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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Vários intérpretes - O Melhor das 14 Mais (CD)

Coletânea reúne os maiores sucessos da lendária série As 14 Mais, da CBS
Quem viveu os anos 1960, quando os LPs eram caríssimos, e a melhor opção para ter os hits do momento era comprar os chamados compactos simples e duplos, deve se lembrar do êxito de vendas da série “As 14 Mais”, que reunia os grandes sucessos da gravadora Columbia/CBS (hoje Sony) num só produto. A ideia foi tão representativa para o mercado fonográfico que as demais gravadoras passaram a lançar produtos similares. A série da CBS começou em 1960, e se estendeu até 1978. Foram 29 volumes que totalizaram 406 músicas e milhões de exemplares vendidos. 

O auge da série foi durante a Jovem Guarda, pois os principais artistas do movimento eram contratados da gravadora, como Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani, Renato e seus Blue Caps, Leno & Lilian, Ed Wilson e outros. No início dos anos 1990, com a introdução e a irreversível popularização dos CDs, a gravadora relançou a série completa em vinil e também no formato digital. A boa receptividade gerou a criação de três volumes de "O Melhor das 14 Mais”. O amigo Aderaldo, a quem agradeço, me enviou o primeiro e único volume que possui em acervo do “the best of”, no qual estão presentes os principais nomes da Jovem Guarda com seus maiores sucessos. Confira:

01 - Roberto Carlos - Eu daria a minha vida
(Martinha)
02 - Wanderléa - Foi assim (Juventude e Ternura)
(Ronaldo Correa - Renato Correa)
03 - Robert Livi - Teresa
(Sérgio Endrigo - vs: Juvenal Fernandes)
04 - Leno & Lilian - Não acredito (I'm a beliver)
(Neil Diamond - vs: Rossini Pinto)
05 - Renato e seus Blue Caps - Ana (Anna go to him)
(Arthur Alexander - vs: Lisna Dantas)
06 - Roberto Carlos - Só vou gostar de quem gosta de mim
(Rossini Pinto)
07 - Jerry Adriani - Ninguém poderá julgar-me (Nessuno mi puo'giudicare)
(Panzeri - Pace - Baretta - Del Prete - vs: Nazareno de Brito)
08 - Leno & Lilian - Pobre menina (Hang on sloopy)
(Bert Russel - Wes Farrell - vs: Gileno)
09 - Renato e seus Blue Caps - Até o fim (You won't see me)
(Lennon - McCartney - vs: Lilian Knapp)
10 - Roberto Carlos - Aquele beijo que te dei
(Edson Ribeiro)
11 - Wanderléa - Eu já nem sei
(Roberto Correa - Sylvio Son)
12 - Os Vips - Largo tudo e venho te buscar
(Roberto Carlos)
13 - Ed Wilson - Sandra (Sorrow)
(Feldman - Goldstein - Gottehrer - vs: Gileno)
14 - Roberto Carlos - Malena
(Rossini Pinto - Fernando Cesar



COLABORAÇÃO: Aderaldo





domingo, 29 de maio de 2016

Os Brasas - Por favor abra a janela (CS 1968)

 Os Brasas estão entre os precursores do rock no Rio Grande do Sul
O grupo Os Brasas, formado em Porto Alegre no ano de 1965, marca presença no blog com este raro compacto simples, lançado em 1968 pela Continental, graças a colaboração do amigo Geraldo, a quem agradeço. O single se destaca pela faixa “Por favor abra a janela”, não incluída no único LP gravado nesse mesmo ano pela banda, desfeita em 1970. O lado A do single, “A distância”, uma versão para “Oriental Sadness”, original d'Os Hollies, é a faixa que abre o referido LP. O conjunto começou com o nome de The Jetsons, fazendo sucesso no programa “Juventude em Brasa”, na TV Piratini, e rapidamente se transformou na mais bem-sucedida banda do iê-iê-iê gaúcho, sendo apontada como uma das precursoras do rock no Rio Grande do Sul. Era formada por Luis Vagner, Franco, Anyres Rodrigues e Eddy (na foto abaixo), jovens oriundos do bairro Partenon, na capital gaúcha.

“Fomos para São Paulo em 1966. Porto Alegre tinha se tornado pequena para nós”, lembra Luis Vagner, ex-integrante d’Os Brasas, em entrevista de 2015 ao jornal Zero Hora. Em 1967, com o nome definitivo em português, influenciado pela gíria “É uma brasa, mora!” , grava seu primeiro compacto, com as músicas “Lutamos Para Viver” e “Vivo a sofrer”, uma versão de “Piangi Con Me”, hit do grupo The Rokes. A partir daí, passou a se apresentar em programas de televisão, inspirados no Jovem Guarda, como 'Juventude e Ternura', 'Linha de Frente' e 'O Bom'. Neste último, apresentado por Eduardo Araújo, na TV Excelsior, a banda foi base do programa junto com a orquestra do maestro Peruzzi. Além desse único LP (na foto abaixo), sempre na Continental, o grupo gravou mais três compactos simples e um duplo, além de fazer acompanhamento em gravações de artistas do cast, como Gilberto Lima e o humorista Zé Fidelis, que gravou “Meu boi”,  inusitada paródia de “Meu bem”, sucesso do Ronnie Von em versão de “My girl”, d’Os Beatles.

“Em São Paulo, começamos a desenvolver uma carreira. Depois fomos para o Rio. De 1969 para 1970, um produtor perdeu a fita do que seria nosso segundo disco e aquilo nos abalou. Resolvemos nos separar e seguir em carreiras individuais”, destaca Luiz Vagner, que depois enveredou com sucesso pelo samba-rock em carreira solo, e obteve destaque também como compositor, inclusive de canções gravadas pel’Os Brasas, sempre em parceria com Tom Gomes. É da dupla, por exemplo, as músicas “A Moça do Karmann Ghia Vermelho”, gravada pel’Os Caçulas” e “Silvia: 20 horas, domingo”, clássico da Psicodelia, gravada pelo Ronnie Von e regravada (aqui) pelo grupo Video Hits, também gaúcho. Franco, outro componente da banda, é pai dos integrantes do grupo KLB, e também fez sucesso em carreira solo, interpretando samba-rock e já tem antologia postada aqui. Confira o single:

01 - A Distância (Oriental Sadness)
(Landsford - vs: Anires)
02 - Por Favor Abra A Janela
(Luiz Vagner - Tom Gomes)

COLABORAÇÃO: Geraldo


sábado, 28 de maio de 2016

Jorge Ben Jor - Coletânea de raridades (2016)

