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sábado, 27 de junho de 2015

Diana Pequeno - Eterno como areia (LP 1979)

 Diana Pequeno reviveu este LP na recente Virada Cultural em São Paulo
A segunda metade dos anos 1970 ficou marcada pelo surgimento de cantoras que passaram a se destacar na MPB, como Marina, Angela Ro Ro, Zizi Possi, Joanna, Amelinha e outras. Entre elas, uma que curti muito, a Diana Pequeno, baiana de Salvador, que aqui comparece com este “Eterno como areia”, seu segundo álbum, lançado em 1979 pela RCA Victor. O disco traz "Facho de Fogo", de João Bá e Vital França, classificada para as finais do festival de música da extinta TV Tupi. Além dessa canção, o LP conta com faixas como "Esse Mar Vai Dar na Bahia", de Hilton Acioli; "Campo Branco" e "Cantiga de Amigo", de Elomar; "Camaleão", adaptada do folclore pernambucano; uma versão para "Rio Largo de Profundis", do compositor português José Afonso, além da música título, de José Maria Giroldo, entre outras.

Diana nasceu em 25 de janeiro de 1958, e seu sobrenome realmente é Pequeno. Morou na Saúde, no bairro de Nazaré (centro de Salvador), estudou no Colégio de Aplicação, e frequentou a Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde foi estudar Engenharia Elétrica. Lá, destacou-se como cantora nos palcos universitários, e passou nessa época a dedicar-se à música, buscando repertório caracteristicamente brasileiro. Foi levada por um amigo da família para um teste na RCA com outras duas candidatas. Diana foi a única escolhida, e aos 19 anos entrou em estúdio para gravar o seu primeiro disco, lançado em 1978, que se destacou pela versão de sua autoria para a clássica balada "Blowin'in the Wind", do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan. Em 1980, após este segundo disco, foi classificada no festival MPB-80 da TV Globo, com a música "Diversidade", de Chico Maranhão.

Em 1981, lançou o LP "Sinal de Amor", e no ano seguinte foi a vez do álbum "Sentimento Meu", ambos pela RCA. Quando poderia ter se tornado uma das maiores cantoras do Brasil, Diana tomou a decisão de afastar-se do mainstream, ainda lançando em 1984 o LP "O Mistério das Estrelas", caracterizado por sonoridade acentuadamente pop. Aproveitou o fim do seu contrato com a RCA e não o renovou. Voltou ao curso de engenharia. Graduou-se, e recomeçou a vida aos 27 anos. Em 1989, com ajuda da irmã Eliana Pequeno, que sempre foi sua produtora particular, lançou o disco independente chamado "Mistérios" , com venda feita pelos correios. Após hiato artístico de mais de uma década, lançou em 2001 seu sétimo e mais recente disco, "Cantigas", pelo selo Rádio Mec, com clássicos da MPB, de autoria de Carlos Gomes, Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga e Guerra Peixe. A partir daí, fez apresentações esporádicas, como a emocionante participação na Virada Cultural de 2015 (assista aqui), em São Paulo, onde apresentou show com o tema deste "Eterno como areia", lotando o Teatro Municipal. Confira:

01 - Engenho de flores
(Josias Silva Sobrinho)
02 - Facho de fogo (part. esp. Marlui Miranda)
(João Bá - Vidal França)
03 - Campo branco
(Elomar Figueira Mello)
04 - Eterno como areia
(José Maria Giroldo)
05 - Rio Largo de Profundis
(José Afonso) 
06 - Camaleão 
(Folclore pernambucano - adap. Dércio Marques)
07 - Chama
(Hilton Acioli - Jô)
08 - Esse mar vai dar na Bahia
(Hilton Acioli)
09 - Travessei moreno
(Carlos Pita)
10 - Colina
(Paulo Souza)
11 - Cantiga de amigo
(Elomar)
12 - Nó partido
(Carlos Pita)


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