Pesquisar este blog

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Os Carbonos - Tema para jovens enamorados (1992)

Álbum do grupo Os Carbonos é essencialmente instrumental com 12 hits do passado
Ontem, após a homenagem póstuma do blog ao Nenê Benvenuti, pensei nas músicas d’Os Incríveis que embalaram minha privilegiada geração, e lembrei-me de uma das minhas preferidas da banda, a instrumental “O milionário”, garantia de sucesso nos bailinhos caseiros que a turma promovia. Com dinheiro curto, só restava mesmo comprar o compacto simples da Continental, com a música “Renascerá” no outro lado do disco. Foi pensando nessa música que achei legal ripar este “Tema para jovens enamorados”, do grupo Os Carbonos, lançado pela Beverly em 1992. Não se trata de nenhuma raridade. Já o vi em outro blog, mas me dei ao luxo de ouvi-lo novamente porque reúne 12 instrumentais maravilhosos, como a canção que dá título ao álbum e a já citada de Os Incríveis, entre outras. Não preciso escrever sobre Os Carbonos porque a resenha do grupo já foi redigida em postagens anteriores. O melhor agora é relaxar e ouvir o disco:

01 - Geronimo
..... (Hank Marvin)
02 - My love for you
..... (A.Silver - S. Wayne)
03 - Only you
..... (B. Ram - A. Rand)
04 - Look for a star
..... (M.Anthony)
05 - What a wonderful world
..... (G.D.Weiss - D. Douglas)
06 - Theme for young lovers
..... (Percy Faith)
07 - The millionaire
..... (Mike Maxfield)
08  - Smoke gets in your eyes
..... (Jerome Kern - Otto Harbach)
09 - Midnight
..... (Marvin - Welch)
10 - Theme for young lovers
..... (Bruce - Welch)
11 - The end
..... (Jimmy Krondes - Sid Jacobson)
12 - Blue star
..... (Victor Young - Edward Heymann)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nenê - Eu acho isso uma bossa (Single - 1978)

Nenê Benvenuti fez muito sucesso como integrante do grupo Os Incríveis
Acabo de ser informado por amigos da Comunidade MC&JG, do Orkut, a respeito da triste notícia sobre o falecimento na manhã desta quarta-feira, 30 de janeiro de 2013, do Nenê Benvenuti, músico que se tornou famoso como integrante do grupo musical Os Incríveis a partir dos anos 1960. Outros dois integrantes do grupo, Mingo e Manito, faleceram em 15 de junho de 1995 e 9 de setembro de 2011, respectivamente. Segundo as primeiras informações, Nenê lutava contra o câncer há um ano, e o velório será na Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Decidi homenageá-lo com este compacto simples, lançado em 1978 pela RGE, no qual interpreta duas músicas de sua autoria.

Nenê também lançou em 2009 o livro “Os incríveis anos 60-70... e eu estava lá” (veja foto da capa ao lado), no qual conta algumas passagens de sua história. A obra, com prefácio de Samuel Rosa, do Skank, é acompanhado de um CD instrumental  com 10 músicas compostas por ele. “No final da década de 1990 comprei um porta Studio de oito canais. Tranquilo em casa, eu gravava todos os instrumentos, ou seja; baixo, guitarras, teclados e programava a bateria eletrônica. Resolvi então fazer um CD instrumental para presentear leitores e fãs”, justifica ele no livro. Não vou postá-lo porque a obra ainda pode ser adquirida no mercado, e também porque tenho o hábito de compartilhar aqui discos lançados há mais de 10 anos.

O músico, um dos pioneiros do rock brasileiro, hoje com 65 anos, iniciou a carreira aos 12 em 1959 como baterista do grupo The Rebels. Em 1961, começou a tocar contrabaixo, e não parou mais. Ao longo de sua carreira, não só como integrante de Os Incríveis, mas também como músico, acompanhou diversos artistas, entre eles, Roberto Carlos, Elis Regina, Raul Seixas, e, para deixar claro seu ecletismo, também tocou em várias bandas de diferentes estilos, como country, jazz, rhythm & blues, hard rock, etc. Desde então, continuou sua carreira tocando, compondo, trabalhando em estúdios, criando jingles, trilhas e produzindo discos, embalando gerações com sua alegria, arte e talento. Descanse em paz.

01 – Eu acho isso uma bossa
..... (Nenê)
02 – Viola na estrada
..... (Nenê)

FICHA TÉCNICA

Gravadora – RGE/Fermata Ltda.
Coordenação artística – Hélio Eduardo C. Manso
Produção – Reinaldo B. Brito
Arte & fotos – Art & Photo

A música de Luiz Carlos Paraná (LP Som Livre 1973)

Carlos Paraná é o autor de "Maria, carnaval e cinzas", gravada por Roberto Carlos
Depois do rock presente no post anterior, nada como ouvir MPB de primeiríssima qualidade do cantor e compositor  Luiz Carlos Paraná. Em 1970, ele tinha gravado três músicas para o seu primeiro LP solo, um projeto da Marcus Pereira Publicidade, mas o trabalho não foi finalizado porque faleceu em 3 de dezembro daquele ano. Em 1973, numa homenagem póstuma, foi lançado pela Som Livre este “A música de Carlos Paraná”, com as três canções e outras 10, interpretadas pelos amigos Adauto Santos e Emílio Escobar. No repertório estão os sucessos “Maria, carnaval e cinzas”, música do III FMPB gravada por Roberto Carlos em 1967, e “Queria”, hit de 1964 na voz do seresteiro Carlos José, entre outras.

Luiz Carlos nasceu em Ribeirão Claro, estado do Paraná, no dia 15 de março de 1932. Lavrador até os 19 anos e depois comerciário, aprendeu sozinho a tocar violão. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde morou em pensão na qual teve a companhia de um músico iniciante chamado João Gilberto. Lá, dividia sua rotina entre o trabalho como comerciário e as apresentações musicais em boates. Anos mais tarde, Luiz se mudou para São Paulo, onde foi responsável pela criação do Bar Jogral, ponto de encontro de intelectuais, músicos, compositores e poetas na capital paulistana. Sua faceta de compositor começou a ter destaque em 1964, com a gravação de Carlos José para sua música Queria, sendo que em 1966 ficou em segundo lugar no II FMPB com a música “De paz e amor”, parceria dele com Adauto Santos.

No ano de 1967, Paraná lançou um compacto com as músicas “Capoeira do Arnaldo” e “Napoleão”, e teve destaque na primeira edição da Bienal do Samba, cantando a música “Samba do suicídio”, de Paulo Vanzolini. Em 1969 e em 1970, ele foi responsável pela produção de discos "derivados" do bar Jogral - Jogral 69 ou Os homens verdes da noite e Jogral 70. Teve músicas gravadas por Hebe Camargo, Agnaldo Rayol, Cascatinha e Inhana, Inezita Barroso, Rolando Boldrin, Angela Maria e outros.  Luiz tinha saúde frágil e morreu de cirrose aos 38 anos. Ironicamente, Luiz não consumia álcool, e a doença foi provocada por hepatite, segundo constatei em pesquisa. Por sua importância na MPB, o artista foi biografado por Thiago Bechara no livro “Luiz Carlos Paraná – O boêmio do leite”, lançado em agosto de 2012 (veja foto acima). Confira o post:

01 - Carlos Paraná – Resignação
..... (Carlos Paraná)
02 - Carlos Paraná - Vou morrer de amor
..... (Carlos Paraná)
03 - Adauto Santos - Maria, carnaval e cinzas
..... (Carlos Paraná)
04 - Emilio Escobar - Nem sequer uma rosa
..... (Carlos Paraná – Victor Rafael)
05 - Adauto Santos - De amor ou paz
..... (Carlos Paraná – Adauto Santos)
06 - Emilio Escobar – Queria
..... (Carlos Paraná)
07 - Adauto Santos - De um só amor
..... (Carlos Paraná)
08 - Carlos Paraná - Cafezal em flor
..... (Carlos Paraná)
09 - Emilio Escobar - Se for pra medir saudade
..... (Carlos Paraná)
10 - Adauto Santos - Canoa vazia
..... (Carlos Paraná)
11 - Emilio Escobar - Marcha do amor sem esperança
..... (Carlos Paraná – Walter Santos)
12 - Emilio Escobar - Você merece um tango
..... (Carlos Paraná)
13 - Adauto Santos - Último canto
..... (Carlos Paraná – Adauto Santos)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Vários intérpretes - Rockdata (LP sem data)

