Pesquisar este blog

Carregando...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Wilson Tavares - Maria Izabel (CS 1964)

 Wilson Tavares, contratado da Chantecler, atuou no período da Jovem Guarda
Apelo, mais uma vez, ao material de gaveta, aquele disco que tenho pronto pra ser postado em dia sem muita inspiração. A faixa “Quando encontrares meu bem”, versão de “Quando vedrai la mia ragazza”, gravada pelo Wilson Tavares em 1964, era pra ser incluída na coletânea Jovem Guarda Obscura, postada faz tempo, mas deixei de fora porque o compacto está com a capa original, em bom estado de conservação, e poderia postá-la em outra oportunidade, valorizando o disco, que ficaria perdido numa coletânea. Não tenho referência sobre o cantor, que ainda gravou outro CS em 1967, também na Chantecler, com as músicas “O transviado” e “Não quero mais amar”, postadas (aqui) no YouTube. Confira:

01 - Maria Izabel (Mary Isabel)
(Leo Dan – vs: Paulo Queiroz)
02 - Quando encontrares meu bem (Quando vedrai la mia ragazza)
(E. Clacci – Giangrano)




quinta-feira, 21 de maio de 2015

Reencontro Com The Clevers (CD 2008)

Carlos Gonzaga, Demétrius, Jerry, Waldireni e Sérgio Reis cantam no CD 
Este “Reencontro com The Clevers” não é novidade na rede, e vou resgatá-lo da gaveta, com a diferença de oferecer contracapa genérica para o CD, pois o original é envelopado, similar a capa de LP. O meu exemplar veio acompanhado da segunda edição do livro "Rock Brasileiro - 1955-1965, ampliada e atualizada”, que comprei do autor Albert Pavão, em dezembro de 2011, no Restaurante Ed Carnes, do cantor Ed Carlos, em São Paulo. Foi lançamento especial do livro, promovido pela Comunidade MC&JG, do finado Orkut, e hoje hospedada na VK. Segundo Pavão, o CD foi cortesia do apresentador de rádio e TV, Antônio Aguillar, para o evento. Foi Aguillar quem criou a banda, e portanto a marca The Clevers, nos primórdios do rock, em 1962, e sua primeira formação, com integrantes d’Os Incríveis, durou até 1968.

O CD, lançado em 2008 no formato envelope, foi produzido pelo radialista, que promove revival da banda em sua terceira formação: o ex-vocalista Quirino (vocais), Evaldo Corrêa (bateria), Rod Spencer (guitarra), Keller (sax) e Satoru (baixo), instrumentistas de prestígio na capital paulista. O disco traz cinco convidados pra lá de especiais: Sérgio Reis, Carlos Gonzaga, Demétrius, Waldireni e Jerry Adriani. São 13 regravações e a inédita "A Menina do Rock", interpretada pelo Demétrius. No repertório, canções como "El Relicário", "O Milionário", "No auge do Rock n' roll","Diana" e "Oh! Carol". Antonio Aguillar fez questão de incluir a música "Tributo ao Rei", de autoria de Luiz Fabiano, em homenagem aos 50 anos da carreira artística do Roberto Carlos.

Segundo página oficial do The Clevers no Facebook (aqui), o grupo lançou em 2012 novo CD e primeiro DVD (na foto acima), em show ao vivo no Club Homs, em São Paulo, com participações especiais do Ronnie Von, Wanderley Cardoso, Martinha, Demétrius, Ricardo Braga e Aline. A novidade é o novo vocalista, Luiz Monteiro, que apesar de integrar a banda desde 2009, aparece pela primeira vez num registro oficial, dando vez e voz atualizada ao The Clevers. No repertório, músicas desse CD, pérolas da Jovem Guarda, hits do Elvis Presley e até homenagem (antecipada) aos 50 anos da carreira do Ronnie Von, hoje apresentador de TV. Confira o primeiro reencontro:

01 - Tributo ao Rei
(Luiz Fabiano)
02 - Sem resposta (No reply)
(Lennon – McCartney – vs: Norberto Freitas)
03 - El relicário
(Padilha)
04 - Jovens tardes de domingo
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
05 - O milionário (The millionaire)
(Mike Max Field)
06 - Have you ever seen the rain
(J. C. Fogerty)
07 – Runaway
(Del Shannon – Max Crook)
08 - My pledge of love
(Joe Staffor Jr.)
09 - Yellow river
(J.Christie)
10 - Lana (com Sérgio Reis)
(Roy Orbison – Joe Melson – vs: Carlos Alberto)
11 - Diana (com Carlos Gonzaga)
(Paul Anka – vs: Fred Jorge)
12 - A menina do rock (com Demétrius)
(Demétrius)
13 - Oh! Carol (com Waldireni)
(Neil Sedaka – H.Greeenfield – vs: Fred Jorge)
14 - No auge do rock and roll (com Jerry Adriani)
(Jerry Adriani)



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Marcel Link - Minha Estrela (LP 1980)

 Marcus Pitter, produtor do disco da Top Tape, canta em uma das 13 faixas 
Pra falar a verdade, eu não conhecia e nem tinha ouvido falar em Marcel Link até receber esta colaboração do amigo Aderaldo, a quem agradeço por apresentá-lo. O álbum “Minha estrela”, foi lançado em 1980 pela Top Tape, com produção do Marcus Pitter, autor da música que dá título ao disco, e que participa da faixa “Quanta saudade”. O LP resgata alguns sucessos do passado, como “Boneca cobiçada”, “Beijinho doce”, “Meu primeiro amor”, “Amor de Terezinha” e “Separação”. Fiz uma busca na rede para obter informações sobre o artista, e uma página do Fã Clube no extinto Orkut informa apenas que Marcel Link, ou como primeiramente conhecido, Joãozinho, é cantor da Jovem Guarda, abriu shows do Roberto Carlos, e se apresentou nas noites cariocas no Bier Klause. Confira:

01 - Três Companheiros
(José Batista)
02 - Esmeralda
(Filadelfo Nunes - Fernando Barreto)
03 - Menina dos Meus Olhos
(Sebastião Rodrigues - Luis Moreno)
04 - Prece Ao Vento
(Gilvan Chaves - Alcyr Pires Vermelho - Fernando Luis Câmara)
05 - Mande Um Beijo e o Endereço
(Marcel Link - Dell Rosso)
06 - Boneca Cobiçada
(Biá - Bolinha)
07 - Beijinho Doce
(Nhô Pai)
08 - O Amor de Terezinha
(Rubinho - Oiram Santos)
09 - Separação
(Cláudio de Barros - Torrinha)
10 - Minha Estrela
(Marcus Pitter)
11 - Rolinha (La Paloma)
(Sebastian Yradier - Vrs. Pedro de Almeida)
12 - Meu Primeiro Amor (Lejania)
(Hermínio Gimenez - Vrs. José Fortuna - Vrs. Pinheirinho Jr.)
13 - Quanta Saudade – Part. especial: Marcus Pitter
(Marcel Link - Dell Rosso)

Colaboração: Aderaldo



terça-feira, 19 de maio de 2015

Rita Pavone - Dance (CD 1995)

 Rita Pavone faz releitura em 1995 de oito hits da carreira em versão Dance
Os fãs da Rita Pavone foram surpreendidos no primeiro dia de 2006 com a notícia de que deixaria definitivamente os palcos, cantando pela última vez em público. Por conta disso, este disco produzido na Espanha em janeiro de 1995, quando também gravou o CD “No solo nostalgia”, seria um dos últimos da carreira, dedicada também ao teatro. Nele, faz releituras de seus antigos hits, agora em versão “Dance”, como anuncia o título do disco. A despedida, no entanto, não foi definitiva, e retomou a carreira em 8 de outubro de 2013 , data oficial do lançamento na Itália do CD duplo “Masters”, com 15 canções em inglês e 15 em italiano, produzido pela Sony Music.

Rita veio ao mundo pra se destacar: um dia após o nascimento, em 23 de agosto de 1945, foi notícia de jornal por ser super bebê de seis quilos. É a única menina do casal Giovanni Pavone (1911-1990) e Maria Macchia (1918-1990), que tinha dois meninos, Piero (1938) e Carlo (1939), e abaixo dela, ainda teve Cesare (1952), além de Giancarlo (1936-1938). Na cidade natal de Torino, na Itália, a menina de seis anos, já cantava e impressionava pela voz potente. Começou a carreira em 1962 com o single "La partita di pallone" e logo depois torna-se sucesso mundial. Participa de filmes, programas de TV, e lança vários singles, com hits como “Alla mia eta”, “Come te non c’è nessuno”, “Cuore”,  “Datemi un martello”, “Che m'importa del mondo”, “Viva la papa”, “San Francesco”, “Fortissimo” e outros, atingindo as paradas de sucesso até o final dos anos 1960. Este “Dance” traz repertório desse período, e se destaca por "Viva la papa col pomodore" e "Datemi un martello". Confira:

01 - Datemi un martello (If I had a hammer)
(Bardotti - Mays - Seeger)
02 - Il geghege
(Vertmüller - Canfora)
03 - Qui ritornera
(Reed)
04 - La partita di pallone
(Rossini - Vianello)
05 - Viva la papa col pomodore
(Nino Rota - Vertmüller)
06 - Solo tu
(Vertmüller - Enriquez - Martinez)
07 - Remember me
(S. Coburn)
08 - Il ballo de la mattone
(Verde - Canfora)


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Ronnie Cord - Jailhouse Rock (LP 1960)


Primeiro LP do cantor inclui o hit "Itsy Bitsy Teenie Yellow Polkadot Bikini"
Este é o primeiro LP do Ronnie Cord, lançado em 1960 pela Copacabana, com texto de apresentação assinado pelo Rossini Pinto na contracapa. O álbum, nessa reedição da Star nos anos 1980, oferece seleção de rocks e baladas de sucesso nos Estados Unidos, entre as quais “Itsy Bitsy Teenie Yellow Polkadot Bikini”, que lhe rendeu o prestigiado troféu Chico Viola e que regravou na versão “Biquini de bolinha amarelinha tão pequenininha” com sucesso maior em 1965 na RCA Victor. Com o desempenho de vendas deste LP, o jovem de 18 anos obteve passaporte pra figurar na lista de destaque entre os pioneiros do rock nacional, ao lado de nomes como Tony Campello, Sérgio Murilo, Demétrius, Carlos Gonzaga e outros, sem contar as bandas e cantoras.

Ronald Cordovil, seu verdadeiro nome, nasceu na cidade mineira de Manhuaçu, em 22 de janeiro de 1943. Filho do maestro e compositor Hervê Cordovil, Ronnie começou a tocar violão aos seis anos, revelando o DNA musical da família, já que os irmãos Norman e Maria Regina também cantavam. Em 1959 fez um teste na Copacabana Discos, no Rio de Janeiro e, no ano seguinte, gravou duas músicas lançadas no LP Cocktail de Rocks, já postado (aqui), estreando em disco. O álbum é um dos primeiros - senão o primeiro - de coletânea dirigido ao público jovem, com faixas interpretadas por Golden Boys, Cleide Alves, Betinho e seu Conjunto, Moacyr Franco e Gessy Soares de Lima. Ainda em 1960, gravou o primeiro disco individual, um 78 RPM, com "Pretty Blue Eyes" (Teddy Randazy) e "You're Knochin'me Out" (Neil Sedaka e H. Greenfieid), seguido deste álbum. Em 1961, estreou como compositor, lançando a música "Sandy". Com "Rua Augusta", composta pelo pai Hervê Cordovil, Ronnie obteve o maior hit da carreira, e o perpetuou na galeria dos clássicos do rock, recebendo pelo disco vários troféus entre 1964 e 1965.

Por essa época, atuou também em televisão e rádio, no Rio de Janeiro e São Paulo, inclusive no programa Jovem Guarda, da TV Record, do qual participou como contratado nos anos de 1965 e 1966. Formou a dupla “Os Cords”, ao lado do irmão Norman, com quem gravou um single e um EP entre 1966/67. A partir daí, gravou alguns compactos – um dos quais pela Polydor e outro pela Equipe (aqui), o último registro em vinil, em 1969.  Abandonou a carreira no início da década de 1970, embora participasse esporadicamente de shows de pioneiros do rock brasileiro. Morreu jovem, em 6 de janeiro de 1986, aos 42 anos, vitima de câncer no pulmão. Gravou apenas quatro LPs, entre 1960 e 1964, e este primeiro, curiosamente, tem a presença do flautista Altamiro Carrilho na ficha técnica como assistente artístico:

01 -  Oh Yeah
(Joe Melson)
02 - Only The Lonely (Know how I feel)
(R.Orbison - J.Melson)
03 - Theme From A Summer Place
(Max Steiner - Mack Discant)
04 - My Love For You (Just can't help)
(Edward - J.Darcy III)
05 - Jailhouse Rock
(Jerry Leiber - Mike Stoller)
06 - Flaming Love
(Daruyl Petty)
07 - Itsy Bitsy Teenie Yellow Polkadot Bikini
(Pockriss - Vance)
08 - Dear someone
(Cy Coben)
09 - I'll never fall in love again
(Johnnoe Ray)
10 - Bye Bye Love
(Felice - Boudleaus Bryant)
11 - Here comes that song again
(Dick Flood)
12 - My heart is an open book
(Lee Pockriss - Hal David)

FICHA TÉCNICA

Produção - Hervé Cordovil
Arranjos orquestrais - Hervé Cordovil - Waltel Branco
Diretor técnico de som - Armando Dulcetti
Operador - Roberto Dantas de Castro
Cortadores técnicos - Deraldo José de Oliveira / Yeddo Gouveia
Assistente artístico - Altamiro Carrilho
Coordenador de orquestra - João Luzze



domingo, 17 de maio de 2015

Rita Lee - Build Up (LP 1970)

 Primeiro álbum solo da Rita Lee foi produzido pela gravadora Polydor em 1970
Lembro-me do dia, numa tarde em meados dos anos 1980, na casa de um amigo no bairro onde moro. Não me recordo exatamente o motivo da minha visita, pois era presença frequente por lá, mas tenho guardado na memória a surpresa causada pelo LP que colocou pra tocar: “Build Up”, o primeiro da Rita Lee, com Lanny Gordin na guitarra. O álbum, de 1970, passou despercebido do grande público, que focou sua atenção no compacto simples e na coletânea (aqui) com a música “José”, principal sucesso do disco, também gravada pela Nalva Aguiar, e ignorou o LP, lançado pela Polydor, a mesma d'Os Mutantes. Outra faixa do disco, And I love him, dos Beatles, teve relativo destaque.

Ouvi-lo, na íntegra, era desejo antigo. Gostei desde a primeira audição, e animado pela descoberta do disco, intimei meu amigo a gravar uma cópia numa fita cassete (rs) – hoje item de museu que provavelmente a nova geração nem sabe do que se trata. A resposta foi a que menos esperava: “Leva pra você", doou, e apontou o dedo na contracapa para ‘Macarrão com linguiça e pimentão’, indicando sua preferida. Foi assim que ganhei esse raro LP. Toda vez que pego, ouço ou vejo o disco, mesmo que seja em foto de revista ou internet, lembro desse saudoso e inesquecível amigo, que nos deixou ainda jovem, aos 35, em 1988, e perpetuou esse momento de desapego e amizade que lhe rende agora, como poderia ser em outro momento, uma homenagem póstuma. Confira:

01 - Sucesso, aqui vou eu (Build Up)
(Rita Lee - Arnaldo Baptista)
02 - Calma
(Arnaldo Baptista)
03 - Viagem ao fundo de mim
(Rita Lee)
04 - Precisamos de irmãos
(Élcio Decário)
05 - Macarrão com linguiça e pimentão
(Rita Lee - Arnaldo Baptista)
06 - José (Joseph)
(Georges Moustaki - versão: Nara Leão)
07 - Hulla-hulla
(Rita Lee - Élcio Decário)
08 - And I love him
(John Lennon - Paul McCartney - versão: Rita Lee)
09 - Tempo nublado
(Rita Lee - Élcio Decário)
10 - Prisioneira do amor
(Élcio Decário)
11 - Eu vou me salvar
(Rita Lee - Élcio Decário)



sexta-feira, 15 de maio de 2015

B. B. King - The Blues (Homenagem póstuma)


CD de 1991 apresenta 20 grandes sucessos do Rei do Blues, falecido nesta sexta
O dia amanheceu mais nublado e vazio nesta sexta-feira, dia 15, com a triste notícia sobre a morte do B.B. King durante a madrugada, enquanto dormia, em Las Vegas, nos Estados Unidos, aos 89 anos. No início de abril, o guitarrista havia sido hospitalizado após sofrer desidratação por causa da diabetes tipo 2 da qual sofria há mais de 20 anos. Ele voltou a ser internado há poucos dias e morreu em decorrência da doença. Em homenagem póstuma, escolhi este "The Blues", CD lançado em 1991 pela Imagem, com 20 hits que sintetizam parte da obra que o qualifica a figurar no Hall da Fama do Rock and Roll desde 1987. Tomei a liberdade de produzir a arte gráfica da capa e contracapa pra ilustrar o post, com duas fotos de divulgação da Polar Music Prize, sendo que a original (na foto menor abaixo) encontra-se na pasta com o áudio e demais ilustrações do CD. O músico se despede dos fãs com 16 prêmios Grammy, mais de 50 discos gravados em quase 60 anos de carreira e várias músicas que marcaram época. 

Considerado o maior guitarrista de blues da atualidade, verdadeira lenda, Riley B. King nasceu em 16 de setembro de 1925, no Mississippi, Estados Unidos. Sua infância foi parecida com a de milhares de meninos negros, trabalhadores agrícolas nas grandes plantações de algodão do sul segregacionista. No início, tocava nas esquinas e em bares. Comprou o primeiro violão quando a falta de eletricidade no interior do país fazia dos instrumentos musicais a maior atração dos anos de 1940. Autodidata, teve a sorte de contar durante a adolescência com o apoio protetor de Bukka White, seu primo. Este guitarrista, muito renomado na região, deu as dicas de guitarra ao futuro gênio e o levou a descobrir a grande cidade da música, Memphis, para onde se mudou em 1947. A carreira ganhou fôlego em 1949 ao ser contratado como DJ de uma rádio, onde recebeu o apelido que o eternizou, Blues Boy, ou B.B.

Seu primeiro grande sucesso nacional foi “Three o'clock blues”, que estourou nos anos 1950. A partir daí começou a fazer turnês sem parar. Só no ano de 1956 sua banda chegou a fazer 342 apresentações. B.B. King criou um estilo autêntico de guitarra. Em seus solos, ao contrário de outros guitarristas, o Rei do Blues preferia usar poucas notas. Ele dizia que conseguia fazer uma nota valer por mil, e a partir daí não parou mais de gravar e se apresentar, inclusive no Brasil, em várias ocasiões. A última turnê foi em 2012 nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Foi na época em que o músico fez parceria inesperada com o presidente Barack Obama durante show de blues na Casa Branca. Hoje, ao comentar sobre a morte do artista, o presidente lembrou do fato em um comunicado, no qual relata sobre o momento em que, encorajado pelo músico durante a apresentação, ele mesmo assumiu o microfone para cantar Sweet Home Chicago. "O blues perdeu seu rei e os Estados Unidos perderam uma lenda", homenageou Obama.

