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sábado, 31 de outubro de 2015

Jesus não tem drogas no país dos caretas (1991)

 Disco mix promocional divulga "O inferno é fogo", álbum do Lobão, de 1991
O post só interessa aos colecionadores: é o disco mix do funk-rock "Jesus não tem drogas no país dos caretas", faixa de divulgação do álbum “O inferno é fogo”, sexto disco de estúdio do cantor Lobão, lançado em 1991 pela RCA. O vinil, produzido para fins promocionais, traz a mesma música nas duas faces, e foi um dos destaques do LP que ainda tinha a balada "Sem você não dá" e o rock "Presidente Mauricinho" (canção direcionada ao então presidente da República Fernando Collor de Mello).  “Jesus não tem drogas no país dos caretas" alude ao nome do quarto álbum dos Titãs, "Jesus não tem dentes no país dos banguelas", e a letra sugere ser uma versão mais sarcástica de "O papa é pop", hit da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii (vide versos como "e se o pop é pop mesmo/o pop te pega"). Na letra também há referências a três clássicos do rock: "Hit the Road Jack", sucesso na voz do cantor norte-americano Ray Charles, "(I Can't Get No) Satisfaction", dos Rolling Stones, e "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin. Confira:

01 - Jesus não tem drogas no país dos caretas
(Lobão – Tavinho Paes)



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O sucesso na voz de Fernando Pereira (EP 1966)

 Disco inclui "Estranhos ao luar", uma versão do sucesso de Frank Sinatra
Fernando Pereira é exemplo de cantor que conheço apenas por suas participações nas coletâneas “Os novos reis do iê-iê-iê” (1966) , “12 Brasas pra você” (1967) e “A grande jogada e a margarida”, raro LP de 1968 no qual estão as músicas “Um amor de brinquedo” e “Meu dia de aleluia (Aleluya Nº 1)”. Até o nosso amigo Aderaldo procura por esse disco, assim como o compacto simples (“Copacabana é amor”/ “Meu amor”) que ele gravou em 1965, mas nem por isso deixa de compartilhar este “O sucesso na voz de Fernando Pereira”, EP lançado pela Polydor/Philips em 1966. Agradeço a ele por mais essa colaboração. Infelizmente, não encontrei dados biográficos do cantor, e se você souber de algo, agradeço se escrever nos comentários. Confira o disco:

01 – Amor, sempre o amor (L’amour Toujours L’amour)
(Daniel Faure - Guy Mardel - Versão: Romeo Nunes)
02 – Estranhos ao luar (Strangers In The Night)
(Kaempfert - Singleton - Sneyder - Versão: Lana)
03 – Canção de protesto
(Glauco - Fernando Pereira)
04 – Anjo menino
(Glauco - Fernando Pereira)
BÔNUS:
05 - Yesterday
(John Lennon - Paul McCartney)


Colaboração: Aderaldo


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Vários intérpretes - A Juventude (LP 1970)

Coletânea de 1970, da EMI-Odeon, se destaca pelas faixas raras e exclusivas 
Alguém pediu a coletânea “A Juventude”, lançada em 1970 pela EMI-Odeon, visto que o link original para download, disponibilizado pelo Arquivo do Samba Rock, está inválido, e o álbum encontra-se indisponível na rede. Tomo a liberdade de reapresentá-lo - sim, me reservo no direito de postar discos de outros blogs, pois fazem o mesmo comigo, e a maioria nem cita a fonte - porque não saciar a vontade de ostentar o menu alheio? (rs) A diferença em relação a pasta original está no conteúdo. Editei o áudio, substitui algumas faixas por outras com melhor qualidade, e montei a contracapa e o selo para CD. O esforço vale à pena, porque o LP é raro, foi lançado no embalo da Copa no México, como confirma a desconhecida "Sou tricampeão", gravada pel'Os Golden Boys, e oferece outras faixas exclusivas - só encontradas neste disco -, como as gravadas pela Adriana ( “As pazes” e “Não sou quadrada como você”) e Deny & Dino (“A rosa” e “Vende-se”) . Confira:

01 - Adriana - As Pazes
02 - Bobby de Carlo - Eu esperarei (I will)
03 - Trio Esperança - Primavera
04 - Deny & Dino - A Rosa
05 - João Luiz - Eu Quero Alguém Para Amar
06 - Eduardo Araújo e Silvinha - Um Tipo Especial De Amor
07 - Eduardo Araújo - Madrugada
08 - Golden Boys - Sou Tricampeão
09 - Módulo 1000 - Gloriosa
10 - Adriana - Não Sou Quadrada Como Você
11 - Silvinha - Você Amor
12 - Deny & Dino - Vende-se


Fonte: Arquivo do Samba Rock


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Vários artistas - MPB Espetacular - vol. 2 (1975)

 Clássicos da nossa música estão reunidos neste segundo volume da série
Sabe aquele disco que dispensa apresentação? É o caso deste segundo volume da série que desconheço o tamanho, intitulada MPB Espetacular, lançada em 1975 pela RCA Camden. A coletânea é de clássicos da nossa música, em gravações originais, e portanto históricas, registradas desde os anos 1930, como é o caso de “Se acaso você chegasse” pelo Cyro Monteiro em 1938. Além dele, você vai ouvir uma seleção que ainda tem intérpretes como Maria Bethânia, Dorival Caymmi, Dick Farney, Maysa, Johnny Alf, Alaíde Costa e outros. E o que falar dos autores? Aqui tem notáveis como Noel Rosa, Jobim, Vinicius, Lupicinio, Ataulfo, Vanzolini, Carlos Lyra e afins do mesmo quilate. Preciso escrever mais? Confira:

01 - Maria Bethânia - De manhã
(Caetano Veloso)
02 - Helena de Lima - Leva meu samba
(Ataulfo Alves)
03 - Dorival Caymmi - O mar
(Dorival Caymmi)
04 - Cyro Monteiro - Se acaso você chegasse
(Lupicinio Rodrigues - Felisberto Martins)
05 - Dick Farney - Marina
(Dorival Caymmi)
06 - Jorge Veiga - Piston de gafieira
(Billy Blanco)
07 - Maysa - O canto de ossanha
(Baden Powell - Vinícius de Moraes)
08 - Dorival Caymmi - Maracangalha
(Dorival Caymmi)
09 - Maria Bethânia - Três apitos
(Noel Rosa)
10 - Adauto Santos - Volta por cima
(Paulo Vanzolini)
11 - Geraldo Babão - Viola de macaranduba
(Geraldo Babão)
12 - Johnny Alf - Céu e mar
(Dorival Caymmi)
13 - Dick Farney - Garota de Ipanema
(Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes)
14 - Alaide Costa - Lobo bobo
(Carlos Lyra - Ronaldo Boscoli)



terça-feira, 27 de outubro de 2015

Eduardo Araújo - Lado a lado (2013)

"Lado a lado" é música de divulgação do CD lançado em 2013 pelo Eduardo Araújo
Uma dica: o link pra download (aqui) da música "Lado a lado", gravada pelo Eduardo Araújo, permanece ativo desde o lançamento do CD do cantor e compositor em 2013. A canção, que divulga e dá título ao álbum, é uma versão escrita pelo maestro Otto Nilsen em parceria com Gene Austin e Yoko Kawano Rabbai.

