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domingo, 30 de abril de 2017

Belchior - Vício Elegante (CD 1996)

 Álbum se destaca por releituras de hits da Marina, Zé Ramalho e Márcio Greyck
O público ainda nem assimilou integralmente a morte do Jerry Adriani, no domingo passado, dia 23, e agora é surpreendido com mais uma triste notícia. Desta vez, o falecimento do Belchior, aos 70 anos, mesma idade do Jerry, na noite deste sábado, 29, em Santa Cruz, no Rio Grande do Sul. A causa do falecimento ainda é desconhecida. O corpo do músico, desaparecido há 11 anos por auto-exílio, deve ser transferido para o Ceará ainda neste domingo, 30. O sepultamento será realizado em Sobral, onde nasceu em 26 de outubro de 1946, a 240 km de Fortaleza. Em homenagem póstuma, vou postar este “Vício Elegante”, CD lançado em 1996, com releituras de canções conhecidas, como “Aparências” (sucesso do Márcio Greyck), “Táxi boy – Garoto de Aluguel” (Zé Ramalho), “Charme do Mundo” (Marina) e outras. A faixa que dá título ao CD é a única autoral, feita em parceria com Ricardo Bacelar.

Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes tomou gosto pela música através do estudo na escola e do contato com a cultura popular. Aluno brilhante e leitor voraz de literatura, estudou medicina, mas optou por fazer carreira como cantor e compositor. Entre 1965 e 1970, tentou a sorte em festivais estudantis e tornou-se apresentador de um programa musical na TV local, em Fortaleza. Estreou em disco solo em 1974 e, dois anos depois, a partir do segundo álbum, "Alucinação" (na foto acima), firmou-se como grande revelação da MPB, inicialmente como compositor. Roberto Carlos havia gravado “Mucuripe” em 1975, e Elis Regina ampliou sua fama ao gravar "Velha roupa colorida" e "Como nossos pais" no clássico álbum "Falso Brilhante". Outro sucesso de sua autoria, “Paralelas”, foi gravado pela Vanusa em 1975.

Sucesso popular e de crítica nos anos 1970 e começo dos 1980, Belchior desenvolveu uma longa e regular carreira fonográfica até 1999. Nas últimas duas décadas, mesmo sem lançar discos, tornou-se objeto de culto e viu trabalhos como os álbuns "Alucinação", de 1976, e "Coração Selvagem", de 1977, serem aclamados como obras fundamentais da nossa música. Em 2003, quando o poeta Carlos Drummond de Andrade completaria 101 anos, o artista surpreendeu os fãs com o projeto “As várias caras de Drummond” (na foto ao lado), formado por livro com 31 gravuras e dois CDs, vendido em bancas de jornais. O projeto, feito em parceria com a Editora Caras, se destacou por desenhos e poemas musicados pelo Belchior .

Em 2006, o artista sumiu sem deixar (muitos) vestígios, motivado por uma separação e acúmulo de dívidas. Belchior deixou o flat onde morava com a mulher e os dois filhos na zona sul da capital paulista. Ele também abandonou os dois carros, um no Aeroporto de Congonhas, e outro  num estacionamento próximo ao seu apartamento. A partir daí, Belchior sumiu, passou a se disfarçar, e teria até perdido o velório da mãe, Dona Dolores, para não ser encontrado. Um triste fim para um grande talento. Confira:

01 - Almanaque 
(Chico Buarque)
02 - Doce Mistério Da Vida (Ah! Sweet Mistery Of Lif
(V. Herbert)
03 - O Tolo 
(Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
04 - Taxi Boy (Garoto De Aluguel) 
(Zé Ramalho)
05 - Esquadros 
(Adriana Calcanhoto)
06 - Aliás 
(Djavan)
07 - Vício Elegante 
(Ricardo Bacelar - Belchior)
08 - O Nome Da Cidade 
(Caetano Veloso)
09 - Charme Do Mundo 
(Marina Lima - Antônio Cícero)
10 - Aparências 
(Cury - Ed Wilson)
11 - Paixão 
(Kledir Ramil)
12 - Eternamente 
(Liliane - Sergio Natureza - Tunai)
13 - Panis Angelicus 
(Sergio Tannus - Tradicional - Zé Américo) 


Germano Mathias - O sambista diferente (LP 1957)

