Hoje, 31 de março de 2014, completa 50 anos do golpe militar que culminou com a ditadura no Brasil. O Ato Institucional nº 5, o AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985). Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros. Definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados. Pra lembrar a data, vou postar este compacto simples da RCA Victor com Marília Pêra e Rodrigo Santiago interpretando duas músicas da peça Roda Viva, escrita por Chico Buarque no final de 1967. A peça estreou no Rio de Janeiro no início de 1968 sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Foi a primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.
Na estreia, fizeram parte do elenco Marieta Severo, Heleno Prestes e Antônio Pedro, nos papéis principais, e a temporada foi considerada um sucesso. Durante a segunda temporada, com Marília Pêra, André Valli e Rodrigo Santiago substituindo o elenco original, a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar depois que um grupo, de dezenas de pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu em julho de 1968 o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. Artistas foram espancados e o cenário acabou depredado. Em setembro do mesmo ano a peça foi pro Rio Grande do Sul, mas a violência se repetiu e o espetáculo foi proibido pela censura. O espetáculo conta a história de um cantor que decide mudar de nome para agradar ao público, mas o que marcou a peça foi a sua agressividade proposital com o intuito de chocar o público para os problemas que cercavam o país na época. Confira o disco:
01 - Sem fantasia
(Chico Buarque)
02 - Monólogo da roda viva
(Chico Buarque)
Observação: Agradecimento ao R. Werner pelo fornecimento das ilustrações da capa e contracapa do disco

















