 Álbum independente, provavelmente dos anos 1980, é uma coletânea com 10 faixas 

Não tenho muito a comentar sobre este Rockdata, uma vez que o disco – provavelmente independente – não é datado, os intérpretes e as músicas são desconhecidos, e até agora procuro descobrir o nome da gravadora. Isso não significa que o álbum é ruim, e acredito pela sonoridade que se trata de produção dos anos 1980. Sei apenas que foi fabricado pelas Gravações Elétricas S/A no Rio de Janeiro. Se você curte rock e gosta de conhecer novas bandas e intérpretes, este disco não deixa de ser um achado. Confira:

01 - Imprensa Marrom - Happy mineiro
..... (Paulo Alvim)
02 - Renato Oliver - Indo e vindo
..... (Renato Oliver - Di Castro)
03 - Pádua - Quero que volte
..... (Pádua - Di Castro - Eduardo José)
04 - Loucura Lúcida - Far from the crowd
..... (Eduardo B. Penteado)
05 - João Paulo Abreu - Pamonhas
..... (João Paulo Abreu)
06 - Roberto Cartier - A lenda
..... (Di Castro)
07 - Flores de aço - Fica difícil
..... (André Vilela - Leo Stuart - Roman Laurito - Eduardo Martins)
08 - Sétima Vida - Perdido no tempo
..... (Tarcisio Caddah)
09 - Habeas Data - Nervos de aço
..... (Ronesier)
10 - Lavínia Cazzani - Veracidade
..... (Lavínia Cazzani - Lúcia Paranhos)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Marcus Pitter - Pra matar a saudade (LP 1980)

Álbum lançado em 1980 pela Top Tape reúne 12 sucessos da Jovem Guarda
Marcus Pitter, cantor que iniciou a carreira no final dos anos 1960, ficou conhecido pela série de álbuns “A voz do sucesso”, gravada a partir de 1969 na Polydor (Philips).  Em 1980, após passar por outras gravadoras, como a Continental, onde registrou em 1975 o disco postado (aqui) no blog, o artista lançou pelo selo Top Tape este “Pra matar a saudade”, reunindo 12 hits da Jovem Guarda. Confesso que só tomei conhecimento deste LP graças ao amigo e colaborador Aderaldo, lá da Comunidade MC & JG, do Orkut, que gentilmente nos apresenta este obscuro álbum. O meu sincero agradecimento a ele, que pelo prazer de compartilhar não mede esforços em abrir seu acervo para apresentar raridades como este disco.  Todas as canções são conhecidas e foram gravadas, como o próprio título informa, pra gente matar a saudade. Confira:

01 -  Mon amour, meu bem, ma femme
..... (Cleide de Lima)
02 - Coração de papel
..... (Sérgio Reis)
03 - Perto dos olhos, longe do coração
..... (Marcos Roberto - Dori Edson)
04 - Tudo passará
..... (Nelson Ned)
05 - A volta
..... (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
06 - A praça
..... (Carlos Imperial)
07 - Stella
..... (Fábio - Paulo Imperial)
08 - Impossível acreditar que perdi você
..... (Márcio Greyck - Cobel)
09 - A pobreza
..... (Renato Barros)
10 - Tenho um amor melhor que o seu
..... (Roberto Carlos)
11 - Sentado à beira do caminho
..... (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
12 - Estou começando a chorar
..... (Roberto Carlos)

FICHA TÉCNICA

Produção - Marcus Pitter
Coordenação de capa - Teresa Brito
Foto - Kako
Arte - Guta & Laura
Gravadora - Top Tape

Colaboração: Aderaldo, da Comunidade MC & JG, do Orkut


domingo, 27 de janeiro de 2013

Márcio Greyck - Sentimento (LP CBS 1979)

Álbum lançado em 1979 não teve muita repercussão junto ao público consumidor
Aqui está mais um álbum do Márcio Greyck, cantor e compositor romântico que iniciou a carreira em 1967. Este “Sentimento”, lançado em 1979 pela CBS (Sony), não teve muita repercussão e o repertório é desconhecido do grande público. À exemplo dos discos anteriores, este álbum é essencialmente romântico, com exceção do pop rock “Eu já subi mil vezes na vida”, composição do cantor em parceria com Cobel, dupla que assina seis faixas do LP. Uma curiosidade é a música que dá título ao disco, dividida em duas partes. A primeira, no lado A, tem apenas 42 segundos de duração, e a segunda – igualmente minúscula – vem acoplada com a faixa “O final”, uma versão de “The end”, de John Lennon e Paul McCartney, que encerra o disco.  Confira:

01 - Onde anda teu sorriso?
..... (Márcio Greyck - Cobel)
02 - Quem gosta mesmo de você sou eu
..... (Márcio Greyck - Lorenzo)
03 - Enquanto você não vem
..... (Márcio Greyck - Cobel)
04 - Sonho de felicidade
..... (Márcio Greyck - Cobel)
05 - Sentimento - Parte 1
..... (Márcio Greyck)
06 - Coisas que nunca falei
..... (Fernando Adour)
07 - Tudo o que eu preciso é ter o seu amor
..... (Márcio Greyck - Cobel)
08 - Eu voltei
..... (Mauro Motta - Ernesto Escudero)
09 - Eu já subi mil vezes na vida
..... (Márcio Greyck - Cobel)
10 -  Imagens
..... (Álvaro Rodrigues)
11 - O verde está diferente
..... (Rubens Lorenzo Flunini)
12 - Onde está o céu azul
..... (Márcio Greyck  - Cobel)
13 - Sentimento - Parte 2
..... (Márcio Greyck)
..... O final (The end)
..... (John Lennon - Paul McCartney – vs:  Fernando Adour - Márcio Greyck)


FICHA TÉCNICA

Direção artística - Jairo Pires
Direção de produção e estúdio - Fernando Adour
Arranjos de cordas - Hugo Bellard e Waldir Arouca
Arranjos de metais - Márcio Greyck
Regências - Hugo Bellard e Waldir Arouca
Arranjos e regência em "O verde está diferente - Ruben Lourenzo
Técnicos de gravação - Deraldo, Luis Paulo, Walter, Leão, Cabral
Auxiliares técnicos - Peninha, Marcos, Flávio e Arnaldo
Mixagem - Deraldo
Montagem - Alencar
Gravado nos estúdios - Haway - 16 canais - RJ
Fotos - José Moure
Layout - E. Athayde, S. Giannini e W. Martins
Arte - Vanda Alves Ferreira
Direção de arte - Géu
Arranjos vocais - Fernando Adour

sábado, 26 de janeiro de 2013

Trio Esperança - O fabuloso Trio Esperança (LP 1968)

Álbum marca a despedida da Evinha do trio nesse mesmo ano de 1968
Levante a mão quem curte o Trio Esperança. Aposto que boa parte da audiência que conhece o grupo vocal está virtualmente de braços levantados. Se você é um deles, não deixe de baixar este “O fabuloso Trio Esperança”, o mais obscuro álbum do trio, lançado em 1968, ano em que Evinha – integrante do grupo desde a formação no final dos anos 1950 – partiu para carreira solo. Apesar de desconhecido, o disco é muito bom, e ainda traz a sonoridade dos bons tempos da Jovem Guarda. Sou suspeito pra julgar porque gosto do trio desde o primeiro álbum – aquele que tem os hits “Bolinha de Sabão”, “O passo do elefantinho”, ‘Filme triste”, “Ensinando Bossa Nova”, e outros. Este tem pelo menos duas curiosidades: a gravação em inglês de “Smile”, de Charles Chaplin, John Turner e Geoffrel Parsons, e “A menina”, da Regina Corrêa, integrante do trio, que também entregou a canção para Wanderléa gravar no LP “Pra ganhar meu coração” (1968).