 Seleção inclui desde as primeiras gravações até as mais recentes, entre 1962 e 2011
Quem gosta da cadência e do swing musical do Jorge Ben Jor não pode perder esta coletânea de raridades. O repertório foi selecionado pelo amigo Osvaldo, a quem agradeço por compartilhar mais esta joia do seu acervo. A seleção inclui desde as primeiras gravações, representadas pelas faixas “Por causa de você, menina” e “Mas que nada”, lançadas em 1962 no LP “Tudo azul – Bossa Nova e Balanço”, do Zé Maria e seu órgão, até “Quero toda noite”, dueto com o cantor e ator Fiuk, gravado em 2011. A coletânea traz algumas faixas interessantes, como o inusitado dueto com Patrick Hernandes, famoso pelo hit “Born To Be Alive”, na faixa “Someone's Stepping On My Mushrooms”, de 1978, e a releitura ao vivo de “Agora Ninguém Chora Mais”, gravada em 1965, com participações especiais de Elis Regina e Zinho. Confira:

01 - 1962 - Por Causa de Você Menina (com Zé Maria e seu órgão)
02 - 1962 - Mas Que Nada  (com Zé Maria e seu órgão)
03 - 1964 - Chove Chuva (do LP O fino da Bossa)
04 - 1965 - Agora Ninguém Chora Mais (com Elis Regina e Zinho)
05 - 1968 - A minha menina (CS AU)
06 - 1968 - Queremos guerra (CS AU)
07 - 1968 - Salve-se quem puder (CS AU)
08 - 1968 - Tê Tê Tê (Tê Tê Tê Tereza) (CS AU)
09 - 1969 - Que Maravilha (com Toquinho) (CS RGE)
10 - 1969 - Carolina carol bela (com Toquinho) (CS RGE)
11 - 1969 - Charles, Anjo 45 (com Caetano Veloso) (CS Philips)
12 - 1970 - Zana (com Toquinho) (LP Toquinho)
13 - 1973 - My lady (do LP As Divinas e Maravilhosas)
14 - 1975 - O sabor poético da literatura de Cordel 
(do LP Os Melhores Samba-Enredo de Todos os Tempos - Vol. 3)
15 - 1978 - Someone's Stepping On My Mushrooms (Com Patrick Hernandez)
16 - 1982 - Saci Pererê (do LP Pirlimpimpim)
17 - 1985 - Roberto Corta Essa (do LP Chico & Caetano)
18 - 1989 - Pois é (do LP Tributo Ataulfo Alves)
19 - 1998 - Por Causa de Você, Menina (com Ivete Sangalo) (do CD Casa de Samba 3)
20 - 2014 - Que Maravilha (com Roberto Carlos) (do CD Duetos 2)
21 - 2010 - Umbabarauma (com Mano Brown)
22 - 2011 - Quero Toda Noite (com Fiuk)


COLABORAÇÃO: Osvaldo



quarta-feira, 25 de maio de 2016

Trio Ternura - O Mensageiro (CS 1972)

Compacto simples de 45 RPM foi lançado pela Polydor no mercado angolano
Recebi e agradeço ao amigo Laércio por enviar este raro compacto simples de 45 RPM do Trio Ternura, produzido pela Polydor angolana. O single, com as músicas “O mensageiro” e “Razão de ser”, foi lançado no Brasil em 1972, época em que o trio experimentava relativa popularidade devido sua participação no V e VI Festival Internacional da Canção (FIC), realizados no Rio de Janeiro em 1970 e 1971, respectivamente, com as músicas “BR-3” (com Tony Tornado) e “Kyriê”. Este disco, porém, passou despercebido, apesar do talento do trio, formado por Jussara, Jurema e Robson, que já tem sinopse da carreira divulgada aqui no blog. Confira:

01 - O mensageiro
(R. Talar – Anngregory – P. Groscolas – vs: Pubé Lula)
02 - Razão de ser 
(Robson – Beto Ferreira)


COLABORAÇÃO: Laércio



terça-feira, 24 de maio de 2016

The Killers - Nem vem que não tem (LP 1968)

 
LP do selo Atonal tem versões vocalizadas e instrumentais de grandes sucessos
Este é mais um daqueles álbuns que comprei no formato de CD genérico, sem as ilustrações originais do disco. Felizmente, encontrei na rede a capa do LP com boa resolução, e achei interessante editar a parte gráfica e apresentar o disco no blog, mesmo sem as ilustrações da contracapa e das etiquetas do vinil, como faço questão de oferecer. A presente postagem, portanto, é uma das exceções, e levo em consideração a raridade do disco, vendido por R$ 400,00 no Mercado Livre. Procurei informações sobre o grupo, e nada encontrei, a não ser que tem homônimo norte-americano e era formado por João Bosco, Luiz Carlos, João Carlos e Gustavo. A banda ainda gravou outro LP, “É pra derreter”, em parceria com o músico Ararype, também pelo selo Atonal e com repertório da Jovem Guarda. Este LP, lançado em 1968, traz versões instrumentais e vocalizadas de grandes sucessos nacionais e internacionais. Confira:

01 - Máscara Negra
(Zé Keti - Pereira Matos)
Linda Mascarada
(João Roberto Kelly - David Nasser)
02 - Blue Moon
(Richard Rodgers - Lorenz Hart)
Rosas Vermelhas Para Uma dama Triste  (Red Roses For A Blue Lady)
(Sid Tepper - Roy Brodszky)
More
(Ortolane Oliviere)
03 - These Boots Are Made For Walkin'
(Lee Hazlewood)
04 - Hanky Panky
(J. Barry - E. Greenwich)
05 - Driften
(Marvin)
06 - A Fuga
(J. Carlos)
07 - Marcianita
(J.Marcone - G. Alderete)
Terezinha De Jesus
(D.P.)
Fita Amarela
(Noel Rosa)
08 - Thunderball
(Don Black - John Barry)
09 - Penetration
(Steve Leonard)
10 - Nem Vem Que Não Tem
(Carlos Imperial)
11 - Twisted
(Wilson - Bogle)
12 - Run For You Life
(Lennon - McCartney)




sexta-feira, 20 de maio de 2016

Década Explosiva Nacional - Máquina quente (1976)

 Década Explosiva é mais um dos pseudônimos usados pelo grupo The Fevers
Década Explosiva, pra quem não sabe, é mais uma banda de estúdio, criada para gravar grandes hits e aumentar o faturamento das gravadoras. Trata-se de prática comum no mercado fonográfico, especialmente durante os anos 1970. No caso, a referida banda é mais um dos pseudônimos usados pelo grupo The Fevers, que ainda conta com backing vocal feminino em algumas faixas. Esta “Máquina Quente”, lançada em 1976 pela Imperial-EMI-Odeon, é a versão nacional do projeto que inclui a internacional “Hot Machine”, produzida no ano anterior. A possibilidade de postá-la deve-se, mais uma vez, ao amigo Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração. O LP é dedicado a Jovem Guarda, e vai agradar aos apreciadores do gênero.  No repertório, canções como “Festa de arromba” (sucesso do Erasmo Carlos), “Pobre menina” (Leno & Lilian), “O bom” (Eduardo Araújo), “Só eu e você” (Carlos Gonzaga) e outras que farão relembrar as saudosas tardes de domingo. Confira:

01 - Festa de arromba
(Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
02 - O bom
(Carlos Imperial)
03 - Só eu e você (There’s A Kind Of Hush)
(Les Reed - Geoff Stephens - Versão: Lilian Knapp)
04 - Alguém na multidão
Rossini Pinto)
05 - Banho de lua  (Tintarella Di Luna
(P. De Filippi - F. Migliacci - Versão: Fred Jorge) 
Rua Augusta
(Herve Cordovil)
06 - Pobre menina (Hang On Sloopy)
(Bert Russel - Wes Farrel - Versão: Gileno)
07 - O escândalo em família (Shame And Scandal In The Family)
(Donaldson - Henry Brown - Versão: Renato Barros)
08 - Vem quente que estou fervendo
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
09 - Quero que va tudo pro inferno
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
10 – Fumacê
(Rossini Pinto - Solange Corrêa)
11 - Coração de papel 
Sérgio Reis) 
 A volta
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
12 - O chorão
(Luiz Keller - Edson Mello)
13 - Tijolinho 
(Wagner Benatti) 
Prova de fogo
(Erasmo Carlos)
14 - Você fala demais
(Francisco Fraga)



COLABORAÇÃO: Aderaldo


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Agnaldo Rayol - O que eu canto (LP 1971)

 Álbum de 1971 inclui "Margarida", da novela "As Pupilas do Senhor Reitor"
Alguém já me pediu este “O que eu canto”, álbum do Agnaldo Rayol lançado em 1971 pela Copacabana, e agora finalmente posso disponibilizar, graças a colaboração do amigo Osvaldo, a quem renovo agradecimento por mais essa raridade. O interessante é que o site oficial do cantor, no qual consta os principais fatos de sua carreira em ordem cronológica, não cita o LP. Na parte relativa a 1971, a página limita-se a informar que nesse ano o cantor participa da novela “Os deuses estão mortos” na TV Record, de onde estava saindo; lança o álbum “Agnaldo Rayol canta os sucessos da parada”, e grava um disco para os namorados com a cantora Martinha, também contratada da Copacabana.

O presente álbum se destaca pela faixa “Margarida”, da trilha sonora complementar da novela “As pupilas do Senhor Reitor”, exibida entre 1970 e 1971 pela TV Record, e que teve o próprio Agnaldo Rayol como protagonista. O disco traz canções assinadas por autores como Paulinho Nogueira ("Ouvi tua voz"), Luiz Vieira (Rumo incerto), Taiguara ("O velho e o novo) e outros, como o irmão do cantor, Reynaldo Rayol ("Pra você" e "Nossa paz", ambas em parceria com Ricardo Cânfora). Uma das curiosidades do álbum está na faixa “Samaúma”, que conta com a participação, não creditada no disco, da cantora Claudia, que gozava enorme popularidade na época devido ao sucesso da releitura de “Jesus Cristo”, do repertório do Roberto Carlos. Confira:

01 - Pra você
(Ricardo Cânfora - Reynaldo Rayol)
02 - Não sou ninguém [Uno dei tanti]
(Donida – Mogol – vs: Paulo Queiroz)
03 - Ouvi tua voz
(Paulinho Nogueira)
04 - Sumaúma (Part. esp. Claudia)
(Ciro Pereira - Mário Albanese)
05 - Margarida [At dawn]
(J.P.Lintz – Adap: Fred Jorge)
06 - Rumo incerto
(Luiz Vieira)
07 - Concerto para o fim de um amor 
[Concert for a love's ending]
(Francis Lai – vs: Silvio Cesar)
08 - O velho e o novo
(Taiguara)
09 - O que eu canto
(Rita Moreira -  Paulinho Nogueira)
10 - Nossa paz
(Ricardo Canfora -  Reynaldo Rayol)
11 - Que vais fazer com que resta de mim 
[What are you doing the rest of your life]
(A.Bergman - M.Bergman - M.Legrand – vs: R.Macedo)
12 - Cinzas
(Ciro Pereira - Mário Albanese)



COLABORAÇÃO: Osvaldo


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Orquestra Som Bateau ataca para todas as festas

 Álbum de 1976 traz variedade de gêneros para agradar gregos e troianos
Está a fim de entrar no clima de festa? Se a resposta for positiva, a sugestão é baixar este álbum da Orquestra Som Bateau, lançado em 1976 pela Polyfar, selo da Philips/PhonoGram. Como o próprio título sugere, a orquestra selecionou o repertório com o propósito de atacar para todas as festas, atendendo ao gosto de gregos e troianos. O disco tem canções em pot-pourri do repertório dos Beatles, Elvis Presley, Roberto Carlos, Trini Lopes e clássicos do bolero, tango, cha cha cha e até a folclórica Havah Nagilah. Acredito que, no meio dessa variedade, pelo menos uma faixa será do seu agrado. Confira:

01 - Arrivederci Roma
     Nel blu di pinto di blu (Volare)
02 - Ob-la-di, ob-la-da 
     All my loving 
     She loves you
03 - Rhythm of the rain  
     Marcianita 
     Stupid cupid
04 - Michael 
     America 
     If I had a hammer
05 - Teddy bear
     Hound dog 
     Blue suede shoes
06 - Sous le ciel de Paris 
     Olhos negros 
     Lara's theme 
     Pigalle
07 - Sabra Dios 
     barca 
     La puerta
08 - Cachito 
     El bodeguero 
     Las secretarias
09 - La cumparsita 
     Adios muchachos 
     Garufa
10 - Esqueça (Forget him
     Namoradinha de um amigo meu 
     Quero que vá tudo pro inferno
11 - Havah nagilah 
     Those were the days 
     Beer barrel polka



Aviso a quem baixou a coletânea do Demétrius

Somente ontem, um mês após a postagem da coletânea especial do Demétrius, me dei conta de que a pasta contém a mesma versão em espanhol da música “Buenos dias Argentina”, e deixei de adicionar a gravação em português. O internauta Catalano já tinha me alertado sobre a falha, mas não atentei ao fato porque no meu HD externo, onde armazeno todo o conteúdo do SintoniaMusikal, a pasta relativa ao post está com as duas versões. Ontem, porém, após um segundo alerta, desta vez feita por e-mail pelo Geraldo, nosso colaborador, me vi na obrigação de baixar meu próprio arquivo.

