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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Ornella Vanoni & Enrico Ruggeri (CD 1996)

CD foi produzido nos festejos de 10 anos de atuação do Banco BNL no Brasil 
Na postagem “As estrelas cantam Roberto e Erasmo”, comentei sobre a presença da Ornella Vanoni no repertório, e citei sobre um disco que tenho com a cantora. Trata-se deste CD, no qual divide repertório com o cantor Enrico Ruggeri, produzido em 1996 por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. É um CD exclusivo, de venda proibida, distribuído como brinde em comemoração aos 10 anos de atuação da Banca Nazionale Del Lavoro no País, dona do Banco BNL do Brasil. Na ocasião, a instituição promoveu a Semana BNL da Arte Italiana no Brasil, um evento inédito que contou com a participação de renomados artistas italianos de diversas áreas da arte contemporânea. Ornella Vanoni e Enrico Ruggeri se apresentaram como representantes da música popular italiana. Por esse motivo, o banco – vendido em 2004 para o Unibanco – lançou este CD com canções da dupla numa iniciativa que teve o objetivo de integrar e estreitar os laços culturais entre Brasil e Itália. Confira:

ORNELLA VANONI

01 - Il mio trenino
(M.Lavezzi – O. Avogadro)
02 - Per l'eternitá
(Mogol – M.Lavezzi)
03 – SOS
(M.Martin – Ovanoni – G. Di Micheli)
04 - La rosa
(M.Lavezzi – O. Vanoni – O.Avogadro)
05 - Buonanotte picollina
(G.Di Micheli – O. Vanoni – G.Di Micheli)
06 – Sheherazade
(G.Kath – R. Mussapi – O. Vanoni)

ENRICO RUGGERI

07 - L'amore è un attimo
(E.Ruggeri – L.Schiavone)
08 - L'altra madre
(E.Ruggeri – L.Schiavone)
09 - Il momento della veritá
(E.Ruggeri – L.Schiavone)
10 - Ombra e luce
(E.Ruggeri)
11 - Napoli no
(E.Ruggeri – R.Cocciante)
12 - Verso le stelle
(E.Ruggeri)


domingo, 29 de setembro de 2013

Cláudio Cavalcanti - Menina (Homenagem póstuma)

LP do Cláudio Cavalcanti, lançado em 1970 pela CID, teve nova tiragem em 1979
Hoje, 29 de setembro, quando completou um ano da morte da Hebe Camargo, fui surpreendido com a triste notícia sobre o falecimento do ator Claudio Cavalcanti, aos 73 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no hospital Pró-Cardíaco desde o último dia 16. Na terça, 24, passou por cirurgia por conta da falência de uma vértebra. Segundo Carlos Eduardo Menna Barreto, genro e cardiologista do ator, Cláudio sofreu choque cardiogênico, que evoluiu para insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, ocasionando o falecimento. Em homenagem póstuma, segue este álbum, originalmente lançado em 1970 pela CID. Nele, o artista declama e canta sucessos como “Menina”, “Minha namorada”, “Ana Maria”, “Ne me quitte pas” e até “Let it be”, hit dos Beatles, entre outros. O disco teve segunda tiragem, em 1979, com pequenas mudanças na arte gráfica em relação a original. O post não é do meu acervo, e sim de um amigo com quem troquei faz tempo muitos arquivos em mp3. Na época, o padrão dos arquivos era em 128 kbps, mas este disco foi ripado em 192 kbps, e a qualidade do áudio é boa, daí a decisão de postá-lo. Vale lembrar, a quem se interessar, que já postei no meu blog anterior um compacto simples (aqui) que o ator gravou em 1972 pela Philips.

Cláudio Murillo Cavalcanti nasceu no Rio de Janeiro em 24 de fevereiro de 1940, e começou a carreira aos 16 anos, atuando ao lado de Nathália Timberg, Sérgio Britto e Fernanda Montenegro. Mostrou, ao longo de sua trajetória, diferentes vertentes artísticas. Não se restringiu à profissão de ator, mas também foi diretor, radialista, escritor, dublador e produtor teatral. No total, foram mais de 50 novelas e 22 longas-metragens, além de importantes trabalhos no teatro. Foi na novela “Irmãos Coragem”, de Janete Clair, em 1970, no papel de Jerônimo, que obteve enorme popularidade. Por conta do sucesso da trama, gravou este LP, e seu nome passou a figurar nas principais telenovelas da Globo, como “’O homem que deve morrer”, “O feijão e o sonho”, “Pai herói”, “Dona Xepa”, “Água viva”, “Sétimo sentido”, “Baila comigo”,”Sétimo sentido”, “Transas e caretas”, “Roque Santeiro”, e outras. Como diretor, ainda na Globo, esteve à frente de dez episódios do programa "Caso verdade", além da novela “Despedida de solteiro”, de Walther Negrão, em 1992.

Empunhando a bandeira em defesa dos animais, foi eleito vereador em dois mandatos. Foi autor de 29 leis, entre elas as que proibiram animais em circo, rinhas de cães e rodeios na cidade do Rio. Elegeu-se deputado estadual em 2006. Atualmente, estava à frente da Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais. Como escritor, tem cinco livros publicados. Entre os trabalhos mais recentes na TV, após 10 anos de afastamento devido as atividades políticas, foi em 2011 na novela ‘Amor e Revolução’, do SBT, em personagem militante que é preso e torturado na época da ditadura militar. Seu último trabalho na TV foi o de um empresário que sofre de síndrome do pânico na segunda temporada do seriado "Sessão de terapia", dirigido por Selton Mello, que tem data de estreia confirmada para 7 de outubro no canal GNT. Confira o disco:

01 – Abertura
02 – Onde está você
(Oscar C. Neves – Luvercy Floriai)
03 – ... (Declamação)
04 – Menina
(Paulinho Nogueira)
05  –  ... (Declamação)
06 – Soneto de 4ª feira de cinzas
(Vinicius de Moraes)
07 – Ana Maria
(Sérgio Endrigo)
08 – Cláudia
(Antonio Adolfo – Tibério Gaspar)
09  –  ... (Declamação)
10 – Menina triste
(Durval Ferreira – Regina Werneck)
11  –  Texto de Gibran Kahlil Gibran
12 – A morte deste amor
(Dolores Duran)
13  –  ... (declamação)
14 – Let it be
(Lennon – McCartney)
15  –  ... (declamação)
16 – Minha namorada
(Carlos Lyra – Vinicius de Moraes)
17 – Comigo me desavim
(Sá de Miranda)
18 – Pra dizer adeus
(Edu Lobo – Torquato Neto)
19  –  ... (declamação)
20 – Ne me quitte pas
(Jacques Brel)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

As estrelas cantam Roberto e Erasmo (LP 1987)