 Primeiro LP do Germano Mathias, de 10 polegadas, foi lançado pela Polydor
Aqui está o primeiro LP do Germano Mathias, lançado em 1957 pela Polydor, e que traz seu grande sucesso "Minha nega na janela", também seu samba de estreia. A música foi bem aceita na época, apesar dos versos politicamente incorretos:  “Êta nêga, tu é feia que parece macaquinha/ Olhei pra ela e disse: vai já pra cozinha/ Dei um murro nela e joguei ela dentro da pia/ Quem foi que disse que essa nêga não cabia?”. Hoje, considerada racista e machista, não é mais interpretada pelo artista, que a baniu do repertório. O álbum, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração, fez muito sucesso na época, e despertou a atenção do público por causa do seu jeito peculiar de interpretar os sambas, sempre de forma sincopada. Destaque para as faixas "Senhor delegado" e "Falso rebolado".

Germano Mathias nasceu em São Paulo em 2 de junho de 1934. Iniciou a carreira profissional cantando no programa de calouros na Rádio Tupi paulista "À Procura de Um Astro", quadro do programa "Caravana da Alegria" comandado por J. Silvestre, Cláudio Luna e maestro Élcio Álvares. Suas apresentações lhe renderam contrato na emissora, e em 1956 gravou seu primeiro disco, um 78 RPM com “Minha nêga na janela” e “Minha pretinha”, ambas incluídas neste álbum de 10 polegadas. A maioria de seus discos saiu nas décadas de 1950 e 1960. Depois disso, seus lançamentos foram cada vez mais esporádicos. Participou dos filmes "O Preço de Vitória" e "Quem roubou meu samba". Foi convidado para atuar na novela "Brasileiras e Brasileiros", exibida pelo SBT em 1990. Em 2016 completou 60 anos de carreira e continua fazendo shows. Confira o LP:

01 - Minha nega na janela
(Germano Mathias - Doca)
02 - Não volto para casa
(D. Brean - O. Guilherme)
03 - Rua
(Jair Gonçalves)
04 - Senhor delegado
(Ernani Silva - Antoninho Lopes)
05 - A situação do escurinho
(Aldacir Louro - Padeirinho)
06 - Não aumenta
(J. Santos - Carneiro Filho)
07 - Minha pretinha
(J. Gonçalves - Edison Borges)
08 - Falso rebolado
(Venancio - Jorge Costa)


COLABORAÇÃO: Laércio


sábado, 29 de abril de 2017

Ronnie Cord - Eu vou à praia (CS 1964/1965)

 Compacto simples de 1964 inclui canções lançadas no álbum "Rua Augusta"
 Ronnie Cord  começou cantando em inglês. mas obteve sucesso em português
Colecionadores de discos do saudoso Ronnie Cord, um dos pioneiros do rock no Brasil, vão curtir esta postagem. São dois raros compactos simples produzidos pela RCA Victor e gentilmente enviados pelo amigo Geraldo, a quem agradeço pela colaboração. O primeiro, de 1964, traz as músicas “My Bonnie” e “Eu e o luar”, extraídas do LP “Rua Augusta”, primeiro e único do cantor pela RCA, após três álbuns gravados na Copacabana. O segundo, de 1965, apresenta as músicas “Eu vou à praia” e “Amor, perdoa-me”, uma versão de “Amore scusami”, sucesso na interpretação do italiano John Foster. Confira:

01 – 1964 - My Bonnie
(Adaptação de Mary Smith)
02 – 1964 – Eu e o luar
(Ronnie Cord)
03 – 1965 - Eu Vou à Praia
(Hervê Cordovil)
04 - 1965 - Amor, Perdoa-me (Amore Scusami)
(Pallavicini – Mescoli – vs: Julio Nagib)


COLABORAÇÃO: Geraldo



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Os grandes sucessos do povo - Volume 2 (LP 1983)

 Álbum produzido pela Phonodisc/Continental traz artistas do segmento popular
Apreciadores da chamada música brega vão curtir esta coletânea produzida em 1983 pela Phonodisc, selo popular da gravadora Continental. Sob o título “Os grandes sucessos do povo”, o disco se destaca pela presença do Amado Batista, o mais conhecido entre os artistas incluído no repertório, que traz cantores como Leonardo Moreno, Alessandro Roberto, Francis, Luiz Geraldo, e outros. O álbum, gentilmente enviado pelo amigo Miguel, a quem agradeço, traz como curiosidade a faixa “Bela prisão”, interpretada pelo Pablo, cantor que ficou conhecido por sua participação no quadro “Qual é a música?”, do programa Silvio Santos. Confira:

01 - Amado Batista - Ah! Se Eu Pudesse
(Vicente Dias)
02 - Leonardo Moreno - Apenas Um Sonhador
(Leonardo Moreno - Pedrinho)
03 - Rony Cardoso - Troca de Amor
(Jack)
04 - Pablo - Bela Prisão
(Nando Terranova)
05 - Miltinho Rodrigues - Meu Martírio
(Arnaldo Diniz)
06 - Alessandro Roberto - Preciso Lhe Esquecer
(Bartô Galeno - Carlos André)
07 - João Viola - Te Amei, Te Amo, Te Amarei
(Antonio Ramos - Motta - Colinha)
08 - Luiz Geraldo - Ultimamente
(Geraldo - Edelson Moura)
09 - Flávio Mattes - Eu Não Posso Ser Teu Amigo
(Flávio Mattes - Paulo Duzac)
10 - Wilson Roberto - Nossa Geração
(Arthur Moreira - Sebastião Ferreira da Silva)
11 - Alberto Kelly - Tentação
(Alberto Kelly - Edson Vieira)
12 - Francis - Dieciseis Años
(D. Daniel - S.Marti)

COLABORAÇÃO: Miguel


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Sérgio Reis - Eu voltei da minha ausência (1970)

 Primeiros compactos do Sérgio Reis na RCA Victor foram lançados em 1970
Assim que se desligou da Odeon, onde lançou discos de sucesso durante sua passagem pela Jovem Guarda, o cantor e compositor Sérgio Reis assinou contrato em 1970 com a gravadora RCA Victor. As primeiras gravações na nova casa foram lançadas nesse mesmo ano por meio de dois compactos, um simples e um duplo, difíceis de serem encontradas, e ainda inéditas na rede. A possibilidade de postá-las deve-se ao amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração. As seis canções ainda trazem resquícios da Jovem Guarda, com o cantor apostando no romantismo, gênero que deixaria de lado para se dedicar, com sucesso, a música sertaneja. Confira:

01 - Eu voltei da minha ausência 
(Alexandre Cirus - Willy Lovitz)
02 - Eu queria ir pra longe
(Totó)
03 - Muito amor pra dar
(Sérgio Reis)
04 - Ainda ontem
(Sérgio Reis)
05 - Não vale a pena (Till I Can't Take It Anymore)
 (D. Burton - C. Otis – Versão: Tony & Sérgio Reis)
06 - Pyli
(Tony - Sérgio Reis)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Jerry Adriani - Um galã em três fotonovelas

Jerry Adriani participou de fotonovelas produzidas por revistas do gênero

Hoje, 24 de abril, os familiares, amigos e fãs se despediram de Jerry Adriani no velório que aconteceu ao longo do dia no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Rio de Janeiro. Companheiros da Jovem Guarda, como Wanderléa, Ronnie Von, Martinha, Wanderley Cardoso e Sérgio Reis, entre outros, deram depoimentos sobre o artista desde que a triste notícia do falecimento veio a público, na tarde de ontem. "A gente perde uma pessoa única que se foi para deixar muita saudade. Era um grande cantor, sincero, honesto com o que faz, feliz e com uma legião de fãs. Ele deixou um legado pra mim, que adorava e adoro, e vou continuar ouvindo as músicas dele", disse Erasmo Carlos, um dos que compareceram no velório. O cantor faleceu ontem, às 15h30, aos 70 anos, vítima de câncer no pâncreas, e foi sepultado nesta segunda-feira, às 17h00.


A morte do cantor foi noticiada por todos os meios de comunicação. As reportagens, praticamente com o mesmo conteúdo, destacaram as várias fases do artista, e ressaltaram sua importância na carreira do Raul Seixas. As matérias destacaram não só os recursos vocais do artista, como lembraram suas experiências como apresentador e ator em cinema e televisão. Além de compor, Jerry também se destacou como ator em fotonovelas, populares nos anos 1960/70. Foi ele, ao lado da Wanderléa, quem protagonizou em 1966 a primeira fotonovela colorida do Brasil, lançada na primeira edição de luxo da revista Sétimo Céu. Jerry participou de outras fotonovelas, duas das quais com a cantora e compositora Elizabeth, também na Sétimo Céu, em 1968 e 1969. Achei que seria interessante apresentar essas três produções da revista, originalmente postadas pelo excelente blog As Fotonovelas (aqui), onde muitas preciosidades do gênero podem ser baixadas, como a fotonovela do cantor com a Adriana (na foto acima). Confira:


01 - 1966 - Fotonovela “Caminho de lágrimas”  
(Com Jerry Adriani e Wanderléa. Part. especial de Ed Wilson)
02 - 1968 - Fotonovela “Sombras do passado” 
(Com Jerry Adriani & Elizabeth)
03 - 1969 - Fotonovela “Romance proibido”
 (Com Jerry Adriani & Elizabeth)




domingo, 23 de abril de 2017

Jerry Adriani - Homenagem ao Dia das Mães (2008)

CD promocional, com apenas duas músicas, se destaca pela faixa acústica "Mãe" 
É com tristeza que faço este post em homenagem ao cantor Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, que morreu aos 70 anos neste domingo, às 15h30, no Rio. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. “A família de Jerry Adriani tem o doloroso dever de comunicar aos seus amigos o seu falecimento. Agradecemos a todos pelo enorme carinho”, confirmam os familiares na página oficial do artista no Facebook. Não há informações sobre horário e local do velório e do enterro.

Jair Alves de Souza nasceu em 29 do janeiro de 1947, no Brás, antigo bairro operário de São Paulo. Aprendeu ainda criança canções italianas com a avó materna e estudou acordeão. Adotou o nome artístico quando começou sua carreira em 1964. O primeiro disco foi o LP "Italianíssimo" (na foto ao lado), quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira. Em 1965, passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco "Um grande amor". Com o sucesso obtido, Jerry virou apresentador do programa “Excelsior a Go Go”, da TV Excelsior, e comandou também o musical "A grande parada", na TV Tupi em 1967 e 1968. No cinema, cantou e atuou em “Essa gatinha é minha”, “Jerry, a grande parada”, e “Jerry em busca do tesouro”, transformando-se num dos maiores ídolos jovens da época.

Depois da TV e do cinema, Jerry tentou a sorte no teatro. Em 1975, participou do musical “Brazilian Follies”, tendo ficado um ano e meio em cartaz. Ao longo de sua trajetória profissional, manteve a carreira sempre estável, com muitos shows e discos gravados. Sem negar suas origens, lançou em 1985 o álbum "Tempos Felizes", com regravações dos tempos de Jovem Guarda, e na sequência homenageou o ídolo Elvis Presley no LP "Elvis Vive". Em 1994, participou da novela “74.5 uma onda no ar”, exibida pela TV Manchete, e no ano seguinte participou das comemorações dos 30 anos da Jovem Guarda.

Logo depois, voltou à música italiana, com o CD “IO”, e em 1997 teve duas músicas em trilhas de novelas da Globo. "Engenho" fez parte da trilha de "A indomada", e “Con te partiró", dueto com a italiana Mafalda Minnozzi, foi parar na trilha de "Zazá". Em 1999, gravou o disco "Forza Sempre" (na foto acima), com regravações em italiano do repertório da Legião Urbana. Foi um dos maiores sucessos da carreira de Jerry Adriani desde os tempos da Jovem Guarda. De acordo com o site oficial do cantor, bateu a marca de 200 mil cópias, e a faixa "Santa Luccia Luntana" foi bastante tocada na novela "Terra Nostra".

O primeiro DVD da carreira foi gravado em 2007, no Canecão, no Rio. “Jerry Adriani Acústico Ao Vivo” trouxe sucessos e inéditas no repertório. Em 2011, lançou o CD “Pop, Jerry & Rock”, incluindo homenagem para Raul Seixas e Tim Maia na música “2012”. A ideia de cantar outros ícones da músicas brasileira e do rock rendeu ainda o show “Jerry toca Raul & Elvis”. Em plena forma, gravou o CD gospel “Família” em 2012, e festejou 50 anos de carreira em 2014. O mais recente trabalho é o CD/DVD “Outro Jerry Adriani” (na foto acima), de 2016, que traz o registro de apresentação na qual interpreta sucessos nacionais e internacionais como "Resposta ao Tempo", "Lembra de Mim" e o clássico do jazz "You've Changed", ratificando seu enorme talento, como mostra este CD promocional, em homenagem ao Dia das Mães. Jerry, sem dúvida, deixa saudades. Confira:

01 - Mãe
(Jerry Adriani - Paulinho Mendonça)
02 - Balada à Hi-fi (Ao vivo)
(Jerry Adriani)



domingo, 9 de abril de 2017

Vários intérpretes - Rock Melodia (CD s/d)