Nem eu entendo como isso aconteceu. Provavelmente, no momento do upload, após arquivar a minha pasta, dei uma checada final no conteúdo, como costumo fazer,  e achei por bem substituir o áudio por outro com melhor qualidade. Afinal, a versão em português foi ripada do vinil, e a em espanhol é oriunda do CD da série 40 Anos da RGE. Seja como for, o fato é que já disponibilizei novos links na postagem, mas se você já baixou a coletânea, não precisa repetir o procedimento. Basta baixar a correta em português (aqui) e fazer a devida substituição, acompanhada por meu pedido de desculpas pelo inconveniente.





terça-feira, 17 de maio de 2016

The Sunshines - Amor de criança (CS 1966)

Compacto simples produzido pela Musidisc traz "Raios de sol" no lado B
Eis um single do grupo The Sunshines, lançado em 1966 pela Musidisc, e sobre o qual não tinha conhecimento. As informações disponíveis sobre a discografia da banda na gravadora, a primeira em que foi contratada, limitam-se a um LP, e ignoram o acompanhamento feito pelos músicos no LP “Brasa Jovem”, de 1966, do Bob Fleming, pseudônimo usado pelo saxofonista Moacir Silva. Agradeço ao amigo Geraldo por enviar mais esse raro disco, e também por oferecer uma segunda versão de “Raios do sol”, lado B do compacto, como bônus.

A banda foi fundada em 1964 pelos irmãos Geraldo e Guty (falecido em 1992), filhos do comediante Brandão Filho (06/01/1910 – 22/03/1998), no Rio de Janeiro. Começou como um trio, com Geraldo na base e vocal, Guty como vocalista principal, e Walter, filho de outro comediante, Walter D'Ávila (29/11/1911 – 19/04/1996), na guitarra solo. Nesse mesmo ano, após apresentações na TV Excelsior, passou a contar com mais dois músicos: o baixista Rakami (primo do Walter) e o baterista Dândalo, que saiu do grupo em 1965, e deu lugar a Sérgio. Com essa formação, após vencer alguns concursos de novos talentos, a banda foi contratada para gravar o LP na Musidisc.

“O disco não resultou de boa qualidade técnica. Demorou tanto pra sair que desanimou o pessoal da banda e causou briga com a gravadora”, lembra Geraldo em depoimento sobre a história do grupo (aqui). Convidados por Luiz Carlos Ismail (primo e backing vocal do Roberto Carlos), fizeram um teste na CBS com a música “Não posso dela me afastar” e foram contratados. O produtor Jairo Pires gostou tanto do resultado que o teste foi incluído no LP lançado em 1967, após o sucesso do primeiro disco na gravadora, o compacto simples com “O último trem”, versão do Leno para o hit “Last train to Clarksville”, do grupo The Monkees. A gravação brasileira fez sucesso até em Portugal, onde foi lançada num EP (veja foto acima).

A banda lançou mais três compactos na CBS e foi incluída em dois volumes da coletânea “As 14 mais” em 1967 e 1968. Na época, ainda participou do LP beneficente “12 brasas pra você”, da Companhia Nacional da Criança, fabricado pela CID. Com o fim da Jovem Guarda, o interesse da gravadora por músicos do movimento diminuiu, e a banda se transferiu para a Equipe, onde gravou em 1969 o single com as músicas “Longe de mim” e “Pare de me seguir”, sendo que o último disco foi o compacto simples gravado em 1971 na Continental, com “O meu Lulu” e “Você não vem mais”. A banda ainda ensaiou um retorno em 1999. Fez shows, planejava lançar um CD de inéditas, e não deu mais notícias. Confira:

01 - Amor de Criança
(Rakami Rodrigues)
02 - Raios De Sol
(Guty - Geraldo Brandão)

BÔNUS

03 - Raios De Sol (Segunda versão)
(Guty - Geraldo Brandão)


COLABORAÇÃO: Geraldo



segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cauby Peixoto ao vivo no Teatro Guararapes (2005)

 Cauby é acompanhado pela Orquestra Valois e por coral sinfônico de 55 vozes
Hoje o Brasil amanheceu de luto com a triste notícia sobre a morte, aos 85 anos, do cantor Cauby Peixoto na noite deste domingo, 15 de maio, por volta das 23h50min, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital Sancta Maggiore desde o último dia 9, devido a uma pneumonia.  O corpo do cantor é velado desde as 9h00 na Assembleia Legislativa de São Paulo, e será sepultado no Cemitério Congonhas, às 16h00. Com sua partida, a música brasileira fica mais pobre e perde um dos maiores cantores de sua história, dotado de voz imponente que remetia à era de ouro do rádio. Foi, para muitos, o ídolo dos ídolos.

Cauby - que deixou um álbum inédito, previsto para lançamento no final do ano - estava em plena atividade. Ele e a cantora Angela Maria (na foto ao lado), com quem mantinha amizade há 67 anos, estavam em turnê pelo país com o projeto “120 anos de música” em comemoração aos 60 anos de carreira de cada um. No repertório, a dupla cantava sucessos como ‘Conceição’, ‘Babalu’ e ‘Gente humilde’, entre outras. O artista, que já tem a sinopse de sua carreira divulgada no blog, passeou pelas principais vertentes da MPB, e foi o primeiro a gravar, em 1957, um rock brasileiro, intitulado “Rock’n’roll em Copacabana”, já postado aqui. Em sua homenagem, e em agradecimento pela maravilhosa obra que nos deixou, vou postar o áudio do DVD relativo ao show gravado em 2005 no Teatro Guararapes, em Recife, no qual foi acompanhado pela Orquestra Valois e por coral sinfônico de 55 vozes. “Esse é o maior show de toda a minha carreira”, destaca o cantor na capa do DVD. Confira:

01 - Pot-pourri 
Conceição
(Dunga - Jair Amorim)
Tudo lembra você (These foolish things)
(Harry Link - Jack Strachey - Eric Mashwitz - vs: Mário Donato)
Daqui para a eternidade (From here to eternity)
(F. Karger - R.Wells - J.Jones - Columbia - vs: Lourival Faissal)
Canção do rouxinol (Ci ciu cí, cantava um usignol)
(Saverio Seracini - Ettore Minorette - vs: Nadir Pires)
02 - É tão sublime o amor (These foolish things)
(Harry Link - Jack Strachey - Eric Maschwits - vs: Mário Donato)
03 - De volta aconchego
(Nando Cordel - Dominguinhos)
04 - Molambo
(Augusto Mesquita - Jayme Florence)
05 - Ninguém é de ninguém
(Luiz Mergulhão - Toso Gomes - Umberto Silva)
06 - Sorrir (Smile)
(Charles Chaplin - Geofrey Parsons - John Turner - vs: João de Barros)
07 - Prelúdio nº 2
(Luiz Vieira)
08 - Wave
(Antonio Carlos Jobim)
09 - Something
(George Harrison)
10 - Samba em prelúdio
(Vinicius de Moraes - Baden Powel)
11- Como uma onda
(Nelson Motta - Lulu Santos)
12 - Começaria tudo outra vez
(Gonzaguinha)
13 - Meu bem querer
(Djavan)
14 - Ave Maria no morro
(Herivelto Martins)
15 - Pot-pourri 
Tammy 
(Jay Livingston - Ray Evans)
Luzes da ribalta (Limelight)
(Charles Chaplin - vs: Braguinha)
Frenesi
(Alberto Dominguez - vs: Lima Pesce)
16 - Et maintenant
(Gilbert Becaud - Pierre Delanoe)
17 - Nel blu dipinto di blu (Volare)
(Domenico Modugno - F.Migliacci)
18 - El dia que me quieras
(Carlos Gardel - Alfredo Le Pera)
19 - Foi Deus
(Alberto Janes)
20 - Conceição
(Dunga - Jair Amorim)
21 - Theme from New York, New York
(M.John Kander - Fred Ebb)



sábado, 14 de maio de 2016

Sérgio Ricardo - Canção do espantalho (LP 1975)

 LP da série MPB Espetacular inclui 4 temas do filme "A noite do espantalho"
Sérgio Ricardo é mais lembrado como o cantor e compositor que, nervoso com a plateia que o vaiava na apresentação da música “Beto bom de bola” no III Festival de MPB, transmitido em 1967 pela TV Record, quebrou o violão e atirou-o contra o público. "Vocês ganharam! Este é o país subdesenvolvido! Vocês são uns animais!", vociferou, antes de se retirar do palco. O episódio (na foto abaixo) virou notícia internacional, e nunca mais foi esquecido, mas Sérgio Ricardo não é autor de uma nota só. Sua obra é ampla, rica, passeia pelo cinema, televisão e artes plásticas, além da música, como comprova este álbum lançado em 1975 pela RCA Victor. O disco se destaca pela música “Zelão”, uma das minhas preferidas, e inclui quatro canções do filme “A noite do espantalho”, do qual também assina a direção e o roteiro.

João Lutfi, seu nome de batismo, nasceu em Marília, no interior de São Paulo, em 18 de junho de 1932, e é descendente de família libanesa. Em 1940, aos 8 anos, foi matriculado no Conservatório de Música de Marília para estudar piano e teoria musical. Mudou-se para São Paulo e foi locutor da rádio Cultura em São Vicente, litoral do estado. Em 1952, já no Rio de Janeiro, conseguiu emprego como técnico de som e pianista, substituindo Tom Jobim. Familiarizado com a cidade, que foi o berço da Bossa Nova, passou a fazer parte do primeiro núcleo de compositores desse movimento musical. Assim, lançou no começo dos anos 1960 os álbuns “Não gosto mais de mim” e “A bossa romântica de Sérgio Ricardo”.

Convidado pela TV Tupi, passou a trabalhar também como diretor de programa pioneiro no País sobre Bossa Nova, e posteriormente assumiu o comando de atração semanal na TV Itacolomi, de Belo Horizonte. A partir daí, passou a inteirar-se de problemas políticos e sociais, o que o levou a compor canções retratando esses temas. Compôs o romance violado que originou em 1964 a trilha sonora e narração do filme “Deus e o diabo na terra do sol”, de Glauber Rocha, marco do Cinema Novo. A obra e a arte do Sérgio Ricardo são grandiosas e necessitam de fôlego pra resumi-las nesta apresentação. A melhor maneira para se inteirar sobre o artista é visitar o seu site (aqui), que apresenta principais fatos da biografia em ordem cronológica, como a produção do mais recente CD, “Ponto de partida” (na foto acima), lançado em 2008 pela Biscoito Fino, com releituras de suas músicas mais representativas.

Entre vários trabalhos, vale destacar o lançamento em 1991 do livro “Quem quebrou meu violão”, pela Editora Record. Na introdução - que me remeteu aos fatos cronológicos que desencadearam o golpe contra a presidente Dilma - ele explica que não suporta "nos ver, a cada dia que passa, nos despedaçando pelos caminhos da incompreensão de nossa própria realidade, e sabendo que o sintoma básico de nossa ignorância é a imposição maquiavélica dos manipuladores em desfigurar nossa identidade, ao nos perdermos das mãos de nossa cultura própria". Sábio, ele também se revelou bem humorado quando, anos atrás, numa apresentação em São Paulo, alguém da plateia lhe pediu para que cantasse “Beto bom de bola”, a responsável pelo violão quebrado. Era de se esperar reação pouco amigável, mas o artista surpreendeu pela resposta: "Agora eu toco piano, não posso jogá-lo em vocês". Melhor assim. Ninguém se machuca, e pode curtir sua música com a atenção que merece. Confira:
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01 - Dulce negra
(Sérgio Ricardo)
02 - Zelão
(Sérgio Ricardo)
03 - 1984
(Sérgio Ricardo)
04 - Ausência de você
(Sérgio Ricardo)
05 - Bouquet de Isabel
(Sérgio Ricardo)
06 - Pé na estrada*
(Sérgio Ricardo)
07 - Cacumbú
(Sérgio Ricardo)
08 - Flicts
(Sérgio Ricardo - Ziraldo)
09 - Briga de faca*
(Sérgio Ricardo)
10 - Pena e o penar*
(Sérgio Ricardo)
11 - Canção do espantalho*
(Sérgio Ricardo)

* Do filme "A noite do espantalho"


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Vários artistas - Boogaloo en Copacabana (LP 1967)

 Astros e estrelas da Jovem Guarda estão no LP produzido na Argentina
Não se deixe enganar pela aparência. Este “Boogaloo en Copacabana”, álbum da RCA Victor lançado na Argentina entre 1967 e 1968, traz repertório grafado em espanhol, mas as gravações são as originais em português. O disco é mais uma colaboração do amigo Aderaldo, a quem renovo agradecimento por nos apresentar essa curiosidade que traz duas faixas raras: “A imensidão”, versão da italiana “L’Inmensità”, gravada originalmente pela Milva, na voz do Djalma Lúcio, e “Você precisa se mancar”, interpretada pelo Nilton Cesar. Além disso, o LP ainda tem “Prova de fogo”, hit da Wanderléa na voz da Vanusa, “Maria, Carnaval e Cinzas”, sucesso do Roberto Carlos na interpretação do Paulo Henrique, e “Tributo a Martin Luther King”, canção do repertório do Wilson Simonal em releitura do Conjunto Farroupilha, entre outras canções. Confira:

01 - Nilton Cesar - Lenita 
(O. Navarro - A. Maria)
02 - Waldirene - Enamorada de quien me quiera 
(Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim)
(Rossini Pinto)
03 - Wilson Miranda - Una Leccion (A Lição)
(S. Reis)
04 - Roberta - Muneca linda (Boneca Linda)
(Vitor Escobar)
05 - Paulo Henrique - Por querer de mas (Por Querer Demais)
(Deny)
06 - Rosemary - Hechizo juvenil (Feitiço De Broto)
(C. Imperial)
07 - Vanusa - Prueba de fuego (Prova De Fogo)
(Erasmo Carlos)
08 - Djalma Lucio - La inmensidad (L’Inmensità) (A Imensidão)
(M. Detto - Don Backy - Mogol - Versão: G. Figueiredo)
09 - Wilson Miranda - Estoy comenzando a llorar 
(Estou Começando A Chorar)
(Roberto Carlos)
10 - George Freedman - Algo tonto (Coisinha Estúpida)
(C. Carson Parks - Versão: Gileno)
11 - Conjunto Farroupilha - Tributo a Martin Luther King
(W. Simonal - R. Boscoli)
12 - Paulo Henrique - Maria, Carnaval y  Cenizas
(Maria, Carnaval e Cinzas)
(Luiz Carlos Paraná)
13 - Nerino Silva - Acorda Maria Bonita 
 (Volta Seca - A. Dos Santos)
14 - Nilton Cesar - Esfuerzate y los conseguiras 
(Você Precisa Se Mancar)
(C. Imperial - E. Araújo)

COLABORAÇÃO: Aderaldo



quinta-feira, 12 de maio de 2016

Los Silverton's - 16 Exitos (CD 1998)

 Banda peruana fez sucesso com versões de músicas da Jovem Guarda
Uma das críticas mais comum em relação à Jovem Guarda diz respeito ao repertório, constituído em parte por versões de hits internacionais. Não há como negar o fato, mas a recíproca também é verdadeira, e o movimento musical no Brasil teve influência no exterior, especialmente nos países da América Latina. Um exemplo é este CD do grupo peruano Los Silverton’s, gentilmente enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço por mais esta colaboração. O CD, lançado em 1998, reúne 16 sucessos da banda, incluindo versões de “A volta” (sucesso d’Os Vips), “Vem quente que estou fervendo” (Erasmo Carlos) e “Não vivo sem você” (Golden Boys), sem contar a adaptação de “A chuva que cai” (Os Caçulas) e a releitura instrumental de “Ternura” (Wanderléa), regravada pelo Leonardo em seu novo CD.

Pelo que apurei, a banda foi fundada pelo vocalista Tito Rojas em Callao, litoral do Peru, em 1960, inicialmente como Los Silver Twisters, e foi uma das atrações do programa “Mediodía Musical”, do canal 4 de televisão. O grupo, por razões que desconheço, trocou de nome duas vezes. Atuou como Los Spectros entre 1965 e inicio de 1967, e Los Silverton’s até 1970, quando encerrou as atividades. A banda, além do vocalista Rojas, contou com os músicos Coco Cotas (guitarra), Coco Guerra (baixo), Tommy Davis (guitarra) e Coco Garcia (bateria), além de J. Villafuerte (guitarra) na formação anterior ao sucesso. Gravou, como Los Silverton’s, os álbuns “La vuelta” (1967), “Más êxitos de Los Silverton’s” (1968) e “El estilo y sonido especial” (1969), além de vários singles. Confira os maiores sucessos:

01 - La vuelta (A volta)
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
02 - Te vi llorar
(Los Silverton's)
03 - Es la lluvia que cae (A chuva que cai)
(Mogol - Franco)
04 - Ternura (Somehome It Got To Be Tomorrow)
(E.Levitte - K.Karen)
05 - Se que no vendrás
(Baldovi)
06 - Llora conmigo (Piangi con me)
(Mogol - Shapiro)
07 - Te puedes ir en paz
(Cinchiara)
08 - Por ti estoy sufriendo (Vem quente que estou fervendo)
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
09 - La moto
(M.Diaz - J.M.Mestres)
10 - Vivo sin ti (Não vivo sem você)
(Rossini Pinto - Roberto Correa)
11 - No cometeré ese error
(R.Russell - Garrett - Lewis)
12 - Palabra de amor
(D.R.)
13 - Te amo (I love you)
(Rob Leven - Larry Norman)
14 - No hay tiempo que perder
(D.R.)
15 - Novia de verano
(Gustavo Arriagada)
16 - Un rincón del corazón
(E.Franco - C. Valdez)


COLABORAÇÃO: Laércio





quarta-feira, 11 de maio de 2016

Carlos Lyra - Série Grandes Compositores (LP 1990)

 
Grandes intérpretes da MPB estão reunidos no álbum produzido pela RGE 
Hoje, 11 de maio, o cantor, compositor e violonista Carlos Lyra comemora 77 anos, e pra homenageá-lo vou postar o álbum da Série Inesquecível, dedicada pela RGE aos grandes autores da MPB. O disco, lançado em 1990, reúne 12 canções de sua autoria na voz de intérpretes como Nara Leão, Geraldo Vandré, Wanda Sá, Maria Creusa, Agostinhos dos Santos, Toquinho, Vinicius de Moraes e outros. No repertório, canções como “Lobo bobo”, “Minha namorada”, “Influência do jazz”, “Aruanda”, "Marcha da 4ª feira de cinzas" e outras.

Carlos Lyra nasceu no bairro do Botafogo, na Zona Sul do Rio, e começou a fazer música aos 7 anos com um piano de brinquedo, passando em seguida a tocar gaita de boca. Ainda adolescente, quebrou a perna num campeonato de salto à distância e foi obrigado a ficar de repouso na cama por seis meses. Para passar o tempo, foi-lhe oferecido um violão e o Método Paraguaçu de aprendizado do instrumento. Ao receber alta do médico, já dominava o violão.  Concluiu o antigo segundo grau no Colégio Mallet Soares, em Copacabana, onde conheceu o compositor Roberto Menescal, com quem montou a primeira Academia de Violão, uma forma que encontraram de viver profissionalmente da atividade musical, por onde passaram Marcos Valle, Edu Lobo, Nara Leão e Wanda Sá, entre outros.