O trio começou com os irmãos Regina, Mário e Evinha Corrêa no Rio de Janeiro. Iniciou a carreira artística em 1961 pela Odeon, gravando o compacto simples com "Menino do amendoim" e "Rock do espirro", quando os integrantes tinham, respectivamente, 15, 13 e 10 anos de idade. O sucesso nacional veio com "Filme triste", versão brasileira de "Sad movies". A partir daí, gravou o primeiro LP, "Nós somos o sucesso" (1963), "Três vezes sucesso!" (1964), "A festa do Bolinha" (1966), "A festa do Trio Esperança" (1967) e este "O fabuloso Trio Esperança" (1968), marcando o fim da primeira formação. Evinha foi substituída pela outra irmã, Marisa, e com ela o grupo lançou outros LPs nos anos de 1970, 1971, 1974 e 1975, todos na EMI-Odeon.

Evinha, em carreira solo, começou com o sucesso "Casaco Marrom", também gravada em japonês (baixe aqui). Em 1969 participou do IV Festival Internacional da Canção com a música "Cantiga por Luciana", classificada em primeiro lugar. A partir daí, fez sucessos com as músicas "Teletema", "Que bandeira", "Como vai você", "As canções que você fez para mim" e "Sonho lindo". Ela chegou a gravar músicas brasileiras em um disco de Paul Mauriat em 1977, excursionando com o maestro francês pelo Japão e pela China, como crooner da orquestra. Com o tempo, casou-se com o pianista da orquestra Gérard Gambus e passou a viver em Paris. Foi lá, no início dos anos 1990, que ela refez o trio e voltou a se apresentar no exterior com as irmãs Marisa e Regina. O grupo recomeçou com o CD "A Capela do Brasil", de 1992, triplo disco de ouro na França, com mais de 300 mil cópias vendidas, e ainda gravou os CDs "Segundo"  (1995) e "Nosso mundo" (1999). Após uma pausa de 11 anos, o trio lançou na França o álbum "De Bach a Jobim", mantendo a mesma afinação dos primeiros tempos. Confira este:

01 - Ninguém é perfeito
..... (Elizabeth)
02 - Paizinho
..... (Ronaldo Corrêa)
03 - Eu choro
..... (Ronaldo Corrêa)
04 - A menina
..... (Regina Corrêa)
05 - Smile
..... (Charles Chaplin – John Turner – Geoffrel Parsons)
06 - Tente perdoar
..... (Marcos Roberto – Dori Edson)
07 - Não há ninguém como você (I'll never find another you)
..... (Tom Springfield – VS: Rossini Pinto)
08 - Amor tão grande
..... (Rossini Pinto – Renato Gadelha)
09 - Silencio é ouro (Silence is golden)
..... (Bob Crewe – Bob Gaudio – vs: Rossini Pinto)
10 - Meu domingo triste
..... (Roberto Corrêa – Silvio Son)
11 - Que fazer pra não chorar
..... (Roberto Corrêa – Silvio Son)
12 - Você só pensa em você
..... (Luiz Ayrão – Edson Ribeiro)

FICHA TÉCNICA

Diretor de produção – Milton Miranda
Diretor musical – Lyrio Panicali
Assistente de produção – Rossini Pinto
Orquestrador e regente – Maestro Nelsinho
Diretor técnico -  Z. J. Merky
Técnico de gravação – Jorge Teixeira e Zilmar Araújo
Técnico de laboratório – Reny R. Lippi
Layout e fotos – Studio Maitiry

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Vários intérpretes - Sampa (LP Eldorado - 1980)

Disco é uma reportagem musical sobre a cidade que comemora hoje 459 anos
Hoje , 25 de janeiro, a cidade de São Paulo comemora 459 anos. Para festejá-la, nada como um disco especial, com músicas criadas sob sua inspiração.  É por isso que escolhi este Sampa, lançado em 1980 pelo selo Eldorado, reunindo importantes intérpretes da nossa música. Um pouco do que você encontrará está explicado no texto de Aluizio Falcão na contracapa: “Este disco é uma reportagem musical sobre a cidade de São Paulo, concebida pelos melhores poetas de sua canção popular e também por outros vindos de fora, que souberam captar – como Caetano Veloso – a dura poesia concreta de suas esquinas”. Segundo ele, dezenas de obras foram pesquisadas, e a escolha recaiu naquelas músicas que tocaram mais a sensibilidade dos produtores. Ou seja, o repertório é de primeira. Pra complementar, o ouvinte também é presenteado com uma crônica de Lourenço Diaféria, impressa no interior da capa dupla, mostrando que é possível unir música com literatura. Sintonize:

01 - Silvia Maria – Serenata
..... (Martins Fontes – Meire Buarque)
02 - Papete e Silvia Maria - Sampa e Ronda
..... (Caetano Veloso) – (Paulo Vanzolini)
03 - Zéluiz - Noturno paulistano
..... (Carlinhos Vergueiro – J. Petrolino)
04 - Tom Zé - São São Paulo
..... (Tom Zé)
05 - Instrumental - Luar do Sumaré 
..... (Décio Pacheco da Silveira)
06 - Titulares do Ritmo - Perfil de São Paulo
..... (Bezerra de Menezes)
07 - Silvia Maria - No meu Canindé
..... (Raul Duarte)
08 - Demônios da Garoa - Praça Clóvis
..... (Paulo Vanzolini)
09 - Adoniran Barbosa - No morro da Casa Verde
..... (Adoniran Barbosa)
10 - Geraldo Filme - Vai no Bexiga pra ver
..... (Geraldo Filme)
11 - Demônios da Garoa - Samba do Arnesto
..... (Adoniran Barbosa – Alocin)
12 - Emilio Escobar - Rapaziada do Brás
..... (Alberto Marino)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Estúdio Eldorado
Coordenação artística – Aluizio Falcão
Direção de produção e estúdio – Cesare Benvenuti
Arranjos e regências – Otávio Basso, Guilherme Vergueiro e Chico (Titulares do Ritmo)
Arregimentação – Pirituba
Gravação e mixagem – Flávio Augusto Barreira e Luis Carlos Baptista
Foto – Jorge’s Estúdio
Direção de arte – Flávio Machado
Composição – S/A O Estado de São Paulo 


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os Selvagens - O menino da porteira (LP 1974)

Quarto álbum de Os Selvagens pela Epic teve direção artística do Rossini Pinto
Fãs das bandas oriundas da Jovem Guarda vão gostar deste quarto álbum do grupo carioca Os Selvagens, formado originalmente em 1965 pelos irmãos Leonardo e Mário Carion (guitarras), Hilton Ribeiro (baixo) e Edgard Borges (bateria). O álbum traz pelo menos seis regravações, com destaque para dois covers dos Secos & Molhados (“Sangue latino” e “O vira”) e a transformação de “O menino da porteira” num curioso rock rural. O disco, lançado pela Epic (CBS/Sony) em 1974, teve direção artística do cantor, compositor e versionista Rossini Pinto, que fez parte do grupo a partir de 1969, um ano após o primeiro LP d'Os Selvagens pela Caravelle.

Foi ele quem levou o conjunto para a CBS. Lá, a banda foi reformulada, e passou a contar com dois nomes que ganhariam notoriedade no futuro próximo, Hyldon Souza e Michael Sullivan. Este último também fez parte do Renato e seus Blue Caps e dos Fevers. Além deste álbum, a banda lançou pela Epic outros três LPs, respectivamente em 1970  e 1971 - ambos disponíveis (aqui) no blog La Playa Music, do amigo Hedson - e 1976, sempre com mudanças entre os integrantes. O álbum de 1971, por exemplo, contou com a participação do vocalista Israel dos Santos Henrique, o Joquinha, sendo que em 2010 – com outra formação – o grupo retomou a carreira com o CD “Um Embalo com Os Selvagens”. Confira este:

01 - My baby
..... (Phillips - Washington - vs: Rossini Pinto)
02 - Sangue latino
..... (João Ricardo - Paulinho Mendonça)
03 - Você mentiu (Friend and a lover)
..... (Wes Farrell - D. Janssen - B.Hart - vs: Rossini Pinto)
04 - O homem de Nazaré
..... (Claudio Fontana)
05 – Carinhoso
..... (Pixinguinha - João de Barro)
06 – Babalu
..... (Margarita Lecuona)
07 - O menino da porteira
..... (Teddy Vieira - Luizinho)
08 - Nossas férias (Viena c'est les vacances)
..... (Guy Dubeau - J.P.Sedjerrari - vs: Rossini Pinto)
09 - O vira
..... (João Ricardo - Luli)
10 - Eu e você (Me and you)
..... (John Burn's - Joe - D.Jones - D.MacLean - vs: Rossini Pinto)
11 - Sou tão feliz (Black and white)
..... (David Arkin - Earl Robinson - vs: Rossini Pinto)
12 - Eu como
..... (Rossini Pinto)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vários intérpretes - Sucessos no Brasil inteiro (1977)

