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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Marília Maura - Esta é minha canção (CS 1967)

 Post da Marília Maura reúne músicas de dois singles gravados na Chantecler
Marília Maura é mais uma obscura cantora do tempo da Jovem Guarda e sobre quem nada sei. O post reúne músicas de dois compactos simples gravados na Chantecler em 1965 e 1967. Os meus exemplares estão sem a capa, mas encontrei na rede a capa do single que tem a música “Esta é a canção”, uma versão de “This is my song”, de Charles Chaplin, sucesso na interpretação da Petula Clark. Por meio dessa imagem, montei a capa acima apenas pra ilustrar a postagem, assim como as etiquetas dos dois singles. Confira:

01 - Chuá-chuá
(Pedro Sá Pereira – Ary Pavão)
02 - Só nós dois
(Rossini Pinto – Ronaldo Corrêa)
03 - Esta é minha canção (This is my song)
(Charles Chaplin – vs: Alexandre Cirus)
04 - Eu e a noite (Io di notte)
(A.Colombini – A. Carrisi – P. Massera – vs: N. de Brito)



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Marina Mar - Que nos enterren juntos (CS 1967)

Marina Mar fez parte do cast da gravadora Chantecler em meados dos anos 1960
Meire Pavão, Rainha da FAB-1965, Edith Veiga e Marina Mar, todas da Chantecler
A única referência que eu tinha sobre a Marina Mar era a foto acima em que aparece ao lado da Edith Veiga e Meire Pavão, então rainha da FAB de 1965, e todas do cast da gravadora Chantecler. Um dia, encontrei e comprei num sebo este compacto simples, no qual é acompanhada pelo Trio Los Hidalgos. Em pesquisa na rede, descobri que gravou pelos menos mais dois compactos, um com acompanhamento de Os Terríveis para as músicas “Lição de Yenka” e “Caminhemos”, e outro com “Enganada” e “Traje negro”, todos na Chantecler. Infelizmente nada encontrei sobre a artista que, pelo menos, pode ser ouvida entre os mais curiosos:

01 - Que nos enterren juntos
(Tine Bartolome)
02 - Imprescindiblemente
(Alvarez Cruz) 


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Blue Gang - 1º LP country made in Brazil (1979)

Primeiro álbum country made in Brazil foi produzido em 1979 pela Continental 
Gosta de country music? Uma dica imperdível é este álbum da Blue Band. Ao ouvi-lo, você provavelmente apostará, com a certeza de quem conhece, que se trata de banda norte-americana da genuína country music. Ledo engano, pois o grupo é brasileiro e ainda traz curiosidade: Nenê, de Os Incríveis, no baixo, e Jurandi, do The Jet Blacks, na bateria e percussão, estão entre os integrantes. Andrew Busic é o vocalista e líder do grupo, com G. “Pino” Bria (violão acústico e banjo), Walter Kandachoff (violão acústico, guitarra solo, harmônica e banjo) e Luchin Montoya (piano). Eles gravaram este LP, que considero histórico por se tratar do primeiro álbum Country Made in Brazil, conforme informa texto na contracapa do disco, de 1979 pela Continental.

O disco é mais uma colaboração do amigo Aderaldo, a quem renovo agradecimento, pois enriquece o conteúdo do blog de forma significativa. A Blue Gang, segundo o referido texto, nasceu já alguns anos, quando Andrew Busic e G. “Pino” Bria conheceram-se e passaram a tocar juntos. Das várias correntes musicais que os influenciaram em suas carreiras e chegaram ao ponto em comum: começaram a tocar Country Music e... todo mundo enlouqueceu!!! A Blue Gang foi formada, e com ela este primeiro disco – e provavelmente único da banda – com canções que pertencem ao mais típico e bem conhecido repertório da Country Music. Você vai gostar. Confira:

01 - The world is waiting for the sunrise
(E.Seita - E.Lockh)
02 - Early morning rain 
(G. Lightfoot)
03 - Your cheating heart
(Williams)
04 - Movin'on
(Merly Haggart)
05 - I'm a ramblin'man
(Ray Pennington)
06 - Public domain (Red River Valley)
(Bob Livingston)
07 - Oh, lonesome me
(D. Gibson)
08 - Hello, Mary Lou
(G. Pitney)
09 - Traveling prayer
(Billy Joel)
10 - Jaded lover
(Chuck Pyle)
11 - I was born about 10.000 years ago
(Tradirional - Arrang.: Blue Gang)
12 - Duelin' banjos
(Bria - Kandracho)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Discos Continental
Direção artística – Manoel Barenbein
Direção de produção – Alf Soares
Técnico de gravação – João Campanha
Gravado nos Estúdios Reunidos – SP
Mixagem – João Campanha. Alf Soares
Assistentes de estúdio – Edmilson, Souza, Geraldo, Silva e Edson
Corte – Ademilton Vila Nova
Administração de repertório – Odair Corona
Capa – direção de arte – Oscar Paolillo
Arte final – Francisco C. Congora/ Walmir
Participações especiais:
Steel guitar – Poly
Fiddle - Germano

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


domingo, 14 de setembro de 2014

Light Reflections - Let's fall in love (CS 1981)

Light Reflections foi banda brasileira que obteve sucesso no início dos anos 70
A banda Light Reflections é do tempo em que músicos brasileiros gravavam em inglês sob pseudônimo pra vender discos. Terry Winter foi um dos pioneiros, e o grupo Light Reflections obteve sucesso estrondoso em 1973 com a canção "Tell Me Once Again", que dez anos depois voltaria às paradas de sucesso, graças a versão “Telma, eu não sou gay”, gravada pelo Ney Matogrosso com João Penca e Miquinhos Amestrados. A original, segundo consta na rede, vendeu 1 milhão de cópias em apenas cinco meses, e o sucesso avançou por toda a América Latina. A banda - formada por  B. Anderson ( Guitarra e vocais ), Marc Mane (Órgão e Guitarra ), Billy Roger (Bateria ) e Rick Taylos (Baixo e Piano) – gravou dois LPs e vários compactos, incluindo este single de 1981, lançado pelo selo Building Records. Confira:

01 - Let's fall in love
(Henrique Rizzo – Bert Palmer)
02 - Still in mind
(Beto Ferreira)

Produtor executivo: Jorge Gambier

sábado, 13 de setembro de 2014

Rosemary - Cara para, e trata a cuca (EP 1978)

 Compacto duplo produzido pela Continental inclui temas de filme e de novela
Segue mais um disco da bela Rosemary em compacto duplo lançado em 1978 pela gravadora Continental. O disco se destaca por incluir duas músicas da trilha sonora do filme “Meus homens, meus amores”, dirigido por José Miziara, e com a própria Rosemary no elenco. O EP ainda traz a música “Solidão”, tema da novela “Te contei?”, da Rede Globo. Nota-se, pelos arranjos e regência do Lincoln Olivetti, a influência da Era Disco na produção deste disco da Rosemary, que já teve sinopse da carreira divulgada no blog. Confira:

01 - Cara para, e trata a cuca
(Robson Jorge - Lincoln Olivetti - Ronaldo - Rosemary)
Tema do filme "Meus homens, Meus amores"
02 - Sem saber eu fui feliz
(Mauro Motta - Eduardo Ribeiro)
03 - Solidão
(Robson Jorge - Rosemary)
Tema original da novela "Te contei?"
04 - Abrigo
(Ronaldo - Robsin Jorge)
Tema do filme "Meus homens, Meus amores"

Produção artística - Max Pierre
Arranjos e regências - Lincoln Olivetti


Gretchen, uma relação de preconceito e amor oculto

Coletânea da Gretchen é campeã de download em primeiro dia de postagem

A antologia “Dance with me”, da Gretchen, postada na terça-feira, dia 9, é recorde em downloads no blog. Nunca, em três anos de história do Sanduíche Musical e do SintoniaMusikal, uma postagem atingiu marca de três dígitos no primeiro dia. Foram exatos 123 downloads. É verdade que o SintoniaMusikal não figura entre os mais acessados da rede, mas mantém-se estável entre 850 e 1.250 visualizações diárias. Considerando esses dados e os cerca de 1 mil postagens efetuadas, posso concluir que, ao contrário da minha expectativa, Gretchen é no SintoniaMusikal a rainha dos downloads.