Apaixonado por instrumentos, King chegou a enfrentar um incêndio durante show para salvar uma de suas guitarras. O fogo teria começado numa disputa entre dois rapazes por uma garota. Depois desse episódio, suas guitarras passariam a ser carinhosamente chamadas de “Lucille”, o nome da jovem. Seu talento inspirou outros grandes guitarristas, como Stevie Ray Vaughan, Jeff Beck, Jimi Hendrix, George Harrison, Buddy Guy e Eric Clapton. Na lista de 2003 dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos, a revista "Rolling Stone" classificou King como nº 3, atrás apenas de Jimi Hendrix e Duane Allman. O músico casou duas vezes. Primeiro com Martha Lee Denton, com quem viveu entre 1946 e 1952; e, depois com Sue Carol Hall, entre 1958 e 1966. O artista deixa 14 filhos e mais de 50 netos, além da obra que se eterniza. Confira:

01 - You Upset Me Baby
02 - Every Day I Have the Blues
03 - Five Long Years
04 - Sweet Little Angel
05 - Beautician Blues
06 - Dust My Broom
07 - Three O'Clock Blues
08 - Ain't That Just Like a Woman
09 - I'm King
10 - Sweet Sixteen, Pt. 1
11 - Sweet Sixteen, Pt. 2
12 - A Whole Lot of Lovin'
13 - Mean Old Frisco
14 - Please Accept My Love
15 - Goin' Down Slow
16 - Blues for Me
17 - You Don't Know
18 - Early Every Morning
19 - Blues at Sunrise
20 - Please Love Me

Fonte/Fotos:  Polar Music Prize





quinta-feira, 14 de maio de 2015

The Terribles - Genial! Universal Sound (LP 1967)

The Terribles, o som garageiro e psicodélico d’Os Inocentes, do Uruguai
Sei que boa parte do pessoal não costuma ler as postagens, e se limita automaticamente a copiar e colar o link no navegador. Sintetizo o texto pra não cansá-lo, e também pra manter a página clean. No deserto de leitores, às vezes me surpreendo com gesto legal, e raro. Um exemplo vem da Érika. Atendi pedido de renovação de link, e em agradecimento, recebi imagens em alta resolução da capa e contracapa do LP “Festa do Bolinha”, do grupo Os Aaalucinantes, visto que não tenho as originais, conforme informei na postagem feita quinta-feira passada, dia 7. O meu muito obrigado. Apesar do discurso, não resisto à tentação de contrariar a etiqueta. Sem alarde, desta vez vou presentear apenas os leitores, ao colocar aqui as duas ilustrações, raras na web, sem dividir ao "próximo", mesmo consciente do pecado, em detrimento do meu nome de santo, Francisco, adotado pelo papa argentino.

Alguém pediu e aqui está o quinto e último volume da série gravada pelo grupo The Terribles entre 1966 e 1967.  O áudio não é meu. Foi postado pelo  blog Mister Vinil em 2009 e os links pra download estão vencidos. Os dois primeiros LPs são do selo Itamaraty, sendo que o terceiro e o quarto são da NVC, do produtor Nilton Couto do Valle. Este, o psicodélico “Genial! Universal Sound”, é do selo Hot New, da mesma NVC. Apesar do nome e da série em comum, os intérpretes são diferentes. Os três primeiros são os Fevers sob pseudônimo. O quarto é uma incógnita, e este quinto é o grupo paraguaio Los Inocentes durante passagem por São Paulo. Com 12 faixas - a maioria dos Beatles, duas dos Shakers, uma dos Monkees e uma própria, de autoria de Hector Capobianco – o disco é garageiro, gravado num único dia. A pasta inclui áudio do Mister Vinil e ilustrações editadas pelo blog a partir de imagens disponíveis na rede. Confira:

01 - Lucy In The Sky With Diamonds
02 - She's A Woman
03 - Fixing A Hole
04 - Break It All
05 - Here, There And Everywhere
06 - You Like Me Too Much
07 - Getting Better
08 - A Little Bit You A Little Bit Me
09 - Got Any Money
10 - I Need You
11 - With A Little Help From My Friends
12 - I Will Not Cry


Com aúdio do blog Mister Vinil



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dave Gordon - I want to go back to Bahia (1970)

 Single do Dave Gordon traz grandes sucessos do Elvis Presley e Paulo Diniz
Faz tempo que tinha a curiosidade de ouvir este raro compacto simples do Dave Gordon, lançado em 1970 pela Continental. Finalmente o encontrei, e acho que vai interessar a muita gente, especialmente aos fãs do Elvis Presley e Paulo Diniz. Isso porque, no lado A, o disco traz “The wonder of you”, grande sucesso na interpretação do rei do rock, e no B, a curiosa versão em inglês do maior hit do Paulo Diniz, “Quero voltar pra Bahia”, feita pelo próprio Dave Gordon, que já tem sinopse de sua carreira divulgada no blog. Confira:

01 - The wonder of you
(Baker Knight)
02 - I want to go back to Bahia (Quero voltar pra Bahia)
(Paulo Diniz – Odibar – vs: Dave Gordon)



terça-feira, 12 de maio de 2015

Angelo Antonio - Garota do Pasquim (LP 1972)

 Angelo Antonio também se destacou como ator de pornochanchadas nos anos 70
Uma joia rara é este LP solo de 1972 do também ator e compositor Angelo Antonio, após participar de "A Turma da Pesada" e do grupo "Angelo Antonio e As Menininhas", com quem gravou um álbum na CID em 1970.  Este disco é mais uma colaboração do amigo Aderaldo, a quem agradeço, e foi lançado pela Continental. Nove entre as 12 faixas do disco são de autoria do artista, que divide parceria com Carlos Imperial, José Américo, Sérgio Mansur e Maurício Kaiserman. Na seara musical, ele se destacou pelas regravações de “Procurando tu”,  “Na tonga da mironga do kabuletê”, “Quero voltar pra Bahia” e “Ovo de codorna”, entre outras. Foi, porém, como ator que obteve popularidade em carreira iniciada em meados dos anos 1960.