Em vídeo no Youtube (aqui), o cantor informa que "Lado a lado" é uma homenagem aos casamentos duradouros. Ele mesmo manteve 40 anos de matrimônio com a cantora Sylvinha Araújo (16/09/1951 - 25/06/2008), vitima de câncer de mama. Outra cantora, Celly Campello  (18/06/1942 — 04/03/2003), também padeceu da mesma doença que é tema da campanha Outubro Rosa. A ação mundial acontece neste momento e completa 20 anos no Brasil. O objetivo é alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e o combate ao câncer de mama.

Um lembrete: O SintoniaMusikal não faz postagens de lançamentos e nem títulos de CDs em catálogo. A exceção é aberta apenas para artistas que oferecem suas gravações na rede, gratuitamente, como os recentes CDs do Maestro Sujo e do Victor Marinho. Agora é a vez da música de divulgação do CD gravado pelo Eduardo Araújo, um dos pioneiros do rock no Brasil. Lado a lado conosco. Aproveite!





Luiz Carlos Magno - Romance na praia (CS 1967)

 Primeiro disco do Luiz Carlos Magno, ainda sem o sobrenome, é da Mocambo
Ele ficou nacionalmente conhecido em 1972 com o sucesso “Ave Maria pro nosso amor”, de Reinaldo Romã, em disco lançado pela Epic/CBS (atual Sony), e se transformou num dos ícones da chamada música brega, ao lado do conterrâneo Reginaldo Rossi. Eu achava – e acredito que muitos também - que se tratava da estreia no disco do cantor e compositor Luiz Carlos Magno. Na verdade, o primeiro é este raro compacto simples, gravado pela Mocambo, e na época em que assinava apenas como Luiz Carlos. O vinil - mais uma colaboração do amigo Aderaldo, a quem agradeço -  não informa o ano da produção, mas pela sua numeração (1176), acredito que seja de 1967, tendo como referência o número 1181 do compacto do Bobby de Carlo com a música “A boneca que diz não”, fabricado nesse ano pela mesma gravadora.

Na contracapa, o texto assinado por Marcelo Santos informa que o artista é de Recife (05/12/1949) e “representou Pernambuco no II Festival Nacional da Música Brasileira, na eliminatória de São Paulo. Venceu o Placard Musical na TV Canal 2 (Recife). No concurso 'Um cantor por um milhão' foi classificado entre os finalistas. Trabalha na TV Canal 2 (Recife). E como trabalha! Para cantar, Luiz Carlos não se faz de rogado: Canta por prazer e por profissão. Neste primeiro disco, apresentamos Luiz Carlos cantor, e ao mesmo tempo ele faz sua estreia como compositor. A música suave de sua balada revela o seu lirismo e a delicadeza dos seus sentimentos. Sua interpretação da versão de 'Annabela' demonstra o entusiasmo e a vibração de sua alma jovem”. Confira:

01 – Anabella
(J, Albertine – P. Danel – vs: Almeida Rego)
02 – Romance na praia
(Luiz Carlos – Marcelo Santos)


Colaboração: Aderaldo

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Cassiano - Cuban Soul 18 kilates (1976)

 
Terceiro álbum do Cassiano inclui os sucessos "Coleção" e "A lua e eu"
O internauta Jorge baixou no blog o CD "Cedo ou Tarde" (aqui), do Cassiano, e em agradecimento me enviou o álbum “Cuban Soul 18 Kilates”, que o cantor e compositor lançou originalmente em 1976 pela Polydor/Philips. Agradeço pela colaboração deste que é o terceiro LP do artista, um gênio da soul music brasileira, segundo muitos críticos, e foi lançado após gravar os álbuns “Imagem e som” (1971-RCA Victor) e “Apresentamos nosso Cassiano” (1973-EMI/ODEON). Apesar da genialidade, a sua discografia se resume apenas nos quatro discos citados, sendo o mais recente de 1991.

Este "Cuban soul" é, para muitos, o melhor dos quatro, e também o que obteve maior sucesso comercial, graças a “Coleção”, incluída na trilha sonora da novela “Locomotivas”, e “A lua e eu”, da novela “O Grito”, ambas da Rede Globo. O disco tem nove músicas, compostas pelo Cassiano (Genival Cassiano dos Santos, nascido em Campina Grande, na Paraíba, em 16/09/1943) em parceria com Paulo Zdanowski (Rio de Janeiro, 28/02/1954). Idolatrado pela crítica, o artista desapareceu dos meios de comunicação, e todos perguntam por seu paradeiro, inclusive o amigo Fábio Stella na canção “Preciso urgentemente falar com Cassiano”, faixa do CD (aqui) de 2007. Confira:

01 - Hoje é Natal
(Cassiano - Paulo Zdanowski)
02 - Coleção
(Cassiano - Paulo Zdanowski)
03 - Ana
(Cassiano - Paulo Zdanowski)
04 - Onda
(Cassiano - Paulo Zdanowski)
05 - Central do Brasil
(Cassiano - Paulo Zdanowski)
06 - Saia Dessa Fossa
(Cassiano - Paulo Zdanowski)
07 - De Bar em Bar
(Cassiano - Paulo Zdanowski)
08 - Salve Essa Flor
(Cassiano - Paulo Zdanowski)
09 - A Lua e Eu
(Cassiano - Paulo Zdanowski)

Colaboração: Jorge



sábado, 24 de outubro de 2015

Nalva Aguiar - Rock and roll lullaby (LP 1972)

