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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Reginaldo Rossi - Enquanto eu chorava, você ria (1969)

Single foi gravado antes de o cantor assinar contrato com a gravadora CBS (Sony)
Eis um raro e obscuro single do Reginaldo Rossi, gravado em 1969 pela gravadora Chantecler, antes de ingressar na CBS, atual Sony, em 1970. O compacto traz as músicas "Enquanto eu chorava, você ria" e "Vi você com um namorado", ambas de autoria do próprio cantor, com Banda Jovem e arranjos e regência do maestro Peruzzi. O recifense, que orgulha-se ao dizer que foi o primeiro cantor de rock da região Nordeste, quando comandava o grupo The Silver Jets, iniciou a carreira artística em 1964, sob influência dos Beatles e, por consequência, da Jovem Guarda. Este disco é dessa fase roqueira do cantor que, nos anos 70, passou a se dedicar mais às músicas românticas, transformando-se no Rei do Brega. Com mais de 300 composições gravadas, Reginaldo continua na ativa e arrasta multidão em seus shows por todo o País. Confira o single:

01 - Enquanto eu chorava, você ria
..... (Reginaldo Rossi)
02 - Vi você com um namorado
..... (Reginaldo Rossi)

sábado, 27 de outubro de 2012

Hermes Aquino - Disco promocional Santa Maria (1978)

Coletânea inclui mensagens gravadas por Hermes Aquino em compacto promocional do LP
"Depois do grande sucesso que foi "Nuvem passageira", a Capitol resolveu contratar o Hermes pra defender seu time. Um grande artilheiro é assim: a gente lança, ele vai lá e fatura, certo? Os primeiros resultados desta contratação você vai conhecer agora, numa estreia muito particular e exclusiva: este folheto traz um pequeno compacto onde o próprio Hermes bate um papo com você e dá uma palinha das músicas do LP Santa Maria".

Quando li esta mensagem, impressa no folheto ao lado - originalmente postado pelo amigo Miguel, lá na Comunidade MC & JG, a quem agradeço pela gentil colaboração - logo me lembrei que tenho o referido compacto do Hermes Aquino, mas sem a capa, adquirido num sebo. Nele, o cantor e compositor gaúcho apresenta sete músicas do álbum. Achei o material suficiente pra montar esta postagem, formada pelas duas faixas do compacto promocional que abrem a coletânea, e as sete faixas de divulgação na íntegra. A novidade é que inclui a interferência verbal do próprio Hermes, extraída do single, na abertura de cada faixa, transformando-se assim num material exclusivo do blog. A coletânea termina com a mensagem final do Hermes, dirigida obviamente aos profissionais dos veículos de comunicação.

Hermes Aquino já era conhecido do cenário artístico gaúcho quando obteve fama nacional em 1976. A sua primeira grande aparição na TV aconteceu em setembro de 1969 como um dos participantes do IV Festival Internacional da Canção (FIC) ao lado da prima Laís Marques, com quem apresentou duas canções: “Flash” e “Sala de espera”, lançadas em compacto simples pela RGE. O músico era, na época, um raro representante gaúcho do tropicalismo: "Você Gosta?", parceria sua com Tom Zé, foi gravada por este e pelo grupo Liverpool em 1969, e "Planador", parceria com sua prima Laís está nos únicos álbuns do Liverpool e do grupo carioca Os Brazões. Além disso, "Sala de Espera" foi regravada pelo grupo O Bando.

Sua discografia só tem dois LPs: "Desencontro de Primavera" (1976) e este "Santa Maria", de 1978, com 100% do repertório de sua autoria. As informações sobre o artista na rede são poucas, mas dão conta de que mora em Porto Alegre e trabalha como produtor de jingles. Deixo o espaço aberto para quem puder acrescentar informações sobre este talentoso artista que merece ser apreciado com mais atenção. O folheto com o compacto promocional já aconselha: "ponha o compacto na vitrola e vamos lá. Aumente o volume e deixe todo mundo escutar". Sintonize:

01 - Santa Maria - Lei da natureza - Senhorita
02 - Aeromoça - Gira, gira - Chuva de verão - Sem comentários - Santa Maria
03 - Santa Maria
04 - Lei da Natureza
05 - Senhorita
06 - Aeromoça
07 - Gira, gira
08 - Chuva de verão
09 - Sem comentários
10 - Agradecimentos finais

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Luiz de Andrade, o Boneca: O ritmo da chuva (EP 1965)

Luiz de Andrade, o Boneca, toca 13 instrumentos na gravação deste EP em 1965
"Você vai tomar contato, ouvindo este duplo-compacto, com uma experiência que chegaríamos a classificar como emocionante. O responsável por esta gravação é um moço bom e pacato, de uma faculdade inventiva impressionante, e que pode ser considerado o maior instrumentista brasileiro de todos os tempos". O alerta está no texto de apresentação, impresso na contracapa deste EP do Luiz de Andrade, o Boneca, como era conhecido nos meios musicais em 1965, ano do lançamento do disco pela Continental, no qual conta com o apoio do saxtenorista Bolão no acompanhamento.

A gravadora informa que "nada menos que 13 instrumentos executou Boneca para a feitura deste compacto-duplo: tonete, vulgarmente conhecido como ocarina, cavaquinho, violão, flauta, alaúde, fonoplás - instrumento inventado por Boneca, e de som gaiato - charango, bandolim, xilofone, clarinete, contra-baixo, oboé e guiro-sapo - outro instrumento inventado por Boneca. Isso sem contar copos, garrafas e outros utensílios, pois tudo, para Boneca, vale como instrumento musical".

Trata-se, portanto, de raro registro do multi-instrumentista, cujo talento é fácil de reconhecer na audição do disco. Não esqueça, na sua avaliação, de considerar as limitações técnicas da Continental. Mesmo assim, o talento do Boneca se destaca em cada instrumento que executa. A direção artística do EP é de Diogo Mulero, mais conhecido como Palmeira, da dupla Palmeira & Biá. Infelizmente, como tantos outros notáveis músicos brasileiros, Luiz de Andrade é mais um nome esquecido dos meios de comunicação, e consequentemente da população. Confira:

01 - Kon-nichi wa akachan (Boa noite filho meu)
..... (H.Nakamura - Rohusuke)
02 - O ritmo da chuva (Rhythm of the rain)
..... (John Gummoe)
03 - Bigorrilho
..... (Sebastião Gomes - Romeu Gentil - Paquito)
04 - O boa vida (The high life)
..... (Jack Schwartz)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Vários Artistas - Magic guitars (LP CID - 1981)