 CD com 18 faixas se destaca pelo repertório formado por clássicos do samba rock
Esta coletânea repleta de samba rock atende ao pedido do internauta Paulo Alexandre. A seleção, intitulada “Rock Melodia”, sem o ano do lançamento, foi fabricada em CD pelo selo Som de Valente, responsável também pelo segundo volume do LP de mesmo nome, já postado aqui. O disco, com 18 faixas, sendo quatro com Jorge Ben Jor e outras quatro com Erasmo Carlos, reúne alguns clássicos do samba rock, raros na época do lançamento, em meados dos anos 1990. No repertório, canções como “Você não entende nada” (Gal Costa), “Partido alto” (MPB-4), “Kriola” (Wanderléa), “Colcha de retalhos” (Marku Ribas) e “Sofre”, um blues interpretado pelo Tim Maia, entre outras. Confira:

01 - Claudette Soares - O cravo brigou com a rosa
(Jorge Ben Jor)
02 - Erasmo Carlos - Bom dia rock´n´roll
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
03 - Jorge Ben Jor e Maria Bethânia - Mano Caetano
(Jorge Ben Jor)
04 - Gal Costa - Deus é amor
(Jorge Ben Jor)
05 - Erlon Chaves - Carly e Carole
(Eumir Deodato)
06 - Caetano Veloso - Torno a repetir
(D.P. - arranjo Caetano Veloso)
07 - Gal Costa - Você não entende nada
(Caetano Veloso)
08 - Trio Mocotó e Jorge Ben Jor - Aleluia aleluia (E ainda tem mais)
(Jorge Ben Jor)
09 - Wanderléa - Kriola
(Helio Matheus)
10 - Erasmo Carlos e Jorge Ben Jor - Comilão
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
11 - MPB-4 - Partido alto
(Chico Buarque)
12 - Cesar Camargo - Tema de Cathy
(Cesar Camargo Mariano)
13 - Marku Ribas e Erasmo Carlos - Beira d'agua
(Marku Ribas - Erasmo Carlos)
14 - Jorge Ben Jor - Magnólia
(Jorge Ben Jor)
15 - Marku Ribas - Colcha de retalhos
(Raul Thomas)
16 - Erasmo Carlos - Haroldo,o robot doméstico
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
17 - Tim Maia - Sofre
(Tim Maia)
18 - Erasmo Carlos - A lenda de Bob Nelson
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)



sábado, 8 de abril de 2017

Vários artistas - Os campeões da popularidade (1978)

 Álbum lançado pela Bandeirantes Discos reúne intérpretes de várias gravadoras
Doze sucessos de 1978, produzidos por várias gravadoras, estão reunidos neste “Os campões da popularidade”, álbum lançado pelo selo Master, da Bandeirantes Discos. O disco, gentilmente enviado pelo amigo Miguel, a quem agradeço, se destaca pelo repertório interpretado por ídolos populares, como Paulo Sérgio, Wanderley Cardoso, Peninha, Angelo Máximo, José Augusto, Ronnie Von, e outros. Vanusa, com “Estado de fotografia”, e Cláudia Telles, com “Aprenda a amar”, são as presenças femininas do LP, que traz as revistas Contigo e Ilusão entre os realizadores. Confira:

01 - Sidney Magal - A Moça
(Lalo Fransen - Mandy - Serafim Costa Almeida)
02 - Wanderley Cardoso - Você Chegou Trazendo A Primavera
(Wanderley Cardoso - J. Oliveira)
03 - Vanusa - Estado de fotografia
(Malim - Sérgio Sá)
04 - Angelo Máximo - A Primeira Namorada
(Nicea Drumont)
05 - Paulo Sérgio - Você Pode Me Perder
(Paulo Sérgio - Carlos Roberto)
06 - José Augusto - Meu Primeiro Amor
(José Augusto - Miguel - Paulo Coelho)
07 - Ronnie Von - Vida Marcada
(Tony Osanah - Ronnie Von)
08 - Claudia Telles - Aprenda a Amar
(W.D'Avila - C. Telles)
09 - Roberto Leal - Menina Atrevida (Vai de Roda)
(Roberto Leal - Márcia Lúcia)
10 - Peninha - Novidades
(Peninha - M. Cidras)
11 - Nelson Ned - Eu Queria Ser Um Rouxinol
(Nelson Ned)
12 - Marcio José - Eu Te Amo (Te amo)
(C.Carmone - P.Seuran - Bigazzi - Tozzi - vs: O.Daumerie)

COLABORAÇÃO: Miguel


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Demétrius - Compactos Raros (Coletânea 2017)