Angelo Antonio nasceu em 16 de junho de 1939 em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. A estreia no cinema aconteceu em 1966, ano em que atuou nos filmes “Essa Gatinha é Minha”, “007 1/2 no Carnaval”, “Na Onda do Iê-Iê-Iê” e “Nudista à Força”.  Em 1969, participou de outros três filmes: “A Um Pulo da Morte”, “Bonga, o Vagabundo”  e “A Penúltima Donzela”. No ano seguinte, esteve em “Pais Quadrados… Filhos Avançados” (estrelado pelo Antonio Marcos)  e “Um Uísque Antes, Um Cigarro Depois”. A partir daí, participou de várias pornochanchadas, populares nos anos 1970, como “O Doce Esporte do Sexo”, “Como Ganhar na Loteria sem Perder a Esportiva”, “Lua-de-Mel e Amendoim”, “Um Virgem na Praça” , “Banana Mecânica”, “Ainda Agarro Esta Vizinha”, “Uma Mulata Para Todos”, “Costinha e o King Mong” ,  “A Árvore dos Sexos”, “Bonitas e Gostosas”  e “Nos Tempos da Vaselina”, entre outras.

Em 1981, atuou naquele que seria seu último filme, "Um marciano em minha cama", uma comédia dirigida pelo amigo Carlos Imperial, que também assina o roteiro em parceria com Paulo Silvino. Na TV, Ângelo Antônio participou da novela “Cinderela 77″, da TV Tupi, onde vivenciou pela segunda vez, em telenovelas, um personagem motoqueiro. A primeira vez foi na novela da Globo, “O Primeiro Amor”, de 1972, do mesmo autor, Walter Negrão. Nela, o ator interpretou Mobi Dick, seu personagem mais conhecido do grande público, integrante da chamada Turma do Rafa, uma gangue de “bad boys” que andava de motocicletas pela cidade causando confusões. Faleceu jovem, aos 44 anos, em 23 de setembro de 1983, no Rio de Janeiro. Era casado com Yara Carvalho Fonseca e deixou um filho. Confira o LP:

01 - Becky come back
(Angelo Antonio - Carlos Imperial)
02 - Amor, amor
(Maria Luiza Imperial - Paulo Menezes
03 - Bruxaria
(Elias Soares - Pilombeta)
04 - Porque você é assim
(Angelo Antonio - José Americo) 
05 - Bianca
(Angelo Antonio)
06 – Garota do Pasquim
(Angelo Antonio - Carlos Imperial)
07 - Ô lê-lê, ô lá-lá
(Angelo Antonio)
08 - Linda Maria
(Angelo Antonio)
09 - Quem for Flamengo
(Luiz Moreno)
10 - Ana legal
(Angelo Antonio)
11 – Mary Help
(Angelo Antonio)
12 – Pouco tempo
(Angelo Antonio - Sergio Mansur - Mauricio Kaiserman)


Colaboração: Aderaldo


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Bobby De Carlo - Cuidado pra não derreter (1967)

Álbum gravado na Mocambo inclui "Tijolinho" e "A boneca que diz não"
Este LP do Bobby De Carlo, lançado em 1967 pela Mocambo, atende ao pedido do internauta que assina com o sugestivo pseudônimo “Baixar Ed Lincoln”.  A versão do disco em CD, produzido em 2000, foi postado recentemente no site “Do Vinil ao CD”, espaço privado ao qual não tenho acesso. Imagino que, assim como eu, outras pessoas não baixam por lá, e por isso montei esta réplica, incluindo três faixas bônus: “Teimosa”, lado A do compacto com “A boneca que diz não” , presente no álbum, “Brinquedinho” e “Bobinha”, ripadas de um single também de 1967. O disco - que se destacou pelas faixas “Cuidado pra não derreter” e “O ermitão”, também lançadas num compacto simples - revela outra faceta do cantor, a de instrumentista, pois toca tímpano, órgão, oitava cítara, guitarra base e ocarina em algumas faixas.

Bobby De Carlo iniciou a carreira em 1960, com apenas 15 anos, quando lançou um 78 RPM na Odeon com os rocks "Oh! Eliana" e “Quero amar”. Ainda gravou mais dois compactos na gravadora em 1961. Na sequência, fundou com o amigo Joe Primo o conjunto The Vampires, que mais tarde se chamaria The Jet Black's. Entre 1963 e 1964, atuou como guitarrista solo da banda, e em 1965 passou a dedicar-se ao contra baixo acústico, participando de um trio com o pianista Mario Edson e Beto Loy, irmão de Luiz Loy. Em 1966, voltou a carreira solo, gravando aquele que seria seu grande sucesso, “Tijolinho”, pelo qual ganhou o troféu Chico Viola. O êxito se repetiu com “A boneca que diz não” em 1967, quando participou dos filmes "Adorável trapalhão", do Renato Aragão, e “Juventude e Ternura”, estrelado por Wanderléa e lançado em 1968, ano do seu segundo e último LP. Manteve a carreira até 1972 na Odeon, onde gravou um EP e três singles, e só retornou ao disco em 1995 e 2005 por ocasião das comemorações de 30 e 40 anos da Jovem Guarda, respectivamente. Confira o LP:

01 - Cuidado pra não derreter
(Getúlio Cortes)
02 - O pesadelo
(Henrique Serafian)
03 - Brotinho sem ninguém (A boy without a girl)
( Marcucci – Di Angelis – vs: Hamilton Di Giorgio)
04 – Tijolinho
(Wagner Tadeu Benatti)
05  - Você é bonitinha 
(Anita – Fernanda Margareth)
06 – Bonequinha (Oh! Pretty woman)
(Orbison – Dees – vs: Os Vips)
07 - Não vou me entregar
(Marcos Roberto – Dori Edson)
08 - O ermitão
(Getúlio Cortes)
09 - Ao perder você (All I have to do is dream)
(Bryant – vs: Laerte Antonio)
10 - A boneca que diz não (La poupée qui fait non)
(Michel Polnareff – vs: Marcelo Santos)
 11 – Emoção
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
12 - Soluçando (Ic, Ic)
(Wagner Bitão e Antônio Sodinha)