Álbum alemão traz a performance dos guitarristas Ingo Cramer, Elvis Grunberg e Frank Zander
Três guitarristas - Ingo Cramer, Elvis Grunberg e Frank Zander - estão presentes neste Magic Guitars, lançado no Brasil em 1981 pelo selo CID (Companhia Industrial de Discos). Segundo consta, o disco foi produzido originalmente na Alemanha pela Ariola, mas desconheço o trabalho do trio de músicos, provavelmente alemães. Trata-se de um álbum instrumental, com melodias bem produzidas e boas de se ouvir. Um dos destaques é a faixa "House in New Orleans", com o autor Elvis Grunberg. Eu a conheço como "The house of the rising sun", cuja gravação mais conhecida é a do grupo The Animals, sendo que no Brasil ficou conhecida pela versão "A casa do sol nascente", gravada pelo Agnaldo Timóteo, entre outros. Confira:

01 - Ingo Cramer - Concerto d'aranjuez
..... (Joaquim - Rodrigo)
02 - Elvis Grunberg - House in New Orleans
..... (E. Grunberg)
03 - Ingo Cramer - Savanna
..... (Orieux - Cramer)
04 - Ingo Cramer - Saturday
..... (Orieux - Cramer)
05 - Ingo Cramer - Rainbow melody
..... (Orieux - Cramer)
06 - Elvis Grunberg - Time tunnel
..... (H.Petrik)
07 - Elvis Grunberg - Melancholie mexican
..... (E. Grunberg)
08 - Elvis Grunberg - Tipsy
..... (E. Grunberg)
09 - Frank Zander - Love
..... (N.Ascot - F. Zander)
10 - Ingo Cramer - Sleep walk
..... (Farina)
11 - Ingo Cramer - Concorde
..... (Cramer - Grunberg)
12 - Frank Zander - Remember Hank B
..... (F. Zander - N.Ascot)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Brigitte Fernandes - Sou louca por você (CD Beverly)

Álbum da Brigitte Fernandes, sem ano do lançamento, traz vários hits da Jovem Guarda
Tudo indica que foi aberta a nova temporada de caça aos links e blogs. Desta vez, o SanduícheMusical e o SintoniaMusikal foram atingidos. Alguns posts estão com links inválidos. Eu, na medida do possível, farei as atualizações. Enquanto isso, segue mais um post, desta vez um álbum da cantora Brigitte Fernandes, lançado pela Beverly e sem ano do lançamento. O disco tem músicas da Jovem Guarda e inéditas que passeiam pela lambada e timbalada. Vale lembrar que a segunda faixa "Se eu fosse você", de Rossini Pinto, como consta impressa na contracapa não é a regravação do hit dos Golden Boys. É, na verdade, uma releitura de "Ah, se eu fosse você", sucesso na voz da Claudia Barroso. Eu nada sei sobre a intérprete. Se você souber, por favor, escreva no "Comentários", e confira o post:  

01. Splish Splash 
..... (Bob Darin - J. Murray - vs: Erasmo Carlos)
..... Parei na Contramão
..... (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
..... Um Leão Está Solto nas Ruas
..... (Rossini Pinto)
02. Ah! Se Eu Fosse Você
..... (Carlos Bonani)
03. Latina Americana
..... (Carlinhos Maraba - Marcus P.)
04. Sou Louca por Você
..... (Elizabeth)
05. Seus Lindos Olhos (The more I see you)
..... (M.Gordon - H. Warren - vs: Brigitte Fernandes - Marcus P.)
06. Eu Te Amo Mesmo Assim
..... (Martinha)
07. Sabor Caramelo
..... (Marcus P.)
08. Dançando Timbalada
..... (Ademir Cirico)
09. Miragem
..... (Ademir Cirico)
10. O Perfume
..... (Marcus P.)
11. Quanto Mais Você Me Despreza, Mais Eu Te Amo
..... (Marcus P.)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Os Carbonos - Esperança de paz (EP gospel - 1976)

EP gospel produzido pela Edições Paulinas tem canções de autoria de Onise Sassi

Aqui está um raro disco da banda Os Carbonos. Trata-se de um EP gospel de 1976, produzido pela Edições Paulinas, com quatro composições de Onise Sassi. Eu só tomei conhecimento sobre este single com um irreconhecível Os Carbonos graças a colaboração do amigo Aderaldo, lá na Comunidade MC & JG, a quem renovo o meu sincero agradecimento. O disco vale pela curiosidade e certamente fará a alegria dos colecionadores de discos da banda, cuja biografia já foi apresentada em posts anteriores. O presente tem dois links, um para o áudio, aproveitando o post original do Aderaldo, e outro com as imagens na pasta. Confira:

01 - Cantarei eternamente
..... (Onise Sassi)
02 - Senhor escuta teu povo
..... (Onise Sassi)
03 - Pregai meu evangelho
..... (Onise Sassi)
04 - É maravilhoso, senhor
..... (Onise Sassi)

FICHA TÉCNICA

Arranjos - Os Carbonos
Direção de estúdio - N. Makanory
Coordenação artística - J. Martins
Direção geral - C. Nogueira fsp

Colaboração: Aderaldo, da Comunidade MC & JG, do Orkut

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sting - ... Nada como el sol (Disco mix - 1988)

Disco lançado em 1988 apresenta quatro músicas em espanhol e uma em português
Um álbum interessante do Sting é este disco mix de 1988 com cinco faixas, sendo quatro interpretadas em espanhol, com versões feitas por um velho conhecido nosso, o cantor, compositor e produtor Robert Livi. Neste disco, lançado na Espanha, o seu nome aparece grafado como Roberto Livi. Já a letra de Frágil, a única em português, é assinada por Liluca. O desafio é entender a mensagem carregada de sotaque do cantor, mas o disco vale pela curiosidade de ser um álbum dedicado ao mercado latino. Foi gravado no rastro do sucesso da turnê do disco "Nothing Like the Sun", realizada no país em 1987. Após um memorável concerto realizado em novembro daquele ano no Estádio do Maracanã, iniciou viagens pela Amazônia, onde conheceu o cacique Raoni, e passou a defender a causa ecológica.

Antes de iniciar a carreira solo, Sting foi o principal compositor, cantor e baixista da banda londrina de rock The Police, formada em 1977, ao lado dos amigos Andy Summers e Stewart Copeland. Outro integrante que pertenceu a banda era Henry Padovani. O grupo ganhou seis prêmios Grammy no início da década de 1980. Seu último álbum, Synchronicity, foi lançado em 1983. A primeira aparição solo de Sting foi em 1981 em um show para a Anistia Internacional, onde tocou "Roxanne" e "Message in a Bottle". Sting também já se aventurou no cinema. Seu primeiro filme foi "Quadrophenia", lançado em 1979. Também participou de Brimstone and Treacle (1982), Duna (1983) e Feyd-Rautha (1984). Outras aparições na televisão foram em Family Guy, The Simpsons, Bee Movie e Ally McBeal. Sting continua na ativa, com vasta discografia e agenda pra lá de movimentada, como se pode ver em seu site. Enquanto isso, confira o post:

01 - Mariposa libre
(J.Hendrix - Letra en español: Roberto Livi)
02 - Frágil
(Sting - Letra em português: Liluca)
03 - Si estamos juntos
(Sting - Letra en español: Roberto Livi)
04 - Ellas danzan solas (Cueca sola)
(Sting - Letra en español: Roberto Livi)
05 - Fragilidad
(Sting - Letra en español: Roberto Livi)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Vários artistas - 1º Encontro da MPB (ao vivo - 1996)

Festival realizado no interior de São Paulo homenageou Tom Jobim e Inezita Barroso
Olha só que projeto legal: o radialista Synésio Gimenez Júnior comemorou em 1995 os 10 anos do seu programa "Movimento" por meio do 1º Encontro da MPB, um festival de músicas inéditas, especialmente compostas para o evento, reunindo grandes nomes da nossa música. Os compositores e autores foram convidados a participar, assim como os intérpretes. Nomes como Paulinho Nogueira, Johnny Alf, Carlinhos Vergueiro, Théo de Barros, Roberto Menescal, Filó Machado e outros estão no projeto que se destacou pela falta de competição, ou seja, não houve qualquer tipo de classificação. A proposta foi mostrar um pouco do melhor da música produzida no final do século 20.

Eu só conheci o projeto agora, graças a mais uma colaboração do nosso amigo Amilcar Pacheco, a quem renovo publicamente o meu agradecimento. O CD é muito bom, e nem parece que foi gravado ao vivo em 30 de outubro de 1995 no Teatro Procópio Ferreira em Tatuí, conhecida como a "capital da música", no interior de São Paulo. Os intérpretes foram acompanhados pela Orquestra do Conservatório de Tatuí, sob arranjos, regência e teclados do maestro Antonio Carlos Neves Campos. O disco tem duas homenagens. A primeira, na abertura, é para Tom Jobim. O saxofonista Hector Costita abre o disco com a execução da instrumental "Meditação". A segunda, no final do espetáculo, é para a cantora Inezita Barroso, que interpreta o clássico "Lampião de gás". Como se vê, é álbum pra se ouvir do começo ao fim. Confira:

01 - Hector Costita - Meditação
..... (Tom Jobim - Newton Mendonça)
02 - Maria da Paz - Gata maravilha
..... (Maria da Paz)
03 - Rosana Paz - Talvez
..... (Luiz Chaves)
04 - Paulinho Nogueira e Dulce Auriemo - Estandarte das estrelas
..... (Paulinho Nogueira - Dulce Auriemo)
05 - Maria Eugênia - Noites vadias
..... (Lula Barbosa - Vanderlei Castro)
06 - Vocal A-3 e Filó Machado - Redenção
..... (Johnny Alf)
07 - Edson Montenegro - Eu e você
..... (Celso Ricardo de Moraes)
08 - Lucila Novaes - Cidades
..... (Juca Novaes - Eduardo Santana)
09 - Grupo Paulista - O cúmulo do samba
..... (Carlinhos Vergueiro)
10 - Théo de Barros - Fruta nativa
..... (Théo de Barros - Paulo César Pinheiro)
11 - Renato Motha - Dança do vento
..... (Renato Motha)
12 - Filó Machado - Quatro elementos
..... (Filó Machado - Aldyr Blanc)
13 - Márcia Solomon - Encostas do Rio
..... (Roberto Menescal - Costa Netto)
14 - Inezita Barroso - Lampião de gás
..... (Zica Bergami)

FICHA TÉCNICA

Supervisão técnica - Eng. Egídio Conde
Técnicos de gravação - Egídio Conde e Luiz Leme
Direção de gravação - Magno Bissoli
Técnicos de mixagem - Luiz Leme e Magno Bissoli
Masterização - Egídio Conde
Direção musical - Maestro Neves
Produção e direção geral - Synésio Gimenes Jr.
Arte - Marco Antonio Corrêa de Almeida

Colaboração: Amilcar Pacheco

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Conjunto Farroupilha - Sonho azul (EP - 1957)

Compacto duplo de 45 RPM se destaca pela versão de "Conceição", hit do Cauby Peixoto
Quinteto vocal foi criado no final dos anos 1940 na Rádio Farroupilha de Porto Alegre
Os singles de 45 RPM não vingaram no Brasil e poucos títulos foram lançados nesse formato. Um deles é este EP de 1957, do selo Odeon, gravado pelo quinteto vocal Conjunto Farroupilha, criado na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre, no fim da década de 1940. O disco revela um grupo afinadíssimo, num repertório que se destaca pelo tango "Sonho azul", que dá título ao disco, e também pela interpretação da música "Conceição", grande hit do Cauby Peixoto. O quinteto iniciou a carreira como grupo regional, com repertório típico gaúcho, e gravou vários discos nessa linha. Boa parte da discografia do conjunto está disponível no blog Órfãos do Loronix.

Na década de 60 fizeram trabalhos ligados à bossa nova, mudando um pouco o estilo. Em 1963, em associação com a gravadora Fermata, o conjunto criou sua própria etiqueta, a Farroupilha Discos, que se manteve até o final da década. Entre seus maiores sucessos destacam-se "Bolinha de Sabão" (Orlandivo - A. de Azevedo), "Moça da Chuva" (P. Nogueira - R. Moreira), "Azul Contente" (W. Santos - T. Souza) e "Papai Walt Disney". Sidney Moraes, um dos integrantes, lançou-se mais tarde em carreira solo como cantor de boleros, com o nome de Santos Morales. Em meados da década de 80, pouco antes da extinção do grupo, foi substituído por Sabá, ex-baixista dos grupos Jongo Trio e Som Três. Em 1997 o fundador Tasso Bangel criou outro grupo, o Sexteto Brasil de Cordas. Outros integrantes foram Danilo Vidal de Castro, Iná Bangel e Estrela D'Alva Lopes de Castro. Confira o post:

01 - Sonho azul (Sueño azul)
.....[Tibor Barcsi - Ariovaldo Pires]
02 - Conceição
..... [Dunga - Jair Amorim]
03 - Favela
.....[Hekel Tavares - Joracy Camargo]
04 - Gauchinha bem-querer
..... [Tito Madi]

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Rosely - Uma pequena antologia (RCA/1967-1975)

Rosely, cantora afinada e de bonita voz, ainda é desconhecida do grande público
Rosely é uma cantora paulista que iniciou a carreira na contramão do que era comum em 1966 no mercado fonográfico: gravou de imediato um LP, ao invés de um compacto simples, vinil com uma música de cada lado, porque os diretores da poderosa CBS (hoje Sony) acreditaram no talento da garota que teria tudo para vender muitos discos. Os executivos da CBS, com Roberto Carlos, Wanderléa, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani e outros da Jovem Guarda no cast, esqueceram que o estilo musical adotado para Rosely, afinada e dona de poderosa voz, era dirigido na época a público reduzido. Esse primeiro disco - muito bom! - foi um fracasso de vendas e a talentosa garota teve uma segunda chance, mas em outra gravadora, a RCA Victor, que a contratou em 1967. Lá, gravou o single "Só existe um lugar", uma versão da música "You only live twice", tema do filme "Com 007 só se vive duas vezes", e "Veneza não", versão de "Venezia no", obtendo relativo sucesso, o que a credenciou para outras gravações.

