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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Vanusa - Era disso que eu tava falando (Single)

Música divulgada pela cantora faz parte do CD produzido por Zeca Baleiro
2014 promete ser o ano da volta por cima da Vanusa. A cantora, no apagar das luzes de 2013, divulga em sua página no Facebook (aqui) o primeiro single do novo álbum de inéditas. Trata-se da música “Era disso que eu tava falando”, de Renata Fausti e Mário Marcos, incluída no CD produzido por Zeca Baleiro. O álbum, que sairá em 2014 pelo selo Saravá Discos, levará seu nome de batismo, Vanusa Santos Flores, já usado numa coletânea da Continental. Eu, em particular, estou na torcida pelo sucesso da cantora, e espero que esse “casamento” musical com Zeca Baleiro renda bons frutos. O álbum marca o retorno da cantora ao disco, pois o último de inéditas, intitulado “Hino ao amor”, é de 1994, e desde então lançou apenas as coletâneas “Vanusa Diferente” e “20 Super Sucessos”, que pouco acrescentam em sua discografia.

O problema de Vanusa veio à tona após três episódios públicos. O primeiro, no dia 8 de março de 2009, quando errou o "Hino Nacional" numa solenidade na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em agosto de 2010, ao se apresentar no especial de Dia dos Pais da TV Cultura do Amazonas, esqueceu a letra do hit "Sonhos de um palhaço". No dia 30 de novembro de 2011,  teve um novo “branco” em público e se atrapalhou ao cantar “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones”, durante o Troféu Sexo MPB, em São Paulo. Envergonhada, ainda no palco, Vanusa revelou estar com fobia de cantar e disse que pensava em se aposentar. Buscou tratamento numa clínica, está em franca recuperação, e agora se prepara para reencontrar o público no show que provavelmente será intitulado “Começar de novo”. A primeira mostra do reinício está neste single. Confira:

01 - Era disso que eu tava falando
(Renata Fausti - Mário Marcos)

domingo, 22 de dezembro de 2013

Votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo



Frenéticas - O saco cheio de Noel (CS 1983)

Último disco das Frenéticas em sua primeira fase foi lançado pela Top Tape
Mais um compacto simples com música que pode ser curtida no Natal: “O saco cheio de Noel”, do saudoso Gonzaguinha, gravada há 30 anos pelas Frenéticas na Top Tape. A obscura gravação é o lado 2 do single com “Você escolheu errado seu Super-heroi”, incluída na trilha da novela “Maçã do amor”, exibida pela Rede Bandeirantes entre 9 de maio e 8 de setembro de 1983. As Frenéticas eram formadas por seis vocalistas – Sandra Pêra, Regina Chaves, Leiloca, Lidoka, Dhu Moraes e Edyr de Castro – e surgiram no Rio de Janeiro em 1976, no auge do sucesso das discotecas. O primeiro hit foi "A felicidade bate à sua porta", também do Gonzaguinha, lançada num compacto simples com pot-pourri que incluía "Exército do surf", hit da Wanderléa, no outro lado do single.

Curiosamente, "A felicidade bate à sua porta" foi incluída em 1975 no show "Wanderléa Feito Gente", lançado em disco pela Polydor, mas a música ficou fora do LP, que contempla outras duas músicas do Gonzaguinha: "Eu nem ligo" e "Palavras". Sorte das Frenéticas, porque a partir daí, o grupo conquistou o país com vários hits até 1982, quando Sandra Pêra e Regina Chaves saem do conjunto. O quarteto remanescente assina contrato com a gravadora Top Tape. As duas músicas deste single estão incluídas no único álbum lançado por este selo, e o grupo se desfez em 1984. Elas retornaram ao show business, mas essa história com vários capítulos vou deixar pra outro contar, pois é melhor conferir o single:

01 - Você escolheu errado seu Super Heroi
(Aguilar – Thomaz Brum – Go – Dekinha)
02 - O saco cheio de Noel
(Gonzaga Jr.)

FICHA TÉCNICA

Gravadora - Top Tape
Produtor - Fernando Adour
Arranjos - Cláudio Stevenson
Capa - Valério do Carmo
Foto - Antonio Guerreiro

sábado, 21 de dezembro de 2013

Diversos intérpretes - Momo'70 (LP 1969)

Álbum lançado pela RCA Victor reúne marchas para o carnaval de 1970
O amigo e colaborador Aderaldo, da Comunidade MC&JG, a quem agradeço, disponibilizou este raro LP de Carnaval, Momo’70, lançado em 1969 pela RCA para a folia de 1970. Minha intenção era postá-lo num dia de carnaval, mas não resisti à tentação de antecipar porque as festas de fim de ano representam alegria, assim como a folia de momo. Além disso, era no final do ano que as gravadoras lançavam os discos destinados ao carnaval. O grande sucesso deste álbum, pelo menos aqui em São Paulo, foi a faixa “Beijinho de boa noite”, gravada pelo Roberto Amaral. A letra da marchinha se refere ao boneco Topo Gigio, que sempre pedia “beijinho de boa noite” ao partner Agildo Ribeiro num programa de enorme sucesso na TV. O disco também inclui marchas interpretadas por George Freedman, Nerino Silva, Adylson Godoy, Eddy Bastos e outros. Confira:

01 – Roberto Amaral – Beijinho de boa noite
(D. Paulo – A. Messina – R. Amaral)
02 – Cristina – Não ligo pra você
(Raclima – A.Pereira – Herculano)
03 – George Freedman – Levanta o copo
(G.Freedman - A.Roy – H.Brasil da Luz)
04 – Isnard Simone – É fogo
(I.Simone – Lellis – E. Teixeira)
05 – Hélio Aguiar – A maré ta boa 
(J. Carlos – D. Paulo – J.W.Costa)
06 – Eddy Bastos – Boa aqui... boa lá...
(J. Carlos – Costinha – E.Simões)
07 – Vagareza – Me dá um tijolo
(B.Barrela – Dufrayer Silva – Lelé)
08 – Durval de Souza – A marcha do caneco
(J. Costa – A. Roy – Clodoaldo José)
09 – Elza Aguiar – Ataca maestro
(A.Messina – A. Santos – Miranda)
10 – Carlos Sodré – La vai ela
(D. Miranda – A. Cerri – A.Godoy)
11 – Léo Bahia – Quero lhe abraçar
(R. Andrade – L. Bahia – J. Brasil)
12  – Nerino Silva – Marcha do Tarzan
(B.Barrela – A.Messina – Bob Jr.)
13  – Fuzarca – Marcha da loteria
(J. Carlos – Zézinho – A. Pereira)
14 – Adylson Godoy – Triste pierrot
(A.Godoy – D. Paulo – C.Curado)

FICHA TÉCNICA
Coordenador artístico – Wilson Miranda
Diretor artístico – Alfredo Corleto

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Rei Ginaldo Rossi - Um tributo (CD 1999)

Artistas nordestinos fazem uma releitura da obra musical do Reginaldo Rossi
Reginaldo Rossi,  cantor e compositor, conhecido como o "Rei do Brega”, morreu às 9h40 desta sexta-feira, 20 de dezembro, aos 69 anos, de falência múltipla de órgãos. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São José, na área central do Recife, desde o dia 27 de novembro, para tratar um câncer no pulmão direito. Nascido no Recife, em 1944, Reginaldo Rodrigues dos Santos começou a carreira na esteira da Jovem Guarda, na década de 1960, imitando Roberto Carlos. Antes, estudou engenharia civil e chegou a dar aulas de matemática. Ele faria 70 anos em fevereiro. 

