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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Década Explosiva Nacional - Máquina quente (1976)

 Década Explosiva é mais um dos pseudônimos usados pelo grupo The Fevers
Década Explosiva, pra quem não sabe, é mais uma banda de estúdio, criada para gravar grandes hits e aumentar o faturamento das gravadoras. Trata-se de prática comum no mercado fonográfico, especialmente durante os anos 1970. No caso, a referida banda é mais um dos pseudônimos usados pelo grupo The Fevers, que ainda conta com backing vocal feminino em algumas faixas. Esta “Máquina Quente”, lançada em 1976 pela Imperial-EMI-Odeon, é a versão nacional do projeto que inclui a internacional “Hot Machine”, produzida no ano anterior. A possibilidade de postá-la deve-se, mais uma vez, ao amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração. O LP é dedicado a Jovem Guarda, e vai agradar aos apreciadores do gênero.  No repertório, canções como “Festa de arromba” (sucesso do Erasmo Carlos), “Pobre menina” (Leno & Lilian), “O bom” (Eduardo Araújo), “Só eu e você” (Carlos Gonzaga) e outras que farão relembrar as saudosas tardes de domingo. Confira:

01 - Festa de arromba
(Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
02 - O bom
(Carlos Imperial)
03 - Só eu e você (There’s A Kind Of Hush)
(Les Reed - Geoff Stephens - Versão: Lilian Knapp)
04 - Alguém na multidão
Rossini Pinto)
05 - Banho de lua  (Tintarella Di Luna
(P. De Filippi - F. Migliacci - Versão: Fred Jorge) 
Rua Augusta
(Herve Cordovil)
06 - Pobre menina (Hang On Sloopy)
(Bert Russel - Wes Farrel - Versão: Gileno)
07 - O escândalo em família (Shame And Scandal In The Family)
(Donaldson - Henry Brown - Versão: Renato Barros)
08 - Vem quente que estou fervendo
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
09 - Quero que va tudo pro inferno
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
10 – Fumacê
(Rossini Pinto - Solange Corrêa)
11 - Coração de papel 
Sérgio Reis) 
 A volta
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
12 - O chorão
(Luiz Keller - Edson Mello)
13 - Tijolinho 
(Wagner Benatti) 
Prova de fogo
(Erasmo Carlos)
14 - Você fala demais
(Francisco Fraga)



COLABORAÇÃO: Aderaldo


9 comentários:

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  2. Bons tempos, meu estimado amigo Chico!
    Nessa época de ouro da nossa musica popular brasileira,
    eu ainda bem jovem no inicio de carreira, trabalhava duro para me firmar profissionalmente e ganhava pouco, então o negócio era
    me contentar com esses exemplares genéricos dos sucessos, rsrsrs...
    Mas nem por isso deixei de curtir adoidado esses grandes hits, e esses bons momentos que guardo em minha memória!
    Boas musicas que curtiamos, bons tempos vividos;
    valeu por mais essa entre tantas surpresas agradáveis
    que você carinhosamente nos contempla, fazendo voltarmos no tempo com emoções!
    Parabéns...
    Abraços/Nelson

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    1. O importante, meu caro Nelson, é que você curtiu a época, e levou vantagem sobre os demais, pois o tempo passou e esses discos de covers se transformaram em raridades e objetos de desejo. São mais caros em relação aos originais. Abraços

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  3. Grande disco,o peso musical dos the fevers é incrível tem uma voz parecida com o José Augusto no meio é um desfile de vozes maravilhoso, eu acho que essa turma usava pseudônimo para poder trabalhar em varias gravadoras e faturar uma grana a mais,que bom pra nós que amamos a jovem guarda e suas musicas maravilhosas,obrigado por mais essa joia.

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    1. É isso mesmo, Clovis. O uso de pseudônimo foi uma boa estratégia para gravar não só onde o grupo era contratado, mas também em outras gravadoras. Os Fevers, inclusive, gravaram na CBS/Sony como Big Seven, resultado de um projeto em parceria com o Renato e seus Blue Caps. Abraços

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  4. Conta a lenda que os Fevers passaram a usar nomes alternativos depois do escandalo de começão de menores praticadas pelos ídolos da jovem guarda, cujo escandalo afastou alguns dos palcos e começaram a perder na venda de discos.

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    1. O escândalo que envolveu alguns artistas da JG na época foi muito divulgado. O Fábio Stella relata o episódio em seu livro, mas não sabia que teria sido um dos motivos pelos quais Os Fevers teriam apelado para o uso de pseudônimos. Muito obrigado por lembrar dessa lenda. Abs

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  5. Mestre Chico, uma postagem de grande importância para os apreciadores de boa música, sei que são covers, mas muitas ficam até melhores que a original que o caso da belissima versão para o clássico do Herman's Hermits, 'There's A Kind Of Hush' feita pela Lilian Knapp com o título de 'Só Eu e Você' , para os bailes, aniversários da melhor idade e casamentos é o máximo. Quando tenho oportunidade sempre executo ela, uma das sequências que gosto de fazer quando me pedem para começar com o Theme From New York New York é 01 - Frank Sinatra - Theme From New York New York, 02 - Pussycat - Mississipi, 03 - Década Explosiva - Só Eu e Você, 04 - Os Incríveis - O Milionário (The Millionaire) versão do álbum de 1967 da RCA/BMG/SONY, 05 - Renato e Seus Blue Caps - Meu Primeiro Amor (You're Going To Lose That Girl), 06 - The Fevers - Mar de Rosas (Rose Garden), ... e segue o baile. OBS. Não estou dizendo que a versão original do Herman's Hermits e ruim, só que a do Década Explosiva tem clima de baile, assim como alguns medleys do Som Bateau. Agradecimentos a você Mestre Chico e o Aderaldo pela contribuição musical.

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    1. Muito obrigado pelo comentário e também pelo generoso “mestre”. Fico feliz em saber que o disco faz parte das canções que costuma executar. Abraços

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