Infelizmente, não tenho informações sobre a cantora e sua discografia. Eu tenho as músicas do primeiro LP, sem imagens da capa e da contracapa, que baixei faz tempo na rede, mas não me recordo da fonte para dar o crédito. Consegui a foto da capa na semana passada, graças a postagem do Luiz Fernando, amigo da Comunidade MC & JG, do Orkut, que também disponibilizou o LP (aqui), a quem agradeço pela gentileza. Aproveitei a foto e montei esta antologia, reunindo oito músicas gravadas na RCA Victor, sendo seis extraídas de três compactos simples e duas da coletânea "As finalistas e vencedoras da 1ª Bienal do Samba". É provável que tenha outros discos gravados no intervalo entre 1969 e 1974. O principal destaque é a regravação do clássico "Tudo acabado", primeiro grande sucesso da Dalva de Oliveira, registrada logo após a cantora deixar o Trio de Ouro, do qual fazia parte. Rosely, com seu vozeirão, não faz feio na comparação. Confira:

01 - Só existe um lugar (You only live twice) - 1967
(John Barry - Leslie Bricusse - vs: Hamilton Di Giorgio)
02 - Veneza não (Venezia no) - 1967
(L. Tortorella - L. Zanetti - L. Beretta - A. de Paolis - vs: Romeo Nunes)
03 - A glória do amor (The glory of love) - 1968
(B. Hill - vs: Aurélio Jr. - Janete Soares)
04 - Precisa ser você (Je reviens de checher) - 1968
(Becaud - Belance - vs: George Freedman)
05 - Luandaluar - 1968
(Sérgio Ricardo)
06 - Rainha porta-bandeira - 1968
(Edu Lobo - Ruy Guerra)
07 - O amor é o mais importante - 1975
(Chico Xavier - Nem)
08 - Tudo acabado - 1975
(J.Piedade - Oswaldo Martins)




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Celly Campello - A saudade (It's a heartache) - EP 1978

Discos de 1976 e 1978 trazem versões de "It's a heartache" e "Love will keep us together"
Celly Campello, ao lado do Neil Sedaka em 1959: "Love will keep us together"
Diante da demanda aquecida pelo EP da Celly Campello, postado na terça-feira, achei que poderia contemplar com mais este compacto duplo, de 1978, com o sucesso "A saudade", uma versão de "It's a heartache", hit da Bonnie Tyler. O disco traz uma curiosidade: a faixa "O que sinto por você" é a única investida da primeira rainha do rock brasileiro no segmento disco, aproveitando os resquícios dos embalos de sábado à noite no final dos anos 1970. Aproveitei e adicionei o single de 1976 com a música "Nosso amor é pra sempre", uma versão de Alf Soares para "Love will keep us together", da dupla Greenfield e Neil Sedaka, a mesma que compôs “Stupid cupid”, velha conhecida da cantora. 

Em novembro de 1959, quando Celly Campello despontava em primeiro lugar nas paradas de sucesso com a versão “Estúpido cupido”, Neil Sedaka – também no auge da popularidade – se apresentou no Brasil e conheceu Celly Campello numa festa na casa de um produtor da TV Tupi de São Paulo, segundo lembra o blog Cartazes Internacionais no Brasil. Na foto acima, o astro internacional é flagrado, ao lado da cantora, com copo na mão e jeito de quem está apaixonado pela adolescente. Felizmente, pra Sedaka, Celly não cantou "Hei, hei, é o fim/ Oh, cupido/ Pra longe de mim", pois era moça comprometida. O violonista Theotônio Pavão, pai de Albert e Meire Pavão, achou melhor fixar o olhar no fotógrafo, enquanto a menina se diverte com a situação. O lado B do compacto traz a música "A casa de cortinas amarelas", faixa que restaurei do CD "Mar de Rosas", originalmente com defeito. Confira:

Compacto duplo - 1978

01 - A saudade (It's a heartache)
..... (Scott - Wolfe - Arthur - Galahad)
02 - Dina
..... (João Walter Plinta - H. Santisteban - Cesar Rossini)
03 - O que eu sinto por você
..... (Osmar Navarro - Arthur Moreira)
04 - Você me fez brilhar (You light up my life)
..... (Joe Brooks - Wally)

Diretor criativo - Osmar Zan
Coordenador artístico - Tony Campello
Arranjador - Daniel Salinas

Compacto simples - 1976

01 - Nosso amor é pra sempre (Love will keep us together)
..... (Greenfield - Neil Sedaka - vs: Alf Soares)
02 - A casa de cortinas amarelas
..... (Chil Deberto - Haroldo Monteiro)

Coordenador artístico - Tony Campello
Arranjador - Daniel Salinas

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Antonio Adolfo - Encontro Musical (1978)

Disco independente tem participações especiais do Erasmo Carlos e da Joyce
Quem curte música instrumental de boa qualidade deve conhecer Antonio Adolfo, um dos pioneiros do disco independente no Brasil. Foi por meio do selo próprio Artezanal que lançou em 1977 o álbum "Feito em casa", disco que deu o pontapé inicial a essa tendência libertária que motivou o aparecimento de artistas divergentes das leis do mercado tradicional. Este "Encontro musical", de 1978, é o seu segundo LP por esse sistema que gerou vários outros trabalhos, como se pode ver no site do artista. O disco conta com as participações especiais no vocal de Erasmo Carlos, Joyce e Málu.

Antonio Adolfo nasceu em 10 de fevereiro de 1947, no Rio de Janeiro, num ambiente musical. Ele é filho de uma violinista da Orquestra do Teatro Municipal do Rio. Começou a estudar música na infância, e no início dos anos 1960 o pianista passou a frequentar os ambientes cariocas onde se tocava jazz e bossa nova. Em 1964 montou o Trio 3-D para encenar o musical "Pobre Menina Rica", de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra. Participou como compositor dos festivais de música popular, obtendo sucesso com "Sá Marina" em 1968 e no ano seguinte com "Juliana" (parceria com Tibério Gaspar), interpretada pelo conjunto A Brazuca, do qual fazia parte. A dupla de compositores vence em 1970 a fase nacional do V FIC com a música "BR-3", interpretada por Tony Tornado e Trio Ternura. Nos anos 1970 esteve nos Estados Unidos tocando e estudando, influenciado principalmente pela linguagem do jazz.