Álbum traz rara versão em inglês de "Isn't she lovely" na voz da Celly Campello 
Quem baixou o EP de 1977 da Celly Campello (aqui) deve conhecer a música “Insisto, amor”, uma versão do hit “Isn't she lovely”, do Stevie Wonder. O que nem todos sabem é que a primeira rainha do rock brasileiro também a gravou em inglês. É neste “Sucessos no Brasil inteiro”, uma coletânea com vários artistas nacionais e internacionais, lançada nesse mesmo ano pela RCA Victor, que se encontra essa rara versão, ainda inédita em discos da cantora. O álbum vale por esse registro, já que boa parte do repertório é fácil de encontrar na rede, como “Tranquei a vida” (Ronnie Von), “Dancing Queen” (Abba) e “Daddy cool” (Boney M), mas também encontramos preciosidades como "Don't cry for me Argentina" (Julia) e "Para que não me esqueças" (Márcio José). Confira:

01 - Ronnie Von - Tranquei a vida
..... (Ronnie Von – Tony Osanah)
02 - Abba - Dancing Queen
..... (B. Andersson – S. Anderson – B. Ulvaeus)
03 - Francisco Cuoco - Duas vidas
..... (Poema de Hélio Matheus – música “Deixa”, de Baden e Vinicius de Moraes)
04 - Márcio José - Para que não me esqueças (Para que no me olvides)
..... (Ray Girado – vs: Márcio José)
05 - KC and Sunshine BandI'm your boogie man
..... (H.W.Casey – R. Finch)
06 - Maria Creuza - Dom de iludir
..... (Caetano Veloso)
07 - Boney M - Daddy cool
..... (Farian – Reyam)
08 - Miucha e Tom Jobim - Vai levando
..... (Chico Buarque – Caetano Veloso)
09 - Julia - Don't cry for me Argentina
..... (T. Rice – A.L.Webber)
10 - Jane & Herondy - Vale a pena (My dear)
..... (Allan Bell – Louis Finch – Alman Bell – vs: Thyna – M. José)
11 - Celly Campello - Isn't she lovely
..... (Stevie Wonder)
12 - Ornella Vanoni - Piu'
..... (Sergepy – M. Piccoli)
13 - Camilo Sesto – Jamie (My love)
..... (Fernando Arbex)
14 - Perla – Fernando
..... (B.Andersson – S. Anderson – B.Ulvaeus – vs: Wally)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Djalma Lúcio - Uma ternura em cada abraço (1961)

Baladas e boleros dão o tom do primeiro álbum gravado pelo Djalma Lúcio
Djalma Lúcio é o exemplo de cantor conhecido do grande público, principalmente por ter participado por mais de 20 anos em quadros do programa Silvio Santos, mas que possui discografia desconhecida. Este LP, intitulado “Uma ternura em cada abraço”, não possui data de lançamento, mas acredito que seja de 1961, baseado pela numeração dos álbuns lançados pela Polydor. Outro indício de que se trata de disco lançado no início dos anos 1960 está no repertório, repleto de boleros, gênero musical de muita popularidade na época. Nele, o jovem cantor é apresentado na contracapa por texto assinado pelo cantor e compositor Osmar Navarro (19/11/1930 – 04/01/2012). O sucesso, porém, só aconteceria em 1971 com a música “O que passou, passou”, de Nelson Ned, incluída na coletânea “As mais famosas baladas”, postada ontem no blog. Caso seja do seu interesse,  um compacto do cantor de 1968 ainda está disponível (aqui) no Sanduíche Musical, meu blog anterior.

Segundo filho do casal Apolinário e dona Mariínha, Djalma nasceu em Ibiassucê, pequeno município baiano, de onde mudou-se com a família aos seis anos para a cidade mineira de Montes Claros.  Lá, começou a cantar em festinhas familiares, e aos 15 anos se apresentou na emissora local, a ZYD-7. Daí, para Belo Horizonte, foi um salto. Já na capital, passou a atuar na Rádio Guarany e TV Itacolomy, onde foi descoberto e contratado pela Polydor. Lá, gravou este LP e um compacto duplo. Em recente entrevista para o site Central de Notícias, Djalma cita como ídolos Cauby Peixoto e Silvio César, e diz ter se inspirado no movimento da Jovem Guarda. No que diz respeito à parceria com Silvio Santos, ele lembra que chegou ao programa em 1970 para participar do quadro ‘Os galãs cantam e dançam aos domingos’, atração que durou três anos. Em 1977, foi convidado para o ‘Qual é a Música?’, que ficou no ar até 1991. Hoje mora na tranquila cidade de Iguape e só faz apresentações eventuais, mantendo ainda a bonita voz. Confira:

01 - Tanto amor
..... (Osmar Navarro – Alvaro Franco)
02 - Não pode ser adeus
..... (Fernando César – Sérgio Odilon)
03 - É difícil esquecer
..... (Jair Silva – Pedro Saraiva)
04 - Deixa-me partir
..... (Adelino Moreira)
05 - Vento (Viento)
..... (Máximo Baratas – vs: Dominique)
06 - Você não sabe o que é saudade
..... (Silveira – Dalto Medeiros)
07 - Um triste pra viver
..... (Jacobina – Valdomiro Ramos)
08 - Uma ternura em cada abraço
..... (Nazareno de Brioto – Sérgio Odilon)
09 - Sonata do amor de nós dois
..... (Manoel Mello Machado – Concessa Lacerda)
10 - Balada do adeus
..... (Glauco Pereira – Fernando Pereira)
11 - Página virada
..... (Avarése – José Fabiano)
12 - Vê... lembra e pensa
..... (A.Macierevsky – Nazareno de Brito)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Vários intérpretes - As mais famosas baladas (1974)

Grandes sucessos do passado estão reunidos neste álbum lançado em 1974 pela Beverly
Taí um disco recheado de grandes sucessos do passado que continuam tão bons quanto na época em que foram lançados. Uma das minhas preferidas é a “Balada n٥ 7”, uma homenagem ao craque Garrincha, que me emociona até hoje pela mensagem e excelente interpretação do Moacyr Franco. Outra bonita canção é o hoje clássico “Prelúdio pra ninar gente grande”, do Luiz Vieira. A principal surpresa, pelo menos para mim, é o título da balada “A nave dos arrependidos”,  interpretada pela Ângela Maria. Confesso que, na hora de nomear o arquivo, tive que conferir no disco se o nome estava certo porque seria capaz de apostar que o correto seria “Espera um pouco... um pouquinho mais”, pois é desta forma que a conheço na voz do Nilton César.  As 12 canções deste “As mais famosas baladas” são conhecidas do grande público, mas pelo menos duas são mais difíceis de encontrar na rede: “Ana Lúcia”, com Rinaldo Calheiros, e “O que passou, passou”, cantada pelo Djalma Lúcio. Confira:

01 - Moacyr Franco - Balada nº 7
(Alberto Luiz)
02 - Wanderley Cardoso - Que me importa o mundo
(Roberto Corrêa - Sylvio Son)
03 - Angela Maria - A nave dos arrependidos (La nave del olvido)
(Dino Ramos - vs: Fred Jorge)
04 - Agnaldo Rayol - A tua voz (Plus je t'entends)
(Alain Barriere - vs: Agnaldo Rayol)
05 - Claudio Fontana - Menina de trança
(Antonio Marcos)
06 - Rinaldo Calheiros - Ana Lúcia
(João Roberto Kelly - Augusto Mello Pinto)
07 - Nelson Ned - Tudo passará
(Nelson Ned)
08 - Silvana - Se Deus me ouvisse
(Almir Rogério)
09 - Luiz Vieira - Prelúdio pra ninar gente grande
(Luiz Vieira)
10 - Almir Rogério - Triste
(Marcos Roberto - Sérgio Reis)
11 - Martinha - Aqui
(Martinha)
12 - Djalma Lúcio - O que passou, passou
(Nelson Ned)


domingo, 20 de janeiro de 2013

The Magnetic Sounds (Os Carbonos) - LP de 1984

Parte do repertório contempla sucessos internacionais do início dos anos 1980
Eis aqui mais um LP do grupo The Magnetic Sounds (Os Carbonos, sob pseudônimo), lançado em 1984 pelo selo Copacabana. O álbum adota a mesma estratégia de discos anteriores,  incluindo canções recentes com hits do passado e melodias extraídas da música clássica. O resultado, como sempre, é muito bom, seja qual for o pseudônimo adotado pelo grupo, que já assinou discos como  Andróides, The Mackenzie Group e Carbono 14. O The Magnetic Souds foi um bem-sucedido projeto musical que gravou a série de LPs “Super Erótica”, muito vendida aos longo dos anos 1970. 