 Seleção com 15 faixas reúne músicas de dois EPs e quatro compactos simples
 Um dos destaques é  "Joana Maria, o sertão",  do Festival Nacional de MPB
Os amigos Aderaldo e Laércio, colaboradores do blog, me enviaram, e agradeço, pelos raros compactos do Demétrius. A ideia era postá-los gradativamente, mas achei melhor reuni-los num único post, e por isso montei esta coletânea, adicionando o disco de 78 RPM, já apresentado aqui, com “Cuide certinho do meu bem” e “Alfabeto de Natal”. No total, a seleção soma 15 faixas, e contém músicas de seis singles, sendo dois compactos duplos – um deles lançado em Portugal, e enviado pelo Laércio – e quatro simples, do acervo do Aderaldo. Entre os destaques estão as músicas “Joana Maria, o sertão”, concorrente do Festival Nacional de Música Popular Brasileira, realizado em 1968 pela extinta Rede Excelsior de Televisão, e “Tudo terminou”, lançada apenas no EP produzido pela gravadora Continental em 1978. Confira:

01 - 1961 - Cuide certinho do meu bem (Take good care of my baby) **
(King - Goffin)
02 - 1961 - Alfabeto de Natal (Christmas alphabet) *
(Buddy Kaye - Jules Loman - vs: Juvenal Fernandes)
03 - 1961 - Corinna, Corinna **
(Parish - Chapman - Williams - vs: Demétrius)
04 - 1961 - Perfeito amor (Perfect lover) **
(D. Norwood - vs: Paulo Rogério)
05 - 1961 - Jamais terá meu carinho (Penny moved away) **
(King - Goffin - vs: Demétrius)
06 - 1968 - Joana Maria, o sertão *
(Demétrius)
07 - 1968 - Olha o fogo, soldado *
(Demétrius)
08 - 1969 - Vaqueiro errante *
(Demétrius)
09 - 1969 - Minha lua *
(Demétrius)
10 - 1969 - O estranho de cabelos longos (El extraño del pelo largo) *
(Enrique Masllorens - Hiacho Lezica - vs: Demétrius) 
11 - 1969 - Hoje à noite *
(Demétrius)
12 - 1978 - O menino que eu era *
(Demétrius - Tony Chaves)
13 - 1978 - Eu vou embora *
(Demétrius)
14 - 1978 - Tudo terminou *
(Demétrius)
15 - 1978 - Esta tarde vi chover (Esta tarde vi llover) *
(A. Manzanero - J. Barroso)


*   COLABORAÇÃO: Aderaldo
** COLABORAÇÃO: Laércio



quinta-feira, 6 de abril de 2017

Vários intérpretes - Super Remix (CD 1996)

Repertório de remix é formado por grandes sucessos nacionais dos anos 1980
Uma boa dica pra quem gosta de remix é ouvir este CD lançado em 1996 pela Som Livre. O disco, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, traz 10 faixas bem produzidas, e resgata grandes sucessos dos anos 1980. A exceção é “Exército do surf”, originalmente gravada em 1964 pela Wanderléa, ainda na fase anterior a fama na Jovem Guarda. No repertório, canções como “Exagerado” (Cazuza), “Olhos coloridos” (Sandra de Sá), “Enrosca” (Fábio Junior), “Deixa eu te amar” (Agepê) e outras. O destaque fica para “Bete balanço”, primeiro sucesso do Barão Vermelho, presente no CD em duas versões, uma das quais como faixa bônus. Confira:

01 - Cazuza - Exagerado (Dance Mix)
02 - Sandra de Sá - Olhos Coloridos (Charm Version)
03 - Fabio Junior - Enrosca (Nino's Piano Mix)
04 - Agepê - Deixa Eu Te Amar (Love Melody Mix)
05 - Fafá de Belém - Sereia (Dance Version)
06 - A Turma Do Balão Mágico - Lindo Balão Azul (Euro Remix)
07 - Wanderléa - Exército Do Surf (L'Esercito del Surf)(Ragga Dance Mix)
08 - Barão Vermelho - Bete Balanço (Club Station Remix)
09 - Anne Duá - Indecente (1996 Remix)
10 - Barão Vermelho - Bete Balanço (Bonus Track) (Club Station Long Remix)


COLABORAÇÃO: Laércio



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Martinha - Por quem estou apaixonada (LP 1968)

