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domingo, 20 de março de 2016

Danny Dallas - From the sixties to his sixties (2007)

Danny Dallas, um dos pioneiros do rock, retornou ao disco após 45 anos
Quem se interessa pela história do rock no Brasil deve conhecer Danny Dallas, um dos pioneiros do gênero no País, ao lado de ídolos como os irmãos Tony e Celly Campello, Carlos Gonzaga, Sérgio Murilo, Demétrius e outros. O jovem cantor, no entanto, teve carreira profissional curta, de 1959 a 1962, com quatro discos simples gravados em duas diferentes gravadoras: um na Young Discos, em 1959, com 18 anos, e três na RGE, sendo dois compactos duplos e outro integrando a coletânea “Da juventude para juventude”, LP já postado aqui. Apesar da promissora carreira, Danny deixou de se apresentar com regularidade na TV e de gravar discos a partir do final de 1962, quando já no terceiro ano do curso de Direito da Faculdade Mackenzie, passou a trabalhar como estagiário em escritório de advocacia. Formou-se em 1964 e tornou-se advogado de multinacional do setor alimentício.

Após exercer a advocacia ao longo de 40 anos, período em que constituiu família com quatro filhos, o profissional especializado em Direito Tributário pela USP se aposentou. Teve tempo para cuidar dos negócios da família e – por que não? – voltar a cantar, mostrando os dotes vocais que impressionaram José Scatena, um dos sócios da RGE. O empresário, ao vê-lo e ouvi-lo cantar pela primeira vez nos escritórios da gravadora, no início de 1961, afirmou que sua voz e estilo eram muito parecidos com os de Elvis Presley, grande ídolo popular na época. O resultado, após 45 anos longe do disco, é este “From the sixties to his sixties”, um belo CD lançado em 2007, mas que passou despercebido, sem nenhuma divulgação. Felizmente, o recebi do amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração, e não resisti à tentação de apresentá-lo de imediato, furando a fila de discos prontos para postagem no blog.

Antonio Cláudio, seu nome de batismo, nasceu na capital paulista em 8 de junho de 1941, e logo se interessou pela música. Antes de gravar o primeiro disco, em agosto de 1959, se apresentou várias vezes entre 1957 e 1958 no famoso programa da TV Tupi, “Almoço com as estrelas”, comandado por Airton Rodrigues, cantando, acompanhando-se ao violão, sucessos da época e standards da música americana. Diante do sucesso na TV, Airton o encaminhou para a Boate Cave, famosa na noite paulistana nos anos 1960, e só não aceitou o convite para se apresentar na casa por ser menor de idade. Tinha 17 anos, frequentava o 2º ano do curso científico, e caso seu pai o emancipasse, teria de sacrificar os estudos. Assim, em 1959, se apresentou ao radialista Miguel Vaccaro Neto, também diretor artístico da Young Discos (de Henrique Lebendiger, o “Fermata”), que se especializara em lançar jovens talentos para gravar em inglês sucessos que não apareceriam no Brasil.

Nessa época, formou seu conjunto, The Jester Tigers (na foto ao lado), em que se destacava José Provetti, o Gato, na guitarra solo, que posteriormente participou do grupo The Jet Black's e da banda do Roberto Carlos. O conjunto ainda reunia um guitarrista base (Horácio), um baterista (Toninho Rossi) e um baixo acústico (Augusto). Foi com essa formação que Antonio Claudio se apresentou no Teatro Record Consolação, em São Paulo, na abertura do show da Brenda Lee, em agosto de 1959, quando ela esteve pela primeira vez no Brasil. A história se repetiu - desta vez acompanhado pela Orquestra da TV Record e com o novo nome artístico - no retorno da cantora em 1961, ano em que fez o pré-show de apresentação de outro famoso, o cantor e ator Frankie Avalon, em junho. Também conheceu Tony Bennett quando este se apresentou por duas noites no Teatro Record. Após o segundo show, em 18 de maio de 1961, teve o privilégio de acompanhá-lo até o Jardim de Inverno Fasano, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, e lá, em sua homenagem, cantou “Boulevard of broken dreams”, um dos hits de Tony, acompanhado por Betinho e seu Conjunto. Fatos como estes, que resumem sua história, estão no encarte do CD. Leia e curta o disco:


01 - Point of no return
(M.Watts - R.Mosley)
02 - Candy kisses
(G.Morgan)
03 - Hurt
(A.Jacobs - J.Crane)
04 - Let me try again (Laisse moi le temps)
(Caravelli - Michel Jourdan - Paul Anka - Sammy Cahn)
05 - The sweetest smile
(Danny Dallas - Vercos Radesca)
06 - A fool such as I
(Trader)
07 - Stand by me
(C.H. Tinoley)
08 - All I have to do is dream
(Boudleaus Bryant)
09 - Do I love you
(Yves Desca - Masine Piolot - Paul Anka)
10 - It's only make believe
(Conway twitty)
11 - Oh! Marie (Maria, Mari)
(Russo - Di Capua - Adap. Danny Dallas - vs: Vercos Radesca)
12 - Young and beautiful
(Silver - Shroeder)
13 - Sensuality
(Danny Dallas - Vercos Radesca)
14 - My boy
(Martin Coulter - François - Bourtayre - Lavot)
15 - Be bop-a-lula
(B.Davis - G.Vincent)
16 - My way (Comme D'Habittude)
(Gilles Thibault - Jacques Revaus - Claude François - Paul Anka)
17 - Let it be me me (Je T'Appartiens)
(Curtis - Delanoe - Becaud)
18 - I need your love tonight
(Wayne Reichner)
19 - What a difference a day makes
(Stanley Adams - Maria Greever)
20 - If I can dream
(Brown)


FICHA TÉCNICA

Produção executiva: Antonio “Danny Dallas” Claudio
Direção e arranjos musicais: Maurício “Morris Britt” Camargo Brito
Gravado, mixado e masterizado nos Estúdios da XQuality Records
Técnico de som: Carlinhos Borba Gato

COLABORAÇÃO: Aderaldo


2 comentários:

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