O grupo surgiu no início dos anos 1960. Foi um dos pioneiros na reprodução fiel de sucessos, fazendo o que atualmente se convencionou chamar de "cover". Apresentou inicialmente como The Witchcraft, depois como Os Quentes, com o qual lançou um compacto pelo selo Mocambo/Rozenblit. Em 1966, por sugestão da gravadora Beverly, adotaram o nome Os Carbonos, referência tanto à aparência semelhante dos irmãos gêmeos, integrantes do conjunto, como à opção da banda por fazer versões idênticas dos sucessos. Hoje, os discos do grupo são muito procurados por colecionadores. Confira este:

01 - Human nature
..... (Steve Porcaro – John Bettis)
02 - A man in Love
..... (J.Ness)
03 - Polonaise a-dur (Military) OP. 40 n.1
..... (F.Chopin – adapt. Oliver Charles)
04 - Ebony and Ivory
..... (Paul McCartney)
05 – Again
..... (L. Newman – Dorcas Eochran)
06 - Angel love
..... (Luis Vagner)
07 – Champagne
..... (Depsa – Jodice – D. Francia)
08 - On the inside
..... (Allan Casuel)
09 - Senza parole
..... (Gambier – Oliver Charles)
10 – Piano
..... (Bebu Silvetti)
11 - I wanna be your love
..... (Johnny Oliver)
12 - Chariots of fire
..... (Vangelis

Aviso sobre “Elizabeth – Singles & Raridades”

O amigo Wilton, apresentador da web rádio Túnel do Tempo e companheiro da Comunidade MC&JG, me presta um grande favor ao informar que cometi um equivoco na hora de ripar e nomear os arquivos das quatro músicas do EP de 1974. O meu sincero agradecimento a ele. Peço a todos a gentileza de renomear as faixas que vão de 21 a 24 da coletânea.  Assim, onde está escrito “Ascenção e queda de um crioulo”, o correto é “Chora que é bom”, e vice-versa. O mesmo acontece com “Gurufa na favela”, que deve ser renomeado para “Mulher de forno e fogão”, e vice-versa. O erro aconteceu porque troquei o lado A pelo B do disco, e já fiz o acerto por aqui. Com essa correção, não há a necessidade de mudar a ordem das músicas na contracapa, que continua a mesma, e nem de fazer uma repostagem. Peço desculpas aos amigos pelo erro involuntário.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Vários intérpretes - Garotas e rock (LP RCA - 1960)

Álbum lançado em 1960 pela RCA Camden reúne pioneiros do rock brasileiro
Como você pode ver, este álbum é do tempo em que “garota” se escrevia com acento circunflexo na vogal "o". Não por acaso, o disco foi lançado em 1960, há mais de 50 anos, período em que a ortografia brasileira passou por algumas reformas. Na época, o rock nacional dava os primeiros passos, e este LP ganha importância por reunir raros registros dessa fase pioneira. Era a época em que os jovens Tony Campello, Celly Campello, Carlos Gonzaga, Ronnie Cord e outros faziam sucesso entre os fãs do rock’n’roll.

A busca pela garotada por um espaço neste cenário musical ganhava vulto, como atesta o texto impresso na contracapa: “A RCA Camden escolheu alguns esplêndidos números interpretados por algumas revelações vocais e instrumentais brasileiras no gênero musical atualmente em voga no mundo inteiro. Temos aqui os cantores Victor Rafael, Carlos Roberto e Léo Vaz; as cantoras Elza Ribeiro, Carlos Baroni e Katya Castelar, e o já afamado conjunto instrumental The Selvis”.  O principal nome do disco é o da Elza Ribeiro, que abre e encerra os dois lados do LP, com destaque para a sua versão de “Banho de lua”, sucesso da Celly Campello, enquanto a única banda presente na lista executa o clássico "Rock around the clock". Confira:

01 - Elza Ribeiro - Johnny Kiss
..... (Gelmini - Danpa - vs: Fred Jorge)
02 - Carla Baroni - Banjo boy
..... (Charfly Niessen - vs: Carla Baroni)
03 - Léo Vaz - Quero outra noite sonhar
..... (Graça Batista - Jonas Garret)
04 - The Selvis - Rock around the clock
..... (J. De Knight - M.C.Freedman)
05 - Katya Castelar - Caravelas coloridas
..... (A.Antonio Pastor - M. Tereza Cavalheiro)
06 - Elza Ribeiro - Conversa ao telefone (Pillow talk)
..... (Pepper - James - vs: Fred Jorge)
07 - Elza Ribeiro - Biologia (Biology)
..... (S.Edwards - S.Wayne - vs: Fred Jorge)
08 - Carla Baroni - Não há lugar (No vacancy)
..... (Sedaka - Greenfield - vs: Carla Baroni)
09 - Victor Rafael - Minha serra
..... (José Henrique)
10 - The Selvis - Stairway to heaven
..... (Sedaka - Greenfield)
11 - Carlos Roberto - Cedo demais
..... (Carlos Roberto - Fred Jorge)
12 - Elza Ribeiro - Banho de lua (Tintarella di luna)
..... (Migliacci - De Filippe - vs: Fred Jorge)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Martinho da Vila - Nem todo crioulo é doido (1968)

Martinho da Vila participa apenas de quatro faixas em seu primeiro disco lançado pela DN
Aqui está uma curiosidade do Martinho da Vila: o primeiro disco, álbum originalmente lançado em 1968 pelo desconhecido selo DN (DiscNews), no qual o sambista participa de apenas quatro faixas, com destaque para a primeira versão da música “Pra que dinheiro”, cuja regravação fez muito sucesso no ano seguinte. As oito faixas que complementam o disco foram gravadas pelos convidados Zuzuca, Mário, Antonio Grande, Cabana, Darcy da Mangueira e Anália, irmã do cantor. O disco não consta em sua discografia, que começa a partir de 1969 com o primeiro LP gravado na RCA Victor. É nele que estão os hits “Casa de bamba”, “O pequeno burguês” e “Quem é do mar não enjoa”, entre outros. A verdade é que este disco, relançado em 1978 pela Ôba (CID), foi gravado em precárias condições técnicas e vale apenas como registro histórico. Confira:

01 – Martinho da Vila - Pra que dinheiro
..... (Martinho da Vila)
02 – Martinho da Vila – Deixa serenar
..... (Sidney da Conceição – Castelo)
03 – Martinho da Vila – Se eu errei
..... (Tolito)
04 – Martinho da Vila – Querer é poder
..... (Picolino – Colombo - Noca)
05 – Mário – De fevereiro a fevereiro
..... (M. Pereira – J. Galvão)
06 – Anália – Só Deus
..... (Walter Rosa – Jorginho)
07 – Zuzuca – Tristeza de malandro
..... (Zuzuca – Bala)
08 – Cabana – Nem todo crioulo é doido
..... (Cabana)
09 – Darcy da Mangueira – Sou de opinião
..... (Darcy da Mangueira)
10 – Antonio Grande – Quem lhe disse
..... (Antonio Grande)
11 – Antonio – Sinfonia do mosquito
..... (Aurinho da Ilha)
12 – Anália – Berço do samba
..... (Silas de Oliveira – Edgar Cardoso)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Portinho - Maestro iê-iê-iê & os sucessos da juventude

Álbum lançado em 1967 pela Continental traz texto redigido por Ronnie Von na contracapa
Atire a primeira pedra quem, atento às fichas técnicas de discos produzidos principalmente nos anos 1960 e 1970, nunca viu impresso o nome do maestro Portinho como o responsável pelos arranjos. Além de figurar como um dos músicos mais requisitados em discos que vão de Teixeirinha a Caetano Veloso, o maestro também gravou vários discos. Uma reportagem na rede sobre o artista informa que foram 35 LPs orquestrais e 5 como solista, mas esses dados requerem melhor apuração. O fato é que Antonio Porto Filho, seu nome de batismo, também investiu na Jovem Guarda com este “Maestro iê-iê-iê”, lançado em 1967 pela Continental. O destaque está na contracapa: um texto do Ronnie Von, redigido do próprio punho na madrugada de 6 de julho de 1967, destaca as qualidades do músico e informa que “A praça”, grande sucesso do “Pequeno príncipe” na época, teve os arranjos assinados pelo maestro.