Desde 1985, Adolfo vem se dedicando a sua escola de música, o Centro Musical Antonio Adolfo, além de participar em eventos internacionais como músico e educador, sem deixar de lado sua carreira como intérprete. Como autor de material didático, lançou no Brasil sete livros pela editora Lumiar, além de um video-aula e dois livros sobre música brasileira no exterior. Durante oito anos foi o representante do IAJE (International Association For jazz Education) para a América Latina. Recentemente, Antonio Adolfo voltou a se apresentar com mais frequência em shows, seja em formato piano solo ou em grupo, confirmando sua versatilidade artística. Confira:

01 - Sá Marina
..... (Antonio Adolfo - Tibério Gaspar)
02 - Balada
..... (Antonio Adolfo)
03 - A volta do sanfoneiro
..... (Antonio Adolfo)
04 - Um passeio da mente
..... (Antonio Adolfo)
05 - Em Brasília
..... (Antonio Adolfo)
06 - Nas quebradas da vida
..... (Antonio Adolfo)
07 - Leve como o vento (solo vocal: Erasmo Carlos)
..... (Antonio Adolfo)
08 - As coisas que tenho a dizer (solo vocal: Málu)
..... (Antonio Adolfo)
09 - Carola
..... (Antonio Adolfo)
10 - O silêncio da montanha
..... (Antonio Adolfo)
11 - Prelúdio em Do menor
..... (Antonio Adolfo)
12 - Cançoneta (solo vocal:  Joyce)
..... (Antonio Adolfo)

Teclados e arranjos de Antonio Adolfo
Gravado por Toninho Barbosa no Estúdio da Sono-Viso - RJ

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Celly Campello - Don't cry for me Argentina (EP 1977)

Celly Campello gravou LP e singles na RCA após sucesso da novela Estúpido Cupido
Celly Campello, a primeira rainha do rock brasileiro, interpreta neste compacto duplo de 1977 a música "Don't cry for me Argentina", uma das preferidas da própria cantora. O disco, sem muita repercussão, também traz três versões, entre as quais "Insisto, amor", do hit "Isn't she lovely", de Stevie Wonder, que Celly também gravou em inglês. A cantora nasceu na capital paulista no dia 18 de junho de 1942. Com apenas cinco dias de vida voltou para a cidade paulista de Taubaté, onde residiam seus pais, o casal Nelson Freire Campello e Idea Benelli Campello. A mãe quisera que o parto se desse onde as condições hospitalares fosse melhores, daí o nascimento em São Paulo.

Na infância, estudou piano, violão e balé, sendo que aos 12 já tinha seu próprio programa na Rádio Cacique de Taubaté. Em 1958, com 15 anos, gravou seu primeiro disco, com o irmão Tony Campello no outro lado do 78 RPM. Ela cantando "Handsome Boy”, e ele a balada rock “Forgive me”. O grande sucesso viria no ano seguinte com a versão brasileira de "Stupid Cupid", que no Brasil virou "Estúpido Cupido". Nesse mesmo ano participou do filme “Jeca Tatu”, do Mazzaroppi, e ainda ganhou programa próprio junto com seu irmão, chamado "Celly e Tony em Hi-Fi", na Rede Record, o qual apresentou por dois anos. Gravou outros sucessos, como "Banho de lua", "Lacinhos Cor-de-Rosa", "Billy", "Hey mama", "Broto legal", "Canário" (em dueto com o irmão Tony) e outros hits que lhe renderam inúmeros prêmios e troféus, inclusive no exterior.

Em 1962, com 20 anos e no auge do sucesso, Celly abandonou a carreira para se casar com José Eduardo Gomes Chacon, seu namorado desde a adolescência. Foi assim que se encerrou o primeiro ciclo da carreira. Ela ainda foi sondada em 1965 para apresentar o programa Jovem Guarda na TV Record, ao lado de Roberto e Erasmo Carlos. Em seu lugar entrou Wanderléa, que fazia muito sucesso com músicas do álbum "Quero você", de 1964. Celly voltou a gravar um LP em 1968, atendendo a pedido da Odeon, que queria comemorar os 10 anos do seu primeiro disco. Retornou aos estúdios no início dos anos 1970 para gravar na Continental e na RCA Victor. Foi alçada novamente ao sucesso em 1976 graças a telenovela "Estúpido Cupido" na TV Globo. Incentivada pela popularidade da novela, gravou um LP e alguns singles na RCA até 1979, quando encerrou definitivamente a carreira. Faleceu em 3 de março de 2003, vítima de câncer de mama, no Hospital Samaritano em Campinas, deixando saudades por seu talento e bonita voz. Confira:

01 - Don't cry for me Argentina
..... (Andrew Lloyd Webber - Tim Rice)
02 - A estação (Station)
..... (Terry Winter - Tony Temple - Dean Cliford - vs: Artúlio Reis)
03 - Insisto, amor (Isn't she lovely)
..... (Stevie Wonder - vs: Walter)
04 - Só, entre dois amores (Torn between two lovers)
..... (P. Yarrow - P. Jarrell - vs: Hamilton Di Giorgio)

Coordenador artístico - Tony Campello
Arranjador - Daniel Salinas

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Jair Rodrigues - Jair Rodrigues de Oliveira (1982)

Álbum lançado pela Philips em 1982 comemora 20 anos da carreira artística do Jair Rodrigues
Nem parece, mas os números são exatos: Jair Rodrigues comemora 50 anos de carreira artística neste 2012. Há exatos 30 anos, quando festejava o 20º aniversário profissional, o cantor lançou pela Philips este álbum com seu nome de batismo. O LP, o 28º da carreira, contou com a participação especial do filho Jairzinho na faixa "Deus Salvador" e teve direito a foto da família reunida na contracapa. Nela, o produtor do disco, Armando Pittigliani, destaca que o álbum é formado por "repertório bastante variado e que possibilita  dimensionar todo o talento interpretativo deste que é, sem dúvida, um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos". Uma das curiosidades é a música "Violeiro, violeiro", composta por Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, nosso eterno rei do futebol.

O cantor nasceu na cidade paulista de Igarapava em 06 de fevereiro de 1939. Começou a cantar em 1957 como crooner em casas noturnas do interior de São Paulo. A partir de 1960, passou a cantar na capital paulista, participando de programas de calouros, e gravou seu primeiro disco (78 RPM) em 1962, com duas músicas para a Copa do Mundo do mesmo ano: "Brasil sensacional" e "Marechal da vitória", essa última muito executada pela Rádio Record. Lançou em seguida um compacto simples contendo as canções "Balada do homem sem Deus" (Fernando César e Agostinho dos Santos) e "Coincidência" (Venâncio e Corumba). Seus primeiros LPs foram "Vou de samba com você" e "O samba como ele é", lançados em 1964. Nessa época, atingiu grande popularidade com sua interpretação da música "Deixa isso pra lá" (Alberto Paz e Edson Meneses), marcada pela gesticulação que fazia com a palma da mão. Essa canção é considerada precursora do rap brasileiro por seu refrão falado.