Em homenagem póstuma, segue o CD Reiginaldo Rossi - Um tributo, lançado em 1999 pelo selo Mangroove, à época mantido pelo músico Zé da Flauta e pelo produtor do Abril pro Rock, Paulo André Pires. O disco, com link pra download disponibilizado pelo blog Disco Furado, reúne um grande time de artistas da música pernambucana e nordestina. Entre eles, Lenine, Zé Ramalho, Querosene Jacaré, Lula Queiroga, Otto, Cascabulho, Mundo Livre S/A, Geraldo Azevedo e Devotos. A ideia do disco surgiu a partir de um tributo feito à época em homenagem a Roberto Carlos, de acordo com Zé da Flauta. Para ele, era hora de Rossi também ter o seu. 

“Ele é o nosso rei, o Rei do Brega. Ele tem uma história e eu o conhecia desde a década de 1960, quando ele tocava no conjunto de baile The Silver Jets”, relembra. O flautista e produtor conta que foi difícil escolher os cantores e bandas que participariam do tributo. “Porque todos queriam participar!”, diz. Quando ouviu a nova roupagem que os colegas músicos fizeram dos seus sucessos, Reginaldo Rossi se encantou. “Ele ficou bastante emocionado na época. Começou a aparecer mais na imprensa, virou cult, deu entrevista para MTV, coisa que nunca tinha feito e me agradeceu bastante por ter feito a mídia se chegar mais nele”, conta Zé da Flauta em entrevista ao Diário de Pernambuco. Para ele, Reginaldo Rossi é um brega autêntico, original, e tinha personalidade artística de sobra. Confira o tributo:

01 - Lenine - A Raposa e As Uvas
02 - Zé Ramalho - Era Domingo
03 - Cascabulho - Deixa de Banca ('Borogodá')
04 - Querosene Jacaré - Tô Doidão
05 - Lula Queiroga - Pedaço de Mau Caminho
06 - Loop B & Stela Campos - Tão Sofrido
07 - Geraldo Azevedo - As Quatro Estações
08 - Mundo Livre S/A - Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme
09 - Eddie e DJ Dolores - Cuca Fresca
10 - Via Sat - Complexo de Cachorro
11 - Otto - Garçom
12 -  Devotos - O Rock Vai Voltar
13 -  D.M.P. & Os Fulanos - No Claro ou no Escuro
14 -  Véio Mangaba - Ai Amor!
15 -  Comadre Florzinha - Desterro
16 -  Paulo Francis Vai Pro Céu - O Pão

Canarinhos Liceanos - Olhando para o céu (EP)

Coral é formado por 40 alunos do colégio Liceu Coração de Jesus em SP
O texto na contracapa do disco informa que a missão dos Canarinhos Liceanos é cantar a vida. “Esperemos que eles, cantando como os canarinhos na amplidão azul, levem à todos os que os ouvem uma mensagem de fé, esperança e caridade. Esperemos que assim, como nos pássaros, a alegria de suas vozes a todos contagie, fazendo crer cada vez mais no Brasil de amanhã que a eles está entregue”.  Nada mais oportuno, portanto, do que postá-lo agora. A ideia de formar o grupo surgiu em 1958, quando o padre João Ferreira dos Santos, militando no quadro de professores do Liceu Coração de Jesus - um dos colégios mais tradicionais de São Paulo - sentiu a necessidade de um coral infantil formado por alunos. A partir daí começou a escolher e treinar as vozes entre os garotos de 6 a 12 anos. A primeira apresentação foi um sucesso, e passou a receber convites para exibições em cidades do interior, gravando alguns discos, como este EP, provavelmente de 1963 ou 1964, com covers de dois sucessos do Trio Esperança. O grupo era formado por 40 meninos - hoje senhores com mais de 60 anos.  Confira:

01 - Olhando para o céu (Sukiyaki)
(Ei – Nakamura – vs: Romeu Nunes)
02 - Bailinho da Madeira
(Mário Teixeira – Maximiano de Souza)
03 - Ensinando bossa nova (Blame it on the Bossa Nova)
(Cyntia Weil – Barry Mann – vs: Almeida Rego)
04 - Vale do Rio Vermelho
(Adaptação: Ariowaldo Pires)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

The Jordans - Edição Extra 1967 - Primeiro volume

Álbum lançado pela Copacabana deu início a série com outros 4 volumes 
Banda é formada por Tony, Waltinho, Aladim, Sival, Irupê, Foguinho e Neno
A banda The Jordans  é uma das mais importantes da Jovem Guarda, principalmente por investir no rock instrumental, seguindo a mesma trilha da britânica The Shadows, referência no gênero. Este álbum, lançado em 1967, fez sucesso e deu o pontapé inicial da série que rendeu outros quatro volumes, mas com mudanças entre os componentes da banda. Aladim, por exemplo, se desligou do grupo na sequência e partiu pra carreira solo. Na época, a banda estava no auge do sucesso, pois o single com “Midnight in Moscow”, gravado ao vivo numa apresentação histórica com Os Titulares do Ritmo na TV Record, figurava entre os mais vendidos. A capa é inspirada em primeira página de tabloide e teve o fundo - originalmente em verde musgo - modificado para azul quando o disco foi relançado pela Beverly.

Uma chamada minúscula, no pé da capa, pede pra ler a notícia no verso: “Urgente!!! – The Jordans, o famoso conjunto de juventude Roqueteado de 1966, num dos maiores programas da TV Record, acabam de gravar em selo Copacabana, atendendo assim ao público discófilo, o LP Edição Extra, contendo os maiores sucessos da música popular jovem e que fazem parte de todas as Paradas de Sucesso do País. Com isto, The Jordans brindam seu inúmeros admiradores, com interpretações simplesmente formidáveis de música, tais como “Black is Black”, “Sunny”, “See you in September”, “Namoradinha de um amigo meu”, Born free, etc., todas com arranjos excepcionais e próprios da equipe do fabuloso conjunto”. Vale esclarecer que "Roqueteado" se refere ao Prêmio Roquete Pinto, e o programa da Record no qual a banda participava era o Jovem Guarda. Confira o disco:

01 – Sunny
(Bobby Hebb)
02 – Last train to Clarksville
(Tommy Boyce – Bobby Hart)
03 – Midnight in Moscow – part. esp. Titulares do Ritmo no coro
(Kenny Ball – V. Sdoviev – Sedoy – M. Matusovsky)
04 – Namoradinha de um amigo meu
(Roberto Carlos)
05 – See you in september
(S. Waine – S. Edwards)
06 – Quando dico che ti amo
(Tony Renis – A. Testa)
07 – Black is Black
(H.Wadey – Grainger – G. Aber)
08 – Born free
(Don Black – John Barry)
09 – Beat girl
(Faith - Peacock)
10 – Winchester cathedral
(Geoff Sthephens)
11 – Bus stop
(Graham Gouldman)
12 – Vem quente que eu estou fervendo
(Carlos Imperial – Eduardo Araújo)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Orquestra Brasileira de Espetáculos - Você é linda

Orquestra Brasileira de Espetáculos executa músicas de 1972 do Roberto Carlos 
A CBS (Sony) manteve estratégia mercadológica interessante com Roberto Carlos entre 1967 e 1975, período em que boa parte do LP anual do “rei” era executada à exaustão nas rádios. A cada disco, lançado nesta época do ano pra aproveitar o Natal, a gravadora disponibilizava quase que simultaneamente o mesmo álbum, em versão instrumental, da Orquestra Brasileira de Espetáculos (OBE), grupo de estúdio da gravadora. Ou seja, o disco anual do Roberto rendia como o milagre da multiplicação dos pães, pois os mais fanáticos não se contentavam em comprar apenas o original, e queriam também a “versão instrumental” do LP. Além disso, o disco também serviu de base para o repertório de outro contratado da CBS, o tecladista e arranjador Lafayette, que tem coletâneas com músicas da dupla Roberto e Erasmo Carlos. Este disco, sem ficha técnica e nome dos músicos envolvidos, como é praxe em bandas de estúdio, traz músicas do disco de 1972 do Roberto. Confira:

01 – À distância
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
02 – À janela
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
03 – Você já me esqueceu
(Fred Jorge)
04 – Quando as crianças saírem de férias
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
05 – Acalanto
(Dorival Caymmi)
06 – Agora eu sei
(Edson Ribeiro – Helena dos Santos)
07 – Negra
(Maurício Duboc – Carlos Colla)
08 – Como vai você
(Antonio Marcos – Mário Marcos)
09 – Você é linda
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
10 – Por amor
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
11 – A montanha
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
12 – O divã
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Orquestra Som Bateau ataca de nostalgia (LP 1975)

Boa parte do repertório é formada por sucessos dos anos 1950 e 1960
O Orquestra Som Bateau, nome inspirado numa famosa boate que existiu no Rio de Janeiro na década de 1960, é mais um grupo de estúdio, formado pela Phonogram (Philips). A estratégia, comum nas gravadoras, era contratar músicos para cada disco, variando os componentes de acordo com o projeto, como este álbum com boa parte do repertório formada por hits internacionais dos anos 1950 e 1960. A tática era gravar covers em selos secundários e vendidos por preços populares, daí a falta de informação sobre os músicos envolvidos. A orquestra, por exemplo, já recorreu aos dotes artisticos do Trio Esperança, Golden Boys, The Fevers, Hildon, Azimuth e outros. Não conheço a discografia da Som Bateau, mas acredito que boa parte da produção aconteceu durante os anos 1970, como este de 1975. Confira:

01 - Al di la - Come sinfonia - Nel blu di pinto di blu
02 - Stupid cupid - Datemi un martelo
03 - Tenderly - Over the rainbow
04 - Banana boat – Matilda
05 - Hey there - Singin'in the rain
06 - Night and day - Blue gardenia - Begin the beguine
07 - Oh Carol – Diana
08 - El dia en que me quieras - Besame mucho – Siboney
09 - Guantanamera - Cuando sali de Cuba
10 - I left my heart in San Francisco - The shadow of your smile
11 - Moonlight serenade - Tea for two - A string of pearls
12 - Raindrops keep falling on my head - Everybody's talkin'

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Carlos Gonzaga em Compact 33 - Bat Masterson

"Diabinho", versão de "Little devil", é outro hit incluído neste EP de 1961
Veja só que raridade disponibilizada pelo nosso amigo Aderaldo, da Comunidade MC&JG: o EP do Carlos Gonzaga com os sucessos “Bat Masterson” e “Diabinho”, também lançados em 1961 num disco de 78 RPM. Na época, o seriado "Bat Masterson", estrelado em 1958 por Gene Barry, fazia grande sucesso na televisão brasileira por meio da Record. O título "Carlos Gonzaga em Compact 33" pode até soar meio moderninho, mas na verdade revela que o mercado fonográfico no início dos anos 1960 passava pelo processo de transição na produção de discos de 78 e 45 RPM - sistema que não emplacou no Brasil - para os de 33, que se mantiveram em produção até meados dos anos 1990, quando o CD substituiu o vinil.

Bat Masterson era um lendário homem da lei do século XIX, que usava roupas finas, bengala, chapéu e uma típica gravata sulista. Por tais atributos, era sempre visto com maus olhos pelos pistoleiros e arruaceiros da região, que faziam pouco caso do seu estilo "almofadinha". Eles não sabiam que Bat Masterson era grande pistoleiro, lutador e tinha armas secretas, como uma espingarda disfarçada de bengala que o tirava de situações de risco, no melhor estilo que consagraria James Bond. O destaque do disco fica para “Fumaça” e “Não quero mais”, dois sambas que conheci agora graças a colaboração do Aderaldo, a quem agradeço novamente. Confira:

01 – Bat Masterson
(B.Corwin – H. Wray – vs: Edson Borges)
02 – Fumaça
(Adelino Moreira)
03 – Diabinho (Little Devil)
(N.Sedaka – H.Greenfield – vs: Ramalho Neto)
04 – Não quero mais
(Almeidinha – João Corrêa)

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut

domingo, 15 de dezembro de 2013

Lafayette - Natal com Lafayette (EP 1966)

EP reeditado em stereo em 1973 traz quatro canções dedicadas ao Natal
Aqui está mais um disco legal do Lafayette. Este é pra ser postado nessa época do ano. Trata-se do compacto duplo “Natal com Lafayette”, lançado originalmente pela CBS (Sony) em 1966, um dos primeiros singles do músico, apresentado por Roberto Carlos na gravadora. O meu exemplar é de uma reedição de 1973, melhor do que a original, porque foi produzido em stereo. O único problema é que não tenho a capa. A solução foi buscar na rede, e felizmente encontrei imagens da capa e contracapa com boa resolução. O Lafayette já teve síntese de sua carreira postada no blog, e não há mais nada a fazer senão curtir o talento daquele que é chamado de o mestre dos teclados. Confira:

01 - Jingle Bells
(Adapt. Lafayette – J.V.Rosa Jr.)
02 – Noite feliz
(Adapt. Lafayette – J.V.Rosa Jr.) 
03 – Natal das crianças
(Black-Out)
04 – O Tannenbaum
(Adapt. Lafayette – J.V.Rosa Jr.)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Vários intérpretes - Os sucessos da Arca (1986)