 Segundo álbum da cantora reúne os grandes sucessos gravados na Beverly
Este é o segundo e último álbum da Nalva Aguiar na Beverly, de onde se desligou pra assinar contrato em 1973 com a CBS (Sony). Desconfio que, na nova gravadora, a cantora preencheria a vaga deixada pela Diana, em vias de pertencer ao cast da Polydor/Philips, a mesma do então marido Odair José. O LP "Rock and roll lullaby" (Não volto mais) foi lançado em 1972, mas não se trata de um disco de inéditas, pois cinco músicas – “Davy”, “José”, “Não corto mais os meus cabelos”, ‘Véu de noiva” e “O Record” – são do primeiro álbum, postado (aqui) no Sanduíche Musical, meu blog anterior. As demais faixas foram originalmente lançadas em compactos. O repertório, portanto, forma uma coletânea que poderia ser intitulada “O melhor de Nalva Aguiar”. Confira:

01 - Não volto mais  (Rock And Roll Lullaby)
(Barry Mann – Cynthia Well – Adap. Wando)
02 - Adeus (Goodbye)
(John Lennon – Paul McCartney – vs: Fred Jorge)
03 - José (Joseph)
(Georges Moustaki – vs: Nara Leão)
04 - O que era nosso (Don’t take your Love away)
(Tony Hatch – Jackie Trent – vs: Fred Jorge)
05 - É tarde agora
(Cezar – Alexandre Cirus)
06 - Não corto mais os meus cabelos
(Renato Teixeira)
07 - Davy
(Skierov – vs: Isolda)
08 - Tu és meu tudo
(Fernando Reis – Roberto Luiz)
09 - Menino
(Nalva Aguiar)
10 - O rapaz por quem estou apaixonada
(Claudio Fontana)
11 - Véu de noiva
(Zapatta)
12 - O Record
(Dom)




Yeda Maria, pioneira do rock, morre aos 73 anos

Yeda Maria, pioneira do rock, lançou a versão "Alguém é bobo de alguém"
Uma triste notícia: a cantora Yeda Maria, contemporânea da Celly Campello nos primórdios do rock brasileiro, faleceu ontem, dia 23, aos 73 anos. A informação, sem maiores detalhes, é da internauta Giseli Martins, que se apresenta como prima da cantora, em comentário na postagem da antologia disponibilizada aqui. Decidi anunciar o falecimento em destaque porque a internet carece de informação sobre a artista. A prima da cantora se comprometeu a buscar e fornecer seus dados biográficos. Assim que os receber, vou acrescentar neste texto, sujeito a revisão, pois o intuito neste momento é anunciar o falecimento e transmitir os nossos sentimentos a família.

Segundo registro (veja ilustração acima) na segunda edição da revista Finesse, publicada em agosto de 1962, e enviada pela Giseli, a quem agradeço, Yeda revelou sua inclinação ao canto ainda criança. Com apenas três anos, se apresentou no Clube do Papai Noel, programa da Rádio Difusora de São Paulo, e que a partir de 1951 passou para a TV Tupi. O apresentador do Clube, Homero Silva, era figura tão querida que as crianças o chamavam de “Papai Noel”. Aos 9 anos, foi levada por Zita Martins para a Rádio Nacional, participando do “Clube dos Garotos”, comandado por Pedro Geraldo Costa. Ainda na emissora, iniciou em 1958 suas atividades profissionais, sob a orientação de Zita Martins, J. Antonio D’Àvila e Edmundo de Souza. Gravou os primeiros discos em 78 RPM na Chantecler e em 1962 se transferiu para a RCA Victor.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O melhor de Luiz Vieira (LP 1968)

 Grandes sucessos do artista estão reunidos neste LP lançado pela Copacabana
Taí um cantor, compositor e radialista que curto muito, mas que raramente aparece nos meios de comunicação: Luiz Rattes Vieira Filho, mais conhecido por Luiz Vieira, famoso pelos sucessos “Prelúdio pra ninar gente grande”, o popular “Menino passarinho", e “Paz do meu amor (Prelúdio nº 2)”. Os dois hits, hoje clássicos, foram gravados respectivamente em 1962 e 1963, período em que gozava enorme popularidade. As duas canções estão neste “O melhor de Luiz Vieira”, lançado originalmente em 1968 pela Copacabana, e com outras reedições desde então, como este exemplar produzido em ano que desconheço pelo selo Som Hi Fi.

Luiz Vieira, que não gosta de ser chamado de cantor, e sim de cantador, é pernambucano de Caruaru, e nasceu em 12 de outubro de 1928. Segundo a Wikipedia, seu nome foi uma homenagem ao avô. Perdeu a mãe com apenas dois anos. Antes dos 10, mudou-se para o Rio de Janeiro, sendo criado pelo avô em Alcântara, município de São Gonçalo. Na ex-capital federal exerceu diversas atividades antes de ingressar na vida artística. Foi chofer de caminhão, motorista de táxi, guia de cego, engraxate e lapidário. Em criança, cantou em circos e parques de diversão. Aos oito anos, produziu sua primeira composição. No início, chegou a imitar Vicente Celestino, e cantava músicas românticas, valsas e samba-canções.

Foi crooner de orquestra num cabaré da Lapa, no Rio, e em 1950 foi contratado pelas rádios Tupi e Record, ambas das Emissoras Associadas. A canção “Menino de Braçanã”, de 1953, foi seu primeiro sucesso, na voz de Roberto Paiva e, em seguida, o cantor Ivon Curi gravou-a. Em 1954, era cantor da rádio e televisão Record de São Paulo, permanecendo até 1961. O apogeu aconteceu com o programa "Encontro com Luiz Vieira", que estreou em 1962 na  extinta TV Excelsior, canal 9, de São Paulo. Vieram os grandes sucessos, mas a partir de meados dos anos 1960, com o boom da Jovem Guarda e do rock, gravou discos esporádicos, atuando ainda como locutor de rádio. O artista é estudioso das músicas de cordel e está em plena atividade. Confira, agora, o melhor deste cantador:

01 - Paz no Meu Amor - Prelúdio nº 2
(Luiz Vieira)
02 - Menino de Braçanã
(Luiz Vieira - Arnoldo Passos)
03 - Estrela de Veludo
(Luiz Vieira)
04 - Balada do Amor Sublime
(Luiz Vieira)
05 - Amor em Clima de Paz
(Luiz Vieira - Fernando José)
06 - Prelúdio para Ninar Gente Grande
(Luiz Vieira)
07 - Ponteio
(Edu Lobo - José Carlos Capinam)
08 - Os Olhinhos do Menino
(Luiz Vieira)
09 - Guarânia da Lua Nova
(Luiz Vieira)
10 - Catira
(José Di - Michel Butnariu)
11 - Riram Tanto
(Luiz Vieira)
12 - Inteirinha
(Luiz Vieira)



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Jovem Guarda - Outras vozes - Volume VI (2015)

 Seleção que integra este volume é formada por artistas menos conhecidos
Este sexto volume da série “Jovem Guarda - Outras Vozes”, projeto do SintoniaMusikal que reúne músicas do movimento dos anos 1960, mas interpretadas por cantores de gerações posteriores, tem um diferencial em relação aos já postados no blog. Desta vez, a coletânea é integralmente formada por artistas menos conhecidos, e acredito que a maior parte é de produção independente, que necessita de divulgação e apresenta suas gravações em espaços como o YouTube, SoundCloud e MySpace. Isso não significa queda de qualidade, pois ouvirão releituras interessantes, com arranjos diferentes dos originais, em contraste com outros da seleção que optam por covers, e nem por isso são ruins. A escolha das preferidas fica a seu gosto e critério. Ouça:

01 - Igor Zampirolli - Vem quente que eu estou fervendo
02 - Fernando Rios - Vesti azul
03 - Groovytown - Vendedor de bananas
04 - Banda Som Night - O calhambeque
05 - Catracas e Utensílios Domésticos - Minha fama de mau
06 - BlackBlues - Negro gato
07 - Herbert Medeiros - Quero que va tudo pro inferno
08 - Os Robertões - Pare o casamento
09 - Os Imperecíveis - O bom
10 - Eromar - Eu te amo, te amo, te amo
11 - Brazilian Voice - Alguém na multidão
12 - Carla Morazzy - Tenho um amor melhor que o seu
13 - Banda Geração Eletrizante - Escreva uma carta meu amor
14 - Kil Araújo - Feche os olhos
15 - Marianna Rosa - Deixa de banca
16 - Banda Cadillac - Eu sou terrível
17 - Wanice Alfes - Biquini de bolinha amarelinho tão pequenininho
18 - Os Fugitivos - Banho de Lua
19 - Irmãos Selvate - Doce, doce amor
20 - Meire Rose - Coração de papel





terça-feira, 20 de outubro de 2015

Os Moscas - Coletânea "Quero ser feliz" (2015)

 Seleção traz quatro singles gravados entre final dos anos 60 e início dos 70
O post reúne oito músicas de quatro singles gravados pela banda Os Moscas entre o final dos anos 1960 e início dos 1970, graças a colaboração do amigo Aderaldo, a quem agradeço. Um dos destaques é a faixa "Venus", versão da original com o mesmo nome, hit da banda Shocking Blue. A rede carece de informações sobre o grupo, que hoje tem homônimo no Ceará, mas o livro “No embalo da Jovem Guarda”, de Ricardo Pugialli, traz na página 274, relativa a abril de 1967, a seguinte nota: “Entre as centenas de conjuntos do iê-iê-iê que atuam, Os Moscas encontraram um caminho diferente, tanto na harmonia e nos arranjos, como nas letras das músicas. O conjunto existe há dois anos. Odair Sanchez da Cruz era amigo de todos e sob sua batuta o conjunto se organizou. Vítor é o compositor, filósofo e guitarra-base do conjunto; João, contrabaixo; Sérgio Tadeu, bateria; e Cláudio, piano”. O grupo passou por mudanças em sua formação, pois a foto na capa do single de 1972, pela RCA, com “Boneli, Bonelá” e “O bicão”, aparece com seis músicos, um a mais em relação aos dados no livro. Confira a coletânea:

01 – Quero ser feliz
02 – Tic-tac (Beat The Clock)
03 – Venus (Venus)
04 – Angelina
05 – Jesus menino (4-3-1943) (Gesubambino) 
06 – Nossa Senhora Aparecida
07 – Boneli, Bonelá (Bonely Bonela) 
08 – O bicão (Se mete, se mete)

Colaboração: Aderaldo



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Jair Rodrigues - Pra falar de amor (LP 1989)

 Álbum inclui homenagem ao Chacrinha e até pot-pourri com a filha Luciana
Alguém, um dia, me pediu o bolero “Pra falar de amor”, música que baixei de algum lugar, na interpretação do Jair Rodrigues, mas não possuía o disco lançado pela Copacabana em 1989. Finalmente o encontrei, e constatei que, mais uma vez, o cantor fez um belo trabalho, passeando por estilos musicais diversos que inclui até “Langode”, uma mistura de lambada com pagode.  Destaques para o frevo “Velho Guerreiro”, uma homenagem ao saudoso Chacrinha, composta por Beto Scala e São Beto, e para o reggae “Maracatu imperial”, do Jorge Benjor. O disco ainda tem a deliciosa “Dá-lhe roda”, do Antonio Marcos e Mário Marcos, e oferece dueto do cantor com a filha Luciana, revivendo pot-pourri que gravou com Elis Regina em meados dos anos 1960. Confira:

01 - Casarão
(José Fortuna - Jotha Luiz)
02 - Pra falar de amor
(Mário Maranhão - Tivas)
03 - Passo a passo
(Elias Muniz - Antonio Carlos)
04 - Solidão da gente
(Moacyr Franco - Guto Franco)
05 - Maracatu imperial
(Jorge Benjor)
06 - Dá-lhe roda
(Antonio Marcos - Mário Marcos)
07 - Langode
(Elias Muniz - Pinduca)
08 - Retrato de uma flor
(Noca da Portela - Adilson Gavião - Adalto Magalha)
09 - Caramba
(Ary do Cavaco - Otacilio)
10 - Pot-pourri (Part. esp. Luciana)
O morro não tem vez
(Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes)
Esse mundo é meu
(Sérgio Ricardo - Ruy Guerra)
Feio não é bonito
(Carlos Lyra - Gianfrancesco Guarnieri)
Samba do carioca
(Roberto Correa - Sylvio Son)
A felicidade
(Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes)
Vou andar por aí
(Newton Chaves)
O sol nascerá (A sorrir)
(Cartola - Elton Medeiros)
Diz que fui por aí
(Zé Keti - H.Rocha)
Acender as velas
(Zé Keti)
A voz do morro
(Zé Keti)
O morro não tem vez
(Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes)
11 - Velho Guerreiro
(Beto Scala - São Beto)
12 - Saudade de você
(Luiz Carlos - Mazinho Xerife)



domingo, 18 de outubro de 2015

As Mucamas de Painho - Ervas (CS 1982)