 Postagem se destaca pela faixa bônus "Eu sei o que quero", também de 1968
Este é o segundo LP da Martinha, lançado em 1968 pela AU – Artistas Unidos, selo da pernambucana Rozenblit. O disco, que confirmou o talento da jovem cantora e compositora, fez muito sucesso, e traz canções como “Eu daria a minha vida”, “Por quem estou apaixonada”, “Você não voltou” e “Se você não explicar”, todas de sua autoria e muito executadas nas emissoras de rádio. O repertório também inclui cinco canções de outros compositores: “Choro só por chorar” (Luiz Fabiano), “A minha melhor amiga” (Elizabeth), “Eu só queria namorar você” (Dori Edson), “Nem mesmo em sonho” (Renato Barros) e “A tão sonhada paz” (Castro Perret), também gravada pelo Almir Ricardi no LP postado anteontem. O destaque fica para a faixa bônus, “Eu sei o que quero”, lançada apenas no compacto simples de 1968 que trouxe “Pior pra você, bem pior pra mim”, incluída neste álbum, na outra face do disco. Confira:

01 - Por quem estou apaixonada
(Martinha)
02 - Se você não explicar
(Martinha)
03 - Choro só por chorar
(Luiz Fabiano)
04 - Eu daria a minha vida
(Martinha)
05 - Eu queria
(Martinha)
06 - Pior pra você, bem pior pra mim
(Martinha)
07 - Você não voltou
(Martinha)
08 - A minha melhor amiga
(Elizabeth)
09 - A tão sonhada paz
(Castro Perret)
10 - Não sei se  você sabe
(Martinha)
11 - Eu só queria namorar você
(Dori Edson)
12 - Nem mesmo em sonho
(Renato Barros)

BÔNUS

13 - Eu sei o que quero 
(Martinha)


terça-feira, 4 de abril de 2017

Jane & Herondy - A Volta (EP 1976)

 Compacto duplo produzido pela RCA Victor se destaca pelo sucesso "Não se vá"
Enviado pelo amigo Miguel, a quem agradeço pela colaboração, este compacto duplo da Jane & Herondy se destaca pela faixa “Não se vá”, uma versão de “Tu T'en Vas”, do Alain Barrière, principal sucesso do casal, que já tem sinopse da carreira divulgada no blog. O EP, lançado em 1976 pela RCA Victor, também oferece o hit “É um problema”, outra versão do cancioneiro francês, além de mais duas adaptações: “A volta” e “Estou aqui”. Confira:

01 - A volta (We Do It)
(R. Stone - vs: Fábio Marcel)
02 - Estou aqui
(F. Piccarreda - W.Johnson - Riclygianco - vs: Murano)
03 - Não se vá (Tu T'en Vas)
(Alain Barrière - vs: Thyna)
04 - É um problema (J'ai un probleme)
(J. Renard - M. Mallory - vs: Marcos Calazans)

COLABORAÇÃO: Miguel


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Almir Ricardi - 12 certinhas dos jovens pra frente (1969)

Álbum produzido pela RCA Victor foi o primeiro da carreira do Almir Ricardi
Finalmente, após longa procura, o nosso amigo Aderaldo conseguiu adquirir este primeiro LP do Almir Ricardi, intitulado “12 certinhas dos jovens pra frente”, lançado em 1969 pela RCA Victor. Agradeço a ele por compartilhar este raríssimo álbum que se destaca pelas releituras de “Viu”, lançada originalmente pela Adriana, e “Deixa-me chorar”, do repertório do Nenéo, também gravadas pelo Wanderley Cardoso e Martinha. O disco, ainda inédito na rede, passou despercebido do grande público, e é mais um daqueles que logo mais estará nas redes sociais e em vídeos no Youtube, sem os devidos créditos. No repertório, uma música de autoria do Roberto Carlos, “Por você esqueço até de mim”, e duas composições do próprio Almir Ricardi: “Algum motivo para brigar” (em parceria com Márcio Alexandre e Jung Jacks) e “Minto ao mundo, mas não a você” (em parceria com Márcio Alexandre).