Não posso falar por outros blogs, mas aqui a demanda por pasta oscila em média entre 30 e 50 durante as primeiras 24 horas. Considero, acima de 50 downloads, performance muito boa. Não me lembro de nenhum disco que tenha alcançado aqui marca superior a 80. Hoje, manhã de sábado, quatro dias após o post, a coletânea da Gretchen, com músicas pra lá de manjadas no repertório, contabiliza 260 downloads. Figurava, já no segundo dia, em primeiro lugar na lista dos mais populares da semana. No ranking do mês, é vice-líder, e perde apenas para a coletânea dupla “Os dois lados do sucesso”.

Pra se ter ideia do desempenho da Gretchen, vou citar a postagem feita em 8 de agosto último. Trata-se do raro LP de 1976, cedido pelo amigo Aderaldo, inédito na rede, da cantora Joelma, respeitada e de sucesso nos anos 1960 e 1970. Sabe quantas pessoas baixaram este raro disco? Até o momento somam 211 downloads em 35 dias, segundo o Minhateca, e esse desempenho não é ruim. O post da Gretchen, surpreendentemente, superou o da Joelma em apenas três dias. Outro exemplo é o disco “Pery é todo bossa”, do Pery Ribeiro, postado em 3 de setembro de 2013. Fui obrigado a criar um novo link em abril último porque o original foi invalidado por superar 30 dias sem download. Vários outros títulos seguem essa mesma trajetória de renovação de links.

Quando constatei a marca recorde obtida pela Gretchen, imaginei com jeito inocente de quem não sabe de nada, de que teria pelo menos um comentário no post. Encontrei apenas o silêncio dos ocultos. A aparente falta de repercussão me leva a concluir que as pessoas têm preconceito contra a Gretchen, mas a escolhe na hora de ouvir música, sem que a pessoa ao lado saiba, é claro, pois não é de bom gosto curti-la. Mérito pra rainha do bumbum. A minha conclusão ganhou força pelo primeiro comentário, redigido na tarde de ontem, alusivo ao post. Trata-se de um anônimo, bem articulado e de fino trato nas palavras.  Não costumo responder a anônimos,  por motivos já explicados, mas neste caso merece a reprodução do texto:

“Chico, teu blog é muito bom. Resgata joias da MPB, principalmente, da velha Jovem Guarda, que o lixo de hoje ofusca. Essas joias se ñ fizeram sucesso é questão de peso e medida, como diz o grande Billy Blanco no seu Canto Chorado, defendido por Jair na primeira e última Bienal do Samba (1968) vencida por Lapinha de Baden Pawell e Paulo Cesar Pinheiro. Portanto, Grande Chico, com todo respeito do mundo, ñ macule sua performance com bagulhos como essa senhora, que, com certeza, é uma das pioneiras contribuintes para o fim da música e de compositores como os citados acima”.

Agradeço o comentário – sempre bem-vindo – e entendo que o pensamento do amigo anônimo sintetiza o de muita gente, que a trata como "Geni" da MPB. Fico me perguntando se, de fato, Gretchen é uma das pioneiras contribuintes para o fim da música e de compositores como os citados no texto. A culpa é da Gretchen? Como fica a máquina ou o sistema que cria e massifica ídolos? Como se explica o recorde de downloads obtidos por ela no blog? Por falar nele, não me preocupo em macular minha performance devido ao conteúdo. O texto de apresentação, no cabeçalho, deixa claro que o SintoniaMusikal “é um blog amador e eclético sobre música”. Não tenho preconceito contra nenhum tipo de música, e não se surpreenda no dia em que postar um disco da Rita Cadillac. Afinal, o espaço é democrático, e está aberto pra todos.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Claudyr Guimarães: Amar foi minha ruína (CS 1968/69)

 Claudyr Guimarães integrou o cast da Copacabana durante a Jovem Guarda
Claudyr Guimarães é mais um desconhecido cantor da Jovem Guarda sobre quem nada encontrei para informar. O post reúne músicas de dois compactos simples lançados pela Copacabana em 1968 e 1969. Apesar de obscuro, Claudyr gravou pelo menos dois outros singles na Copacabana, conforme encontrei na rede, com as músicas “Ouro em pó”, “O elevador”, “Estrelinha” e “Seu coração vai chorar mais do que o meu”. Ainda lançou em 1975 um single pela Beverly com a música “Amar, amar, amar”, do Marcos Roberto e Velho Roni. A capa acima, meramente ilustrativa, é do compacto de 1968, mas a curiosidade é o de 1969 devido aos compositores. O lado A traz uma música do Antonio Marcos e o B do Claudio Fontana e Nelson Ned. Confira:

01 - Um homem chora, só por amor (Un uomo piange, solo per amore)
(Marcello Marrocchi – M.G.Gaspari – vs: Nazareno de Brito)
02 - Amar foi minha ruína
(Luiz Wanderley – Katia Maria)
03 - Você me faz pensar que não vou ser feliz
(Antonio Marcos)
04 - Ninguém vai mandar mais em mim
(Claudio Fontana – Nelson Ned)


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Gretchen - Dance with me (Antologia - 2014)

 Antologia da Gretchen traz gravações realizadas entre os anos de 1978 e 1984
 Coletânea apresenta canções lançadas em oito compactos simples e um duplo
Reza a lenda que a saudosa Elis Regina (Porto Alegre, 17 de março de 1945 — São Paulo, 19 de janeiro de 1982), ao comentar sobre o mercado fonográfico brasileiro, fez referência a Gretchen: “Uma bunda vende mais discos do que eu”, comparou. A maior cantora do Brasil não exagerou. Entre o final dos anos 1970 e início dos 1980, Gretchen reinou absoluta como a “Rainha do bumbum”, emplacando hits como “Freak le boom boom”, “Conga, conga, conga”, “Melô do piripipi”, “Allah-la-ô, my love” e outras que tinham em comum o ritmo quente e os gemidos sensuais da cantora que misturava inglês, francês e espanhol na mesma música. Até hoje, pra alegrar qualquer festa, basta colocar um disco da Gretchen que a diversão está garantida.

Maria Odete Brito de Miranda, seu nome de batismo, nasceu no Rio de Janeiro em 29 de maio de 1959. Iniciou a carreira no grupo vocal feminino As Melindrosas, que tinha a irmã Sula Miranda entre as componentes. Na sequência, partiu pra carreira solo, e começou na cola da cantora Charo, que fazia sucesso na chamada era disco com “Dance a Little Bit Closer”. Qualquer semelhança de sua primeira gravação, “Dance with me”, em 1978, com a da espanhola não é mera coincidência, portanto. Com a boa repercussão do disco, Gretchen gravou um single em português, sem muito sucesso, mas a partir do terceiro compacto simples, com “Freak le boom boom”, a carreira decolou. Esta Antologia reúne músicas lançadas nesse período de ouro, entre 1978 e 1984, em oito compactos simples e um duplo, totalizando 20 canções. A pasta inclui áudio e arte gráfica completa dos discos, com capa, contracapa e selos. Confira, e dance with me:

01 - 1978 - Dance with me
(M. Smith - V. Guzzrick)
02 - 1978 - Love me more
(M. Smith - V. Guzzrick)
03 - 1979 - Outra vez mulher
(Paulinho Camargo - MaxCiliano)
04 - 1979 - Fera (Teach me tiger)
(Nino - Tempo - vs: Maria Odete B. de Miranda)
05 - 1979 - Freak le boom boom
(Santiago "Sam" Malnati)
06 - 1979 - Boogie boogie
(Santiago "Sam" Malnati - V. Guzzo)
07 - 1980 - Conga, conga, conga
(Mister Sam)
08 - 1980 - Do you wanna love?
(Mister Sam - V. Guzzrick)
09 - 1981 - Melô do piripipi
(Mister Sam)
10 - 1981 - You and me
(Mister Sam - V. Guzzo)
11 - 1982 - Allah-la-ô, my love
(Mister Sam)
12 - 1982 - Take me a chance (part. esp. Silva Neto)
(Mister Sam - V. Guzzo)
13 - 1982 - Mambo, mambo, mambo
(Mister Sam)
14 - 1982 - It's all right
(Mister Sam - V. Guzzo)
15 - 1982 - Disco show medley
(Mister Sam)
16 - 1983 - Melô do Xique-Xique
(Mister Sam)
17 - 1983 - Super sexy
(Mister Sam - V. Guzzo)
18 - 1984 - Melô do Pata Pata
(Mister Sam)
19 - 1984 - Give me your love
(Mister Sam - Gretchen)
20 - 1980 - BÔNUS - 1, 2, 3 (One, two, three)
(Mister Sam)