BÔNUS

13 – Teimosa
(Wagner Tadeu Benatti – Joe Primo)
14 – Brinquedinho
(Hamilton Di Giorgio)
15 – Bobinha
(Nilton – Alemão)



domingo, 10 de maio de 2015

O Dia da Mamãe (CS Edições Paulinas)

 Disco produzido pelas Edições Paulinas não informa o ano do lançamento
Hoje, 10 de maio, é o Dia das Mães, data oficializada no Brasil em 1932. Em homenagem a todas elas, segue este compacto simples produzido pelas Edições Paulinas, com músicas de Wilma Camargo, também responsável pela direção de gravação. O disco, voltado ao público infantil, não informa os nomes dos intérpretes e nem o ano do lançamento. Segundo Paulo Castelo Branco, em comentário abaixo, "Wilma Camargo era uma das cantoras que, junto a Nilza Miranda, Clélia Simone, as irmãs Gradilone (Haydée, Polly e Wilma) e os Titulares do Ritmo compunham o grupo de estúdio "The Playing's" que gravaram 3 LP's pela RGE e 1 LP na Continental (sob o nome "The Fellows"), entre os anos de 1958 e 1962. Provavelmente, ela está aí nos vocais desse disco", escreveu. Encontrei na web a capa e contracapa do vinil, pois o meu está sem, e as uso pra ilustrar a postagem. Um anúncio, no Mercado Livre, informa que é de 1963, mas não posso garantir que é correto. Confira:

01 - O Dia da Mamãe
(Wilma Camargo)
02 - Para ti, mãezinha
(Wilma Camargo)



sábado, 9 de maio de 2015

Os Incríveis - Singles & Raridades (2015)

 Coletânea envolve 47 gravações realizadas entre os anos de 1967 e 1981
 Álbum duplo inclui gravações lançadas em compactos e coletâneas especiais
No comentário abaixo, relativo a marca de 1 milhão de pageviews, atingida hoje pelo blog, comentei que na época do Sanduíche Musical, eu estava aprendendo a editar o material gráfico e a ripar os discos. Muitas postagens foram feitas com áudio de 128 kbps, e a partir do SintoniaMusikal houve melhoria nas ilustrações e nos arquivos disponibilizados em 320 kbps. É o caso desta coletânea do grupo Os Incríveis. Eu já postei uma seleção similar por lá, mas o resultado ficou a desejar, e por isso – com a ajuda do amigo e colaborador Aderaldo, a quem agradeço por fornecer discos de sua coleção – decidi aprimorá-la, oferecendo agora novas faixas, capas e selos de vários compactos. O resultado é a produção de um álbum duplo, armazenado em três partes. Abra a pasta somente após baixá-las completamente. Confira:

CD 01

01 - 1967 - O milionário 
02 - 1967 - Renascerá
03 - 1967 - Tartaruga
04 - 1967 - Czardas
05 - 1968 - Israel
06 - 1968 - Molambo
07 - 1969 - I love you, Tokyo
08 - 1969 - Santa Lúcia
09 - 1969 - O Vagabundo
10 - 1969 - Paulada no coqueiro
11 - 1970 - Aquarela do Brasil
12 - 1970 - Quando vejo o sol
13 - 1970 - Belinda
14 - 1970 - Maria José
15 - 1970 - El vendedor de bananas
16 - 1970 - Que cosa linda
17 - 1971 - Sem vergonheira
18 - 1971 - Canção dos imigrantes
19 - 1971 - Viva Santo Antonio
20 - 1971 - Venha nos amar
21 - 1971 - Hino da Independência
22 - 1971 - Hino Nacional
23 - 1972 - Árvore

CD 02

01 - 1974 - Isso é a felicidade
02 - 1974 - Você vai ser mamãe
03 - 1975 - Quando amanhece
04 - 1975 - Debaixo da cachoeira
05 - 1975 - Caminhemos
06 - 1975 - A estrela de David
07 - 1975 - Sei que bebo, que fumo e que jogo
08 - 1975 - A chuva parou de cair
09 - 1976 - Marcas do que se foi
10 - 1976 - Pindorama
11 - 1976 - Este é o meu Brasil
12 - 1976 - Este é um País que vai pra frente
13 - 1976 - Guarde seus beijos pra mim
14 - 1976 - Bye Bye, Fraulein
15 - 1977 - Corinthians
16 - 1977 - A montanha
17 - 1977 - A tua voz (Plus Je T’entend)
18 - 1977 - O relicário
19 - 1978 - Goooo-ool Brasil
20 - 1979 - A.C.M. (Y.M.C.A.)
21 - 1979 - O amor nasceu (Born to be alive)
22 - 1981 - Espana cañi
23 - 1981 - Pout-pourri
24 - 1991 - Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones


Com a colaboração do Aderaldo



SintoniaMusikal atinge 1 milhão de pageviews

O SintoniaMusikal, que completará três anos de atividades no próximo dia 25, atingiu neste sábado, 9, a marca de 1 milhão de pageviews. O número é excelente, mas não vejo motivo pra comemoração, se considerarmos o período e o conteúdo oferecido em 851 postagens até chegar aos sete dígitos. Em média, o blog contabiliza hoje entre 1 mil e 1,3 mil pageviews por dia, praticamente o mesmo que o Sanduíche Musical, meu blog anterior, obteve com menos de 300 postagens ao longo de um ano (entre 2011 e 2012). O atual desempenho mostra que, a cada dia, diminui o interesse por blog de compartilhamento de músicas, e talvez por isso não se fala mais em remoção de blogs por infringir a lei dos direitos autorais, como era comum em passado recente.

Esse desinteresse também se confirma na comparação entre o número de seguidores. O Sintonia Musikal tem hoje 131 seguidores, enquanto o Sanduíche, sem postagem desde 23 de maio de 2012, registra número ligeiramente superior. São 148 internautas registrados, e olha que o blog foi criado no período em que eu estava aprendendo a editar o material gráfico e a ripar os discos – muitos ainda com 128 kbps. Ou seja, houve melhoria na qualidade do material oferecido, mas o aperfeiçoamento não se refletiu na demanda. Uma alternativa seria investir nas redes sociais, mas não cogito essa possibilidade.

Enfim, pela marca alcançada, quero registrar especial agradecimento aos colaboradores e aos 131 seguidores que me incentivam a manter o SM no ar. O meu melhor abraço a vocês.