Disco reúne os principais lançamentos de artistas da gravadora Arca Som
Que tal abrir a "Arca de Sucessos" pra ver o que tem de bom pra tocar? A surpresa começa logo na primeira faixa. O tal Elymar, que logo depois adicionou o Santos como sobrenome, esquenta o repertório com o samba "Cachaça". A música fez sucesso, mas Elymar ficou conhecido por ter alugado o Canecão pra se apresentar na famosa casa de espetáculo do Rio no ano anterior. Agora, em 1986, era a vez de ouvi-lo em disco produzido pela Arca Som. Outros novatos, de nomes desconhecidos como Capri, Isadora e Saulo, também estão no álbum ao lado de consagrados, como Waldick Soriano, Moacyr Franco, Martinha e Nenéo. O disco ainda inclui Joel Teixeira e Gil da Mata, mas a curiosidade é ouvir Waldick Soriano - e imaginá-lo com chapéu e óculos escuros - cantando “Escreva uma carta meu amor” e “Amada Amante”, sucessos dos anos 60 do Roberto Carlos. Confira:

01 - Elymar - Cachaça
(Elymar)
02 - Isadora - Medo
(Fernando Adour - Carlos Colla)
03 - Waldick Soriano - Escreva uma carta meu amor
(Pilombeta - Tito Silva)
04 - Capri - Esculacho
(Wilson Moreira - Nei Lopes)
05 - Moacyr Franco - O milagre da flecha
(Moacyr Franco - Marco Silvestre)
06 - Nenéo - Só penso nela
(Nenéo)
07 - Martinha - Agora, não
(Martinha)
08 - Waldick Soriano - Amada amante
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
09 - Nenéo - Quem com ferro fere...
(Nenéo)
10 - Joel Teixeira - Amante ou namoradinha
(Joel Teixeira - Paulo Pinto - Chiquinho do Cavaco)
11 - Gil da Mata - Ciranda
(Gil da Mata - Cledson)
12 - Saulo - Eu te amarei (Siempre te amaré)
(G. Salerni - P.Hurtt - vs: Lucas Robles)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vários intérpretes - Transremix (LP 1986)

Remixes de grandes sucessos do rock estão neste álbum lançado em 1986
Ultraje a Rigor, Kid Abelha, Ira! e Titãs, bandas de sucesso em início de carreira na primeira metade dos anos 1980, estão neste disco com oito faixas remixadas, incluindo as de Lulu Santos e Gilberto Gil. O termo remix surgiu na década anterior quando produtores e DJs descobriram que era possível mexer na música depois de gravada. O produtor americano Tom Mould descobriu, quase sem querer, que era possível aproveitar este novo recurso e aplicá-lo em um mercado ainda mais recente, o da disco music. Foi ele quem começou a explorar as possibilidades de uma mesma música ser esticada, às vezes por mais de dez minutos, caso fosse necessário. Os DJs, inicialmente em Nova York, começaram no final dos anos 1970 a grudar as músicas por meio de batidas semelhantes, encaixando umas nas outras sem quebrar a atmosfera na passagem entre as faixas. As pistas de dança nunca mais foram as mesmas a partir daí. Este disco, se for considerado o ano do lançamento (1986), é uma das primeiras experiências do nosso mercado no segmento de remixes. Confira:

01 - Ultraje a Rigor - Zoraide
(Roger Rocha Moreira)
02 - Kid Abelha - Lágrimas e chuva
(Leoni - Bruno Fortunato - George Israel)
03 – Ira! - Núcleo base
(Edgard Scandurra)
04 - Gilberto Gil - Seu olhar
(Gilberto Gil)
05 - Kid Abelha - Os outros (versão longa)
(Leoni)
06 - Titãs - Televisão
(Arnaldo Antunes - Marcelo Fromer)
07 - Lulu Santos - Brigas (Meu benzinho)
(Lulu Santos)
08 - Ultraje a Rigor - Nós vamos invadir sua praia
(Roger Rocha Moreira)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

João Dias canta o Natal e Ano Novo (EP 1964)

João Dias interpreta quatro canções populares para o Natal e Ano Novo
Este EP do João Dias, lançado em 1964, tem jeito de brinde de cesta de Natal, comum na época. A desconfiança começa pela capa, com ilustração natalina e a frase impressa “Feliz Natal e Adeus Ano Velho”. O nome do intérprete só aparece na contracapa ao lado de uma foto já usada em outro single do cantor, lançado naquele ano e postado no blog (aqui). O layout contempla a ilustração de um cartão, em destaque na parte superior a esquerda, com a mensagem de “Mil felicidades. São os sinceros votos”. Entrei no clima, e acabei preenchendo o cartão, digo, a contracapa do disco, pois nunca é demais desejar "mil felicidades" em qualquer momento do ano.

João Dias iniciou carreira em 1948 na Rádio São Paulo. Gravou o primeiro disco em 1950 na Odeon. Quando do seu surgimento, foi considerado o herdeiro vocal de Francisco Alves, "o Rei da Voz", pelo próprio Francisco Alves, dada a semelhança de seus registros vocais. Alcançou grande sucesso em 1951 com a gravação de "Sinos de Belém" e "Fim de ano". Posso estar enganado, mas acredito que essas duas faixas são as que se encontram neste EP. Confira:

01 - Sino de Belém (Jingle bells)
(Arranjo e letra de Evaldo Rui)
02 - Fim de ano
(Francisco Alves – David Nasser)
03 - A doce canção de Natal
(Sivan)
04 - O velhinho
(Otavio Babo Filho)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dave Gordon - World champion fool (2013)

Dave Gordon chegou no Brasil em 1958 e se encontra na ativa até hoje
Dave Gordon nasceu na Guiana Inglesa, hoje República Federativa da Guiana, no dia 13 de agosto de 1933. Neville Gordon, seu nome de batismo, estudou na Freeburg Church da England School e participou do coro da Igreja Anglicana de Cristo, ambas no país onde nasceu. Ganhou um concurso de calouros aos 19 anos e assinou contrato de um ano na Rádio de Georgetown. Foi dessa forma que começou a carreira artística. Posteriormente, veio a ideia de os melhores cantores da Guiana Britânica formar um conjunto vocal: The Four Lords, que chegaram ao Brasil em turnê em 1958. Eles se apresentaram juntos até o início dos anos 1960, e depois se separaram.