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Carlos Pedro - Antologia (2014)

 Seleção resgata músicas lançadas em sete compactos simples e um duplo
Carlos Pedro é mais um cantor surgido no período da Jovem Guarda, na segunda metade dos anos 1960, e provavelmente obteve sucesso regional. Eu, por exemplo, só conhecia um compacto de 1968, com a música “O problema é seu”, também gravada pela cantora Adriana. Imaginei que era disco único do cantor. Pra minha surpresa, o nosso amigo e colaborador Aderaldo, da Comunidade MC&JG, me enviou esta antologia com 18 canções, lançadas em sete compactos simples e um duplo, pelas gravadoras Equipe, Polydor e CBS, entre 1968 e 1976. O Aderaldo, a quem agradeço pela colaboração, informa que parte do conteúdo é do próprio acervo, sendo que a seleção é complementada por faixas baixadas na rede, como as quatro do EP de 1976 produzido pelo Rossini Pinto na CBS . Infelizmente, não encontrei informações sobre sua carreira/discografia, e se alguém souber, escreva nos comentários. Enquanto isso, confira o post:

01 - Mensagem - 1968
(Carlos Pedro)
02 - Decisão - 1968
(Carlos Pedro)
03 - Agora - 1968
(Carlos Pedro)
04 - Regresso - 1968
(Carlos Pedro)
05 - O problema é seu - 1968
(Carlos Pedro - Aloysio Vinagre)
06 - Eu vim de longe - 1968
(Carlos Pedro)
07 - Tudo muda toda hora - 1972
(Carlos Pedro)
08 - Você não reparou direito - 1972
(Carlos Pedro - Wagner)
09 - Vida fingida - 1973
(Carlos Pedro)
10 - Vida vazia - 1973
(Carlos Pedro)
11 - Não acredito mais - 1974
(Nenéo)
12 - Resposta - 1974
(Carlos Pedro)
13 - Desencontro - 1975
(Getúlio Cortes)
14 - Quem gostar de mim - 1975
(Carlos Pedro)
15 - O abandono - 1976
(Rossini Pinto)
16 - A carta que escrevi - 1976
(Carlos Pedro)
17 - Fitilhos amarelos - 1976*
18 - Dependência - 1976*

* Falta apurar os nomes dos compositores

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


domingo, 7 de setembro de 2014

Banda dos Fuzileiros Navais: Hino da Independência

 Disco foi produzido para os festejos dos 150 anos de independência do Brasil
Em 7 de setembro de 1972, quando foi comemorado o sesquicentenário da independência do Brasil, o País ainda vivia o período de campanhas ufanistas promovidas pelo governo militar. O objetivo era conquistar a simpatia da população. Assim, surgiram os slogans "Ninguém segura este país" e "Brasil, ame-o ou deixe-o". A conquista da Copa no México pela seleção canarinho em 1970 ainda estava fresca na memória, e canções com versos como "Eu te amo, meu Brasil, eu te amo” e “Este é um país que vai pra frente” complementavam o clima de euforia gerada na população.

Neste cenário, a comemoração dos 150 anos de independência do Brasil coube como luva pro sistema, que por meio da agência Marketing’s do Brasil produziu e idealizou este compacto simples da Banda dos Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro. O disco, promocional e gratuito, traz o Hino Nacional e o Hino da Independência, sob regência do maestro Severino F. Marques. Só não sei informar como foi a distribuição. Provavelmente foi em escolas ou, quem sabe, encartado em jornais e revistas. Se alguém souber, escreva nos comentários, pois o meu exemplar foi adquirido em sebo. Confira:

01 - Hino Nacional Brasileiro
(Música de Francisco Manuel da Silva e letra de Joaquim Osório Duque Estrada)
02 – Hino da Independência
(Música de D.Pedro I e letra de Evaristo Ferreira da Veiga)



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Robson Gil - Mensagem do coração (LP 1971)

