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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A música de Evaldo Gouveia e Jair Amorim (1986)

Álbum de 1986 reúne composições da dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia
Impossível falar de Jair Amorim sem esquecer de Evaldo Gouveia. Os dois nomes estão atrelados um ao outro, assim como Roberto Carlos e Erasmo Carlos, pois a dupla é responsável pela autoria de mais de 150 canções, muitas conhecidas do grande público. Só o cantor Altemar Dutra – ausente nesta coletânea – gravou hits como "Tudo de mim", "Que queres tu de mim", "Somos iguais", "Sentimental demais", "Brigas", "Serenata da chuva" e as marchas-rancho "O trovador" e "Bloco da solidão". Este LP, lançado em 1986 pela Phonodisc, traz uma síntese dessa parceria, iniciada em 1958, quando se conheceram. O álbum reúne intérpretes como Jamelão, Francisco Petrônio, Carlos José, Joelma, Anísio Silva e outros.

Jair Pedrinha de Carvalho Amorim (Santa Leopoldina, 18 de julho de 1915 —São José dos Campos, 15 de outubro de 1993) começou sua carreira como jornalista no Diário da Manhã de Vitória (ES) aos quinze anos. Ainda no Espírito Santo, dirigiu e produziu alguns programas para a Rádio Clube. Foi também letrista de blocos carnavalescos. Em 1941, passou a residir no Rio de Janeiro, onde foi cronista de revistas como "Carioca" e "Vamos Ler", além de locutor da Rádio Clube do Brasil (depois Rádio Mundial), da Rádio Nacional e da Rádio Mayrink Veiga (1948). Em 1956, compôs com o sambista Dunga o samba-canção "Conceição", um dos principais sucessos do cantor Cauby Peixoto.

Evaldo Gouveia de Oliveira (Iguatu, 8 de agosto de 1928) revelou sua vocação para a música ainda criança, cantando num sistema de alto-falantes na praça de sua cidade, no Ceará. Aos onze, mudou-se para Fortaleza para estudar. Nessa época, trabalhava como feirante e não dispensava o violão nas horas de folga. Aos 19, passou a tocar violão num conjunto e acabou conseguindo um contrato numa rádio local. Em 1950, formou o Trio Nagô, com Mário Alves (seu alfaiate) e Epaminondas de Souza (colega de boêmia). Após representar o estado do Ceará no programa Cesar de Alencar, na Rádio Nacional, o grupo foi contratado pela Rádio Jornal do Brasil e posteriormente pelas boates Vogue (RJ) e Oásis(SP). Dois anos depois, iniciaram um programa semanal na Rádio Record (SP) que duraria pelos cinco anos seguintes.

O caminho de ambos se cruzou em julho de 1958. Logo no primeiro dia de contato, compuseram "Conversa", gravada inicialmente por Alaíde Costa. Essa seria a primeira de uma série de dezenas de canções. O primeiro grande sucesso foi "Alguém me disse", lançada por Anísio Silva em 1960. Em 1962, o Trio Nagô se desfez com a saída de Mário Alves, mas Evaldo prosseguiu compondo diversas pérolas com Jair. Outros que fizeram sucesso com músicas da dupla foram Wilson Simonal ("Garota moderna"), Agnaldo Timóteo ("Quem será"), Jair Rodrigues ( "O conde"), a escola de samba Portela ( "O mundo melhor de Pixinguinha"), Maysa ("Bloco da solidão"), Ângela Maria ("Tango para Teresa"), Jamelão ("Certas mulheres"), Dalva de Oliveira ("E a vida continua"), além de Elymar Santos, Chitãozinho e Xororó, Gal Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi, Emílio Santiago, Julio Iglesias, Ana Carolina, Simone, Fafá de Belém, dentre muitas regravações. Confira o álbum:

01 - Mauricy Moura - Somos iguais
02 - Joelma - Alguém me disse
03 - Carlos José - Tudo de mim
04 - Dimas Camargo - Em cada verso, em cada samba
05 - Jamelão - Certas mulheres
06 - Jamelão - Minha escola
07 - Francisco Petrônio - Serenata da chuva
08 - Carlos José - Ninguém chora por mim
09 - Jamelão - O mundo melhor de Pixinguinha (Pinzindin)
10 - Joelma - Terra azul
11 - Anisio Silva - Meu tolo coração
12 - Aldacyr Louro - Bloco da solidão

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