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sérgio Murilo - SM 64 (LP RCA Victor 1964)

Rock, balada e Bossa Nova dão o tom deste álbum de 1964 do Sérgio Murilo
Antes de comentar sobre a postagem, gostaria de lembrar que todas as solicitações de discos devem ser feitas pelo e-mail sintoniamusikal@gmail.com, criado especialmente para contato com o blog, e não no espaço reservado aos comentários, como tem ocorrido com muita frequência. Isso só gera poluição visual porque não tem nada a ver com a postagem e o artista em foco. Entendo que é desagradável ao público a leitura sobre assunto que só interessa ao pedinte. Conto com a compreensão de todos.

Sérgio Murilo, um dos pioneiros do rock no Brasil, comparece mais uma vez no blog com este “SM 64”, álbum de estreia na gravadora RCA Victor, após sucesso na Columbia (CBS/Sony). O disco traz desde Bossa Nova, como são os casos de “Novo vai e vem” e “No ano setenta”, até duas regravações do repertório da Wanderléa (“Da-me felicidade” e “Rei da brotolândia”). A curiosidade do disco fica por conta de “Duas bonequinhas”, uma das primeiras composições da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Confira:

01 - La vai ela!!!
(Carlos Imperial)
02 - Isto é o que resta ao fim de um amor (Cio'che rimane alla fine di un amore)
(Fidenco – vs: A.Louro)
03 - Rei da brotolândia
(Erasmo Carlos)
04 - Novo vai e vem
(Carlos Imperial – Paulo Imperial)
05 - Três estrelas brilharão esta noite (Three stars will shine tonight)
(H.Winn – J.Goldsmith – P.Rugulo – E.Delamare)
06 - Da-me felicidade (Free me)
(J.&L. Breedlove – Rossini Pinto)
07 - Sinfonia do castelinho
(Carlos Imperial – Paulo Imperial)
08 - Festa de surf
(Carlos Imperial)
09 - Estrada da Barra
(Esther Delamare)
10 - No ano setenta
(Fernando Cesar – Britinho)
11 - Presta atenção
(Augusto Mesquita – Osmar Safety)
12 - Duas bonequinhas
(Erasmo Carlos – Roberto Carlos)



quinta-feira, 7 de maio de 2015

Os AAAlucinantes! - Festa do Bolinha (LP 1966)

 
Disco do grupo instrumental inclui grandes sucessos da Jovem Guarda
Um amigo, fã dos Beatles, me perguntou sobre a origem da faixa “Ticket to ride”, que ele adorou, e também se escrevi corretamente o nome de quem executa, a banda Os Aaalucinantes, com três vogais repetidas, incluída no segundo volume da coletânea Jovem Guarda Instrumental, postada (aqui) em 20 de março último. Quando disse que foi ripada de um CD pirata, adquirido há muito tempo no Mercado Livre, e que o álbum ainda tem outras duas músicas – “Help” e “Eight days a week” - do repertório do quarteto de Liverpool, ele se interessou por uma cópia. O problema é que o CD não tem a ilustração original da contracapa, e para atendê-lo tive que criar uma réplica, baseada numa imagem em péssima resolução que encontrei na internet. Gostei do resultado, e achei que poderia disponibilizá-lo também no blog, apesar de não gostar de oferecer álbuns sem as ilustrações originais do disco. Este raro LP instrumental, intitulado “Festa do Bolinha", foi lançado em 1966 pelo selo Destaque, e não tenho nenhuma referência sobre a banda. Confira:

01 - Shame and scandal in the family 
(Donaldson - Brown)
02 - Let kiss
(Lehtiten)
03 - Maçãs e bananas (Apples and bananas)
(Frank Scott)
04 - All of me (Ai de mim)
(Seymour Simons - Gerald Marks)
05 - Poison Ivy (Erva venenosa)
(Jerry Lieber - Mike Stoller)
06 - Festa do Bolinha
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
07 - Help!
(Lennon - McCartney)
08 - The Addams Family
(Vic Mizzy)
09 - Jenka
(Lindstron)
10 - Ticket to ride
(Lennon - McCartney)
11 - Eight days a week
(Lennon - McCartney)
12 - Professor apaixonado
(Jair Gonçalves)



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Gabriela - Só quero cantar (LP 1992)

 Quarto e último álbum da Gabriela foi lançado em 1992 pela Polydor/Philips
 Hoje, casada e com uma filha, Gabriela atua como funcionária pública federal
“Encheu o saco”. Foi com essa afirmação, em entrevista concedida em junho de 2014 ao jornal Extra, que a ex-cantora mirim Gabriela justificou o seu afastamento da carreira artística, iniciada em 1984. Este “Só quero cantar”, lançado em 1992 pela Polydor (Philips), foi a sua despedida dos discos, após quatro LPs. O presente álbum se destaca por composições de autores como Lenine, Michael Sullivan, Paulo Massadas, Arnaldo Saccomani, Isolda, Eduardo Dusek, Nico Rezende, Sérgio Natureza e até duas versões do Biafra, entre outros. Na entrevista, ela lembra que gostava de cantar no estúdio e no palco, mas achava cansativo o trabalho de divulgação nos programas de TV.

Gabriela se notabilizou pela participação em 1987 no especial de fim de ano do Roberto Carlos, no qual interpretou “Imagine”, de John Lennon, num dueto com o cantor (aqui). A canção foi até incluída em seu primeiro LP, já disponibilizado no blog. Apesar da carreira promissora, Gabriela decidiu parar, e explica o motivo: “Eu não era mais criança, e o que eu gostava de cantar a gravadora não queria. E isso de ter que cantar o que mandavam me encheu o saco”. Aos 16 anos, ela fez faculdade de Educação Física e ficou na área por oito anos. “Trabalhei em academia, fui personal trainer. Apesar de gostar muito, é uma área que paga mal. Então, mudei de novo”, disse. Hoje, casada e com uma filha, é funcionária pública federal, e não se arrepende da troca, deixando a cantora na saudade. Confira:

01 - Cartão postal
(Michael Sullivan - Paulo Massadas)
02 - É domingo
(Thomas Roth – Arnaldo Saccomani)
03 - Palavras da alma (Palabras del alma)
(Ian Chester – vs: Biafra)
04 - Não foi bom terminar (Go away little girl)
(Gerry Goffin – Carol King – vs: Dudu Castro)
05 - Como é bom sonhar (Historia de un buen dia)
(Ian Chester – vs: Biafra)
06 - Sou eu
(Eduardo Dusek – Isolda)
07 – Falso
(Lenine – Dudu Falcão – João Falcão)
08 - Diz pra mim (Dimelo)
(Ian Chester – vs: Biafra)
09 – Indiazinha
(Celinha Vaz – Sérgio Natureza)
10 - Mistérios de nós dois
(Gabriela – Tatiana Ferreira)
11 - Só quero cantar
(Nico Rezende – Jorge Salomão)



terça-feira, 5 de maio de 2015

Vários intérpretes - Clube dos Artistas (LP 1970)