O cantor e compositor iniciou a carreira profissional como Almir Duarte. Em 1966, durante a efervescência da Jovem Guarda, gravou o primeiro disco, um compacto simples pela Continental com as músicas “O zorro” e “O vulto” (veja capa ao lado). No ano seguinte, foi contratado pela Som Maior, e por ela lançou outro single, com “À noite eu perturbo”, uma versão de “Strasera mi butto”, gravada pelo italiano Rocky Roberts, e “O durão”, composta pelo Almir em parceria com o então desconhecido Tim Maia. Na sequência, partiu para a RCA Victor, e a partir daí passou assinar o definitivo Almir Ricardi. Infelizmente, gravou poucos discos, e as informações sobre sua carreira são escassas na internet, apesar do sucesso obtido em 1984 com “Festa funk”, balanço de sua autoria em parceria com Lincoln Olivetti e Robson Jorge, ainda muito executada em bailes funk. Confira:

01 - Viu
(Carleba – Cury)
02 - Vento soprando
(Fernando Cesar)
03 - Algum motivo para brigar
(Almir Ricardi – Márcio Alexandre – Jung Jacks)
04 - Por você esqueço até de mim
(Roberto Carlos)
05 - A tão sonhada paz
(Castro Perret)
06 - O menino de Braçanã
(Luiz Vieira – Arnaldo Passos)
07 - Minto ao mundo mas não a você
(Almir Ricardi – Márcio Alexandre)
08 - Canto de errante
(Rildo Hora – Heitor Quintella)
09 - Vou contar de um a três
(Othon Russo – Niquinho)
10 - Vou viver, vou viver pra te amar
(Edson Trindade)
11 - Deixa-me chorar
(Nenéo)
12 - Foi como um botão de rosa
(Frankye Adriano)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


domingo, 2 de abril de 2017

Elizete Cardoso - Canções à meia luz (LP 1955)

Primeiro álbum da Elizete Cardoso foi produzido pela gravadora Continental
Este é o primeiro LP da Elizeth Cardoso - ainda do tempo em que assinava Elizete Cardoso – e foi lançado em 1955 pela Continental, após série de gravações em discos de 78 RPM. O álbum, de 10 polegadas, com oito canções, é mais uma colaboração do amigo Laércio, a quem agradeço pela colaboração. Megulhado no universo do samba canção, gênero de muito sucesso na época, o LP traz belas canções, como “Nunca mais”, do Dorival Caymmi, “Canção da volta”, da dupla Ismael Neto e Antonio Maria, e “Pra que me iludir”, de Radamés Gnattali e Norival Reis. O destaque é a releitura do clássico “Linda flor”, aqui creditada apenas em nome de Henrique Vogeler, sendo que em outros discos aparecem os nomes de Luis Peixoto e Marques Porto no trio de autores da canção, apontada como o marco inicial do samba canção. Confira:

01 - Canção da Volta - Samba-canção
(Ismael Netto - Antônio Maria)
02 - Nunca Mais - Samba
(Dorival Caymmi)
03 - Memórias - Samba
(Hianto de Almeida - Evaldo Ruy)
04 - Só Você Mais Nada - Samba-canção
(Paulo Soledade)
05 - Linda Flor - Samba-canção
(Henrique Vogeler - Luis Peixoto - Marques Porto)
06 - Se o Tempo Entendesse - Samba
(Marino Pinto - Mário Rossi)
07 - Caminha - Samba-canção
(Evaldo Ruy - Rolando Candiano)
08 - Pra Que Me Iludir - Samba
(Radamés Gnattali - Norival Reis)

COLABORAÇÃO: Laércio


sábado, 1 de abril de 2017

Nilton Cesar - Yo tengo un mar de amor (LP s/d)

Álbum com 12 faixas, sendo nove em castelhano, foi produzido na Argentina
Nilton César é mais um dos cantores brasileiros da Jovem Guarda que, a exemplo de Marcos Roberto, Martinha, Ronnie Von e tantos outros, gravaram seus sucessos em castelhano e obtiveram reconhecimento em países da América Latina. Este “Yo tengo un mar de amor”, fabricado na Argentina, reúne 12 faixas, sendo nove em castelhano, com destaque para o hit “La enamorada que soñé” ("A namorada que sonhei"), e três em português. O álbum foi baixado de um blog argentino, e do qual não me lembro o nome para dar o devido crédito. Fiz uma busca no Google, e até encontrei uma página com este LP postado, com o link vencido, mas provavelmente não é a minha fonte, pois a capa e a contracapa publicadas são marcadas com o nome do blog, diferentes das que tenho. Trata-se, é claro, de detalhe, pois o que vale é a possibilidade de reapresentá-lo para quem ainda não o ouviu. Confira:

01 - La enamorada que soñé
02 - Indecision
03 - Cuando se ama
04 - Nunca más
05 - Yo tengo un mar de amor
06 - Niña joven
07 - Cerca de los ojos y lejos del corazon
08 - Chiquilina
09 - Se a vida é assim (em português)
10 - Meu coração que te amava tanto (em português)
11 - Canto de amor y paz
12 -Tirintando (em português)