Cy Manifold, Athye Bell (pianista) e Johnny Bradford optaram pelo Rio. O maestro violonista Reginald Simpson ficou em São Paulo, assim como Dave Gordon. Mais tarde, o maestro Simpson foi para o litoral paulista, e Billy Moore, o líder do grupo, retornou a Guiana. Dave viajou pela América do Sul com músicos brasileiros, e gravou disco como King Dave. Fez uma incursão no filme “The girl with the red hair”, produzido na Alemanha, e ainda se mantém na ativa.  Tornou-se um dos mais conhecidos intérpretes de Nat King Cole, Frank Sinatra, Ray Charles etc. A coletânea reúne apenas oito músicas, ripadas de dois compactos simples e um duplo, lançados entre 1968 e 1972. Confira:

01 - World champion fool -  1972
(Ron Lowry - B.Darnell)
02 - Back to Africa - 1972
(Dave Gordon)
03 - Ay ay ay - 1969
(Osman Perez Freire)
04 - Day after day - 1969
(Margolin - Riopelle - Reynolds)
05 - Let's go to San Francisco - 1968
(Carter - Lewis)
06 - I pretend - 1968
(L. Reed - B. Mason)
07 - Beautiful sunday - 1972
(Boone - McQueen)
08 - Speak softly love -  1972
(N.Rota - L.Kusik)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Série Aplauso - O melhor de Lafayette (1984)

Lafayette participou da gravação de vários discos de astros da Jovem Guarda
Erasmo Carlos assinou contrato com a RGE em 1964 para gravar o seu primeiro disco solo, um single com “Terror dos namorados” e “Jacaré”. Logo convidou Lafayette pra acompanhá-lo ao piano. O músico era mais um amigo da célebre turma do Matoso, da Tijuca (RJ), composta por jovens que despontariam no cenário artístico como Wilson Simonal, Roberto Carlos, Jorge Benjor e Tim Maia.  No estúdio, Lafayette viu um órgão num canto, e começou a tocá-lo. Erasmo gostou do que ouviu e teve a ideia de gravar órgão ao invés do piano, introduzindo o instrumento no rock. Quando o disco ficou pronto, mostrou para o Roberto Carlos, que também adorou e o chamou para acompanhá-lo nas gravações de discos na CBS.

Um dos primeiros registros é a música “Quero que vá tudo pro inferno”, onde imprimiu sua marca e serviu de passaporte para iniciar em 1966 a série "Lafayette apresenta os sucessos”, encerrada em 1977 após 20 volumes, uma média de quase 2 discos por ano. O músico também mantinha ativa sua participação no acompanhamento em discos de outros artistas da gravadora, como Wanderléa, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, Ed Wilson, Leno & Lilian, e outros. Ou seja, estava ao lado dos principais ídolos da época, e os seus teclados ajudaram a dar identidade sonora da Jovem Guarda, tornando-se também um grande vendedor de discos. Este álbum é da série Aplauso, coletânea de grandes sucessos dos artistas da CSB/Sony. Neste, dedicado ao Lafayette, constam releituras de hits do repertório do Roberto Carlos, Beatles, Wanderléa, Simon and Garfunkel, e outros. Confira:

01 – A volta
02 – Yesterday
03 – Michelle
04 – Feche os olhos
05 – Quero que vá tudo pro inferno
06 – Ternura
07 – Black is Black
08 – Lady Laura
09 – Deixe o tempo passar
10 – Mrs. Robinson
11 – Ana
12 – Vai ser bom

domingo, 8 de dezembro de 2013

O que Lennon falou em 8 de dezembro de 1980

Entrevista gravada há 33 anos foi divulgada em single da revista Som Três

Na noite de 8 de dezembro de 1980, por volta das 22h45, John Lennon e a esposa Yoko Ono retornavam de um estúdio de gravação. Quando Lennon dava entrada em sua residência, o Edifício Dakota, em New York, um homem de 25 anos chamado Mark Chapman, que no fim da tarde do mesmo dia havia se encontrado com ele junto a fãs e conseguido um autógrafo, sacou o revólver e efetuou cinco disparos contra o artista. Quem viu, não esquece: Lennon, de 40 anos, às 22h48, sangrava muito no chão por quatro balas que o atingiram, e sua mulher que acompanhara tudo gritava apavorada - "Foi baleado! Atiraram nele! Foi baleado!”.

A cena aconteceu há exatos 33 anos, "a idade de Cristo", e a vitima a caminho do Hospital Roosevelt era quem protagonizou em março de 1966 a declaração mais polêmica da história do rock. Durante uma entrevista para o jornal inglês The Evening Standard, Lennon disse: "O cristianismo irá desaparecer. Vai diminuir e encolher. (...) Hoje nós [Beatles] somos mais populares que Jesus. Não sei quem vai desaparecer primeiro, o rock'n'roll ou o cristianismo". A afirmação, claro, gerou polêmica e desagradou os devotos da igreja católica. Além de protestos verbais, álbuns dos Beatles foram queimados, estações de rádio baniram suas músicas e pessoas até tentaram impedir a realização de apresentações do grupo nos EUA.

Em agosto do mesmo ano, John Lennon se defendeu, durante entrevista em Chicago, dizendo: "Se tivesse dito que a televisão era mais popular do que Jesus, ninguém teria ligado. Eu só usei o termo 'Beatles' para exemplificar. Meu comentário se referia ao que acontece na Inglaterra. Lá somos mais influentes para os jovens do que a religião. Não era minha intenção ofender, mas é um fato. Não quis comparar Jesus Cristo a uma pessoa, nem nada do tipo. Fui mal interpretado", argumentou.

Agora, no hospital, o destino do Lennon estava selado. Ironicamente, em recente entrevista, disse que escolheu Nova York pra viver devido a tranquilidade que a cidade lhe oferecia. Para ele, o máximo que poderia lhe acontecer, ao andar na rua, era um pedido de autógrafo. O anúncio de sua morte, pouco depois da meia-noite, veio através das palavras do diretor do serviço de emergência, Stephan Lynn: "Tenho certeza de que morreu segundos depois que os primeiros tiros o atingiram", disse. O autor dos disparos foi preso sem resistência minutos após o assassinato a poucos quarteirões dali.

Após 44 anos, mais precisamente em 14 de abril de 2010, o Vaticano finalmente decidiu perdoar os Beatles devido a famosa frase, segundo o site do semanário NME. Uma reportagem no jornal oficial do Vaticano, L'Osservatore Romano, elogiou o grupo, dizendo que devido a beleza de suas músicas, o comentário sobre Jesus passa a ser insignificante. O fato é que a notícia da morte do Lennon chocou o mundo e deixou os fãs em luto. Desde então, muitas homenagens foram e serão feitas, e tudo que é relacionado ao ídolo torna-se objeto de desejo.