 Robson Gil iniciou carreira profissional no começo dos anos 1960 em São Paulo
Assim como o LP do Cristiano, postado ontem, este álbum do Robson Gil também é de 1971 e da gravadora Chantecler. A possibilidade de postá-lo se deve, mais uma vez, a generosa colaboração do nosso amigo Aderaldo, da Comunidade MC & JG, a quem renovo o agradecimento por abrir sua discoteca de raridades ao blog. O cantor e compositor - que já teve um EP postado aqui, também graças ao Aderaldo - iniciou a carreira como Robson  Gill (com o “L” dobrado) e também gravou como Wilson Roberto. Uma resenha sobre sua biografia já foi apresentada no blog. Este álbum, intitulado “Mensagem do Coração” apresenta seis composições do cantor em parceria com Milton Yamada, autor de todas as músicas do disco. O post traz como bônus a música “Playboy de bicicleta”, baixada na rede e lançada na época da Jovem Guarda em compacto simples.  Falta o lado B, com a música “Diva”, e agradeceria se alguém puder disponibilizá-la. Confira o LP:

01 - Outro na paquera
(Milton Yamada)
02 - Choro por amor
(Milton Yamada - Robson Gil)
03 - Entenda
(Milton Yamada - Robson Gil)
04 - Meu eterno amor
(Milton Yamada - Rui Guilherme)
05 - Mensagem do coração
(Milton Yamada)
06 - Eu vou embora
(Milton Yamada)
07 - A tristeza vai comigo
(Milton Yamada)
08 - Você não presta, você é má
(Milton Yamada - Robnson Gil)
09 - Só, sem ninguém
(Milton Yamada - Robsaon Gil)
10 - Amanhã, talvez
(Milton Yamada - Robson Gil - Sakamoto)
11 - Musiquinha pra você
(Milton Yamada - Robson Gil)
12 - Alice, meu bem
(Milton Yamada)
13 - BÔNUS - Playboy de bicicleta 

FICHA TÉCNICA

PRODUTOR: Milton Yamada
ARRANJOS E REGÊNCIA: Expedito de Carvalho
TÉCNICO DE LABORATÓRIO: Alberto Calçada
FOTO DA CAPA: Oswaldo Micheloni
LAYOUT: Suzuki


COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cristiano - História de amor (LP 1971)

 Primeiro álbum do Cristiano foi lançado em 1971 pela gravadora Chantecler
Este álbum do Cristiano, que também gravou como Cris McClayton, não é novidade na rede, pois acabo de vê-lo postado no La Playa Music, blog do amigo Hedson, em pesquisa sobre a carreira do cantor. Nem por isso vou deixar de postá-lo, depois do trabalho concluído com ripagem, edição e produção do material gráfico. A verdade é que, no início do blog, eu pesquisava na rede os títulos que pretendia postar, e só disponibilizava material que considerava inédito. Logo depois, constatei que muitos desses discos oferecidos na internet estavam com áudio de baixa qualidade e sem arte gráfica completa. Por isso, não me preocupo mais com a exclusividade, e deixo ao internauta a decisão de baixar o disco.

Pedro Luis Schoemberger,  nome de batismo do cantor, é natural de Curitiba, no Paraná, e desenvolveu carreira influenciado pela Jovem Guarda. Boa parte do seu repertório é constituída de versões de sucessos da época. Este LP, por exemplo, é 100% de versões do Fred Jorge, algumas até interessantes, como "Um Novo Amanhecer" (“Another Day”), hit do Paul McCartney, “Meu Senhor” ("My Sweet Lord"), do George Harrison, “Vou pulando” ("Baby Jump"), do Mungo Jerry, e outras.  O cantor, falecido em 15 de maio de 2012, ainda gravou o segundo volume, que eu não tenho, mas pode ser baixado no La Playa Music (aqui), assim como outros discos do artista. Confira este:

01 - Historia de Amor  (Love Story)
(Sigman - Lai - vs: Fred Jorge)
02 - Um Novo Amanhecer (Another Day)
(McCartney - vs: Fred Jorge)
03 - Doce Carolina (Sweet Caroline)
(Neil Diamond - vs: Fred Jorge)
04 - É Impossivel (Its Impossible)
(Wayne - Manzanero - vs: Fred Jorge)
05 - A Bonequinha (Jack In The Box)
(Worsley - Myers - vs: Fred Jorge)
06 - Meu Grande Amor (My Little One)
(Campbell - McAleese - vs: Fred Jorge)
07 - Meu Senhor (My Sweet Lord)
(Harrison - vs: Fred Jorge)
08 - Sonhar Com Você (Dream Baby)
(Walker - vs: Fred Jorge)
09 - A Casquinha (Hot Cone)
(Bolan - vs: Fred Jorge)
10 - Mar de Rosas (Rose Garden)
(South - vs: Fred Jorge)
11 - Vou Pulando (Baby Jump)
(Dorset - vs: Fred Jorge)
12 - Foi Você (If Not For You)
(Dylan - vs: Fred Jorge)


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dick Farney Trio - Concerto de jazz ao vivo (LP 1973)

LP produzido pela EMI-Odeon foi gravado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Dick Farney, dono de voz muito bonita,  comparece no blog como pianista do trio que leva o seu nome. O grupo foi formado em 1971 ao lado de Sabá (contrabaixo) e Toninho Pinheiro (bateria). Este “Concerto de jazz ao vivo”, produzido em 1973 pela London (EMI-Odeon), foi gravado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Texto assinado por Paulo Santos, impresso na terceira capa, informa que esta foi a primeira vez que o trio se apresentou com esta formação num concerto de jazz. Os apreciadores do gênero, com certeza, vão curtir este disco.

Farnésio Dutra e Silva, seu nome de batismo, nasceu no Rio de Janeiro em 14 de novembro de 1921. Começou a tocar piano ainda na infância, quando aprendia música erudita com o pai, enquanto a mãe lhe ensinava canto. Em 1937 estreou como cantor no programa Hora juvenil na rádio Cruzeiro do Sul do Rio de Janeiro. Foi levado por César Ladeira para a rádio Mayrink Veiga, passando a apresentar o programa Dick Farney, a voz e o piano. De 1941 a 1944, foi crooner da orquestra de Carlos Machado, no Cassino da Urca, no tempo em que o jogo era permitido no Brasil. Em 1946 foi convidado para ir aos Estados Unidos, depois do encontro com o arranjador Bill Hitchcock e o pianista Eddie Duchin, no Hotel Copacabana Palace.

Entre 1947 e 1948 fez várias apresentações na rádio NBC, principalmente como cantor fixo no programa do comediante Milton Berle. Foi o primeiro a gravar o standard americano "Tenderly" (Walter Gross). Voltou ao Brasil consagrado pelas gravações que a Continental lançara quando estava nos EUA, como "Marina" (Caymmi). Nos anos 50 envolveu-se com o movimento de bossa nova, interpretando alguns clássicos como "Tereza da Praia" (Jobim/ B. Blanco), em dupla com Lúcio Alves. No ano de 1959 era exibido o programa de TV - Dick Farney Show, na TV Record - Canal 7 de São Paulo. Em 1960, formou a Dick Farney e sua orquestra, que animou muitos bailes. Já em 1965, na recém-inaugurada TV Globo - Canal 4, Rio de Janeiro, apresentou o programa de TV Dick e Betty, ao lado da atriz Betty Faria.Foi proprietário das boates Farney´s e Farney´s Inn, ambas em São Paulo. Entre 1973 a 1978 tocava piano e cantava na boate Chez Régine, em São Paulo. Faleceu em 4 de agosto de 1987 no Rio de Janeiro. Confira o disco:

01 – Perdido 
(Tizol - Lengsfelder - Drake)
02 – Thank You (Dziekuje
(Dave Brubeck)
03 – When Lights Are Low 
(Carter - Williams)
04 – Cute 
(N. Hefti)
05 – The Shadow Of Your Smile
(Johnny Mandel - Paul Francis Webster)
06 – These Foolish Things (Remind Me Of You
(Strachey - Link - Marvell)
07 – Someday My Prince Will Come
 (Churchill - Morey) 



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Simonetti e Orquestra - Novamente ele... Simonetti

Álbum do maestro, pelo selo Cartaz, é um relançamento do disco de 1961 
Fãs de músicas orquestradas certamente vão curtir este “Novamente ele... Simonetti”, do maestro Enrico Simonetti e Orquestra. O disco, do selo Cartaz, não informa o ano da produção, mas o internauta Wander Salgado informa em comentário abaixo que se trata de relançamento. O original, intitulado "Dançando com Simonetti", foi produzido pela RGE em 1961. Nascido na cidade italiana de Alassio, em 29 de janeiro de 1924, o artista também foi pianista e compositor. Começou a estudar música aos quatro anos, e desembarcou em São Paulo em 1949. Contratado pela Cia. Cinematográfica Vera Cruz, o maestro ganhou vários prêmios em sua categoria, tornando-se líder de uma das mais famosas orquestras de São Paulo. Foi também diretor artístico da gravadora Mocambo.