Álbum de 1987 privilegia apenas composições do Roberto e Erasmo Carlos
Roberto e Erasmo Carlos, uma das duplas de autores mais férteis da música brasileira, com cerca de 500 composições,  podem se dar ao luxo de ter no currículo a gravação de suas canções pelos mais importantes intérpretes, homens e mulheres. Este “As estrelas cantam Roberto e Erasmo”, lançado em 1987 pelo selo Songs (CBS/Sony), é apenas uma pequena amostra do que produziu. Repare só no time de cantoras: Elis Regina, Gal Costa, Wanderléa, Nara Leão, Fafá de Belém, Joanna, Claudette Soares, Rosemary, Kátia e Ornella Vanoni, a única internacional do disco, que poderia ser substituída por uma nacional. Lembrei-me das divas Maria Bethânia e Ângela Maria no lugar, mas não sei e nem pesquisei se, na época, ambas tinham gravações da dupla. Esclareço que nada tenho contra a Ornella, de quem gosto e até tenho disco dela pra postar. Sugeri a troca de intérprete apenas por achar que o álbum – com 10 faixas - seria mais interessante se fosse 100% nacional. Acho que não faltaria material para um similar com estrelas internacionais. Enquanto isso, confira este:

01 - Gal Costa - Sua estupidez
02 - Ornella Vanoni - Sentado à beira do caminho
03 - Claudette Soares - De tanto amor
04 - Rosemary - Joia
05 - Fafá de Belém - Cavalgada
06 - Elis Regina - As curvas da estrada de Santos
07 - Joanna - Seu corpo
08 - Nara Leão - Além do horizonte
09 - Wanderléa - Na hora da raiva
10 - Kátia - Lembranças

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mauro Sérgio - Saudade da minha terra (LP 1975)

Disco do Mauro Sérgio de 1975 é dedicado exclusivamente a música sertaneja
Veja só que raridade: Mauro Sérgio, cantor que iniciou na Jovem Guarda, investe no segmento sertanejo em álbum lançado em 1975 pelo selo Alvorada (Chantecler). O disco, com texto de apresentação do astrólogo Omar Cardoso, é mais uma valiosa colaboração do Aderaldo, da Comunidade MC&JG, a quem agradeço mais uma vez pela gentileza. Omar conta que a foto da capa foi registrada em sua chácara, o Recanto Zodíaco, onde morava, e que sugeriu a inclusão de duas músicas – “Assum preto” e “Pingo d’água” – no repertório. Entre as selecionadas também constam as escolhidas pelos ouvintes do programa “Bom dia, Brasil”, apresentado na Record de São Paulo por Oswaldo Bettio, que também assina a direção de produção do disco. A minha intenção era manter o mesmo link pra download fornecido pelo Aderaldo, mas optei por um novo upload porque o servidor original, o Mijnbestand, o mantém ativo por curto prazo. Aproveitei e adicionei na pasta a arte gráfica da contracapa e do selo para CD. O cantor Mauro Sérgio, que já tem um resumo de sua biografia no blog, tem voz bonita, e deve agradar aos apreciadores do gênero. Confira:

01 - Saudade de minha terra
(Goiá – Belmonte)
02 - Meu velho pai
(Leo Canhoto)
03 - Não beba mais não
(Jeca Mineiro – Orlandinho)
04 - A gaivota
(Léo Canhoto)
05 - Soldado sem farda
(Léo Canhoto)
06 - Bom Jesus de Pirapora
(Ado Benati - Serrinha)
07 - Mocinhas da cidade
(Nhô Belarmino)
08 - Mãe amorosa
(Tanabi – Aleixinho)
09 - Hoje eu não posso ir
(Lourival dos Santos – Tião Carreiro)
10 - Tchau amor
(Praence – P. Carreiro – Ado)
11 - Assum preto
(Humberto Teixeira – Luiz Gonzaga)
12  - Pingo d'agua
(Raul Torres – João Pacífico)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Gravações Chantecler Ltda.
Coordenação de produção – Salatiel Coelho
Direção de produção – Oswaldo Bettio
Arranjos e regências – Elcio Álvares
Estúdio – Gravodisc
Técnico de som – Elcio Álvares Filho – Carlinhos
Foto – Osvaldo Micheloni
Texto da contracapa – Omar Cardoso
Capa – Luiz Henrique
Corte – Milton Araújo

COLABORAÇÃO - Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut

Neyde Alexandre - Eu respiro você (Singles)

Post traz dois singles gravados pela Neyde Alexandre em 1968 e 1969
Já ouviu falar em garota-propaganda? Nos primórdios da TV, sem os recursos tecnológicos de hoje, a propaganda era feita ao vivo, com garotas bonitas, elegantes e muita personalidade. Uma que se destacou nesse meio foi a Neyde Alexandre, nascida na capital paulista em 23 de março de 1939. Ela também atuou como apresentadora e atriz. Uma das facetas do seu talento que poucos conhecem é a de cantora. Não possuo a sua discografia, mas tenho conhecimento de quatro compactos simples, sendo três pela Copacabana e um pela Fermata. A postagem apresenta os dois primeiros, de 1968 e 1969, com produção influenciada pela Jovem Guarda. Um dos destaques é a música “Eu respiro você”, de Dom (da dupla com Ravel), regravada em 1970 pela Wanderléa. O post traz como bônus o samba rock “Perplexidade”, de Cleo Galanth, do single de 1971, que baixei de vídeo (aqui) no YouTube.

Neyde Alexandre começou a carreira aos 16 anos, por acaso, quando foi conhecer a TV Tupi, levada pela radioatriz Norah Fontes.  Foi recebida pelo diretor artístico Cassiano Gabus Mendes, fez um teste e saiu-se muito bem. Foi convidada então para fazer figuração em um teleteatro, e em 1958 iniciou como garota-propaganda. Em pouco tempo ficou sendo uma das mais importantes do meio, ao lado da Idalina de Oliveira, Rosa Maria, Neide Aparecida e Meire Nogueira. Além desse trabalho de propaganda, ela fez muitas dublagens para filmes, e participou também de programas de rádio, pois tinha voz muito boa. Como atriz de TV, atuou na novela “O Semideus”, em 1973, na TV Globo. Nos anos 1980, foi contratada pela TV Cultura, onde apresentou os programas "Qual é o o grilo?" e  "Palavra de mulher", além de substituir Branca Ribeiro em "Festa Baile", programa importante da TV Cultura, emissora onde permaneceu cinco anos. Apesar do sucesso, Neyde disse numa reportagem que não pensava em seguir a carreira artística, e acabou se formando em Ciências Sociais pela USP. Confira o post:

SINGLE - 1968

01 - É tarde amor
(Helcy Ponte – Edson Ponte)
02 - Você zombou de mim
(Genival Cassiano)

SINGLE - 1969

 03 - Eu respiro você
(Dom)
 04 - Eu vou pro Rio
(Dom)

BÔNUS - 1971

05 - Perplexidade 
(Cléo Galanth)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vários intérpretes - BB Video Ano II (LP 1987)