Nessa época, decidiu trocar o curso de Arquitetura na faculdade pela música. Em 1954 escreveu sua primeira canção, "Quando chegares". Ainda nesse ano, Geraldo Vandré, na época apresentando-se como Carlos Dias, interpretou sua composição "Menina" no primeiro festival da canção, realizado pela TV Rio. Em 1955, a música foi gravada por Sylvinha Telles e lançada em 78 RPM pela gravadora Odeon, que incluiu também a canção "Foi a noite" (Tom Jobim e Newton Mendonça). O disco é considerado um registro precursor da Bossa Nova. Participou da primeira geração do movimento musical ao lado do parceiro Ronaldo Bôscoli, e de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto – todos representados no histórico álbum "Chega de Saudade", lançado em 1959 pela gravadora Odeon.

Junto com Roberto Menescal, era uma das figuras jovens da bossa nova, e faz parte da ala que defende o retorno do ritmo às suas raízes no samba. Saiu do Brasil em 1964, só retornando em 1971. Casou-se com a atriz e modelo norte-americana Katherine (Kate) Lyra, na Cidade do México em 1969, com quem tem uma única filha, Kay Lyra, cantora popular de formação clássica. A sua discografia, iniciada em 1960, é extensa, incluindo produções no Exterior, como o álbum gravado no México (na foto acima). Dentre suas canções mais famosas estão "Você e eu", "Coisa mais linda", "Maria Ninguém", "Menina", "Maria moita", "Se é tarde me perdoa" e outras incluídas neste LP. Confira:

01 - Maria Creusa - Minha namorada (part. esp. Toquinho e Vinicius)
(Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
02 - Geraldo Vandré - Quem quiser encontrar o amor
(Geraldo Vandré - Carlos Lyra)
03 - Quarteto em Cy - Tem dó de mim
(Carlos Lyra)
04 - Conjunto Flamingo - Se é tarde me perdoa
(Carlos Lyra - Ronaldo Boscoli)
05 - Toquinho e Vinicius - Marcha da 4ª feira de cinzas
(Vinicius de Moraes - Carlos Lyra)
06 - Manfredo e seu conjunto - Você e eu
(Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
07 - Agostinho dos Santos - Primavera
(Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
08 - Nara Leão - Maria Moita
(Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
09 - Luiz Chaves e seu conjunto - Influência do jazz
(Carlos Lyra)
10 - Wanda Sá - Também quem mandou
(Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
11 - Paulinho Nogueira - Aruanda
(Carlos Lyra - Geraldo Vandré)
12 - Lagna Fietta e sua orquestra - Lobo bobo
(Carlos Lyra - Ronaldo Boscoli)



terça-feira, 10 de maio de 2016

John Travolta - A Girl Like You (LP 1976)

Antes da fama mundial, Travolta fez sucesso com a música "Let her in"
Pra manter o clima da postagem anterior, o álbum da Olivia Newton-John, nada como apresentar o LP que John Travolta – partner da cantora nos filmes “Grease” e “Two of a Kind” – gravou também em 1976.  O disco traz a canção “Let Her In”, que obteve boa repercussão nos Estados Unidos, e a gravação original de “A Girl Like You”, posteriormente reeditada em versão disco, aqui presente como faixa bônus. Procurei informações sobre o álbum, mas o site oficial do artista privilegia apenas a filmografia, prêmios e ações relativas ao ator.

Travolta nasceu em 18 de fevereiro de 1954 numa família ítalo-americana do estado de Nova Jersey. Na adolescência, sua mãe resolveu inscrevê-lo numa escola de teatro em Nova York, onde estudou canto, dança e atuação. Aos 16 anos conseguiu seu primeiro trabalho profissional no musical de verão "Bye Bye Birdie". Logo resolveu deixar de lado os estudos e investir de vez na profissão, se mudando para  Nova York e trabalhando com certa regularidade em produções de verão e comerciais de TV. Aos 18 anos estreou na Broadway com a peça musical "Grease". Pouco tempo depois ingressou no elenco de "Over Here", onde trabalhou por dez meses. Decidido a tentar a sorte em Hollywood, deixou Nova York e partiu para Los Angeles. Participou do telefilme "The Devil's Rain" (1975) e teve pequenos papéis nas séries de TV Medical Center (1969), Emergency! (1972) e The Rookies (1972). Foi apenas com a série "Welcome Back, Kotter" (1975-1979) que alcançou sucesso junto ao público norte-americano.

Quando foi rodar “Saturday Night Fever” (no Brasil, "Os embalos de sábado à noite"), filme que o conduziu ao estrelato, ele já fazia sucesso entre as adolescentes e atraía fãs histéricas. O personagem Tony Manero (na foto acima) lhe rendeu indicação ao Oscar.  Sua popularidade cresceu ainda mais com o filme seguinte, "Grease" (1978), e sagrou-se como lenda em Hollywood, sendo considerado também o galã dos anos 1970. Ainda fez sucesso com o filme “Urban cowboy” (Cowboy do asfalto), drama romântico de 1980. Porém, após “Staying Alive” (Os Embalos de Sábado Continuam), Travolta enfrentou um certo ostracismo em sua carreira devido às pesadas críticas ao filme. Seu ápice no restante da década de 1980 foi a comédia infantil "Olha Quem Está Falando" (1989), que obteve duas sequências.

O retorno ao primeiro time dos astros foi em 1994, ao rodar "Pulp Fiction - Tempo de Violência", escrito e dirigido por Quentin Tarantino. O personagem Vincent Vega lhe proporcionou uma segunda indicação ao Oscar, e a dança ao lado de Uma Thurman entrou para a história. Com a carreira revigorada, emendou vários filmes de sucesso, como "O Nome do Jogo" (1995), "A Última Ameaça" (1996) e "A Outra Face" (1997). O fiasco de "A Reconquista" (2000) ameaçou jogá-lo de volta ao limbo hollywoodiano, mas logo em seguida ele voltou a mostrar bom desempenho nas bilheterias com "A Senha: Swordfish" (2001) e "Motoqueiros Selvagens" (2007). Com "Hairspray - Em Busca da Fama" (2007), musical com deliciosa trilha sonora, teve mais um ponto alto na carreira, ao interpretar Edna (na foto acima), mãe da protagonista Tracy. Assim, com altos e baixos, Travolta se firmou na constelação de Hollywood, graças a alguns atributos raros, como o talento para comédia, drama e filme de ação, além da facilidade que tem pra dançar e cantar, como faz neste disco. Confira:

01 - Let Her In
(Benson)
02 - Never Gonna Fall in Love Again
(Carmen)
03 - Rainbows
(Lembeck - Mead)
04 - A Girl Like You
(Cavaliere - Brigati)
05 - Razzamatazz
(Lembeck - Mead)
06 - I Don't Know What I Like About You Baby
(Sedaka)
07 - Baby, I Could Be So Good at Lovin' You
(Clifford)
08 - Big Trouble
(Carone)
09 - It Had to Be You
(Jones - Kahn)
10 - Goodnight Mr. Moon!
(Lembeck - Miller)
11 - BÔNUS - A Girl Like You (Special Disco Mix)
(Cavaliere - Brigati)



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Olivia Newton-John - Love performance (LP 1976)

 Álbum gravado ao vivo foi lançado apenas no Japão e ainda é inédito em CD
Olha só que belo e raro disco da Olivia Newton-John que recebi do amigo Osvaldo, a quem agradeço pela colaboração: “Love performance”, gravado ao vivo em 1976 no Japão, único mercado onde o LP foi lançado, e ainda inédito em CD. Na época, a cantora e atriz britânica estava comemorando 10 anos de carreira, mas já contabilizava alguns hits na discografia iniciada em 1966, como “Let Me Be There” e  “I Honestly Love You”, incluídos neste disco, assim como “Jolene” e “If You Love Me”, ambas conhecidas no Brasil pelas versões (“Jolene” e “Onde você for”) gravadas pela Celly Campello nos anos 1970. O álbum, por ser ao vivo, com diálogos e aplausos da plateia, deve ser gravado sem intervalo entre as faixas.

Olivia não sabia, e nem poderia imaginar, mas dois anos depois deste disco, ganharia projeção e fama mundiais, graças a sua participação como atriz em 1978 na versão cinematográfica do musical “Grease”, estrelado com John Travolta (na foto ao lado). O longametragem se tornou um dos musicais mais bem-sucedidos comercialmente da história, e Olivia ainda emplacou como parte da trilha sonora os hits “You’re The One That I Want”, “Summer Nights” e “Hopelessy Devoted To You”, sendo os dois primeiros em dueto com Travolta. O filme marcou uma guinada na carreira rumo ao rock e ao pop, gerando estouros como “A Little More Love” e “Deeper Than The Night”, faixas do álbum “Totally Hot”, de 1979.

Em 1980, mais um filme de sucesso, “Xanadu”, no qual teve a honra de atuar ao lado do Gene Kelly. O longa também teve em sua trilha sonora a sacudida “Xanadu”, dueto dela com o grupo Electric Light Orchestra, o rock “Magic” e a balada “Suddenly”, parceria com o amigo e cantor Cliff Richard, que a ajudou no início da carreira. No ano seguinte, quebrou recordes com a canção “Physical”, que vendeu milhões de cópias em todo o mundo e ficou dez semanas no topo da parada americana, sendo a música de maior sucesso nos EUA naquele ano, virando tema de vídeos de malhação. Sua carreira em termos musicais se manteve bastante ativa nesses anos todos, com direito a álbuns de sucesso, como “Back With a Heart” (1998).

Por tudo isso, os números que envolvem a carreira da jovem nascida na Inglaterra em 26 de setembro de 1948 são superlativos: mais de 100 milhões de discos vendidos, quatro troféus Grammy (o Oscar da música), inúmeros prêmios Country Music, American Music e People Choice Awards, traduzidos por dezenas de hits nas paradas de todo o mundo. Curiosamente, neste ano em que comemora o 50º aniversário de carreira, ela esteve no Brasil no início de março para duas apresentações, uma no Rio e outra em São Paulo, com sua turnê “Summer Nights”. O espetáculo esteve em cartaz desde 2014 no teatro do Hotel Flamingo, em Las Vegas, nos EUA, e gerou em 2015 um disco duplo gravado ao vivo, no qual mantém o mesmo carisma e energia do show de 1976 no Japão. Confira:

01 - Country Roads
(Banoff - Nivart - Denver)
02 - Air That I Breathe
(A.Hammond - M.Hazlewod)
03 - Don`t Stop Believin
(J.Farrar)
04 - Let Me Be There
(J.Roshill)
05 - Pony Ride
(Berglend - Phillips)
06 - Never The Less As Time Goes By
(B.Kalmer - H.Ruby)
As Time Goes By
(H.Hupfeld)
07 - Love is Alive
(G.Wright)
08 - New Born Babe
(G.Cardier)
09 - Something Better to Do
(J.Farrar)
10 - Jolene
(D.Parton)
11 - Have You Never Been Mellow
(J. Farrar)
12 - If You Love Me (Let Me Know)
(J.Roshill)
13 - I Honestly Love You
(P.Allen - J.Barry)

COLABORAÇÃO: Osvaldo


domingo, 8 de maio de 2016

Donizeti - Mãe, Minha Mãe (Single 1982)

Donizeti canta desde os 5 anos e é conhecido como "A voz de ouro do Brasil"
A postagem hoje é dedicada ao Dia das Mães, e agradeço ao amigo Aderaldo por enviar este compacto simples do Donizeti. O single, produzido em 1982 pelo Laço, braço sertanejo da gravadora Ariola, traz as músicas “Mãe, minha mãe” e “Canção para mamãe”. Ele começou a cantar aos cinco anos e obteve fama aos nove, quando gravou em 1981 a música "Galopeira", clássico da música paraguaia em versão de Pedro Bento. A partir daí, devido a sua extensão vocal, tornou-se nacionalmente conhecido como “A voz de ouro do Brasil”. A fama atravessou as fronteiras e foi convidado em 1982 a participar do Festival América Estas Es Tu Cancion, no México, onde concorreu com cantores mirins de 19 países. Foi o vencedor com a canção “Canarinho dobrador”, e recebeu o prêmio de “Melhor voz infantil da América Latina”.

Desde então, Donizeti gravou 18 discos, conquistou dois de ouro e obteve reconhecimento popular. Nesse meio tempo, chegou a formar dupla sertaneja com seu irmão Eduardo, denominada "Donizetti & Eduardo", com quem se apresentou em todo o País. Donizeti ampliou seus dotes artísticos e passou a atuar também como radialista e apresentador de TV. Nesse campo, apresentou o programa "Especial Sertanejo", atração apresentada anteriormente pelo cantor Marcelo Costa, na TV Record, e comandou o mesmo programa na Rádio Record AM. O cantor, que mora em São Paulo, também trabalhou como locutor na Radio Metropolitana AM de Mogi das Cruzes. Atualmente apresenta o programa “Ultra Rádio Sertaneja” na TV Gazeta paulista. Confira o cantor:

01 – Mãe, minha mãe (Mother Of Mine)
(Bill Parkinson - Adaptação: Marcia Moreira - Katia Maria)

02 – Canção para mamãe 
(Marcelina Nuñez de Velasco - Versão: Didi)


COLABORAÇÃO: Aderaldo