 Single traz duas músicas extraídas do álbum que o grupo gravou em 1982
Os fãs do Chico Anysio (12/04/1931 – 23/03/2012) ainda se lembram do pai de santo Painho, um dos personagens de maior sucesso do artista, e que se notabilizou pelo bordão "Affe! Tô morta". No quadro, apresentado no programa Chico Anysio Show, da Rede Globo, o personagem com trejeitos afeminados tinha clientes importantes no Brasil e no exterior, e vivia rodeado por suas mucamas, como a pequena Cunhã. "Eu sou doido por essa neguinha", dizia. São elas que dão voz neste compacto simples promocional com duas músicas extraídas do álbum gravado pelo grupo em 1982. Tudo indica que, apesar da falta do crédito, a vocalista é a cantora e atriz Dhu Moraes, que ganhou notoriedade como integrante do grupo As Frenéticas, e também foi uma das mucamas de Painho, entre outros trabalhos realizados no disco, no teatro e na TV. Confira:

01 – Ervas
(Arnaud Rodrigues)
02 – Colibri
(Arnauld Rodrigues – Dudu – Chico Anysio)   



sábado, 17 de outubro de 2015

Os Caçulas - À procura de um mundo melhor (1969)

 Com apenas dois álbuns, Os Caçulas se destacaram pela qualidade vocal 
Sim, eu sei que este álbum do grupo vocal Os Caçulas não é novidade na rede, e já o vi postado em antigos blogs. O problema é que a gente não o encontra com a arte gráfica completa, com a contracapa original e as etiquetas dos discos, daí a decisão de postá-lo como aprecio, em mp3 de 320 kbps e ilustrações em alta resolução. O LP foi lançado originalmente em 1969 pela RCA Victor, e meu exemplar é o do relançamento feito em 1987, com áudio em stereo. O disco traz os sucessos “Estrela que cai” e “Pra você”, mas o destaque é a faixa “A moça do Karmann-Ghia Vermelho”, que passou despercebida na época do lançamento, e foi gradativamente descoberta pelos amantes da psicodelia que inundou o cenário musical no mundo a partir de 1967.

O grupo surgiu em 1963 com o nome "Os Caçulas da Bossa", interpretando Bossa Nova, assim como aconteceu com Roberto Carlos no início da carreira, e era constituído originalmente por seis componentes que se apresentavam no programa infantil Clube do Papai Noel, da Rádio Tupi de São Paulo. O diretor artístico da RCA, Ramalho Neto, entusiasmado com o sucesso do grupo internacional The Mamas and Papas, decidiu lançar uma versão brasileira, a exemplo do que fez a Polydor, responsável pelo surgimento do conjunto Mamães e Papais. A gravadora, atenta ao êxito da Jovem Guarda, apostou suas fichas nesse segmento por meio de quatro adolescentes: Vera Lúcia Carvalho, Gilberto Mingrone, mais conhecido como Gilberto Santamaria (1951-1990), Yara Pereira Mattos e Alvinho (Álvaro Damasceno), conforme foto ao lado.  Em 1967, agora como Os Caçulas, lançou o primeiro disco, um compacto simples com as músicas "A volta do pic-nic" - sucesso também na voz do Wanderley Cardoso – e "Flor maior", música que Roberto Carlos cantou no Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record, e por motivo que desconheço decidiu não gravar.

Após o sucesso do single, foi lançado o primeiro LP, que trouxe os sucessos "A chuva que cai", versão do Antonio Marcos para a italiana “É la pioggia che va” e "Vai ser triste". Com o prestígio alcançado, os jovens cantores participaram em 1968 da 1ª Bienal do Samba, e interpretaram “Quem dera”, do Sidney Miller. Nesse interim, Gilberto Mingrone saiu do grupo pra seguir carreira solo, e a vaga foi preenchida pelo Mário Marcos, irmão do Antonio Marcos. Foi com essa nova formação (na foto acima) que o grupo gravou este segundo e último LP. Com ele, ganharam o Troféu Chico Viola como o melhor conjunto vocal, e ainda participaram em 1969 do V Festival da Música Popular Brasileira, interpretando “Catendê” (Canto de segredo e de procura), de Jocafi, Onias Camardelli e Ildázio Tavares. Apesar do sucesso, o grupo teve vida curta, e terminou sem alarde em 1970, deixando seu nome gravado na história da Jovem Guarda. Confira:

01 - Século XX
(Totó)
02 - A Procura De Um Mundo Melhor
(Renato Jr.)
03 - Quando Há Amor (La Vida Es Jovem)
(Casto Dario - Vs; Wilson Miranda)
04 - A Moça Do Kharmann Ghia Vermelho
(Tom Gomes - Luis Vagner)
05 - Estrela Que Cai (Good Morning Starshine)
(MacDermot - Rado Ragni - vs: Hamilton Di Giorgio)
06 - Aconselhar É Fácil (Get Together)
(Chet Poer - vs: Bancato Jr.)
07 - Tem Que Aceitar Como Eu Sou
(Mário Marcos)
08 - É Hora Do Adeus (Aber Heimlich)
(Laine 0 Kimbel - vs: Alexandre Cirus)
09 - Por Isso Volto Pra Você
(Renato Jr)
10 - Pra Você (Over You)
(Jerry Fuller - vs: Wilson Miranda)
11 - Eu Ainda Acredito No Amanhã (I Still Belive Tomorrow)
(Scott - Wilde - Vs; Alexandre Cirus)
12 - Meus Pés Descalços Vão Pisando As Ruas
(Jean Pierre - Fernandes)



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Paulo Diniz - Coletânea Especial (2015)

 Seleção oferece panorama da carreira do cantor e compositor pernambucano
Depois de postar recentemente uma coletânea com intérpretes de gravações feitas pelo Paulo Diniz (aqui), agora é a vez de apresentar uma seleção de 26 músicas com o próprio cantor e compositor pernambucano, nascido na cidade de Pesqueira em 24 de janeiro de 1940. A seleção e o acervo são do nosso amigo Aderaldo, que mais uma vez enriquece o blog com essa valiosa colaboração, pela qual renovo meu agradecimento. Os principais destaques são “José” e “Vou-me embora pra Pasárgada”, poemas que musicou de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira, respectivamente, além de “Poema para Léa”, que compôs para Wanderléa.