“Portinho veio confirmar um pensamento nosso sobre a inexistência da idade cronológica. Sua jovialidade suplantou a nossa, e, vindo de outra geração, enquadrou-se perfeitamente na era da harmonia musical eletrônica, aderindo à nossa causa e, conosco, levanta agora, ainda mais alto, a bandeira da música jovem”, escreve Ronnie. De fato, o repertório é formado por sucessos da juventude, e o álbum foi produzido com o talento impar do maestro, nascido na cidade gaúcha de Rio Grande em 27 de setembro de 1925 numa família de músicos (pai trombonista, avô sanfoneiro e tio violonista, por exemplo). Portinho – clarinetista, saxofonista, maestro, arranjador e compositor - mudou-se ainda jovem para Porto Alegre, onde conheceu o conceituado violonista paulista Antonio Rago. A convite deste se radicou em São Paulo.

Segundo consta, Portinho tocou em vários regionais, orquestras e chegou a reger, como convidado, a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo. Participou nos anos 40 do regional de Claudionor Cruz, nos 50 do regional do Rago, e foi uma figura da história do rádio do Rio de Janeiro e de São Paulo.  Portinho assina arranjos de alguns  discos  de renomados artistas, como Ângela Maria, Paulo Vanzolini, Nelson Gonçalves, Noite Ilustrada,  Waldick Soriano e Cláudia Barroso (descoberta por Portinho), entre tantos outros, incluindo ídolos da Jovem Guarda, como Ed Carlos, Demétrius, Martinha,  Wilson Miranda e outros.  

O maestro foi tão respeitado no meio artístico que o cantor Teixeirinha  o homenageou na gravação da música “O Centro Oeste Brasileiro”.  O violonista de 7 cordas Ed Gagliardi disse que o mestre Portinho foi como as músicas que compôs: calmo, tranquilo e alegre.  Seus últimos anos de atividade foram no ensino de música na Universidade Livre de Música - ULM, em São Paulo.   O maestro faleceu no Estado de São Paulo – em data que desconheço e agradeceria se alguém puder informar nos comentários - deixando um importante legado para a cultura musical brasileira, como este delicioso álbum, apesar de recheado por muitos hits internacionais. Ouça:

01 - Tributo a Martin Luther King
..... (Wilson Simonal – Ronaldo Bôscoli)
02 - There's a kind of hush
..... (Geoff Stephens – Reed)
03 - A little bit me, a little bit you
..... (Neil Diamond)
04 - Too good to be true
..... (Joe Stampley – R.C.Stampley)
05 - Estou começando a chorar
..... (Roberto Carlos)
06 - Something stupid
..... (Carson Parks)
07 - O canguru
..... (Dori Edson – Marcos Roberto)
08 - Georgy girl
..... (Springfield – Dale)
09 - Music to watch girls by
..... (Sid Ramin)
10 - Groovin'
..... (Cavalieri – Brigatti)
11 - I'm a believer
..... (Neil Diamond)
12 - No milk today
..... (Gouldman)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Gravações Elétricas S/A
Diretor de produção – Alfredo Borba
Repertório e montagem – Milton Christofani
Coordenação e contracapa – Waldyr Santos
Técnico de som – Rogério Gauss
Equalização – Carlos Eduardo
Corte de matriz – Joaquim Gonçalves
Layout e arte final – Polé
Fotos – Oswaldo Micheloni
Engenheiro industrial – Sérgio Barello

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pedro Costa e Parceiros - Cancioneiro (2002)

Álbum tem participações dos Demônios da Garôa, Zeca Baleiro, Carlos Careqa e outros
Conhece o Pedro Costa? Se você frequenta o tradicional Bar Piratininga, lá na Vila Madalena, em São Paulo, provavelmente deve conhecê-lo, pois ele é o proprietário do estabelecimento, um espaço aconchegante com música ao vivo. O interessante é que o comerciante também é cantor e compositor. Ele lançou em 2002 este “Cancioneiro”, um CD independente vendido no próprio bar. Nele, Pedro Costa canta suas músicas ao lado de amigos, muitos conhecidos do grande público, como Demônios da Garoa, Zeca Baleiro, Carlos Careqa e outros. Quem nos apresenta o disco é o nosso amigo e colaborador Amilcar Pacheco, a quem agradeço por mais este interessante CD, que se diferencia também pela produção gráfica em formato de sanfona, sem a tradicional contracapa com as abinhas laterais. As imagens acima, de capa e contracapa, são exclusivas para a postagem. Confira:

01 – Álbum de família – com Carlos Careqa
..... (Dau Oliveira – Pedro Costa)
02 – Cidadão comum – com Maurício Pereira
..... (Pedro Costa)
03 – Quero tudo – com Zeca Baleiro
..... (Silvinho Vaz – Pedro Costa)
04 – Sabe samba – com Carlos Careqa
..... (Silvinho Vaz – Pedro Costa)
05 – Tua voz – com Nana Correia
..... (Silvinho Vaz – Pedro Costa)
06 – Ora, comendador! – com Demônios da Garôa
..... (Pedro Costa)
07 – Sacode a roseira – com Daniel Szafran
..... (Pedro Costa)
08 – Meu rancho – com Maurício Pereira
..... (Pedro Costa)
09 – Contrastes – com Bartira
..... (Pedro Costa)
10 – As vitrines das ruas – com Lupa Mabuze
..... (Dau Oliveira – Pedro Costa)
11 – Saudade do poeta – com Alzira Espíndola
..... (Silvinho Vaz – Pedro Costa)
12 – De partida para o oriente – com Lupa Mabuze
..... (Pedro Costa)
13 – O dia que eu aprender – com Paulo Caruso
..... (Silvinho Vaz – Pedro Costa)
14 – Seresteiro – com Miriam Maria
..... (Pedro Costa)
15 – Vinheta passarinho – assobio de Moacir “Passarinho” Dantas

FICHA TÉCNICA

Direção executiva – Pedro Costa
Projeto visual – Magma Designers Gráficos/ Straus/ Fevereiro
Produção e fotos – Mônica Médice
Arranjos, pré-produção e direção geral – Daniel Szafran
Estúdio de masterização – Cia. De Áudio – SP
Mixagem – Guilherme Canaes
Gravado entre novembro de 2001 e março de 2002 no Estúdio Piracaia (SP) por Luiz Waack e Daniel Szafran.

Colaboração: Amilcar Pacheco

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Elizabeth - coletânea Singles & Raridades (2013)

Coletânea inclui músicas lançadas pela cantora entre os anos de 1967 e 1977
Depois da apresentação no post anterior da fase desconhecida da cantora e compositora Elizabeth, nada como ouvir as músicas lançadas em singles e coletâneas, abrangendo o período de 1967 a 1977, ano em que provavelmente lançou o último compacto simples da carreira pela gravadora Polydor. A presente coletânea reúne 27 canções de 11 compactos, sendo dez simples e um duplo, além de três músicas de coletânea da RCA Victor e RGE. Para comportá-las num único CD, deixei de incluir dois compactos da Caravelli com os hits “Sou louca por você” e “Eu amo e não sou correspondida”, extraídos do segundo LP, “Eu, Elizabeth”, de 1968.