Este single é um documento histórico. O compacto, como o própria capa informa, traz “O que Lennon falou na tarde do dia 8 de dezembro de 1980, 4 horas antes de ser assassinado”, provavelmente no estúdio onde passou o dia. O disco veio encartado numa edição especial, que eu não tenho, da Revista SomTrês, sobre o John Lennon. O máximo que consegui foi a imagem da capa no Mercado Livre e adicionei documento na pasta com informações que o vendedor disponibilizou sobre a revista. Esse disco só interessa aos fãs, e se você é um deles, confira:

Lado 1 - “O que Lennon falou na tarde do dia 8 de dezembro de 1980”
Lado 2 - “O que Lennon falou na tarde do dia 8 de dezembro de 1980"


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Os Vips - A volta ao vivo (LP 1990)

Álbum gravado ao vivo em 1990 comemora os 25 anos de carreira da dupla
Aposto que boa parte da audiência conhece, já ouviu e até sabe cantar músicas interpretadas por Jet Willians e Ronald Red. Os “mano” , embalados pelo twist no início da carreira, tinham a fórmula certa pra conquistar as meninas: formavam um trio - Jet Willians (piano), Ronald Red (pandeiro) e o amigo Johnny Johnson (violão) - e se apresentavam nas festas. Sabiam que, ao cantar a infalível “La bamba”, sucesso mundial de Ritchie Valens em 1958, os brotinhos estavam no papo, digamos assim. Não tinha pra ninguém: o trio ganhava todas. Essa história é contada neste disco por um dos envolvidos: Márcio Antonucci (Jet Willians), que ao lado do irmão Ronald (Ronald Red), forma a dupla Os Vips, pioneira da Jovem Guarda.

O álbum, gravado ao vivo em 1990, comemora os 25 anos de carreira, e desfila hits que todos cantam e dançam até hoje: “A volta”, “Emoção”, “É preciso saber viver”, “Longe tão perto”, e outras do repertório. Pra completar a festa, a dupla tem fôlego pra incendiar a galera com hits da Jovem Guarda, homenageando Roberto Carlos, Wanderléa, Erasmo, Ronnie Von, Deny e Dino,  Leno e Lilian, Renato e seus Blue Caps, e outros. O resultado foi o sucesso que culminou com a gravação de um segundo disco, “A festa”, já postado (aqui) com a resenha artística da dupla. A celebração só não foi completa porque faltou o Johnny Johnson, o amigo dos primeiros acordes musicais. Ele bem que poderia comparecer, dar um abraço na dupla pra lembrar do primeiro nome artístico que parece marca de preservativo, e cantar “Coração de papel” na pele do Sérgio Reis, seu nome mais conhecido. Confira:

01 - Menina linda (I should have known better)
02 - Faça alguma coisa pelo nosso amor
03 - Largo tudo e venho te buscar
04 - É preciso saber viver
05 - Longe tão perto
06 – Emoção
07 - La bamba
08 - Pot-pourri – Tributo a Jovem Guarda
Meu bem (Girl)
Chapeuzinho vermelho (Lil’ red riding hood)
Coruja
Pobre menina (Hang on sloopy)
Pare o casamento (Stop the wedding)
Quero que vá tudo pro inferno
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
(C’era um regazzo Che come me amava I Beatles e I Rolling Stones)
Feche os olhos (All my loving)
Tijolinho
O bom
Vem quente que eu estou fervendo
Festa de arromba
09 - A volta

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Lúcia Veríssimo - Western (LP Continental - 1994)

Atriz de "Amor à Vida" interpreta "Noite de prazer" com José Augusto  
LP de country music tem autorais de Rita Lee e até versão do Chitãozinho
Vou aproveitar a audiência gerada pelos momentos finais de participação da atriz Lúcia Veríssimo na novela “Amor à vida” - onde interpreta Mariah, mãe da Paloma (Paolla Oliveira) que será assassinada na trama de Walcyr Carrasco - para postar este álbum lançado em 1994 pela Continental (Warner). O disco, intitulado Western, passeia pelos acordes da country music, e traz a participação do José Augusto na música “Noite de prazer”, composta pelo cantor em parceria com Carlos Colla. O álbum também inclui músicas compostas por outros nomes famosos, como Rita Lee, Renato Correa, Michael Sullivan, Paulo Massadas, César Augusto e até uma versão do sertanejo Chitãozinho. Uma curiosidade é “Love-me sempre”, versão de “Love me tender”, hit do Elvis Presley.

A atriz nasceu em 11 de julho de 1958 no Rio de Janeiro, no Leblon. É filha do músico e maestro Severino Filho e cresceu cercada por arte. Ainda jovem, começou no teatro na peça Natal (1964), segundo informa o site da artista (aqui). No cinema estreou só em 1979, no filme "Ariella". Dois anos depois estrelou "A mulher sensual" e "Filhos e amantes". Ela ainda traz no currículo os filmes "Um casal de três", "Jeitosa", "Um assunto muito particular", "As feras" e "O homem nu". Na televisão, Lúcia começou em 1980 com a novela "Marina", na Globo.

No ano seguinte foi para Band fazer a trama "Os imigrantes". Em 1983, voltou a Globo na minissérie "Parabéns a você". Ela ainda atuou em novelas como "Mandala", "O salvador da pátria", "O cometa", "Araponga", "Uga uga", "Andando nas nuvens" e "América", além de outras minisséries e especiais da emissora da família Marinho. A atriz também trabalhou em 2011 na novela "Amor e revolução", segunda telenovela do SBT produzida em alta definição. Desconfio que este álbum foi sua única experiência no disco. Confira:

01 - Rolando no capim
(Renato Correa - Claudio Rabello)
02 - Love-me sempre (Love me tender)
(Elvis Presley - V. Matson - vs: Maria Carmem Barbosa)
03 - Homem do campo
(Bull - Ernani Fornari - Bill)
04 - As mãos de meu pai (Daddy's hands)
(Holly Dunn - vs: Marcio Miranda - Tonia Schubert)
05 - Tiroleite
(Rita Lee - Arnolpho Lima - Arnaldo Baptista - Sérgio Baptista)
06 - Contando os segundos
(Jefferson Farias - Rocky)
07 - Noite de prazer - part. esp. José Augusto
(José Augusto - Carlos Colla)
08 - Diz que sou louca (Tell me I'm crazy)
(Mike Reid - R.Michael Bourks - vs: Chitãozinho)
09 - Ambição
(Rita Lee)
10 - Um dia vem
(Rick Ferreira - Orlando Moraes)
11 - Brilho do luar
(Michael Sullivan - Paulo Massadas)
12 - Tchau tchau amigo
(Cesar Augusto - Cesar Rossini)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Claudio Cartier - Dia tão bonito (CS 1985)

Lado B do single traz a música "Saigon", sucesso na voz do Emílio Santiago
Provavelmente você é um daqueles ouvintes que adora a música “Saigon” na belíssima interpretação do saudoso Emílio Santiago (06/12/1946 – 20/03/2013). Acredito que você, assim como eu, também não conhecia a gravação dessa música na voz do Claudio Cartier, um dos autores da canção em parceria com Carlão e Paulo Cesar Feital. O registro foi feito em 1985 num compacto simples da Som Livre e – surprise! – foi o lado B do disco, geralmente desprezado pelas gravadoras. Ou seja, passou despercebido até se transformar num dos maiores sucessos do repertório do Emílio Santiago, apesar de gravado também por Tim Maia e Beth Carvalho. Cartier não decepciona como intérprete, e ainda nos presenteia com um gostoso reggae, a música “Dia tão bonito”, no lado A do single.