Sua primeira composição importante por aqui foi feita sob encomenda para a Companhia de Teatro Brasileiro de Comédia, na peça “Anjo de Pedra”, em 1950. Seguiram muitos outros trabalhos em rádio, cinema, teatro e televisão. Vale destacar as trilhas que compôs para os filmes “Presença de Anita”, de 1951, dirigido pelo também italiano Ruggero Jacobbi [Simonetti aparece tocando piano em uma cena] e “Floradas na Serra”, de Luciano Salce, rodado em 1954, estrelado por Cacilda Becker e Jardel Filho, ambos da Vera Cruz. Segundo o site IMDB, Simonetti participou de 39 filmes no Brasil, incluindo alguns como ator, em pequenas pontas.

Na extinta TV Excelsior, o maestro comandou o divertido "Simonetti Show", com Lolita Rodrigues, dirigido por um jovem estreante chamado Jô Soares. Quebrou um paradigma, pois os músicos também participavam ativamente dos vários quadros humorísticos, o que dava uma dinâmica até então inédita em programas musicais. Henrique, como era chamado por aqui, voltou ao seu país de origem após a ditadura militar, e manteve-se na ativa. Faleceu em Roma, aos 54 anos, em 28 de maio de 1978, deixando um enorme acervo musical, distribuído em vários discos. Confira este:

01 - O homem do braço de ouro
(Sylvia Fyne - Elmer Bernstein)
02 - Cha cha cha egypcio
(Claude)
03 - Blue moon
(Lorez Hart - Richard Rodgers)
04 - Baba de mulher
(Haroldo Barbosa - Luiz Reis)
05 - Bombay
(Wek - cates)
06 - Brasil 61
(Claude)
07 - The exodus song
(Cole Porter)
08 - C'est magnifique
(Cole Porter)
09 - La habanera
(G. Bizet)
10 - Tonight my love tonight
(Paul Anka)
11 - The Continental
(Magidson - Conrad)
12 - Scheherazade
(Rimsky Korsakoff)


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Antonio Carlos e Jocafi - Feitiço moleque (LP 1986)

 LP da Continental se destaca pela faixa "Aventureiro", tema da novela Sinha Moça
Mais um disco muito bom é este “Feitiço moleque”, da dupla Antônio Carlos e Jocafi, lançado em 1986 pela Continental. A dupla de cantores e compositores baianos, que começou a carreira no final dos anos 1960, obteve consagração a partir dos festivais, com destaque para o Festival Nacional da Canção (FIC), da Rede Globo. Obteve sucesso com músicas como “Desacato”, “Você abusou”, “Toró de lágrimas” e outras. Muitas de suas canções fizeram parte da trilha sonora de muitas telenovelas, como a música “Aventureiro”, incluída em “Sinhá Moça” e presente neste álbum, que ainda traz a participação especial da Dona Ivone Lara na faixa “Gandaia”. Confira:

01 - Tiê
(Antonio Carlos - Jocafi)
02 - Corredeiras da paixão
(Antonio Carlos - Jocafi)
03 - Dente de alho
(Antonio Carlos - Jocafi - Julio Cesar)
04 - Gandaia (Part. esp. Dona Ivone Lara)
(Antonio Carlos - Jocafi)
05 - Feitiço moleque
(Antonio Carlos - Jocafi - Julio Cesar)
06 - Waikiki
(Antonio Carlos - Jocafi - Julio Cesar)
07 - Escandalosamente louca
(Antonio Carlos - Jocafi - Julio Cesar)
08 - Verdes oios
(Antonio Carlos - Jocafi - Julio Cesar)
09 - Nau capitânia
(Antonio Carlos - Jocafi)
10 - Aventureiro
(Antonio Carlos - Jocafi - Julio Cesar)