Todas as canções são de autoria da própria artista, que divide parceria em apenas três faixas do disco: “Ando louca por você” (com Bentana), “Ascenção e queda de um crioulo” (com Lila) e “Balada do Vietnam” (com David Nasser), música participante do III Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, em 1967. A canção – não tenho certeza – foi defendida por Wilson Simonal, que não chegou a gravá-la, e nem entrou entre as finalistas do certame. O interessante é notar a versatilidade da Elizabeth como compositora, que passeia nesta coletânea por ritmos como maxixe, samba, samba rock, frevo, balada e outros, sempre com muita competência. Confira:

01 - Que saudades que eu tenho – 1967
02 - Tanto azul – 1967
03 - Balada do Vietnam – 1967
04 - Chegada do rancho – 1967
05 - Eu queria ser um anjo – 1968
06 - Por você – 1968
07 - Não me deixes nunca mais – 1969
08 - Tanto amor sem ter ninguém pra dar – 1969
09 - Não há luar nem céu bonito - 1969
10 - O amor que eu sempre quis - 1969
11 - E não me deixe nunca mais perder você – 1969
12 - Eu te amo – 1969
13 - Totalmente louca por você – 1970
14 - Em fração de segundo – 1970
15 - Vou falar-lhe francamente – 1970
16 - Tomara que sim – 1970
17 - Pra começo de assunto – 1971
18 - Nome e sobrenome – 1971
19 - Vou deixar cair – 1971
20 - Sorriso largo num rosto triste – 1971
21 - Ascenção e queda de um crioulo – 1974
22 - Gurufa na favela – 1974
23 - Chora que é bom – 1974
24 - Mulher de forno e fogão – 1974
25 - Ando louca por você – 1977
26 - Ou eu mato a saudade ou a saudade me mata – 1977
27 - Um dia desses - 1972

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Elizabeth - A canção que chegou (Reedição de 1969)

Reedição do LP original de 1966 eliminou o título e a primeira faixa do lado A
Sabe aquele disco que a gente conhece, tem interesse em ouvi-lo, procura por anos a fio e nunca o encontra? É o caso deste “A canção que chegou”, primeiro LP da cantora Elizabeth, essencialmente de sambas, gravado originalmente em 1966 na Continental (veja foto abaixo). O álbum passou despercebido pelo público, assim como a cantora, que só ficaria famosa em 1968 na Caravelli, onde embarcou na “onda” da Jovem Guarda após rápida passagem pela RCA Victor. Foi por conta desse sucesso, que se estendeu por países como México, Portugal e Angola, que esse primeiro disco foi reeditado em 1969 pela MusiColor, provavelmente em tiragem limitada. Desta vez, o álbum veio apenas com o nome da cantora na capa, sem o título original e sem a música que abre o disco, a desconhecida “Verdade”, composta por Jota Júnior. ´
É um exemplar dessa reedição que finalmente encontrei à venda no Mercado Livre, e não pensei duas vezes em comprá-lo, mesmo diante do vinil desgastado com as etiquetas ilegíveis. Apesar dos lançamentos em 1966 e 1969, o disco é – na minha opinião – um dos mais raros entre os cantores da Jovem Guarda, tanto que muitas pessoas acham que o primeiro LP é o conhecido “Eu, Elizabeth”, de 1968, com os hits “Sou louca por você” e “Eu amo e não sou correspondida”, cuja edição em espanhol está disponibilizada (aqui) no blog. 
Segundo consta, a cantora – que iniciou a carreira imitando a saudosa Maysa – foi levada ao disco pelo célebre compositor Braguinha, falecido em 2006 aos 99 anos. No disco, Elizabeth interpreta renomados compositores (Chico Buarque, Billy Blanco, Tito Madi, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), além de três canções de sua lavra, revelando ser um autora muito inspirada. O álbum não é uma obra-prima, mas vale a pena ser conferido, nem que seja por curiosidade:

01 - A sandália da mulata
..... (Elizabeth)
02 -  Pedro pedreiro
..... (Chico Buarque)
03 - Coração mau
..... (Elizabeth)
04 - Janela
..... (Jota Júnior)
05 - Como vou fazer
..... (Elizabeth)
06 - Aquele dia
..... (Billy Blanco)
07 - Samba em tom menor e dor maior
..... (Gaya)
08 - Complicando o amor
..... (Tito Madi)
09 - Preciso aprender a ser só
..... (Marcos Valle - Paulo Sergio Valle)
10 - Receita de domingo
..... (Billy Blanco)
11 - Sem amor sem você
..... (Fernando César -  Britinho)



Golden Boys - Nada mais (LP Polydor - 1978)

Disco produzido na época das discotecas traz regravação do hit "Erva venenosa"
Os Golden Boys, grupo vocal oriundo da fase pioneira do rock e que obteve o auge do sucesso na Jovem Guarda, lançaram em 1978 este obscuro álbum pela gravadora Polydor. Trata-se de um bom disco que, talvez por ter sido lançado na época dos embalos de sábado à noite nas discotecas, não obteve a merecida atenção do público. Nem mesmo a grudenta “Jeitinho carinhoso”, apresentada como “Melô da bochecha” e produzida com arranjo musical influenciado pela era disco, foi executada pelas emissoras de rádio. O repertório, que inclui homenagem à Jovem Guarda em “Álbum de Recordações”, contempla apenas um remake: “Erva venenosa”, sucesso do grupo em 1965 e regravada por Rita Lee. O principal destaque é a música “Nada mais”, que abre o disco, e também foi regravada pela Waldireni em seu mais recente CD. As informações sobre o grupo já foram divulgadas em postagens anteriores.  Só falta conferir o disco:

01 - Nada mais
..... (Eros - Marcel)
02 - Pedacinhos do céu
..... (Oldemar - Renato Braga)
03 - Pra esquecer a vida
..... (Roberto Corrêa - Sylvio Son)
04 - Chuva no caminho
..... (Corrêa - Lemos)
05 - Azeitonas e castanholas
..... (R. Moraes)
06 - Jeitinho carinhoso (Melô da bochecha)
..... (Laranjeiras - Almir Bezerra)
07 - Vulumi
..... (Marco Antonio - Vilalba)
08 - Preciso dos teus olhos para me ver
..... (Paulo Debétio - Roberto José)
09 - Erva venenosa (Poison ivy)
..... (J.Leiber - M.Stoller - vs: Rossini Pinto)
10 - Um olhar, um alguém, um lugar
..... (Corrêa - Lemos - Eros)
11 - Smack
..... (Roberto Corrêa - Jon Lemos)
12 - Álbum de recordações
..... (Clea)

FICHA TÉCNICA

Estúdio - Phonogram
Direção artística - Pedro da Luz (Pedrinho)
Direção de produção - Ronaldo Corrêa e Pedrinho
Arranjos - Super Bacana e Hugo Belard
Técnicos de gravação e mixagem - João Moreira, Ary Carvalhares e Paulo Sérgio Chocolate
Auxiliares de estúdio - Anibal, Julinho e Vitor
Corte - Ivan Lisnik
Layout - Aldo Luis
Arte final - Arthur Fróes
Fotos - Orlando Abrunhosa

domingo, 13 de janeiro de 2013

Silvio Cesar - A mais antiga profissão (1983)

LP tem participações de João Nogueira, Jane Duboc, MPB-4, Hermeto Paschoal e Aquarius
Aqui está um bom disco do Silvio Cesar, lançado em 1983 pelo selo S.R.S. Produções Musicais, no qual o cantor e compositor conta com as participações especiais de um time da pesada: João Nogueira, Jane Duboc, MPB-4, Hermeto Pascoal e Banda Aquarius.  Um dos destaques do repertório é a música “A mais antiga profissão”, incluída na trilha da novela “O jogo da vida”, da Rede Globo.  O artista ainda está em plena atividade e possui ampla discografia, que pode ser conferida em seu site, no qual informa o lançamento de novos CD e DVD.

Silvio iniciou a carreira profissional em 1960 na Musidisc. Depois de dois LPs na gravadora, vai para a Odeon, onde fica por 12 anos, lançando, entre muitas, a canção "Pra você", de sua autoria, gravada em 1965 e que permanece até hoje como um hino ao amor e à esperança. Nessa época, comandou o programa "A Grande Parada", na Tupi, e participou no teatro dos musicais "Arco-Iris" e, logo após, "O teu cabelo não nega", no qual dividiu o palco com Grande Otelo. No cinema, fez o papel principal do filme "Na onda do Yê-Yê-Yê", ao lado de Renato Aragão e Dedé Santana. Silvio escreveu, ainda, as trilhas sonoras dos filmes "Essa gatinha é minha", de Jece Valadão e "Mineirinho- vivo ou morto", de Aurélio Teixeira.