Paulo Diniz começou como crooner e baterista em casas noturnas. Trabalhou como locutor de casas comerciais e da Rádio Jornal do Commercio, em Recife. Em 1964 foi para o Rio de Janeiro, onde começou a compor com mais frequência. Em 1966, no auge do movimento Jovem Guarda, lançou seu primeiro disco, o compacto com o iê-iê-iê "O Chorão" (na foto ao lado), sucesso que o credenciou a gravar em 1967 o primeiro LP, “Brasil, brasa, braseiro” (foto abaixo). Em 1970, compôs, em parceria com o amigo Odibar, o hino de protesto "Quero Voltar Pra Bahia", cujos versos carregados de saudade prestavam homenagem a Caetano Veloso, que se encontrava exilado em Londres. A música alcançou os primeiros lugares das paradas em todo o País e se tornou uma espécie de hino, canção-símbolo de uma época conturbada da história política e social do Brasil.

Quatro anos depois lançou dois LPs, e em seguida dedicou-se à tarefa de musicalizar poemas de língua portuguesa de autores como Gregório de Matos (Definição do Amor), Augusto dos Anjos (Versos Íntimos) e Jorge de Lima (Essa Nega Fulô), além dos dois citados acima. Suas músicas foram gravadas por artistas como Clara Nunes, Emílio Santiago, Doris Monteiro, Simone e outros. Entre seus hits destacam-se "Pingos de Amor", gravado por vários intérpretes, "Canoeiro", "Um Chopp pra Distrair" e "Ponha um arco íris na sua moringa", mas o sucesso que o consagrou foi mesmo a música "Quero Voltar Pra Bahia".

Entre 1987/1996, em decorrência de graves problemas de saúde que quase o deixaram paralítico, não gravou nenhum disco, segundo a Wikipedia. Parcialmente recuperado, em 1997 retomou a carreira, quando novamente já tinha residência fixa no Recife, onde concedeu em 2012 uma interessante entrevista (leia aqui). Atualmente, residindo na capital pernambucana, faz shows por várias cidades e capitais do Nordeste brasileiro, com a mesma voz vibrante de antes, porém numa cadeira de rodas, já que a doença que quase o paralisou nos anos 80 retornou a partir de 2005, e dessa vez paralisou seus membros inferiores, infelizmente. Confira a coletânea:

01 – Um chope pra distrair/Pingos de amor
02 – Vontade também consola
03 – Yô yô feiticeira
04 – Corda bamba
05 – Seria bom (Sobre As Ondas)
06 – Vou-me embora
07 – Chora morena
08 - Janira
09 – Severina Cooper (It’s Not Mole Não)
10 – Pelas ruas
11 – Quem tem um olho é rei
12 – Viola no paletó
13 – O chorão
14 – Você já sabe tudo de mim
15 – Verei verei 
16 – As estradas
17 – Sabiá a seca
18 – José
19 – O telegrama (Western Union)
20 – Vou-me embora pra Pasárgada
21 – Piripiri
22 – Poema para Léa
23 – Capim da lagoa
24 – Mundo velho
25 – Guarânia morena
26 – Quero voltar pra Bahia

Colaboração: Aderaldo



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Peninha - Quem eu quero é você (LP 1988)

 Álbum produzido pela Continental tem participação especial da Jane Duboc
Uma boa dica pra quem gosta de música romântica é baixar este álbum do Peninha, lançado em 1988 pela Continental. Um dos destaques do LP é a faixa “Quem eu quero é você”, composta por Cléo Galanth e Cido Bianchi, com a participação especial da Jane Duboc. O cantor e compositor Peninha gravou o primeiro compacto em 1972, mas seu primeiro grande sucesso foi "Sonhos", em 1977, e incluído na trilha da telenovela "Sem Lenço, Sem Documento".  A canção foi regravada por Caetano Veloso, Paulinho Moska e Elymar Santos, e tem versões em outros idiomas. Através de Caetano, Peninha conseguiu outro sucesso em "Sozinho", que ao se tornar tema da telenovela da TV Globo "Suave Veneno" vendeu um milhão de cópias em 1999. A música já tinha sido gravada antes por Sandra de Sá e Tim Maia, e Caetano registrou-a no disco "Prenda Minha".

Aroldo Alves Sobrinho, seu nome de batismo, nasceu em São Paulo em 17 de fevereiro de 1953, e suas músicas já foram gravadas também por cantores como Fábio Júnior, Daniel, Alexandre Pires, Roberta Miranda, Paulinho Moska e Antonio Marcos, entre outros. Em 1995 recebeu o prêmio Sharp de melhor música com "Alma gêmea". Em 1997 voltou a receber o prêmio Sharp de melhor música com "Sozinho". No mesmo ano teve duas composições incluídas em trilhas sonoras de novelas, "Vou levando a vida", em "Zazá", e "Por eu ter me machucado", ambas gravadas por José Augusto. Segundo o Dicionário Cravo Albin da MPB, Peninha tem sete álbuns gravados: Sonhos (1977), Emoções (1979), Peninha (1988), Peninha (1990), Peninha (1997), Me agarre forte (1999) e Coladinhos (2001). Este é o terceiro da discografia. Confira:

01 - Seu jeito de amar
(Gilson - Joran)
02 - Planeta sedução
(Nando Cordel)
03 - Quem eu quero é você (part. esp. Jane Duboc)
(Cléo Galanth - Cido Bianchi)
04 - Emoção
(Altay Veloso)
05 - Por nós dois
(Michael Sullivan - Paulo Massadas)
06 - Meu destino
(Thomas Roth - Arnldo Saccomani)
07 - Coração
(Lincoln Olivetti - Robson Jorge - Claudia Olivetti)
08 - Só queria ter você aqui
(Peninha)
09 - Folhas de outono
(Peninha - Nicéas Drumont)
10 - Lingerie
(Lula Barbosa)



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Agepê - De todas as formas (LP 1986)