Coletânea da EMI-Odeon traz uma mostra do rock brasileiro dos anos 1980
Vamos a mais um álbum vindo direto dos anos 1980, década que revelou e produziu artistas talentosos, assim como nos 1960. Acredito que, após esse período, houve sensível queda de qualidade do rock nacional, salvo raras exceções. Um exemplo está na mais recente edição do Rock in Rio em que brilharam os veteranos. É óbvio que a minha opinião é bem suspeita porque sou representante de outra geração, e meus valores são diferentes da atual. O fato é que este álbum, intitulado BB Vídeo Ano II, traz pequena mostra da produção do rock dos anos 1980. É um disco muito bom, pra ser executado "até o sol se por", pois aqui tem Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, 14 Bis, Kiko Zambianchi, Vinicius Cantuária, e outros menos conhecidos que não chegam a comprometer a qualidade do álbum. Confira:

01 - Paralamas do Sucesso – Química
(Renato Russo)
02 - Legião Urbana – Será
(Dado Villa-Lobos – Renato Russo – Marcelo Bonfá)
03 - 14 Bis - Só se for
(Flávio Venturini – Sá)
04 - Vinicius Cantuária - Diz que faz
(Vinicius Cantuária – Sá)
05 - Billy Bond – Rapé
(Tico Terpins – Billy Bond – Graciela Correa)
06 - Paralamas do Sucesso - Patrulha noturna
(Herbert Vianna)
07 - Kiko Zambianchi – Choque
(Kiko Zambianchi)
08 - May East - Maraka (Part. esp. Alice Pink Pank)
(May East)
09 - Hojerizah - Que horror
(Flávio Murrah)
10 - Herman Torres - Você me trocou por ela (We can get together)
(Iva Davies – vs: Herman Torres)

FICHA TÉCNICA

Produção – Billy Bond
Produção artística – Vasco Barbosa
Direção geral – Billy Bond
Capa – Patrícia Magano
Fotos – Paulo Cartolano (cortesia Revista Roll)
Coordenação gráfica – J.C.Mello


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Conjunto CBS interpreta Adoniran Barbosa (EP 1965)

Quatro clássicos da obra do Adoniran Barbosa estão neste compacto duplo
Apreciadores do compositor Adoniran Barbosa, certamente um  dos principais representantes do samba paulista, devem gostar deste EP lançado em 1965 pelo Conjunto CBS. Nada sei sobre o grupo, mas provavelmente deve ser mais um  conjunto de estúdio, formado por músicos contratados pela CBS (atual Sony).  A gravadora aproveitou o sucesso do autor na época e lançou este EP com quatro clássicos de sua lavra: Iracema, Trem das Onze, As mariposa, e Conselho de Mulher (Pogressio). Confira:


01 – Iracema
(Adoniran Barbosa)
02 – Trem das onze
(Adoniran Barbosa)
03 – As mariposa
(Adoniran Barbosa)
04 – Conselho de mulher (Pogressio)
(Adoniran Barbosa – Oswaldo Moles – J.B.Santos)


Angela - Quando l'amore é musica (LP 1965)

Em 1965, aos 25 anos, Angela já tinha 22 discos gravados no mercado italiano
Os anos 1960 foram dourados para a música italiana no Brasil, com vários artistas despontando nas paradas de sucesso ao lado de ícones internacionais, como os Beatles e Rolling Stones, por exemplo. Rita Pavone, Sérgio Endrigo, Bobby Solo, Gianni Morandi, Gigiola Cinquetti e outros conquistaram enorme popularidade. As gravadoras, atentas ao bom momento no mercado fonográfico nacional, despejaram vários discos produzidos na Itália, muitos sem repercussão por aqui. É o caso da Angela, que lançou pela Chantecler em 1965 o álbum “Quando l’amore é musica”, título de uma das faixas gravadas originalmente pela Italdisc. Afinal, quem é Angela?

A contracapa responde: nasceu em Milão em 1940. Iniciou a carreira muito cedo. Teve importante atuação nas transmissões italianas, em março de 1953, como atriz e cantora na série “La fiera del sogni”, ao lado de Mike Bongiorno. Na época do lançamento deste LP, era casada com o maestro Pagani – autor de algumas músicas deste disco – e tinha uma filha, Raffaella, de quatro anos. Participou de vários festivais na Europa, e fez shows em países como Estados Unidos e Venezuela. Tinha 22 discos gravados. Alguns alcançaram recordes de vendagem. Em 1963, apareceu no cinema, trabalhando ao lado de Nino Taranto, Lauretta Masiero, Memmo Carotenuto, Narciso Parigi, e outros no filme “Napoleone a Firenze”. Eis, pois, quem é Angela. Que tal ouvi-la? Confira:

01 – Ditemi
(Pagani – Calabrese – Guidone)
02 - E se domani
(C.A.Rossi – Calabrese)
03 - Lo dici tu
(Pagani – Mojetta – Calabrese)
04 - Que falta que me haces
(Caló Pontier)
05 - Motivo d'amore
(Donaggio)
06 - Quando l'amore é musica
(Pagani – Lumni – Valleroni)
07 - Solo un attimo
(Pagani – Rolla – Guidone)
08 – Parole
(Rolla – Corcelli – P.E.Bassi)
09 - M'ama non m'ama
(Pagani – Ciato – Gatto Pardi)
10 – Vagabundos
(Milena – Eber Micel – Daniela)
11 – Enamorada
(Alguero – Testoni)
12 - Il sole non tramonta
(Vantellini – Pinchi)

Com orquestra – Reg. Aldo Pagani
Gravação original Italdisc


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vários artistas - E... Éramos todos jovens (LP 1985)

Coletânea inclui artistas como Raul, Erasmo, Ronnie, Rita, Mutantes e outros
F. Cavalcante, comunicador de rádio em Manaus (Tropical FM), informa em texto na contracapa que teve um sonho que se tratava dos ídolos que o levaram à loucura em sua juventude. Deste sonho veio a realização deste trabalho chamado “E... Éramos todos jovens (O som de uma geração)". Realizou, então, um baile com o mesmo nome que também alucinou todas as pessoas que lhe pediam para documentar este trabalho. Graças a eles, “E... Éramos todos jovens” virou nome nacional que nasceu de um sonho do radialista ao sonho de milhares de pessoas que acompanham este projeto. “Nele está toda a alegria de uma geração que ama os Beatles, Stones, e até mesmo a nossa sempre lembrada Jovem Guarda, de John Lennon a Roberto, Golden Boys, Erasmo (cabeça de geração). Tudo é muito válido, tudo é muito honesto, tudo é muito lindo”, escreve o radialista. Um dos volumes é este disco lançado em 1985 com gravações e artistas do selo Polydor (Philips). Confira:

01 - Erasmo Carlos - Gatinha manhosa
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
02 - Ronnie Von - Escuta meu amor
(Arnaldo Saccomani)
03 - Rita Lee - José (Joseph)
(G.Moustaki – vs: Nara Leão)
04 - Os Mutantes - Balada Do Louco
(Arnaldo Baptista – Rita Lee)
05 - Tim Maia - Primavera (Vai chuva)
(Cassiano – Silvio Rochael)
06 - O Peso - Cabeça feita
(Guilherme Lamounier – Tibério Gaspar)
07 - Golden Boys - Erva venenosa (Poison Ivy)
(J.Leiber – M.Stoller – vs: Rossini Pinto)
08 - A Bolha - Vem quente que eu estou fervendo
(Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
09 - Raul Seixas - Rua Augusta - O Bom
(Herve Cordovil) – (Carlos Imperial)
10 - The Brazilian Bittles - Cabelos longos, ideias curtas
(Johnny Holliday – G.Thibaut – vs: Fred Jorge)
11 - Márcio Greyck - Palavras (Words)
(B.R. – M. Gibb – vs: G.Wallace)
12 - Erasmo Carlos - É proibido fumar
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Adriana - Pra sempre vou te amar (LP 1986)

Álbum lançado pela RGE traz dois grandes sucessos da carreira da Adriana
I love you baby” e “Pra sempre vou te amar” foram os grandes sucessos da Adriana incluídos no repertório deste LP. Uma das curiosidades está na faixa “Andorinha”, que encerra o disco, pelo fato de contar no coro infantil com cinco vozes da família: as filhas gêmeas Natanna e Tuanny (que fizeram parte por oito anos da última formação do Balão Mágico) e das sobrinhas Paola, Priscilla e Tatiana. E, como família unida permanece unida, vale dizer que Márcio Monteiro, um dos compositores da música, é o marido da cantora, que iniciou a carreira na época da Jovem Guarda. O disco também traz “Todo amor vai brotar”,  versão de  “Unknown delight”, sucesso do beatle George Harrison, assim como as dançantes “Só eu e você” e “Pra me seduzir”, além da pop “Magia”. Confira:

01 - I love you baby
(Gilson - Joran)
02 - Teimosia
(Cury - Márcio Monteiro)
03 - Quero estar contigo
(Ricardo Feghali)
04 - Todo amor vai brotar (Unknown delight)
(George Harrison - Guitan)
05 - Pela cidade
(Paulinho Camargo - Kátia)
06 - Pra sempre vou te amar (Forever by your side)
(M. Blate - L. Gottlieb - Guto - Kalunga)
07 - Só eu e você
(Prêntice - Celso Loch)
08 - Pra me seduzir
(Gilson - Joran)
09 - Magia
(Márcio Monteiro - Marcos Monteiro - Carlos Quinza - Guitan)
10 - Andorinha
(Márcio Monteiro - Marcos Monteiro - Laranjeira)

FICHA TÉCNICA

Gravadora – Comercial Fonográfica RGE
Produção – Ricardo Feghali
Assistente de produção – Márcio Monteiro
Estúdio de gravação – Transamérica – Rio (24 canais)
Técnicos de gravação – Armando Telles e Gilmário
Assistentes de estúdio – Milton, Lelio, Edson, Cidinho e Paulo César (Lindão)
Mixagem – Armando Telles e Ricardo Feghali
Arregimentação e Controle – Claudio A. Silva
Arranjos e regências – Lincoln Olivetti, Cleberson Horst, Ricardo Feghali e Antonio Adolfo
Teclados e Linn drums – Lincoln Olivetti
Teclados – Cleberson Horst
Guitarra – Robson Jorghe e Torcuato
Violão e Steel guitar – Jaime Além
Baixo – Fernando Alves e João Baptista
Bateria – Jurim Moreira
Percussão – Paulinho
Sax – Ricardo Pontes
Cordas – Pascoal Perrotta, Walter Hack, Carlos Hack, José Alves, Daltro, Vidal, Michel Bessler,
Pareschi, Penteado, Stephany, Hindemburgo, Jairo Silva, Alceu Reis e Márcio Mallard
Coro – Suzana, Solange, Luna, Ronaldo e Cleberson

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

14º Andar - Diversão do novo mundo (LP 1985)

Grupo 14º Andar, formado na Bahia, lançou único álbum da carreira em 1985
“Em pleno Planalto Central
É uma grande festa
Essa é uma dança
Que eu quero te ensinar
Na dança dos políticos”

Os versos acima são da música “A dança dos políticos”, do grupo 14º Andar, gravada em 1985, ano que marcou o fim da ditadura no País. A canção está no álbum “Diversão do Novo Mundo”, produzido por Mister Sam para a RGE. Trata-se do único e bom  LP do 14º Andar, banda baiana de punk rock formada pelo trio de músicos Hélio Rocha, Jeri Marlon e João Luís. No início da carreira fez apresentações na capital baiana e lançou um compacto independente com as músicas "Maravilhas do capitalismo" e "Você não pode se calar". No ano seguinte, em 1985, assinou contrato com a RGE, lançou o LP e logo encerrou as atividades. Uma pena porque o trio é talentoso. Confira:

01 - Com quem você vai sair essa noite?
02 - Do 14º andar
03 - Feliz Natal
04 - Sarah
05 - A dança dos políticos
06 - Diversão do novo mundo
07 - Mas assim é a vida
08 - O que nós sabemos
09 - Alguma coisa
10 - O que te atrai*
11 - Você não pode se calar

FICHA TÉCNICA

Produção - Comercial Fonográfica RGE Ltda.
Arranjos - 14º Andar
Arranjos metais-cordas - Marinho Carezzato
Vocais - Silvinha em "Dança dos políticos" e "Alguma coisa"
Percussão - Aldo Machado em "Dança dos políticos"
Yamaha RX 21 Crum - Mister Sam, Hélio em "O que te atrai"
Gravação - Carlos Lima (Caca), Renaldo Maziero
Mixagem - Carlos Lima (Cacá)
Assistentes - Paulinho e Souza
Arte e fotos - Nicolau Maximiuc Jr.
Arte final - Rogério de Andrade Rodriguez
Criação da capa - Vilma Pustilnik
Gravado nos Estúdios Sigla (SP) em 24 canais em outubro e novembro de 1985
Todas as músicas são de autoria de Hélio Rocha, exceto (*) de Hélio Rocha e Robério Santana
Produzido por Mister Sam

Onde está a igualdade de direito neste País?

Doze condenados do processo do Mensalão terão novos julgamentos em 2014

São Paulo, 16 de novembro de 2005. A doméstica Angélica Aparecida Souza Teodoro, 18 anos, com mãe doente em casa, ao ver o filho de dois anos chorando de fome, saiu decidida a voltar com o café da manhã da família. Foi pro mercado e tentou roubar um pote de 200 gramas de manteiga no valor de R$ 3,10. Ela foi detida em flagrante pela Polícia Militar ao ser descoberta pelo dono do estabelecimento comercial com a mercadoria escondida num boné. Sem antecedentes criminais, a moça ficou mais de quatro meses na cadeia, ao lado de presas acusadas de crimes hediondos, e só ganhou a liberdade após insistente divulgação do caso pela imprensa.