Pra quem não sabe, Silvio é autor de muitas músicas conhecidas, como "Cantiga antiga" (com Sylvan Paezzo), "Eu quero que você morra", "A minha prece de amor", "Vamos dar as mãos", "Você não ‘tá’ com nada", " O Moço-Velho", "Maria, Maria, Maria", "O machão", "Verde e Rosa" (em homenagem à Mangueira), "Levante os olhos", "Agarre seu homem" (com Ronaldo Bôscoli), e várias outras. Muitas delas foram aproveitadas em novelas de televisão, como "Simplesmente Maria", " Bandeira 2", "Duas vidas", "Te contei?", "O Jogo da vida" e "Tudo ou Nada", para citar algumas. No site, Silvio comenta que o saldo de sua carreira são as suas canções, interpretadas pelos principais nomes da MPB, como Roberto Carlos, Angela Maria, Cauby Peixoto, Elis Regina, Maysa, Tim Maia e tantos outros de uma enorme lista que pode ser conferida na página do cantor na internet. Antes, porém, ouça este disco:

01 – Cantar
..... (Silvio Cesar - José Roberto Bertrami)
02 – Companheiro – part. esp. João Nogueira
..... (Silvio Cesar - João Nogueira)
03 - Passado e futuro
..... (Silvio Cesar)
04 - Chorinho pra ele – Part. instrumental de Hermeto Paschoal
..... (Hermeto Paschoal - Silvio Cesar)
05 - E agora?
..... (Silvio Cesar)
06 – Renascer
..... (Silvio Cesar)
07 - Se você fosse um homem – part. esp. MPB-4
..... (Silvio Cesar)
08 - Loucura e Razão – part. esp. Jane Duboc e Grupo Aquarius 
..... (Silvio Cesar)
09 - A mais antiga profissão (Tema da novela "O Jogo da Vida")
..... (Silvio Cesar)
10 - Primavera/Outono
..... (Sérgio Carvalho / Silvio Cesar)

FICHA TÉCNICA

Produção – Silvio Cesar
Coordenação de produção – Esdras
Mixagem – Estúdios da Transamérica
Técnico de mixagem – Toninho
Fotos – Frederico Mendes
Capa - Jatobá

Menescal e Andrea Amorim - Bossa de alma nova

Bossa de Alma Nova é o CD comemorativo dos 75 anos do mestre Roberto Menescal

Acabo de receber por e-mail o press release de lançamento no exterior do CD “Bossa de alma nova”, disco comemorativo dos 75 anos de vida do Roberto Menescal. Convidada pelo próprio mestre da Bossa Nova, a cantora e compositora pernambucana Andrea Amorim interpreta 14 de suas músicas, compostas em parceria com Ronaldo Boscoli, Chico Buarque e Oswaldo Montenegro, entre outros. Todos esses clássicos trazem novas texturas e arranjos renovados, feitos pelo próprio Menescal, mostrando que a Bossa Nova está mais viva do que nunca. O disco já tem turnê de lançamento marcada em 2013 no Japão, Coreia, Tailândia e Dubai. Para esse CD e os shows, a cantora conta com Adriano Giffoni (no baixo), Reginaldo Vargas (na percussão) e, é claro, Roberto Menescal no violão, conforme foto ao lado de autoria de Sávio Figueiredo.

Andrea Amorim nasceu em Garanhuns, no interior de Pernambuco, e vem trilhando seu caminho há treze anos. Gravou cerca de 50 músicas autorais. Em maio de 2009, um vídeo seu foi indicado por Nil Bernardes para o quadro "Garagem do Faustão", da TV Globo. Logo em seguida, foi entrevistada na mesma emissora  por Jô Soares. Já morando no Rio, em 2011, Andrea firmou parceria com a Gravadora Albatroz, de Roberto Menescal, quando gravou um disco autoral, com versões em inglês, japonês e espanhol para o mercado internacional.  Viajou duas vezes para os Estados Unidos, onde foi receber o Prêmio Rising Star, conferido aos novos talentos brasileiros, e fez uma turnê no Japão de 24 apresentações por todo o país. Na volta ao Brasil, Andrea recebeu o convite para a presente parceria com Roberto Menescal.  Parte do resultado dessa união você pode conferir pelas duas faixas disponibilizadas para divulgação. Ouça:

01 – Rio
..... (Roberto Menescal - Ronaldo Boscoli)
02 – Você
..... (Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Jean Carlo - Eu nasci pra você (Antologia)

Coletânea reúne gravações do cantor como Jean Carlo, Michael Davis e Edward Cliff
Esta coletânea do Jean Carlo, que reúne músicas de quatro singles – dois duplos e dois simples – e mais duas canções extraídas de trilha sonora de novela, atende ao pedido do Willians, visitante do blog. Pra quem não sabe, o cantor é cego de nascença e começou a carreira se apresentando em programas de calouros. Foi descoberto pelo apresentador Antonio Aguillar, que o levou ao disco. Foi assim que em 1965 gravou um compacto de enorme sucesso com as músicas "Eu nasci pra você" e “Se non avessi piu te”, o que o credenciou a se apresentar constantemente no Programa Jovem Guarda, apresentado por Roberto Carlos.

Em dezembro de 1969, após o lançamento dos dois LPs e 15 compactos, Jean mudou-se para a Argentina e passou a se apresentar em várias cidades daquele país e do Uruguai. No ano de 1970 ganhou o prêmio de melhor intérprete do "Festival de Costa a Costa", de Piriápolis, no Uruguai, cantando em inglês e representando os Estados Unidos. Retornou ao Brasil em 1971. A partir daí, passou a gravar em inglês, utilizando pseudônimos, como Steve Brandy, Gary Bristol, Peter Knapp, Steve Robinson e Marty Rivers.

Foi, porém, como Michael Davis que obteve grande sucesso em 1973 por meio da música "Another Song", tema da novela "O Semideus", da Rede Globo. Em 1975, como Edward Cliff, na gravadora RCA Victor, gravou um compacto duplo com a música "Nights of september", que se tornou um grande sucesso. Ainda como Edward Cliff, gravou em 1977 a música "Summer love",  que fez parte da trilha sonora da novela "Sem Lenço, Sem Documento", da Rede Globo. Nessa época, passou a integrar o movimento religioso católico de evangelização, passando por várias cidades.

Nos anos 1980 e 1990, Jean participou de vários discos de temática religiosa, dentre eles a série "Louvemos o Senhor" (COMEP), sendo que em 1995 participou do show de comemoração dos 30 anos da Jovem Guarda no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. De 1998 a 1999 foi atração musical fixa do programa de televisão "Deus Abençoe", veiculado pela Rede Vida e gravado sempre em diferentes cidades do País. Em 2000, seus dois primeiros discos foram relançados pela gravadora EMI em um CD duplo da Série BIS - Jovem Guarda. Atualmente, Jean Carlo mora em Campinas (SP), e continua se apresentando em festas e shows. Confira o post:

01 - Nunca meu amor (Never my love)
..... (Don - Dick Andrisi - vs: Nazareno de Brito)
02 - Se non avesse piu te
..... (Zambrini - Enriquez - Migliacci)
03 - Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
..... (Lusini - Migliacci - vs: Os Incríveis)
04 - Uma casa sobre o mundo (Una casa in cima al mondo)
..... (Pino Donaggio - Vito Pallavicini - vs: Rodrigues Filho)
05 - Fim de romance
..... (Antonio Aguillar - Dirceu Graeser)
06 - Tão solitário (Ho chiuso le finestre)
..... (Louis Enriquez Bacalov - Franco Migliacci - vs: Norberto Freitas)
07 - Eu nasci pra você (Sono nato con te)
..... (Pino Donaggio - Vito Pallavicini - vs: Antonio Aguillar)
08 - Another song *
..... (Trilha da novela "Sem lenço sem documento")
09 - Summer love **
..... (Trilha da novela "O semideus")
10 - Nights of september **
..... (D.Rush - M.Davis)
11 - Sky **
..... (D.Rush - Reinald)
12 - I'll never walk alone again **
..... (Davis - Jay - Morris)
13 - I had to go **
..... (D.Rush - Morris)

*  Michael Davis
** Edward Cliff