Cartier revelou sua vocação para a música ainda criança. Aos 11 anos ganhou seu primeiro violão. Estudou violão clássico e se envolveu com a música popular em 1968 nas reuniões do Movimento Artístico Universitário (MAU). Entre 1968 e 1970, frequentou o Instituto Villa-Lobos. Recebeu orientação musical de Radamés Gnattali e estudou canto na Escola Nacional de Música. Nessa mesma época, ingressou no Instituto de Belas Artes e realizou diversos trabalhos como desenhista, destacando-se cartuns para o programa "Faça humor, não faça guerra" (TV Globo). Formou, em 1974, a dupla Burnier & Cartier, com Octávio Burnier, com quem atuou até 1978. Com o fim da parceria, investiu em carreira solo, e gravou dois LPs, um em 1982 pela Opus Columbia, e outro, intitulado “Direito de Amar”, em 1987, pela Som Livre. Em seguida, começou a dedicar seu trabalho de compositor, instrumentista e arranjador. Confira o single:

01 – Dia tão bonito
(Claudio Cartier – Paulo César Feital)
02 – Saigon
(Claudio Cartier – Paulo César Feital - Carlão)

FICHA TÉCNICA

Arranjos – Marcos Resende e Claudio Cartier
Produção – Carlão
Fotos – Mario Ribeiro
Coordenação gráfica – Felipe Taborda
Arte final –  Eduardo Borges
Piano – Gilson Peranzeta
Bateria – Téo
Teclados – Marcos Resende
Guitarra – Rogério Meanda
Vocal – Viva Voz
Violões - Cartier

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Yeda Maria - Broto é mesmo assim (Antologia)

Yeda Maria surgiu no cenário artístico durante o pioneirismo do rock nacional
Comprei o CD pirata da Yeda Maria, contemporânea da Celly Campello nos primórdios do rock brasileiro, numa feira de vinil. O disco – talvez por descuido na hora de manuseá-lo – se corrompeu, e ficou sem condições de ser executado e copiado. Mesmo assim, eu o mantinha guardado, e esperava encontrar outro exemplar. O problema se repetiu em dois computadores, no meu atual e no anterior,  mas na semana passada resolvi testar num terceiro. Pra minha surpresa, o equipamento conseguiu recuperar 13 entre as 15 faixas em mp3, e me dei por satisfeito. As duas faixas que estão fora do repertório são “Vou me vingar” e “Retrato”, lançadas em 1963 num compacto duplo da RCA Victor.

O problema é encontrar referências biográficas da cantora na internet, e espero que algum amigo preencha esse vazio com informações nos comentários. Encontrei um vídeo recente da "Ieda Maria" no Youtube, e quem se interessar pode assistir (aqui). A coletânea tem no repertório duas músicas conhecidas, mas na interpretação de outros artistas: “Filme triste”, sucesso do Trio Esperança, e “Alguém é bobo de alguém”, hit do Wilson Miranda. O destaque é o delicioso chorinho “Encabulado”, do II Festival de Música Mackenzista, de 1970, bem diferente do estilo que a levou ao disco. Confira:

01 - Oh! Baby meu amor - 1960
(Mário Eduardo)
02 - Broto é mesmo assim - 1960
(Mário Eduardo)
03 - Um telegrama (Un telegrama) - 1960
(Garcia - Nadia Cruz)
04 - Cry baby (My baby) - 1960
(H. Barnes - C. Adams - vs: Marco Anton io Galvão - Cido Cruz)
05 - Jardim do amor - 1960
(Ivani - Ivan Perez)
06 - Alguém é bobo de alguém (Everybody's somebody's) - 1960
(H.Greenfield - J.Keller - vs: Fred Jorge)
07 - Filme Triste (Sad movies) - 1963
(J.D.Lourdermilk - vs: Romeu Nunes)
08 - É de amargar - 1963
(Jair Gonçalves - Luis Augusto)
09 - Alguem mentiu - 1963
(Teixeira Filho - Rogê)
10 - O segredo (El secreto) - 1963
(Joaquim Prieto - Juvenal Fernandes)
11 - Eu não esqueço - 1963
(Arquimedes Messina)
12 - Encabulado - 1970
(Yeda Maria - Luis Castro Netto Jr.)
Música do II Festival de Música Mackenzista - Ano do centenário)
13 - É só isso sim - 1970
(João Garcia)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Oswaldo Nunes - Ai, que vontade (LP 1978)

Oswaldo Nunes, sambista de mão cheia, completaria 83 anos amanhã
Sabe aquele disco que a gente conhece, procura por tudo quanto é lugar pra comprar, e nunca acha? É o caso deste álbum “Ai, que vontade”, do Oswaldo Nunes (ou Osvaldo, como é grafado em outros discos), lançado em 1978 pela RCA Victor. O máximo que encontrei, nessa longa procura, foram dois compactos  – um de 1977 e outro de 1978 – com quatro músicas incluídas no repertório deste LP, e que constam na coletânea “Singles & Raridades” (aqui), postadas no Sanduíche Musical, meu blog anterior, onde também se encontra uma sinopse de sua carreira. O disco, finalmente, se materializou diante dos meus olhos, e esse “milagre” se deve ao amigo e colaborador Aderaldo, da Comunidade MC&JG, que gentilmente disponibiliza o disco do seu baú de raridades.

Já agradeci, e reforço o agradecimento a ele, pois nunca é demais reconhecer um gesto de generosidade. Tenho certeza que esse disco, se vendido for, não será barato, e acredito que dificilmente será reeditado em CD. Não por falta de merecimento ao intérprete e compositor. Ao contrário, apesar do talento e do sucesso alcançado, ele injustamente faz parte da galeria de artistas condenados ao esquecimento. Amanhã, 2 de dezembro, se vivo estivesse, completaria 83 anos, pois nasceu nessa data em 1930. Lamentavelmente, foi assassinado aos 60, em 18 de junho de 1991, enquanto dormia. Esse disco, providencialmente, surge também como uma homenagem póstuma. Confira:

01 - Êh viola
(Noca da Portela - Joel Menezes)
02 - Dança do bole bole
(João Roberto Kelly)
03 - Tem tem
(Oswaldo Nunes - Celso Castro)
04 - A dança do jongo
(Geraldo Martins - Oswaldo nunes)
05 - Ai, que vontade
(Beto Sem Braço - Dão)
06 - Se você me quer
(Anezio)
07 - Vou tomar um porre
(Paulinho da Mocidade - Jurandir Bringela)
08 - O dono da justiça
(Genaro da Bahia - Marco Polo)
09 - Tim tim tim ô lê lê
(Zé Pretinho da Bahia - Oswaldo Nunes)
10 - O que é que eu faço
(Oswaldo Nunes)
11 - Dendê na Portela
(Hilton Veneno - Oswaldo Nunes)
12 - Se você quiser voltar
(Jorginho Pessanha - Gerson Alves)