Em 1965, substituiu Baden Powell no show realizado no Teatro Paramount, em São Paulo. Foi nesta ocasião que cantou pela primeira vez ao lado daquela que seria sua parceira, a estreante Elis Regina, com quem lançou em seguida o LP "Dois na bossa", gravado ao vivo. Devido ao enorme sucesso alcançado pelo disco, formou com a jovem cantora a dupla Jair e Elis, no comando do programa "O fino da bossa", produzido pela TV Record (SP), que teve estreia dia 19 de maio de 1965, marcando seu lugar entre as grandes estrelas da MPB. A consagração definitiva viria em 1966 ao participar do II Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), defendendo a canção "Disparada" (Geraldo Vandré e Teo de Barros), dividindo o primeiro lugar com "A banda" (Chico Buarque), defendida por Nara Leão. O resto é história que todos conhecem. Confira o post:

01 - Cesteiro
..... (Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
02 - Deus salvador - part. esp. Jairzinho
..... (Luiz Carlos)
03 - Passado de lama
..... (Ary do Cavaco - Otacilio)
04 - Rancho da saudade
..... (Jair Amorim - Evaldo Gouveia)
05 - O amor e o tempo
..... (Luiz Wanderley - Curumba)
06 - Aruê-pan
..... (Ederaldo Gentil - Batatinha)
07 - Imenso prazer
..... (Edil Pacheco - Cardan)
08 - Lá vem Salgueiro
..... (Luiz Carlos - Branca de Neve)
09 - Violeiro, violeiro
..... (Edson Arantes do Nascimento, Pelé)
10 - Pode ser que amanhã amanheça chovendo
..... (Paulinho Rezende - Totonho)
11 - O poeta e o rei
..... (Hélio Matheus)
12 - Madrugada
..... (Benito di Paula)

FICHA TÉCNICA

Direção de produção - Armando Pittigliani
Arranjos e regência - Wilson Mauro
Assistente de produção - Lelé Pereira
Técnicos de gravação - Ary Carvalhaes, João Moreira e Luiz Claudio
Auxiliares - Márcio, Charles, Manoel e Carlinhos
Mixagem - Ary Carvalhaes
Arregimentador - Clovis Camelo de Melo
Corte de acetato - Ivan Lisnik
Fotos - Rubens Richter
Arte - Mariano Martins
Gravado nos estúdios Polygram - RJ
Part. esp. do Grupo Água na faixa "O poeta e o rei"

domingo, 7 de outubro de 2012

Vários artistas - Jovem Guarda Obscura - Volume 7

Maioria dos intérpretes nesta coletânea é desconhecida do grande público
Eis aqui o sétimo volume da série "Jovem Guarda Obscura", lembrando sempre que os cinco primeiros estão postados no meu blog anterior, o SanduícheMusical. Este post só foi possível devido a valiosa contribuição do nosso amigo Vlademir Ferreira, lá da Comunidade MC & JG, a quem renovo o meu sincero agradecimento. Ele me enviou um lote com várias músicas e deixou à meu critério a seleção para cada unidade. Boa parte do material enviado já foi aproveitada e restaram 15 canções.

Assim, pra completar as 20 que compõem cada volume, inclui outras cinco do meu acervo. Adicionei, propositalmente, a música "Só existe um lugar", interpretada pela Rosely, que a gravou em 1967 num compacto simples pela RCA Victor. Essa canção, uma versão de "You only live twice", da trilha do filme do James Bond, foi regravada pela Celly Campello, mas somente agora chega ao conhecimento do público devido ao lançamento da coletânea "Mar de rosas", do selo Discobertas, que celebra neste 2012 os 70 anos de nascimento da cantora. 

A homenagem à primeira rainha do rock brasileiro é merecida. Seria tudo perfeito, não fosse um grave erro da produção do CD: o registro da Celly Campello consta como "Viver por viver", versão de "Vivre pour vivre" - nada a ver com o que se ouve no disco, e teria sido gravado em 1970. Eu, em particular, tenho dúvida sobre a veracidade da informação, pois desconfio que esse registro é sobra do LP que Celly gravou em 1968 na Odeon, assim como a outra "inédita" do disco, "Quando me enamoro". Pra piorar o quadro, a última faixa do disco, "A casa de cortinas amarelas" está defeituosa, com insuportável ruído no meio da música. Agora, na condição de consumidor, fico me perguntando: não seria o caso de a gravadora fazer um "recall", assim como fazem as montadoras de veículos? É um caso pra se pensar. Enquanto isso, confira o post:

01 - Os Beatos - Thunderball 
02 - As Oncinhas - Espere meu bem
03 - Os Paqueras - É duro ser estatua
04 - Leonardo - Pra você
05 - Rosely - Só existe um lugar (You only live twice)
06 - The Black Falcons - Solidão sem fim
07 - Flávio - Submarino amarelo (Yellow Submarine)
08 - The Paladins - Seja meu amor
09 - Sissi - Estou triste com você
10 - Os Monges Hippies - Toda a paz desse mundo
11 - As Clebs - Serei sincera
12 - Luiz Keller - O tempo vai lhe convencer
13 - Os Hienas - Canção para Rosa 
14 - Eny Mara - A idade do amor (Tous les garçons et les filles)
15 - Sergio Lee - Donna (Donna)
16 - The Sparkes - Não chores mais
17 - Os Aranhas - Gloria
18 - Os Milionários - Jogo de futebol
19 - Mily Moreno - O teu olhar
20 - Renê Dantas - Soninha

Colaboração: Vlademir Ferreira, da Comunidade MC & JG, do Orkut


sábado, 6 de outubro de 2012

Musikantiga - Arranjo e regência de Leo Peracchi

Musikantiga resgata obras musicais de compositores dos séculos 15 ao 19
Que tal entrarmos numa cápsula do tempo e viajarmos pelas trilhas sonoras dos séculos passados? Esse passeio musical é possível graças ao excelente trabalho do grupo Musikantiga, de São Paulo, que resgata neste álbum datado de 1975 músicas instrumentais de compositores dos séculos 15 ao 19, como se pode ver pelo ano do nascimento e da morte dos respectivos autores. O interessante é que, graças a invenção e impressão de partituras, hoje sabemos muito mais sobre a música do que a vida desses notáveis compositores. O disco, lançado pela Beverly, não traz informações sobre os integrantes da banda, e destaca que os arranjos e a regência são do maestro Leo Peracchi. As canções, em estilo clássico e barroco, são executadas por instrumentos como flautas, violinos, viola, oboé, cello e outros, conduzindo o ouvinte a momento de absoluta paz. Sintonize:

01 - Largo
..... (Francesco Maria Veracini - 1690 - 1750)
02 - Rondo alla turca
..... (Wolfgang Amadeus Mozart - 1756 - 1791)
03 - Pavana
..... (William Byrd - 1543 - 1623)
04 - Gavotta
..... (Jean Baptiste Lully - 1632 - 1687)
05 - Dido e Enéas
..... (Henry Purcell - 1659 - 1695)
06 - Tambourin
..... (André Grétry - 1741 - 1813)
07 - Hino de Orfeo
..... (Jacopo Peri - 1561 - 1609)
08 - Serenata
..... (Franz Joseph Haydn - 1732 - 1805)
09 - Jesus alegria dos homens
..... (Johann Sebastian Bach - 1685 - 1750)
10 - Dança dos espíritos bem-aventurados
..... (Christoph Willibald Gluck - 1714 - 1787)
11 - Tambourin
..... (Jean Philippe Rameau - 1683 - 1764)
12 - Pastoral
..... (Pier Francesco Cavalli - 1602 - 1676)
13 - La Bernardina
..... (Josquin dez Prez - 1440 - 1521)
14 - Intrada-Sarabande-Ball
..... (Johann Christoph Pezel (Pezelius) - 1639 - 1694)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico - Som Indústria e Comércio S/A
Direção artística - Paulo Rocco
Direção de produção - Decio Fonsi e Talmo Scaranari
Técnicos de gravação - José Toledo e Roberto Marques
Técnico de mixagem - José Toledo
Corte - Rogério Decio Gauss Jr.
Layout - Pedro Lopes
Arte final - Antonio José Castilho
Gravado nos Estúdios Reunidos Ltda - São Paulo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Flowers - América (LP Square/CID - 1974)

Grandes sucessos do passado estão presentes neste álbum lançado em 1974 
Quem vê a capa logo imagina que se trata de um disco da banda América, homônima do grupo inglês, intitulado Flowers. Eu não teria dúvidas sobre isso se não fosse por um pequeno detalhe: postei em maio último no SanduícheMusical o álbum "No tempo do bambolê" (aqui), de 1988, contendo hits do passado interpretados por dois grupos: Turma Legal e Flowers. Nele, encontramos quatro faixas - "Venus", "No milk today", "Son of my father" e "Hanky panky" - gravadas pelo Flowers e que se encontram neste LP de 1974, produzido pelo selo Square, da Companhia Industrial de Discos (CID). Existe, é verdade, a possibilidade de engano por parte de quem resgatou 14 anos depois essas quatro faixas, trocando o nome da banda pelo título do disco. Enfim, por via das dúvidas, achei melhor manter os dados do disco de 1988: Flowers é o nome do grupo que, desconfio, é genuinamente nacional. Confira:

01 - No milk today
..... (Graham Gouldman)
02 - Only you
..... (Ram - Rand)
03 - Venus
..... (Rob Van Leeuwen)
04 - My pledge of love
..... (Joe Stafford Jr.)
05 - Son of my father
..... (Giorgio Moroder - Michael Holm - P.Bellote)
06 - Yellow river
..... (J. Christie)
07 - Rock around the clock
..... (Max C. Freedman - J. de Knight)
08 - Sugar, sugar
..... (Barry - Kim)
09 - Get ready
..... (W.Robinson)
10 - Hanky panky
..... (J. Barry - Ellie Greenwich)
11 - I've been hurt
..... (Ray Whithey)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Miltinho, do MPB-4 - New malemolência (1986)

Disco do Miltinho tem participações do MPB-4, Leila Pinheiro, Kledir Ramil e Zé Renato
Todos conhecem o MPB-4, grupo vocal que obteve notoriedade a partir dos festivais da canção em meados dos anos 1960. Mas nem todos sabem que Milton Lima dos Santos Filho, o Miltinho, fundador do quarteto, também investiu em carreira solo em 1986, quando lançou este "New malemolência". O disco é independente e se destacou devido a canção "Mal de raiz", tema do personagem Mocinha na novela "Roque Santeiro", da Rede Globo. A música conta com as participações especiais dos amigos do MPB-4. Além deles, o álbum também têm as presenças de Leila Pinheiro, Kledir Ramil, Zé Renato e Lourenço Baeta.

Segundo o Dicionário Cravo Albin, Miltinho cresceu em um ambiente musical. Sua mãe era professora de piano. Seu primeiro instrumento foi a gaita de boca e, em seguida, o violão. Estudou Engenharia até o terceiro ano, abandonando o curso em 1965, quando tornou-se profissional com o MPB-4, ao lado do Ruy, Aquiles e Magro (falecido recentemente, em 08 de agosto). O quarteto manteve sua formação original até início de 2004, quando Dalmo Medeiros entrou no lugar de Ruy, que deixou o grupo. 

Além de vocalista, Miltinho também é arranjador vocal em várias músicas do MPB-4 e do Quarteto em Cy. Teve seu primeiro trabalho como compositor registrado com a canção "Vim pra ficar", gravada pelo MPB-4 em seu terceiro LP de carreira. A partir daí, suas músicas passaram a ser gravadas pelo grupo, além de intérpretes como Nara Leão, Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Roberto Ribeiro, Jessé, Célia, Isaurinha Garcia, Quarteto em Cy, Claudette Soares e Milton Banana Trio. Miltinho também gravou em 1992 o disco "Enigma", que nunca ouvi, mas deve ser tão bom quanto este. Confira:

01 - Mal de raiz - part. esp. MPB-4
..... (Miltinho - Paulo Cesar Pinheiro)
02 - Por quem merece amor (Por quien merece amo)
..... (Silvio Rodriguez - vs: Miltinho)
03 - New malemolência (Anna)
..... (Vatro - Giordano - vs: Aldir Blanc)
04 - Amar de novo
..... (Miltinho - Magro)
05 - Maravilha curativa
..... (Miltinho - Kledir Ramil)
06 - Anjo sereia
..... (Miltinho - Alceu Valença)
07 - Vida em comum - part. esp. Leila Pinheiro
..... (Miltinho - Paulo César Pinheiro)
08 - Cicatrizes
..... (Miltinho - Paulo César Pinheiro)
09 - Ossos do ofício - part. esp. Kledir Ramil
..... (Miltinho - Kledir Ramil)
10 - Era só o que faltava - part. esp. Zé Renato e Lourenço Baeta
..... (Miltinho)

FICHA TÉCNICA

Direção artística - Miltinho
Direção musical - Gilson Peranzetta e Miltinho
Produção executiva - Paulo Albuquerque e Miltinho
Assistente de produção - João Mário Linhares
Arranjos - Gilson Peranzetta, Magro e Paulo Rafael
Programação de teclados DX7 e JX-BP - Wagner Caetano
Engenheiro de gravação, mixagem e masterização - Carlos Eduardo (Carlão)
Auxiliares de estúdio - Paulo, Antonio Carlos, André e Guilherme
Layout capa e contracapa - M.J.Marchevsky
Foto de capa - Sérgio Pantoja e Cláudio Carijó
Fotos de contracapa - Luis Edmundo de Castro e Ivayr Borges
Gravado e mixado no Multi Studios (Rio de Janeiro) em dezembro de 1985 e janeiro de 1986 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Metrô - Déjà-vu (CD independente - 2002)