Brasília, 18 de setembro de 2013.  O ministro Celso de Mello decidiu no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) dar nova chance de julgamento para 12 dos 25 condenados no processo do mensalão. Eles são acusados por crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ou seja, roubaram o Brasil e estão aí, leves e soltos, de cara limpa, com o aval do que seria o “supremo” da nossa justiça, agora mais identificada com uma pizzaria. Não se iluda: as despesas pelos novos julgamentos, que se estenderão em 2014 por dias a fio com muito blablablá, ficarão por conta do seu, do meu, do nosso bolso. De positivo, apenas o ensinamento do que é “embargo infringente”. Trata-se de recurso que leva a novo julgamento nas condenações em que o réu obteve ao menos quatro votos favoráveis.

Desculpem-me por ocupar o espaço musical pra desabafo, mas não posso ficar calado diante do contraste promovido pela justiça. Não defendo a doméstica citada ou quem quer que seja. O roubo – ou tentativa – é crime, sujeito a punição. Diante da gravidade e da disparidade entre os dois fatos, fico me perguntando sobre a validade do direito de igualdade a nós assegurado pela Constituição. A justiça, infelizmente, perde credibilidade ao trair a nossa confiança diante de decisões equivocadas, como a mais recente do senhor ministro, que reforça a tese segundo a qual o crime compensa para ricos e poderosos. Triste realidade. Decididamente, o Brasil e o povo não merecem esse tipo de políticos e legisladores.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Os Originais da Juventude - Volume 5 (LP 1978)

Os Originais da Juventude interpretam grandes sucessos populares de 1978
A primeira vez que vi o álbum Os Originais da Juventude, eu imaginei que se tratava de título do disco, mas logo descobri que é um grupo de covers, similar ao Os Carbonos. A diferença, ao que tudo indica, está no fato de que os tais “originais” são um grupo de estúdio da gravadora Beverly, pois os discos – ilustrados com belas garotas na capa – não dão o crédito aos cantores e músicos envolvidos. A estratégia deu certo porque este disco, lançado em 1978, é o quinto volume da série que desconheço o tamanho, mas pelo menos informa na ficha técnica os nomes dos profissionais envolvidos na produção. O repertório é irregular, mas deve agradar boa parte da audiência porque contempla desde as músicas “Romaria”, sucesso na voz da saudosa Elis Regina, e “Perigosa”, hit das Frenéticas, até bregas como “Uma lágrima na garganta” e “A menina do subúrbio”, entre outras. Confira:

01 - Perigosa
(Rita Lee - Nelson Motta - Roberto de Carvalho)
02 - Uma lágrima na garganta
(Livi)
03 - Quarto de mansão
(Zé da Praia - Paulo de Paula)
04 - Mais uma vez
(Mariozinho Rocha - Renato Corrêa - Paulo Sérgio Valle)
05 - Meu primeiro amor
(José Augusto - Miguel - Paulo Coelho)
06 - Romaria
(Renato Teixeira)
07 - Vestido molhado
(Haroldo José - Teixeira Filho)
08 - Eu sei tudo professor (Yes sir, I can boogie)
(R.Soja - P. Dostal - vs: Angela)
09 - Castelo de sonhos
(Walter Basso - Zé Maria)
10 - A noite vai chegar
(Paulinho Camargo)
11 - Cante comigo
(Bentana - Tigrão)
12 - Menina do suburbio
(Moacir - Miguel - Paulo Coelho)
13 - Castelo de amor
(Nenzico - Creone - Barrerito)
14 - Minha confissão (Ave Maria)
(H.G.Moslener - M.Oberdorffer - vs: Carlos Mendes e Cleide Dalto)


FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Som Indústria e Comércio S/A
Direção artística - Paulo Rocco
Produtor executivo - Santiago "Sam" Malnati
Direção de produção - Antonio Carlos e Juvenal de Oliveira
Coordenação artística - J. F. Blumenschein Filho
Arranjos - Eduardo Assad
Arte - Luiz Tadeu da Silva

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Elomar, Geraldo Azevedo e outros - Cantoria (1984)

Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai gravaram o disco em Salvador
Um encontro histórico entre quatro dos maiores cantadores e violeiros do Brasil. Este é o resultado do show “Cantoria 1”, feito por Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai, no Teatro Castro Alves, em Salvador, nos dias 13, 14 e 15 de janeiro de 1984. Nele, os músicos desfilam canções com suas vozes e violas, alternando-se em solos, duos, trios e até quartetos. O sucesso das apresentações e deste LP deu origem ao projeto Cantorias, série com edições de outros álbuns, produzidos pelo selo Kuarup. Hoje, após ripar o disco e editar o material gráfico, constatei em pesquisa na rede que o disco foi relançado em CD. Confira:

01 - Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai - Novena
(Geraldo Azevedo - Marcus Vinicius)
02 - Vital Farias, Xangai e Geraldo Azevedo - Sete cantigas para voar
(Vital Farias)
03 - Elomar e Xangai - Cantiga do boi incantado
(Elomar)
04 - Xangai e Geraldo Azevedo - Kukukaya (Jogo da asa da bruxa)
(Cátia de França)
05 - Vital Farias, Geraldo Azevedo, Elomar e Xangai - Ai que saudade de ocê
(Vital Farias)
06 - Xangai - Ai d'eu sodade (O ABC do preguiçoso)
(Tradicional)
07 - Geraldo Azevedo e Xangai - Semente de Adão e Viramundo
(Geraldo Azevedo - Carlos Fernando - G. Gil - Capinam)
08 - Elomar - Cantiga do estradar
(Elomar)
09 - Vital Farias - Saga da Amazônia
(Vital Farias)
10 - Xangai e Geraldo Azevedo - Matança
(Jatobá)
11 - Xangai, Vital Farias, Geraldo Azevedo e Elomar - Cantiga de amigo
(Elomar)


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cassiano - Cedo ou tarde (CD 1991)

Cassiano, gênio esquecido, no último disco em 1991, lançado pela Columbia
Postei hoje, 16 de setembro de 2013, o álbum “Estamos em dia com o sucesso”, no qual está incluída a faixa “O vale”, do cantor e compositor Cassiano. A música foi extraída do seu segundo LP, intitulado “Apresentamos nosso Cassiano”, produzido em 1973 pela EMI-Odeon. Foi o suficiente pra me lembrar deste “Cedo ou tarde”, álbum que o músico lançou em 1991 pela Columbia (Sony). Eu o comprei faz tempo num sebo por preço popular porque o disco não tinha a arte gráfica. Valeu a pena adquiri-lo, mesmo sem a capa e contracapa, porque o CD (na foto abaixo) é excelente. Agora, finalmente, após tanto tempo, tratei de procurar as ilustrações que me faltam. Só as encontrei no Mercado Livre, mas as imagens são do LP, como se pode notar pelas imagens acima. Quem sabe, por meio do blog, eu consigo as ilustrações do CD com a qualidade que o disco merece. Agradeço desde já a quem enviar.

