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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Léo Peracchi e suas 100 cordas miraculosas

 "Sambas Eternos" é relançamento do álbum "Sambas e Violinos", de 1957
“O estilo dos arranjos de Leo Peracchi pode ser definido por palavras como elegância, sutileza, economia. Também não existe preferência ou predomínio por determinados instrumentos nas orquestrações; Peracchi se destacou justamente por saber equilibrar todos os timbres sonoros da orquestra”, escreve o jornalista Luis Nassif em seu portal em 30 de setembro de 2011, data do centenário de nascimento do músico paulista - regente, arranjador, pianista, professor, compositor e um dos grandes mestres da instrumentação moderna brasileira. Este “Sambas eternos”, álbum do selo Imperial, provavelmente de 1962, é relançamento do LP “Sambas e Violinos”, disco que o músico lançou pela Odeon em 1957, mas com outra capa e ordem diferente das músicas. O original abre o lado A com “Conceição” e o B com “Ai! Que saudade da Amélia”.

Toda a formação musical de Leo Peracchi foi feita em casa e no Conservatório do pai em São Paulo. Graduou-se aos 16 anos, em 1927, nas cadeiras de piano e composição. Começou dirigindo pequenas orquestras, acompanhando filmes nos cinemas da cidade. Toda a fase inicial da carreira foi dedicada ao rádio, a partir do trabalho feito em 1939 como pianista e maestro das rádios Kosmos, Bandeirantes e Educadora Paulista, em São Paulo. Em 1941, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Rádio Nacional como regente e orquestrador. Ali permaneceu durante quase duas décadas. Ao longo da carreira, Peracchi escreveu para filmes da Atlântida e da Flama, a exemplo de “Amei um bicheiro” (1952), atuando como diretor musical, e “Assim era a Atlântica” (1974), como compositor. Faleceu no Rio em 16 de janeiro de 1993. Saiba mais sobre sua biografia no portal do Nassif (aqui). Confira o disco:

01 - Se você jurar
(Ismael Silva - Nilton Bastos - Francisco Alves)
02 - Conceição
(Dunga - Jair Amorim)
03 - Maria boa
(Assis Valente)
04 - Saia do meu caminho
(Custódio Mesquita - Evaldo Ruy)
05 - Na batucada da vida
(Ary Barroso - Luiz Peixoto)
06 - Canção da volta
(Ismael Netto - Antonio Maria)
07 - Ai yoyo (Linda flor)
(H.Vogeler)
08 - Ai que saudades da Amélia
(Ataulfo Alves - Mario Lago)
09 - Agora é cinza
(Bide - Marçal)
10 - Canção de amor
(Elano D. Paula - Chocolate)
11 - Sentinela, alerta!...
(Ary Barroso)
12 - Falta de consciência
(Ary Barroso)



4 comentários:

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    1. Novo link:

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  2. Grande gravador Imperial, que saudades...
    Só lançava coisas boas, e eu comprava quase todos na época!
    Pena que tudo que é bom acaba logo!
    Valeu por mais essa, meu estimado amigo Chico!
    Abraços/Nelson

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  3. obrigado amigos por mais essa preciosidade musical,que remete a gente para uma época maravilhosa! abraço

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