FICHA TÉCNICA

Diretor criativo – Durval Ferreira
Coordenação artístico e direção de estúdio – Claudio Marcelo
Arranjo – Anselmo Manzoni e Ed Lincoln
Técnico de gravação – Mário Jorge Bruno e Flávio Senna
Técnico de mixagem – Célio Martins
Corte – José Osvaldo Martins
Gravação – Estúdio RCA – Rio de Janeiro
Mixagem – Estúdio Level e Transamérica
Fotografia – Ivan Klingen

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Lilian Barrie - Amores vêm e vão (CD 2002)

"Deus é quem sabe", música do Raul Seixas, está no repertório deste CD
Fãs da Lilian, cantora e compositora que fez fama a partir da Jovem Guarda, período em que integrou a dupla com Leno, provavelmente curtirão este CD, lançado em 2002. A artista, que em 2008 se envolveu num projeto musical como vocalista da banda Kynna, dá espaço para a compositora, que assina sete entre as 12 faixas do disco. Entre elas, a regravação do hit “Devolva-me”, feita em parceria com Renato Barros, líder do Renato e seus Blue Caps. Curiosamente, a produção do disco foi feita por Paulo César Barros, irmão do Renato e integrante da banda. Apenas “Amor próprio” é 100% autoral. O CD da Lilian, que já teve resenha de sua carreira apresentada em postagem anterior, traz pelo menos duas curiosidades. A primeira é a regravação da música “Enrosca", do Guilherme Lamounier, conhecida na voz do Fábio Junior, e segunda é “Deus é quem sabe”, da lavra do Raul Seixas. Confira:

01 - Logo Agora
(Lilian Knapp – Carlos Colla)
02 - Forte Amor
(Lilian Knapp – Luciana Browne – Barroco Azevedo)
03 - Deus é Quem Sabe
(Raul Seixas)
04 - Devolva-me
(Lilian Knapp – Renato Barros)
05 - Difícil Esquecer
(Lilian Knapp – Cláudio Mazza)
06 - Amor Próprio
(Lilian Knapp)
07 - Timidez
(Junior Mendes - Gastão Lamounier)
08 - Meu Pai
(Lilian Knapp – Renato Ladeira)
09 - Fica Comigo
(Paulo Sérgio Valle – Paulo César Barros)
10 - Amores Vem e Vão
(Lilian Knapp – Ruban Barra – Dalton)
11 - Esqueça e Perdoa
(Getúlio Cortes)
12 - Enrosca
(Guilherme Lamounier)

FICHA TÉCNICA

Gravado no Estúdio Century – verão 2000/2001
Produção musical – Paulo César Barros
Produção executiva/técnica – Lilian Knapp, Paulo César Barros e Cadu Nolla
Técnicos de gravação – Joãpo Moreiraq e Lula Lavor
Técnicos de mixagem – Cadu Nolla e João Moreira
Arte capa – Z3 Design
Designers – Leandro dos Santos Pereira e Anderson Russo
Masterização – Raul Marçal
Participações especiais – Ruban Barra (vocal e pads em “Amores vem e vão”) e Renato Ladeira (vocal em “Meu pai”)


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Meninos do Morumbi - Canto para Ogum (2002)

CD lançado em 2002 revela o talento musical dos Meninos do Morumbi
Grupo de São Paulo se apresenta em shows para manutenção da ONG 
Presidente George Bush, dos EUA, visitou a sede da ONG em 2007
Foi com tristeza que soube recentemente sobre a redução das atividades da ONG Meninos do Morumbi - que já foi visitada por Madonna em 2010 e pelo então presidente dos EUA, George Bush, em 2007 - devido a problemas financeiros. Reportagem da Folha de S.Paulo, de julho último, informa que a entidade está acabando quase todo mês no vermelho desde maio de 2012, ano em que não conseguiu captar recursos por lei de incentivo. “Ou o grupo fecha mais contratos de shows, a R$ 22 mil cada, ou corre risco de ele próprio fechar”, destaca a matéria, lembrando que em 2001 teve orçamento de R$ 7 milhões para atender a 3 mil crianças, sendo que em 2004 comprou o casarão onde funciona até hoje, perto do estádio do Morumbi, com ajuda de uma fundação inglesa.

Mas os ventos mudaram. "Os apoiadores abriram suas próprias fundações, têm seus projetos sociais com suas marcas", afirma Flávio Pimenta, fundador do grupo em 1996. O dinheiro rareou. Hoje, são 700 alunos. Algumas atividades, como as oficinas de jiu-jítsu e de fotografia, foram suspensas de vez. Ainda assim, os custos de 12 funcionários mais a manutenção da sede ficam em torno de R$ 140 mil mensais. É lamentável o que está acontecendo com a ONG, pois desenvolve atividades de extrema importância social para menores carentes, assim como faz o Batuque na Caixa, de Londrina, já destacado no blog.  O grupo paulista também tem na prática musical uma forma de criar alternativas às drogas e à delinquência juvenil. 

Os Meninos do Morumbi, que tive oportunidade de assistir, se destacam pela qualidade musical, e impressionam o público tocando, dançando e cantando mais de vinte arranjos diferentes como jongo, maracatu, funk, samba, maxixe, aguerê, entre outros. Saiba mais no site (aqui) do grupo. Frente ao quadro, e na tentativa de despertar a atenção sobre o problema, achei oportuno apresentar este belíssimo CD, lançado em 2002, como um cartão de visita pra aquecer a agenda de shows dessa garotada. Vale a pena contratá-los, como nessa época do ano, por exemplo, quando as grandes empresas realizam eventos e festas de confraternização entre funcionários e clientes. Não é nem favor, apesar da necessidade, pois o trabalho é de alto nível, como se pode notar pela performance. Confira:

01 - Tambores
02 - Namariê
03 - Funk
04 - Axe Velho
05 - Aguerê de Iansã
06 - Maracatu
07 - Maxixe
08 - Guerra No Mar
09 - Salsa
10 - Suspiro
11 - Obatalá
12 - Canto Para Ogum

FICHA TÉCNICA

Direção executiva – Flávio Pimenta
Percussão – Grupo de Percussão Meninos do Morumbi
Percussão Étnica – Silvanny Rodriguez (Sivuca), Marcelo Big, Eraldo Marques e Dáda
Vozes - Grupo vocal Meninas do Morumbi
Direção vocal – Maru Ohtani
Músicos convidados – Walmir Gil (trompete), François de Lima (trombone), Gabriel Levy (acordeon), Paulinho César (cavaquinho e banjo), Jão (guitarra), Beto Caldas (vibrafone e marimba), Geraldo Vieira (contrabaixo), Maru Ohtani (teclado), Gerson Tatini (guitarra sintetizada)
Gravação – Mosh Studios
Técnico de gravação – Silas de Godoy, Sandro Estevam, Rico Romano
Auxiliar de gravação – Fernando Molinari, Yuri Kalil, Bechara, Roberto Queiroz, Marcel Horta
Masterização – Walter Lima
Engenheiro de mixagem – Silas de Godoy
Auxiliar de mixagem – Paulo Penoz, Fernando Molinari
Fotos – Camilla Watson
Design do encarte – Gisele Fujiura
Realização – Meninos do Morumbi