 Álbum da Som Livre foi lançado no auge da popularidade do sambista
Mais um bom disco do Agepê pra quem gosta de samba de qualidade. O disco foi produzido e lançado pela Som Livre em 1986 , época em que o artista gozava de enorme popularidade. O principal destaque é a faixa “De todas as formas”, música que abre o disco e muito executada nas emissoras de rádio. A curiosidade fica por conta de “Dançando forró”, do próprio Agepê em parceria com Canário, seu principal companheiro musical, e  Pery Cachoeira, e mostra que o sambista se dava bem em outros gêneros, como o forró. Tenho outros álbuns do cantor, que já tem sinopse da carreira divulgada no blog, mas foi postá-los gradativamente. Confira este:

01 - De todas as formas
(Agepê - Zé Catimba - Canário)
02 - Errado fui eu
(Agepê - Beto Correa)
03 - A rainha ginga
(Romildo - Sérgio Fonseca)
04 - Brinquedo da vida
(David Correa)
05 - Inspiração
(Agepê - Canário - Chiquinho Fabiano)
06 - Lindo é você ser a minha mulher
(Zé Catimba - Geraldo do Norte)
07 - A lenda da estrela do mar
(Edil Pacheco - Paulo Cesar Pinheiro)
08 - Pura ingenuidade
(Toninho Gerais - Galhardo)
09 - Dançando forró
(Agepê - Canário - Pery Cachoeira)
10 - O samba é a minha cachaça
(Beto Correa - Edu)



terça-feira, 13 de outubro de 2015

A história de meio século da Jovem Guarda (2015)

Longa traz entrevistas com mais de 40 artistas e profissionais da época

Não é preciso gostar da Jovem Guarda para assistir o documentário “Jovem aos 50 – A história de meio século da Jovem Guarda”, produzido e dirigido por Sérgio Baldassarini Junior, da S.B.J. Produções. O filme oferece um enorme caleidoscópio da jovem cultura musical brasileira. Mostra desde a chegada do rock ao Brasil, no final dos anos 1950, passa por todos seus principais artistas e colaboradores, até culminar no programa Jovem Guarda, que estreou em 22 de agosto de 1965 na TV Record. Comandada por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, a atração nas tardes de domingo marcou não apenas a história da TV brasileira como a maior audiência de todos os tempos, mas também a cultura do país num movimento musical que permanece por décadas nos corações e mentes de várias gerações.

O documentário, como o título sugere, comemora os 50 anos da Jovem Guarda neste 2015, e surpreende pelas cenas históricas e entrevistas inéditas com mais de 40 artistas que participaram do movimento, além de ouvir profissionais como Nilton Travesso, Antonio Aguillar, Miguel Vaccaro Netto, Ricardo Pugialli e até B.J.Mitchel, integrante do grupo vocal The Platters, sucesso nos anos 1950. O filme, com duas horas e meia de duração, é narrado pelo ator Milton Gonçalves e tem depoimento de praticamente todo pessoal daquela época, com exceção do Roberto Carlos. A ausência do “rei”, no entanto, não compromete o conteúdo, e vale a pena assistir ou baixar o longa em mp4 na página do 4shared. O link pra download não é meu, e nem pretendo criar um. Aproveite enquanto é tempo!



Música para ouvir amando - Volume 1 (LP 1974)

 Coletânea de 1974 teve edições lançadas pelos selos Som Hi-Fi e Copacabana 
 Postagem inclui cinco faixas bônus, extraídas do exemplar da Copacabana
A série “Música para ouvir amando” é uma coletânea da Copacabana/Beverly que, salvo engano, teve apenas três volumes, sendo que o segundo e o terceiro já estão disponíveis no blog. Agora é a vez do primeiro, produzido em 1974, e que tem uma particularidade: foram lançadas duas edições, uma pelo selo Copacabana e outra pelo Som Hi-Fi, ambas as marcas da Som - Indústria e Comércio, detentora também da Beverly. As duas edições têm a mesma imagem na capa, mas com repertório diferente entre si, conforme atestam as ilustrações acima. Sete - entre as 12 músicas - estão nos dois discos, e as cinco restantes são exclusivas de cada edição. O meu exemplar é o lançado pelo selo Som Hi-Fi. Por conta disso, adicionei como bônus as cinco do disco da Copacabana, totalizando 17 faixas no total. Confira:

01 - Pop Concerto Orchestra - Kyrie elei pop
02 - B.J.Thomas - Rock and roll lullaby
03 - Night Strings Orchestra - Je t'aime moi non plus
04 - Al Grant - The end
05 - Michel Polnareff - Love me, please love me
06 - Peppino Matarazzo - Dio come te amo
07 - Frederic François - I love you, je t'aime
08 - Nando Gazollo - Di notte
09 - Night Strings Orchestra - Airport love theme
10 - Dionne Warwick - People
11 - Peppino Matarazzo - Ti voglio tanto bene
12 - Ronaldo Lark - Concerto pour un éte

BÔNUS

13 - Mocedad de America - Eres tu
14 - Mala Smith - Lovin' You
15 - Bobby Crimson - Don't let me cry
16 - Gretchen - I love you,  je't aime
17 - Lee Jackson - Hey Girl



segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Coletânea especial - Um momento de fé (2013)

Artistas como Roberto Carlos, Fagner e Simonal estão nesta coletânea especial 
Hoje, 12 de outubro, é o Dia das Crianças, mas também é feriado desde 1980 em homenagem à Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, sendo ainda o aniversário do mais conhecido cartão-postal do País, o Cristo Redentor, que comemora 84 anos, no Rio de Janeiro. A Basílica, em Aparecida, no interior de São Paulo, tem previsão de receber hoje a visita de mais de 150 mil romeiros pra idolatrar a santa em programação especial que inclui missas, vigílias e procissões. É, portanto, o dia de manifestar nossa fé, independente da crença religiosa, e por isso reservei uma coletânea especial, com repertório selecionado pelo amigo Aderaldo e arte gráfica criada pelo Carlos José. Agradeço a ambos pela valiosa colaboração. A seleção, com 21 músicas, envolve gravações do Roberto Carlos, Fagner, Moacyr Franco, Cláudia, Antonio Marcos, Fafá de Belém e outros. Confira:

01 – Roberto Carlos – Fé
02 – Cláudia - Jesus Cristo
03 – Antonio Marcos – O homem de Nazareth
04 – Padre Zezinho – Oração pela família
05 – Wilson Simonal – Queremos Deus
06 – Os Incríveis – A montanha
07 – Moacyr Franco – O milagre da flecha
08 – Roberto Carlos – O homem
09 – Fagner – Oração de São Francisco
10 – Fafá de Belém – Ave Maria (Schubert)
11 – Silvio Brito & Moacyr Franco – Felicidade começa com fé
12 – José Ricardo – Oração de um jovem triste
13 – Carmen Silva – Segura na mão de Deus
14 – Roberto Carlos – O homem bom
15 – Daniel Bueno & Agnaldo Timoteo – Se eu pudesse conversar com Deus
16 – Mauro Sérgio – Única esperança
17 – Fagner – Ave Maria (Gounod)
18 – Trio Esperança – Meu bom Deus (My Sweet Lord)
19 – Agnaldo Timóteo – Rastros de areia (Pegadas na areia)
20 – Os Moscas – Nossa Senhora Aparecida
21 – Leonardo (Sullivan) – Obrigado

Colaboração: Aderaldo
Arte gráfica: Carlos José



domingo, 11 de outubro de 2015

Banda Reflexu's - Serpente negra (LP 1988)

 Segundo LP da banda foi lançado após o sucesso de "Madagascar Olodum"
Aqui está um interessante álbum da Banda Reflexu’s, lançado em 1988 pela EMI-Odeon, logo após o estrondoso sucesso do primeiro LP, capitaneado pelo hit “Madagascar Olodum”. O grupo, de axé e samba-reggae, se destaca pela qualidade musical e conteúdo das letras, que prezam a valorização da história e cultura afro-brasileira. O principal destaque deste álbum é a releitura de “Pra não dizer que não falei das flores”,  do Geraldo Vandré. A banda, surgida em meados de 1986, era formada pelos vocalistas Marinez, Julinho Cavalcanti e Marquinhos, além dos músicos Ronaldo, Washington, Ubiratan (Bira), Ednilson, Abílio e Wilson Pedro. Com o decorrer do tempo, a formação da banda foi modificada como a entrada de Wil Carvalho no lugar de Marinez, que partiu pra carreira solo, investindo no segmento gospel. A banda gravou mais três álbuns: Kabiêssele (1989), “Bahia de Todos os Sons” (1990) e “Atlântida” (1993), sem contar as coletâneas. Confira o segundo disco:

01 - Serpente negra
(Ytthamar Tropicália - Valmir Brito - Gibi - Roque Carvalho)
02 - Quilombo dos Palmares
(Ytthamar Tropicália - Valmir Brito - Gibi)
03 - Chicote não
(Robson Duarte - Zanoni Ferrari)
04 - Canto a minha cor
(Música: Rabutta - Nêgo Dó - Letra: Fernandes)
05 - Sou nordestino
(Marquinhos - Bira Marques)
06 - Pra não dizer que não falei das flores
(Geraldo Vandré)
07 - Deuses afro-baianos
(Ytthamar Tropicália - Valmir Brito)
08 - Super raça ylê-ayê
(Ytthamar Tropicália)
09 - Mariê
(Julinho Cavalcanti - Guga Cavalcanti)
10 - Jardim de Ébano
(Djalma Luz)
11 - Jogo duro
(Roque Carvalho)
12 - Café com leite
(Edil Pacheco - Béu Machado)



sábado, 10 de outubro de 2015

Trilha instrumental da novela Ninho da Serpente

James Last e orquestra executam a trilha sonora da novela da Bandeirantes
Sabe aquele disco que a gente ouve e se sente leve, em outro mundo, distante dos problemas do dia a dia e momentaneamente livre dessa corja de políticos corruptos? É a sensação que tenho quando ouço este LP, lançado pela Polydor/Philips, com a trilha sonora original instrumental da novela "Ninho da Serpente", produzida pela Rede Bandeirantes e exibida de abril a agosto de 1982. Foi escrita por Jorge Andrade e dirigida por Henrique Martins, com supervisão de Antonio Abujamra. Autores como Chopin, Beethoven, Bach, Verdi, Schumann e outros da música clássica compõem o repertório desse belo disco, com a competente execução do James Last e orquestra.

Hans Last é o nome de batismo do James Last, nascido na Alemanha em 17 de abril de 1929 e falecido recentemente, em 9 de junho de 2015, nos EUA. Ele foi compositor, arranjador e regente de orquestra de grande sucesso. Segundo a Wikipedia, o músico aprendeu a tocar piano ainda criança, mas mudou para o baixo elétrico na adolescência. Com 14 anos entrou na Escola de Música Militar em Buckeburgo, da Alemanha. Depois do fim do nazismo foi incorporado na Radio Bremen Dance Orchestra de Hans-Gunther Oesterreich em 1946. Em 1948, tornou-se líder do The Last-Becker Ensemble, onde atuou por sete anos. Durante este período foi eleito o melhor baixista de seu país por três anos consecutivos (1950 - 1952).

Depois da dissolução do grupo, tornou-se arranjador da Polydor Records, como também de diversas emissoras de rádio europeias. Suas primeiras gravações foram feitas com a Orquestra Orlando, usando seu nome real Hans Last, e posteriormente lançou seu primeiro álbum, Non-Stop Dancing, como James Last, em 1965. Nas quatro décadas seguintes, Last realizou mais de 190 álbuns diferentes. Nestas gravações encontram-se canções de diferentes países e culturas, contando com participações de Richard Clayderman e da brasileira Astrud Gilberto, por exemplo. Também teve um programa na TV nos anos 70. Em sua carreira vendeu mais de 100 milhões de álbuns. Confira este:

01 - Yosaku
(Kiminori Nanasawa)
02 - Air From The Suite Nº 3 In D Major
(J.S.Bach)
03 - Träumerei
(Robert Schumann)
04 - In Mir Klingt Ein Lied
(Frederic Chopin)
05 - Fantaste - Impromptu
(Frederic Chopin)
06 - Slavonic Dance Nº 10
(A.Dvorak)
07 - Für Elise
(Ludwig van Beethoven)
08 - Prelude I In C Major
(J.S.Bach)
09 - Adagio From The Sonata Pathetique Nº 8 In C Minor Op. 13
(Ludwig van Beethoven)
10 - Intermezzo Aus Der Oper Cavalleria Rusticana
(Pietro Mascagni)
11 - Prisioner's Chorus From Nabucco
(Verdi)
12 - Barcarole From "The Tales Of Hoffman"
(Offenbach)