Fiquei curioso pra saber por onde andará Cassiano. Faz anos que nada sei a seu respeito. Acredito que a nova geração nem o conhece. Nessa busca, me deparei com o belo texto do jornalista e crítico Mauro Ferreira, administrador do blog Notas Musicais. “Precisamos urgentemente falar com Cassiano e dar as flores em vida a este gênio da soul music à moda brasileira, tão importante quanto Tim Maia (1942 - 1998) na tradução desse ritmo norte-americano para o idioma musical nacional”, idolatra o profissional de imprensa em 28 de fevereiro de 2011. Na ocasião, Cassiano completava 40 anos de lançamento do primeiro disco solo, o álbum "Imagem e Som" (RCA, 1971). O que me surpreendeu foi descobrir no texto que, exatamente hoje, por coincidência, este paraibano de Campina Grande – se vivo estiver – está comemorando 70 anos. Por esse motivo, agilizei o post pra homenageá-lo, e espero receber boas informações sobre ele nos comentários.

Influenciado pelo suingue da música negra norte-americana, notadamente a soul music e o rhythm and blues, Cassiano atraiu os holofotes sobre a sua arte a partir da música “Primavera”, propagada pelo amigo Tim Maia em 1970. Ele também é o autor de “Coleção” e “A Lua e Eu”, sucessos de seu terceiro álbum, "Cuban Soul - 18 Kilates" (Polydor, 1976), popularizados em novelas exibidas pela TV Globo. Contudo, o relativo sucesso comercial deste disco não impediu a implosão da carreira fonográfica do artista. Mauro Ferreira considera “inacreditável” que Cassiano tenha gravado apenas quatro álbuns naqueles 40 anos de carreira solo. Este “Cedo ou tarde”, o último, foi deixado como legado, no qual divide espaço com artistas de primeira grandeza, como Marisa Monte e Luiz Melodia, por exemplo. Para o crítico, Cassiano é um gênio, não deve permanecer esquecido, e merece ser reverenciado. Eu concordo com ele. Confira:

01 - Eu Amo Você
02 - Primavera (part. esp. Sandra de Sá)
03 - Salve Essa Flor (part. esp. Luiz Melodia)
04 - Bye Bye (part. esp. Karla Sabah)
05 - Rio Best-Seller
06 - Cedo ou Tarde (part. esp.Marisa Monte)
07 - Setembro
08 - Coleção (part. esp. Djavan)
09 - A Lua E Eu (part. esp. Claudio Zoli)
10 - Know-How (part. esp. Ed Motta)
11 - Intro III (Instrumental)


Vários artistas - Estamos em dia com o sucesso

Álbum promocional  de 1973 traz os principais lançamentos da gravadora Odeon
Antes de traçar o comentário sobre a postagem, quero informar que todos os pedidos, reclamações, sugestões e contribuições musicais devem ser feitos apenas por email (sintoniamusikal@gmail.com). Os comentários nas postagens são preferencialmente sobre o disco, o texto de apresentação ou o artista em destaque. Isso é óbvio, mas infelizmente não é o que acontece na prática. Parte do pessoal não tem o hábito de ler o que escrevo, e polui as postagens com assunto que não tem nada a ver com o post. É desagradável. Volto a informar também que ignoro e não respondo a “Anônimos”. Sei que se trata de medida antipática da minha parte, mas me reservo no direito de administrar o blog da maneira que acho correta.

Isso posto, vamos ao álbum. Este “Estamos em dia com o sucesso” é mais um disco promocional, exclusivo para divulgação, da gravadora EMI-Odeon. Trata-se de série, provavelmente mensal, com os principais lançamentos da gravadora, tanto que a capa – já encontrei em duas versões - é a mesma, e nem sempre a contracapa relaciona as faixas do disco. Não é o caso deste volume. Nele, encontramos músicas interessantes, como as do Cassiano, Marisa, Milton Banana, Abílio Manoel, Lincoln e outros. Entre os destaques estão o grupo Brazilian Singers, formado pelos Golden Boys e Trio Esperança sob pseudônimo, assim como os sucessos “Tristeza pé no chão” (Clara Nunes) e “Hey girl” (The Fevers). Confira:

01 - The Fevers - Hey girl
(Phillips - Duncan - vs: Rossini Pinto)
02 - Marisa - Saia do meu caminho
(Custódio Mesquita - Evaldo Ruy)
03 - Lincoln - Não adianta nada
(Roberto Carlos)
04 -  Milton Banana - Cicatrizes
(Miltinho - Paulo Cesar Pinheiro)
05 - Toninho Horta - Meu canário vizinho azul
(Toninho Horta)
06 - Ivon Curi - Dia da caça
(Avarese)
07 - Brazilian Singers - Tem capoeira
(Batista da Mangueira)
08 - Abilio Manoel - Era uma vez
(Abilio Manoel)
09 - Nadinho da Ilha - Cantarolando
(Carlinhos Sideral - Matias de Freitas)
10 - Maurice Monthier e sua grande orquestra - Il etait une fois... la révolution
(Enio Morricone)
11 - Cassiano - O vale
(Cassiano)
12 - Clara Nunes - Tristeza pé no chão
(Armando Fernandes "Mamão")

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Leandro e Leonardo cantam em espanhol (1997)

Grandes sucessos em espanhol estão no CD argentino do Leandro e Leonardo 
Eis um interessante CD da dupla Leandro e Leonardo, lançado em 1997 na Argentina, onde obteve muito sucesso. Músicas conhecidas do público brasileiro, como “Doce mistério”, “Não aprendi a dizer adeus”, “Sonho por sonho”, e outras em espanhol estão no disco. Os irmãos Leandro (Luís José Costa) e Leonardo (Emival Eterno Costa) nasceram na cidade de Goianápolis, em Goiás, e trabalhavam na roça, na plantação de tomates da família. Até que Leandro percebeu sua vocação para a música, e chegou a ser vocalista de uma banda chamada "Os Dominantes", que fazia covers de músicas dos Beatles e do Roberto Carlos.

Em 1983, Leandro abandonou a banda, e formou a dupla com seu irmão Leonardo. Pouco tempo depois, já venceram um programa de calouros da TV local, e com o dinheiro ganho no concurso foram para São Paulo gravar um álbum com tiragem de 500 cópias, que não fez sucesso. O reconhecimento veio em 1990 com o hit "Pense em Mim", e a partir daí a dupla teve vários sucessos. Venderam juntos mais de 25 milhões de discos. Tudo isso até o dia 23 de junho de 1998, quando um câncer raro e arrasador tirou a vida de Leandro, e no ano seguinte Leonardo seguiu carreira solo. Confira o disco:

01 - Dulce mistério
(Nil Bernardes – Luiz Schiavon – Marcelo Barbosa)
02 - Te juro
(Frank J. Myers – Gary Baker)
03 - Loca de amor
(Lindomar Castilho – Ronaldo Adriano)
04 - Juegos de orgullo
(Alvaro Socci – Claudio Motta – Vivian Perl)
05 - Desculpe, mais voy a lorar
(Cesr Augusto – Gabriel)
06 - Sueno por sueno
(Chico Roque – Carlos Colla)
07 - No aprendir a dicir adios
(Joel Marques)
08 - Dime amor
(Naldo Cordel)
09 - Dime que me ama
(Chico Roque – Paulo Sérgio Valle)
10 – Talisman
(Michael Sullivan – Paulo Massadas)
11 - Que fue de ti
(Odair José)

