voz do violão
(Francisco Alves - Horácio Campos)




2 comentários:


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  2. Simplesmente sensacional. Belo presente. Obrigado Chico. Abraço.

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