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sábado, 4 de junho de 2016

Cassius Clay - I Am The Greatest! (CS 1964)

Muhammad Ali (Cassius Clay) mostra seus dotes vocais em disco de 1964
Hoje, 4 de junho de 2016, ficará marcado na história do esporte como a data do adeus a uma lenda: Muhammad Ali, ex-campeão mundial dos pesos pesados, morreu nesta madrugada aos 74 anos nos Estados Unidos. Sofrendo com diversos problemas de saúde, causados pelo Mal de Parkinson, doença que o acometia desde o fim de sua carreira, o ex-pugilista norte-americano foi internado na última quinta-feira em um hospital em Phoenix devido a complicações respiratórias. Nascido no dia 17 de janeiro de 1942, em Louisville, no Kentucky, Cassius Clay, seu nome de batismo, começou no boxe aos 12 anos. Seis anos depois disputou Olimpíada em Roma, na Itália, e ganhou a medalha de ouro entre os meio-pesados. 

Em 1963, inspirado pela causa muçulmana, converteu-se à religião e passou a lutar contra o racismo nos Estados Unidos. Já como profissional, na ocasião com 19 vitórias em 19 lutas, Cassius enfrenta em 1964 o favorito Sonny Liston em Miami. Vence no sétimo assalto, se torna campeão mundial dos pesos-pesados e grita: “Eu sou o maior”. Foi, então, convidado a gravar um disco na Columbia/CBS, não por acaso intitulado “I Am The Greatest”. Logo depois, adotou o nome definitivo, e deixou de atender pelo de batismo, por considerá-lo "nome de escravo". Em 1967, uma polêmica o fez perder o título mundial, e ficar afastado do boxe por três anos. Isso aconteceu porque se recusou a servir o exército americano na Guerra do Vietnã. “Nenhum vietnamita jamais me chamou de criolo”, disse. Voltou a lutar em 1970 e recuperou o cinturão, mas um ano depois perdeu para Joe Frazier, em um duelo épico de 15 rounds decidido pelos juízes em Nova York.

Na sequência, venceu Ken Norton, George Chuvalo Floyd e a revanche contra Joe Frazier, antes de ter a chance de desafiar George Foreman para recuperar o posto de número 1 do mundo. No dia 30 de outubro de 1974, em Kinshasa, capital do antigo Zaire (hoje República Democrática do Congo), Ali apanhou quase a luta toda do então jovem Foreman, e surpreendeu no oitavo round, ao derrubar o adversário com potente golpe e ganhar por nocaute naquela que é chamada a "Luta do Século". É o único tricampeão do mundo de seu esporte. Já fora do boxe, o atleta revelou que sofria do Mal de Parkinson em 1984, e usou sua fama para ajudar nas pesquisas para buscar uma cura para a doença. Mesmo doente, rodou o mundo, teve encontros com líderes políticos, fez ações beneficentes e levou sua mensagem de paz e igualdade, ratificando o que gravou em disco: “I Am The Greatest”. Confira:

01 - Stand By Me
(B.E.King – E. Glick)
02 - I Am The Greatest



4 comentários:

  1. http://www7.zippyshare.com/v/2AEKBxuB/file.html

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    1. Novo link:

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  2. Surpresa pra mim. Não sabia que ele tinha gravado um disco. Obrigado Chico. Fica o resgate de uma lenda.

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  3. Também não sabia que ele havia gravado um compacto. Maior pugilista de todo0s os tempos...Obrigado Chico por disponibilizar para todos nós

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