Último disco do Metrô tem participações da Preta Gil, Jorge Mautner, Otto e outros
Esqueça o estilo new wave que consagrou a banda Metrô nos anos 1980. Em 2002, o grupo voltou a se reunir em estúdio com Virginie no vocal para gravar este “Déjá vu”, com forte influência da Bossa Nova. O disco é independente e tem participações especiais de Preta Gil, Otto, Wally Salomão, Jorge Mautner e Nelson Jacobina. O álbum também traz regravações de "Coração vagabundo", "Aquarela do Brasil", "Rapaz da moda" e "Leva meu samba", além da releitura de "Johnny love", "Beat acelerado" e "Sândalo de Dandi". O resultado é um excelente álbum, pra ser ouvido numa tacada só, do começo ao fim, mas infelizmente passou despercebido pelos ouvintes. Se você é um deles, aproveite a oportunidade para baixá-lo, graças a generosidade do nosso amigo colaborador Amilcar Pacheco, que disponibiliza mais este disco da sua coleção e a quem renovo os meus sinceros agradecimentos.

O grupo foi formado em 1979 por cinco amigos e alunos do Lycée Pasteur, da Vila Mariana, em São Paulo. A banda é formada por Virginie (voz), Alec Haiat (guitarra), Yann Lao (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria), todos franceses ou filhos de franceses radicados no Brasil. Gravou o primeiro disco, um álbum independente, como "A Gota Suspensa", em 1983. O trabalho despertou a atenção da Epic (Sony), empenhada em descobrir novos grupos musicais. A banda foi contratada e mudou o nome para Metrô, gravando em 1985 o disco "Olhar", obtendo enorme sucesso com músicas como "Beat Acelerado", "Sandalo de Dândi","Johnny Love", "Ti Ti Ti" e "Tudo Pode Mudar". Com a música “Johnny Love”, Virginie e companhia fizeram uma participação no filme “Rock Estrela”, cantando ao lado de Léo Jaime.

Criticados por alguns por não falarem de “assuntos sérios” como abertura política e afins, os músicos do Metrô resolveram mudar o discurso, indo pelo mesmo caminho de Cazuza e Legião Urbana. Mas Virginie não concordou e acabou “demitida”. Assim, a cantora e também compositora partiu para carreira-solo, formando o grupo "Virginie & O Fruto Proibido", constituído por Albino Infantozzi (bateria e percussão), Don Beto (violões e guitarra) e Nilton Leonarde (baixo). Com ele, a cantora gravou o disco "Crime Perfeito", lançado em 1988 pela Epic. O Metrô, por sua vez, substituiu a vocalista por um novo, Pedro D’Orey, e lançou um LP, sem nenhuma repercussão. Com o tempo, cada um seguiu seu caminho, e voltou em 2002 com este álbum que, lamentavelmente, não serviu para reuni-los definitivamente. Confira:

01 - Mensagem de amor
02 - Achei bonito
03 - Que nega é essa (part. esp. Preta Gil)
04 - Coração vagabundo
05 - Aquarela do Brasil (part. esp. Preta Gil)
06 - Johnny love
07 - Resemblances
08 - Missing you
09 - Rapaz da moda
10 - Everyone is wrong but me
11 - Beat acelerado
12 - Sândalo de Dândi
13 - Leva meu samba (part. esp. Jorge Mautner e Nelson Jacobina)
14 - Silence
15 - Déjà vu (part. esp. Otto)
16 - Coração vagabundo (Remix)
17 - Beat acelerado (Remix)
18 - Achei bonito (remix)
19 - Déjà-vu (remix)

Colaboração: Amilcar Pacheco

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vários grupos de rock - Os Intocáveis (1985)

Disco lançado pela Epic (Sony) apresenta novas bandas de rock, como Capital Inicial e Zero
Quem curtiu a postagem do álbum "Banda Contrabanda" (aqui) deve baixar também este Os Intocáveis. Trata-se do álbum, lançado pelo selo Epic (Sony) em 1985, reunindo 12 novas bandas de rock. A única que realmente vingou, com o hit "Descendo o Rio Nilo", foi a Capital Inicial, liderada pelo vocalista Dinho, ainda na ativa, sendo que o Grupo Zero também obteve relativa repercussão. As demais ficaram na promessa, apesar da boa qualidade do trabalho apresentado. Confira:

01 - C-47 - Vazio de amor
..... (Johnny Barreto - Dante Gastaldoni)
02 - Capital Inicial - Descendo o Rio Nilo
..... (Fê - Loro - Flávio - Dinho)
03 - Omar e os Cianos - Abominável homem das neves
..... (Maury Gatti)
04 - UPI - Ao vivo e a cores
..... (Ricardo Lima)
05 - Eletrodomésticos - Choveu no meu chip
..... (Guilherme Jardim - Luciana Araújo - Manfredo)
06 - Neon - Metropolis
..... (Mário de Castro - Arthur Muhlenberg)
07 - Tan-Tan Club - Menina do metrô
..... (Hilton - Raw - Sérgio Gonzales)
08 - Os Mesmos - Ecos da caverna
..... (Leandro - Leo Jaime - Selvagem Big Abreu)
09 - Zero - Heróis
..... (Zero - Guilherme Isnard)
10 - THC - Rollar pra você
..... (Assad Emile)
11 - Front - Dodói
..... (Nani Dias)
12 - Banda 69 - Papo sério
..... (Marcelo)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tony Fabian - Amada amante (1971)

Grandes sucessos de 1971 estão presentes neste álbum da orquestra de Tony Fabian
Eis aqui mais um álbum da orquestra do Tony Fabian. O disco em minhas mãos é datado de 1977, mas não tenho dúvida de que se trata de uma produção de 1971, pois todo o repertório é de canções que fizeram sucesso naquele ano. A única exceção é a "Sinfonia número 40", clássico do Mozart. Hoje, ao ouvi-las, constato - talvez por saudosismo - como havia boas melodias naquela época. É delicioso ouvi-las. Infelizmente não há referências na internet sobre quem seria este Tony Fabian, mas provavelmente é o pseudônimo adotado por um músico brasileiro, muito competente, por sinal. Confira:

01 - Mammy blue
..... (Hubert Geraud)
02 - She's a lady
..... (Paul Anka)
03 - Oho-aha
..... (A.Gonzalez 0 J.L.Aveilaneda)
04 - Oh me oh my
..... (Gim)
05 - Toast and marmelade for tea
..... (Groves)
06 - Amada amante
..... (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
07 - Sing sing Barbara
..... (Laurent - Au Livier)
08 - Sinfonia número 40
..... (Mozart)
09 - Butterfly
..... (D.Gerard - H.Barnes - R.Bernet)
10 - Don´t let it die
..... (Smith)
11 - That´s what I want
..... (Carter - Lewis)
12 - If
..... (D. Gates)