FICHA TÉCNICA

Direção artística – Mauro Almeida
Produção e realização – Richard Mochulske e Sergio Bittencourt
Produção executiva – Sergio Bittencourt
Produção musical – Leandro
Gravação e mixagem – Mosh Studios (SP – Brasil)
Engenheiro de som – Luiz Paulo
Masterização – Cia. De Áudio
Arranjos – Martinez, Otávio Basso, Salinas, Piska e José Paulo Soares]
Fotos – Chico Audi
Arte – Oscar Paolillo
Todas as versões em espanhol são assinadas por Leandro, Leonardo e Carlos Martinez

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

José Leão - Juventude romântica (LP 1967)

José Leão fez muito sucesso na época em que se apresentou no Clube do Guri
Este “Juventude romântica”, álbum do José Leão lançado em 1967 pela Continental, é mais uma colaboração do amigo Aderaldo, da Comunidade MC&JG, a quem renovo meu agradecimento. Trata-se de um raro disco do cantor e compositor, natural do Rio Grande do Norte, provavelmente nascido em 14 de julho de 1947. Aos cinco anos, mudou-se com a família para o Niterói, no Rio de Janeiro, onde iniciou a carreira se apresentando no Clube do Guri, na TV Tupi, onde foi um dos destaques, tanto que é o principal nome do LP de 1962 “Aqui está o Clube do Guri”, outra contribuição ao blog do Aderaldo. O menino prodígio fez muito sucesso com "Flor Mamãe", "Ele é Engraxate" e outras, mas sua carreira declinou à medida em que se tornou adulto, afastando-se definitivamente do meio musical. Segundo informação do internauta Alberto, o cantor faleceu em 4 de maio de 2016 na cidade de São Gonçalo (RJ), onde trabalhava como comerciante e morava com a esposa Regina Coeli. Confira:

01. Adeus sem adeus
(Toso Gomes - Antônio Correia)
02. Um... dois... três...
(Zeno Fernandes - Cléber Cavalcanti)
03. Não chores mais
(José Leão)
04. Longe de você
(Elizabeth Sanches)
05. Minha canção (Ma Chanson)
(Michel Mallory - Versão: Pedro Lopes)
06. Um novo amor
(Helinho - Ormindo Fontes)
07. Balada do pranto da chuva
(Dilú Mello - Rose Gama)
08. Não te amo mais (Io Non Ti Amo Piú)
(Lunero - Lo Vecchio - Versão: Carlos Rubem)
09. Se chama Maria (Si Chiama Maria)
(Pino Donaggio - Versão: Rubem Carneiro)
10. Tinha que dizer (Monkey)
(José Leão - Ronaldo Trigueiro Lima)
11. Tudo por amor
(Jacobina - Murilo Latini)
12. Guerra e paz
(João Carlos - G. de Lemos)

Colaboração: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Titãs e Paralamas - Juntos ao vivo (1999)


CD patrocinado pela Sempre Livre registra apresentação conjunta das duas bandas
Você gosta dos Titãs? E dos Paralamas do Sucesso? Já imaginou como seria uma apresentação conjunta das bandas? Pois a marca Sempre Livre, da Johnson & Johnson, saciou essa curiosidade ao promover um espetáculo conjunto. As duas bandas, reconhecidas pela qualidade do trabalho desenvolvido nos últimos 30 anos, se apresentaram em 1999 nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Londrina (PR), Porto Alegre (RS), Sorocaba (SP), Araras (SP), Goiânia (GO), Brasília (DF), Salvador (BA), Campinas (SP), Vitória (ES), Aracaju (SE), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). O disco, segundo consta na rede, foi gravado no Metropolitan (RJ) em novembro de 1999, e provavelmente distribuído como brinde para consumidoras da marca. A junção foi tão positiva que em 2008, quando ambas comemoravam 25 anos de carreira, decidiram repetir a experiência. Confira como foi o primeiro registro:

01 – Paralamas - Lanterna dos Afogados 
(Herbert Vianna)
02 – Titãs - Nem 5 Minutos Guardados 
(Sérgio Brito - Marcelo Fromer)
03 – Paralamas e Titãs - O Beco
(Herbert Vianna - Bi Ribeiro)
04 – Paralamas e Titãs - Diversão
(Sérgio Brito - Nando Reis)  
05 – Paralamas e Titãs – Ska 
(Herbert Vianna)
06 – Paralamas e Titãs - Lugar Nenhum
(Arnaldo Antunes - Charles Gavin - Marcelo Fromer - Sérgio Brito - Tony Bellotto)  
07 – Paralamas e Titãs - Pólvora
(Herbert Vianna)  
08 – Paralamas e Titãs - Comida
(Arnaldo Antunes - Marcelo Fromer - Sérgio Britro)  
09 - Entrevista - Paralamas e Titãs
10 - Jingle Sempre Livre Mix

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Armazém73 - Homenagem aos Secos & Molhados

Vários artistas fazem releitura do LP histórico de 1973 dos Secos & Molhados

Há 40 anos, mais precisamente em agosto de 1973, a MPB foi sacudida pelo lançamento de um álbum que, na minha modesta opinião, está entre os melhores nacionais de todos os tempos. Trata-se do LP dos Secos & Molhados, lançado pela Continental, com Ney Matogrosso (vocais), João Ricardo (violões de 6/12 cordas, harmônica de boca e vocal), Gerson Conrad (violões de 6/12 cordas e vocal) e Marcelo Frias (bateria e percussão), que se desligou da banda após a produção da foto de capa, onde os quatro aparecem com a cabeça nas bandejas sobre a mesa, oferecendo um verdadeiro banquete musical. Foi, sem dúvida, um dos álbuns mais executados no meu toca-discos, e até hoje permanece contemporâneo. O LP é  tido como referência musical para as gerações posteriores ao seu lançamento e se tornou parte essencial da nossa cultura. Por isso, o RockInPress convidou 13 artistas e bandas para criarem suas versões das faixas originais. O resultado está no CD Armazém73, que acaba de ser lançado, e pode ser baixado gratuitamente (aqui), conforme a lista:

01 - Mahmundi  - Sangue Latino
(João Ricardo – Paulinho Mendonça)
02 - Rafael Castro - O Vira
(João Ricardo – Luli)
03 - Phillip Long - O Patrão Nosso de Cada Dia
(João Ricardo)
04 - Lucas Vasconcellos – Amor
(João Ricardo – João Apolinário)
05 - Thiago Elniño - Primavera nos Dentes
(João Ricardo – João Apolinário)
06 - A Banda Mais Bonita da Cidade - Assim Assado
(João Ricardo)
07 - Bicicletas de Atalaia - Mulher Barriguda
(João Ricardo –  Solano Trindade)
08 - Phill Veras - El Rey
(Gerson Conrad – João Ricardo)
09 - Nana - Rosa de Hiroshima
(Gerson Conrad – Vinicius de Moraes)
10 - Nevilton - Prece Cósmica
(João Ricardo – Cassiano Ricardo)
11 - Leo Fressato - Rondó do Capitão
(João Ricardo – Manoel Bandeira)
12 - Ana Larousse - As Andorinhas
(João Ricardo – Cassiano Ricardo)
13 - Maglore – Fala
(João Ricardo – Cassiano Ricardo)
14 - Daniel Peixoto - O Vira (Bônus track)
(João Ricardo – Luli)