 Coletânea de 1970 reúne os principais artistas contratados da gravadora RGE
O programa “Clube dos Artistas”, um dos mais tradicionais da história da TV brasileira, apresentado na Tupi pelo então casal Ayrton Rodrigues e Lolita Rodrigues, também invadiu o mercado fonográfico, assim como as trilhas sonoras de telenovelas. Aproveitando o prestígio dos apresentadores e a boa audiência da atração televisiva, a RGE lançou em 1970 uma coletânea que ganhou o título do programa com os principais artistas do cast, entre os quais o espanhol Gregorio Barrios, único internacional da lista. O álbum abre com Os Novos Bahianos, em início de carreira, com a desconhecida “Radical”, e prossegue com nomes como Cauby Peixoto, Erasmo Carlos, Demétrius, Tom Zé, Paulinho da Viola e outros. Agradeço ao amigo Aderaldo por mais esta valiosa colaboração, assim como ao Luiz Fernando, responsável pela edição deste raro disco. Confira:

01 - Os Novos Bahianos - Radical
(Moraes  - Galvão - Paulinho Boca de Cantor)
02 - Demétrius - Meu velho (Mi Viejo)
(Piero - José - Versão: Nazareno de Brito)
03 - Edgar e Os Tais - Foi tão bacana
(Vicente de Paula Sálvia - Sílvia Goes)
04 - Vox Deorum - Bárbara
(Ringo - Alberto Luiz)
05 - Cauby Peixoto - Canção azul (Canzone blu)
(Renis - Mogol - Testa - Versão: Fred Jorge)
06 - Erasmo Carlos - Espuma congelada
(Piti)
07 - Gregorio Barrios - Por amor
(Rafael Solano)
08 - Tom Zé - Passageiro
(Tom Zé)
09 - Marcos Roberto - Viver
(Olmir Stocker ''Alemão'' - Marcos Roberto)
10 - Elizabeth - Quero ver de perto
(Elizabeth)
11 - Paulinho da Viola - Arvoredo
(Paulinho da Viola)
12 - Dori Edson - Sou igual a voces 
(Dori Edson)
13 - Renato Guimarães - Primeiro amor (Aquel primer amor de juventud)
(Hugo Marcel - Dolores - Silvio Soldan - Versão: Sebastião Ferreira da Silva)
14 - Monsenhor Aparecido de Souza - Boneca
(Aldo Cabral - Benedito Lacerda)

Colaboração: Aderaldo
Edição: Luiz Fernando



segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fausto Fawcett e Os Robôs Efêmeros (LP 1987)

 Primeiro álbum do Fausto Fawcett inclui o megasucesso "Katia Flávia"
Lembra-se da Kátia Flávia, a louraça Belzebu, Godiva do Irajá, gostosona e provocante, que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas? Pois ela, a música, apontada como um dos primeiros raps do Brasil, esta neste primeiro álbum do Fausto Fawcett e Os Robôs Efêmeros, lançado em 1987 pela WEA . O disco também traz, com a participação da Fernanda Abreu (ex-Blitz), o samba funk “Juliette”, que conta a história de uma ninfeta loura que roubara, da embaixada da Espanha, uma holografia de Julio Iglesias segurando um vidro de Leite de Aveia Davene. Ao longo da narrativa, que revela sua veia jornalística/literária, ele conta que a mãe da menina era stripper e o pai era desconhecido, mas fatos apontavam para um jogador da seleção holandesa de 1974. O álbum é muito interessante, especialmente pelas letras, compostas pelo próprio Flávio em parceria com Carlos Laufer, que conheceu durante o curso de Jornalismo na PUC-Rio. Confira:

01 - Gueixa vadia
(Fausto Fawcett - Carlos Laufer)
02 - Tânia Miriam
(Fausto Fawcett - Carlos Laufer)
03 - Drops de Istambul
(Fausto Fawcett - Carlos Laufer)
04 - O rap d'Anne Stark
(Fausto Fawcett - Carlos Laufer)
05 - Katia Flavia
(Fausto Fawcett - Carlos Laufer)
06 - Chinesa videomaker
(Fausto Fawcett - Carlos Laufer)
07 - Estrelas vigiadas
(Fausto Fawcett - Marcelo de Alexandre)
08 - Juliette (part. esp. Fernanda Abreu)
(Fausto Fawcett - Carlos Laufer)
09 - BÔNUS - Katia Flavia (Extended Remix)
(Fausto Fawcett - Carlos Laufer)



domingo, 3 de maio de 2015

The Angels - Hully Gully Baby (EP 1962)

 Primeiro disco da banda The Angels foi lançado pela gravadora Copacabana
Veja só que belo compacto duplo lançado em 1962 pela Copacabana. Trata-se do primeiro disco do grupo The Angels, com uma faixa vocalizada e três instrumentais. A banda foi formada no Rio de Janeiro pelos irmãos Carlos Eduardo Becker (voz e guitarra base) e Sérgio Becker (sax tenor), e contava com Carlos Roberto dos Santos Barreto (guitarra solo), Jonas Caetano Damasceno (baixo) e Romir Pereira de Andrade (bateria). Em 1964, após três LPs, assinou contrato com a CBS, e trocou de nome, passando a se apresentar como The Youngsters. Lá, na nova gravadora, fez acompanhamento em vários discos, incluindo as músicas “Ternura”, com Wanderléa, e “Quero que vá tudo pro inferno”, com Roberto Carlos. A possibilidade de postar este raro EP se deve a colaboração do amigo Geraldo, a quem agradeço pela gentileza. Foi ele, inclusive, quem disponibilizou o terceiro LP do grupo, postado (aqui) em 21 de março último. Confira este:

01 - Gravy (For My Mashed Potatoes)
(Kal Mann – Dave Appell)
02 - Hully Gully Baby
(Carlos Becker)
03 - Hully Guitar
(Jonas Damasceno)
04 - The Hully Gully
(Smith – Goldsmith)

Colaboração: Geraldo