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Paralamas do Sucesso cantam em espanhol (1993)

Grandes hits, gravados entre 1983 e 1991, estão neste CD fabricado no Canadá
Os Paralamas do Sucesso – quem diria! – estão comemorando 30 anos de carreira. Lembro-me como se fosse ontem a primeira vez que ouvi a banda, e adorei desde então. Só não imaginava que sobreviveria tanto tempo, pois naquele início dos anos 1980 pipocava novos grupos em cada esquina. Assim, pra homenagear os músicos, achei interessante postar este CD que comprei em Buenos Aires, na Argentina, numa das minhas viagens. Acredito que, assim como eu, os colecionadores de discos têm o hábito de vascular as lojas por onde passa. Graças à essa mania, tenho alguns títulos interessantes e raros em meu acervo. Este álbum – made in Canada - é muito bom, e nem consta na discografia apresentada no site da banda. O disco reúne grandes sucessos dos Paralamas em espanhol, como “Óculos”, “Alagados”, “Meu erro”, “Lanterna dos afogados” e outros. Entre as 10 faixas, apenas duas em português: “O beco” e “Cinema mudo”. Confira:

01 - Inundados (Alagados)
(H. Vianna – B.Ribeiro – J. Barone – vs: Rolando Hernandez)
02 - Mi error (Meu erro)
(Herbert Vianna – vs: Pablo Manavello)
03 - Caleidoscopio (Caleidoscópio)
(Herbert Vianna – vs: Pablo Manavello)
04 - Perplejo (Perplexo)
(Bi Ribeiro – João Barone – Herbert Vianna – vs: Pablo Manavello)
05 - O beco
(Herbert Vianna – Bi Ribeiro)
06 - Cancion del marinero (Melo do marinheiro)
(B.Ribeiro – João Barone – vs: Rolando Hernandez)
07 - Gafas (Óculos)
(H. Vianna – vs: Rolando Hernandez)
08 - Linterna de los afiebrados (Lanterna dos afogados)
(Herbert Vianna – vs: Fito Paez)
09 - Track track
(Fito Paez)
10 - Cinema mudo
(Herbert Vianna)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Jean Paul Chevallier e seu conjunto - Paris oh la la

Jean Paul Chevallier e seu conjunto executam clássicos da música francesa
Quer se sentir virtualmente em Paris, a cidade luz? É simples: acione a tecla play, feche os olhos, e ouça este “Paris Oh La La”, álbum do Jean Paul Chevallier e seu conjunto, lançado pelo selo Imperial (EMI-Odeon), que não informa o ano da produção. O disco, instrumental, traz grandes clássicos da música francesa, como “La mer”, “C'est si bom”, “Hymne à l’amour”, “La vie em rose”, e outros.  O conjunto, segundo a contracapa, é composto por dois pianos, um acordeom, um contrabaixo, uma bateria e ritmo (?), e executa boa parte do repertório em forma de pot-pourri. Infelizmente não tenho referências sobre o maestro Jean Paul Chevallier, mas o que importa agora é conferir o disco:

01 - Sous les ponts de Paris
(V.Scotto – J. Rodor)
L'ame des poetes
(Trenet)
02 - Les feuilles mortes
(J.Kosma – J.Prevert)
La mer
(Charles Trenet)
03 - Revoir Paris
(Charles Trenet)
Vous qui passez sans me voir
(Hess – Misraki – Trenet)
04 - Paris je t'ime 
(V. Shertzinger)
La goualante du pauvre Jean
(M.Monnot – R.Rouzard)
J'attendrai
(Olivieri – L.Poterat – A. Sasenko)
05 - C'est si bom
(H.Betti – A.Hornez)
06 - Un jour, tu verras
(G. Van Parys)
La vie en rose
(Loulguy – E. Plaff)
07 - Hymne a l'amour
(Edith Piaf – Marguerite Monnot)
08 - Mea culpa 
(Hubert Giraud – Rivgauche)
Symphonie 
(Tabet – Bernstein – Alstone – Lawerence)
Cerisier rose et pommier blanc
(Louiguy – Jacque Larue) 
Mon coeur est un violon
(Miarka Laparcerle – Rastelli)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

King Dave and The Rebels (LP Cartaz - 1963)

Grandes sucessos internacionais estão no disco do King Dave and The Rebels
Grandes sucessos internacionais estão reunidos neste álbum de 1963 do King Dave and The Rebels. Não tenho referências sobre o disco, do selo Cartaz, e acho melhor reproduzir informações que constam no texto impresso na contracapa. King Dave ou Dave Gordon nasceu na Guiana Britânica no dia 13 de agosto de 1933. Neville Gordon, seu nome de batismo, estudou na Freeburg Church da England School e participou do coro da Igreja Anglicana de Cristo, ambas no país onde nasceu. Ganhou um concurso de calouros aos 19 anos e assinou contrato de um ano na Rádio de Georgetown.

Foi dessa forma que começou a carreira artística. Posteriormente, veio a ideia de os melhores cantores da Guiana Britânica formarem um conjunto vocal: The Four Lords, que chegaram ao Brasil em turnê em 1959. O grupo se desfez após as apresentações em São Paulo e Rio. Novamente só, viajou pela América do Sul com músicos brasileiros. Até mesmo pelo campo cinematográfico europeu King Dave, ainda vivo e na ativa, fez uma incursão no filme “The girl with the red hair”, produzido na Alemanha. Quanto aos Rebels, o texto informa que participaram de shows no “My Love” e no “Michel”, tendo surgido com destaque em filmes nacionais como “Conceição” e “Noites vazias”. Os nomes dos componentes da banda não são revelados, mas um deles - o terceiro em pé, na foto da capa, à direita - tem a fisionomia do cantor Ary Sanches. Seria ele? Confira o disco:

01 – Juanita
(Lord Melody)
02 - Shame and scandal in the family
(Donaldson – Brown)
03 – Matilda
(Harry Thomas)
04 - We're gonna teach you to rock
(Freddy Bell)
05 - King Creole
(Jerry Leiber – Micke Stoller)
06 - Hard headed woman
(Claude de Metrius)
07 - Barril de chopp
(Velvoada – Lew – Brown)
08 - Train of love
(Neil Sedaka)
09 - China surf
(Otto)
10 – Amapola
(Gamse – Joseph – M. Lacall)
11 – Muchacha
(Rodolfo Favalti)
12 – Flipper
(Colim Turnbull)