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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vários artistas - Só sucessos - vol. 9 (LP 1971)

 Álbum de 1971 reúne intérpretes contratados da gravadora EMI-Odeon
Este é mais um daqueles discos que merece ser ouvido da primeira até a última faixa. O disco reúne artistas como Wilson Simonal, Pery Ribeiro, Trio Esperança, Clara Nunes, Doris Monteiro, Silvio Cesar, Evinha e outros. No repertório, músicas como “Impossível acreditar que perdi você”, “De tanto amor”, “Minha história”, “De noite na cama”, “Ê baiana” e outras que fizeram sucesso em 1971, ano de lançamento deste nono volume da série lançada pela EMI-Odeon. Confira:

01 - Eduardo Araújo - Salve, salve brasileiro
(Eduardo Araujo – Marcos Durães)
02 - Trio Esperança - Impossível acreditar que perdi você
(Márcio Greyck – Cobel)
03 - Evinha - De tanto amor
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
04 - Pery Ribeiro – Coisas
(Taiguara)
05 - Altemar Dutra - O fim (The end)
(Jimmy Erondes – Sid Jacobson – vs: Mauro Sérgio)
06 - Wilson Simonal - Na galha do cajueiro
(Tião Motorista)
07 - Taiguara - Carne e osso
(Taiguara)
08 - Agnaldo Timóteo - Primeiro degrau
(Jacobina – Heloisa Serra)
09 - Clara Nunes - Clara Nunes - Ê Baiana
(Fabricio da Silva – Baianinho – Enio Santos Ribeiro – Miguel Pancracio)
10 - Luiz Claudio - Minha história (04/03/1943 – Gesúbambino)
(L.Dalla – P. Pallottino – vs: Chico Buarque)
11 - Doris Monteiro - De noite, na cama
(Caetano Veloso)
12 - Silvio Cesar - O machão
(Silvio Cesar)



sexta-feira, 25 de julho de 2014

Nalva Aguiar - Dia de formatura (LP 1988)

 Disco lançado em 1988 pela Chantecler inclui o sucesso Dia de Formatura
 Encarte do LP traz foto da cantora e letra de todas as músicas do repertório
“Dia de formatura”, composta pelo Moacyr Franco, é o principal sucesso deste álbum da Nalva Aguiar, lançado em 1988 pela Chantecler. O disco faz parte da época dourada da cantora na música sertaneja e country, como bem justifica a inclusão da música “ Oh, vem pra mim”, uma versão de “Oh, lonesone me”, clássico do gênero no repertório.  Foi a partir de 1976, quando regravou  "Beijinho doce", de Nhô Pai, para a trilha sonora do filme "O conto-do-vigário", de Kléber Afonso e Barros de Alencar, que obteve sucesso nacional: o compacto produzido pela CBS vendeu mais de 500 mil cópias.

Nalva começou a carreira na Jovem Guarda, como já foi divulgado em post com suas primeiras gravações no Sanduíche Musical (aqui), embrionário do SM. Sua participação no cinema, iniciada num filme do Renato Aragão no qual interpreta "Vem quente que estou fervendo", teve continuidade em 1977 ao participar do filme "Entre o céu e o inferno”, com Duduca e Dalvan. Em 1979, participou do filme "Sinfonia sertaneja", com Geraldo Meirelles e Marcelo Costa. Em 1983 teve a composição "Coração sofredor", parceria com Nhô Pai gravada pela dupla Tonico e Tinoco. Em 1984, gravou um LP em dueto com o cantor gaúcho Teixeirinha, intitulado Guerra dos Desafios. Foi a primeira cantora a gravar uma música do violeiro e compositor Renato Teixeira.

Segundo site oficial da cantora (aqui), Nalva ganhou por três anos seguidos o título de Rainha dos Caminhoneiros. Por cinco vezes recebeu o título de Rainha do Peão de Boiadeiro, na festa anual de Barretos. Ganhou também da rádio country norte-americana de Nashville, Texas, uma placa de ouro como “The Queen of Country Music in Brazil”. Durante alguns anos ficou longe dos estúdios de gravação, tendo morado no Canadá e nos Estados Unidos. Em 1994, a gravadora Continental lançou o disco O Melhor de Nalva Aguiar, com seus maiores sucessos.

Participou em 1999 da coletânea Discoteca do Chacrinha, com a faixa "Menino dos zóio meu", de Lúcio Cardim Filho. No mesmo ano, lançou o CD Nalva Aguiar, que contou com a participação de importantes nomes da música popular brasileira. Chitãozinho e Xororó interpretaram com ela "Meu bem querer", de Djavan; Ivan Lins participou de "Bandeira do divino", dele e Victor Martins; Sérgio Reis cantou em "Vende-se", de Dené. O disco contou ainda com a participação do locutor de rodeios Barra Mansa, que declamou versos em "Oração do peão boiadeiro", de Renato Teixeira. Por tudo isso, foi uma das convidadas para o show “Emoções Sertanejas”, homenagem pelo cinquentenário da carreira do Roberto Carlos, interpretando “Nas curvas da estrada de Santos”, e permanece em atividade. Confira:

01 - Mamãe não deixe seu filho ser um cowboy
   (Mamas don't let your babies grow up to be cowboys)
(Patsy Bruce - Ed Bruce - vs: Gonsales Munhoz)
02 - Oh, vem pra mim (Oh, lonesone me)
   (Don Gibson - Vs: Deny - Sebastião F. da Silva)
03 - Quem vai dizer que está errado
   (Renato Teixeira)
04 - Zoinho miudo
   (Helio Alves - Wera Liz)
05 - Toureira do amor
   (Tião do Carro - João Ferreira)
06 - Oração do cowboy
   (Mamas don't let your babies grow up to be cowboys)
   (Patsy Bruce - Ed Bruce - Adapt: Nalva Aguiar - Tião Procópio)
07 - Dia de formatura
   (Moacir Franco)
08 - Somos iguais
   (Antonio Carlos - Sergia)
09 - Mulher de peão
   (Gonsales - Munhoz - Dorian)
10 - João Batista
   (Alberto Luiz)
11 - Vaya con Dios
   (Larry Russel - Inez James - Buddy Pepper)
12 - Mamas don't let your babie grow up to be cowboys (Instrumental)
   (Patsy Bruce - Ed Bruce)




Turma da Brasa - É uma lenha (LP 1966)

 Turma da Brasa, de Belo Horizonte, executa grandes sucessos internacionais
É bom esclarecer: este álbum é uma postagem original do Toque Musical, do nosso amigo Augusto. Gostei do que ouvi , editei o áudio e montei a contracapa e o selo para CD, a fim de mantê-lo em minha coleção. Achei que poderia disponibilizá-lo, dando o merecido crédito.  Quem conhece o blog sabe que, em caso de post com conteúdo de outro blog, tenho o hábito de divulgar o link original pra download, como acho que deve ser, em respeito a quem ripou e disponibilizou o material. Este caso é uma exceção porque editei o áudio, conforme gosto de ouvir, assim como as ilustrações, daí a necessidade de novo link, mas quem preferir o original pode baixar (aqui), no TM. Ofereço apenas uma nova opção. Uma vez esclarecido, vou reproduzir o texto do Augusto:

“De volta às curiosidades, fazendo valer a máxima de se “ouvir com outros olhos”, aqui vai mais um disco do lendário selo mineiro MGL (Minas Gravações Limitada), do Sr. Dirceu Cheib (Estúdio Bemol). Eis aqui mais um álbum que descobri deste selo que deu origem às primeiras gravações profissionais em Belo Horizonte. Como todos os discos da MGL, nenhum traz informação sobre data ou coisa assim. São verdadeiros mistérios que só mesmo o Dirceu Cheib poderia nos desvendar, mas creio que nele e nem ninguém está mais interessado nessa história. Uma pena, pois mesmo não sendo obras autorais, regravações de sucessos da época que visavam apenas uma atividade comércio musical, esse trabalho tem uma história importante, tanto no que diz respeito ao pioneirismo fonográfico em Minas, quanto no seu aspecto artístico, dos músicos e instrumentistas que por aí passaram."

"Eu suponho que toda essa história não traz interesse por diversos motivos, mas principalmente porque levanta a questão de direitos autorais, afinal, nessa época, nos anos 60, música no Brasil era meio que ‘terra de ninguém’. Gravava-se tudo, sem ter permissão, sem ter noção. E isso não era coisa só da MGL e Paladium, haviam outras gravadoras, até mesmo as grandes. O certo é que este é mais um disco da pequena produção da Minas Gravações Limitada. “A Turma da Brasa” é o nome do grupo, que bem provavelmente foi formado com os músicos da cidade, que atuavam em bailes, boates de Belo Horizonte. Para não variar, o repertório é sempre aquele, alguns sucessos específicos da música internacional, bem ao estilo ‘bailinho’, conjunto de beira de piscina, ou coisa assim… Também, considerando o repertório e todo o contexto visual, acredito que este lp tenha sido lançado em 1966 ou 65, época de transição da MGL, quando então nascia o selo Paladium."

Fio de esperança
Sleep walking
California dreamin
Venus
Tonight
Tema de Lara
Thunderball
Cachimbo da paz
Girl
Winchester cathedral
Go go slow
These boots are made for walking


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Wilma Hart - Um piano com Hart (LP 1986)

 Wilma Hart executa 20 músicas do Roberto e Erasmo Carlos em 10 faixas 
Este álbum da Wilma Hart é uma boa pedida pra quem curte piano e gosta de ouvir músicas do repertório do Roberto e Erasmo Carlos. O disco, intitulado “Um piano com Hart – Sucessos do Roberto e Erasmo Carlos”, foi lançado em 1986 pela Continental. Nele, a pianista executa 20 canções distribuídas em 10 faixas. Infelizmente, não encontrei referências sobre a artista na rede, mas constatei que nesse mesmo ano de 1986 foi lançado outro disco da pianista, com repertório nacional e internacional.  Confira este:

01 – Olha
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
 Proposta
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
02 - Outra vez
(Isolda)
 Cavalgada
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
03 - Sentado à beira do caminho
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
 Emoções
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
04 - Café da manhã
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
 - Côncavo e convexo
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
05 - Não se esqueça de mim
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
 Despedida
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
06 - Falando sério 
(Mauricio Duboc – Carlos Colla)
 Como vai você
(Antonio Marcos – Mario Marcos)
07 - Amada amante
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
 Não quero ver você triste
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
08 - Um jeito estúpido de amar
(Isolda – Milton Carlos)
 Detalhes
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
09 - O show já terminou
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
 O moço velho
(Sylvio Cesar)
10 - Força estranha 
(Caetano Veloso)
 Além do horizonte 
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Anjos da Noite - Eu quero é mais (Disco mix 1989)

Disco mix da banda de rock paulista foi lançado em 1989 pela RCA Victor
Quem gosta de bandas de rock dos anos 1980 vai curtir o grupo Anjos da Noite, formado em São Paulo por Marco Sérgio (voz), Átila Ardanuy (guitarra), Eduardo Ardanuy (guitarra), Paulo Madio (baixo) e Gerson Abbamonte (bateria). Segundo o Wikipedia, a banda foi criada em 1988, com influências de Van Halen, Bon Jovi, Mr. Big e Led Zeppelin. Gravou o primeiro álbum em 1989, e as músicas "Eu quero é mais" e "Liberdade" foram bem executadas nas rádios de rock do Brasil. É justamente a faixa “Eu quero é mais” que compõe, nas duas faces, este disco mix, produzido para divulgação. Devido a problemas com gravadoras e várias modificações de integrantes, somente em 1997 lançou o segundo disco. Confira:

01 – Eu quero é mais
(D. Miori – A. Ardanuy)

Diretor artístico – Miguel Plopschi
Produtor executivo – Reinaldo Barriga Brito


Mauricy Moura - Amor de trapo e farrapo (CS 1968)

Mauricy Moura foi o primeiro artista a gravar, em 1953, música do Tom Jobim
Confesso que não conhecia o Mauricy Moura. Comprei este compacto, lançado em 1968 pela RGE, devido ao repertório que contempla duas composições do Paulo Vanzolini: “Amor de trapo e farrapo” e “Volta por cima”, grande sucesso na voz do Noite Ilustrada. Em pesquisa na rede, descobri que o cantor foi o primeiro a gravar música do maestro Antonio Carlos Jobim. Trata-se da composição "Incerteza" , feita em parceria com Newton Mendonça, em 1953. Mauricy nasceu em 3 de janeiro de 1926, em São Vicente-SP, e era conhecido pelo apelido de Cicica, dado por sua mãe, Georgina, exímia pianista. 

Ele já tocava violão desde pequeno, quando formou o Conjunto Calunga, um regional infantil, do qual também participava o irmão Maurício. Em 1948, com a dissolução do conjunto, Cicica ingressou na Rádio Atlântica de Santos, onde já havia, em criança, participado do famoso “Programa de Dª. Dindinha Sinhá” e daí, levado pelas mãos de Sylvio Caldas, em 1950, foi para São Paulo, para integrar o “cast” da Rádio Excelsior. Na sequência, foi para a Record, onde ganhou um programa exclusivo, e conquistou o troféu “Roquete Pinto” como revelação de 1950 .

Em 1952, grava seu primeiro 78 RPM, na Sinter, interpretando os sambas-canções "Maria da Piedade" e "Não digas nada". Mauricy Moura recebeu o trofeu 'Chico Viola' de 1962 por 'Decisão cruel', seu maior sucesso em discos. No ano seguinte, gravou o álbum "Coquetel da vida", primeiro LP da carreira, pela Chantecler. Outro LP, “Roteiro noturno”, foi lançado em 1965 pela Continental. Só retornou ao disco em 1968 para gravar este último single, e faixas do LP "Onze sambas e uma capoeira", dedicado à obra de Vanzolini e produzido pelo publicitário Marcus Pereira. Morreu aos 51 anos, no Hospital Santa Verônica, em São Paulo, no dia 23 de agosto de 1977, e foi sepultado em São Vicente, sua cidade natal. Confira o single:

01 – Amor de trapo e farrapo
(Paulo Vanzolini)
02 – Volta por cima
(Paulo Vanzolini)



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Banda Vexame - Reino brega (CD 1992)

 Banda Vexame, liderada pela atriz Marisa Orth, transformou o brega em cult
Após o vexame da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, nada como resgatar outro vexame. Desta vez, o Vexame é musical, assumido e digerido, pois trata-se do nome da banda capitaneada pela atriz, humorista e cantora Marisa Orth, a Maralu Menezes, vocalista e apresentadora do grupo, formado pelos cantores Malcon Ewerson (Carlos Pazzeto), Cido Campos (Marcelo Papini) e João Alberto (Fernando Salém). Vexame surgiu no início dos anos 1990 para existir apenas por uma noite, apenas por diversão, com performances e piadas durante o show com repertório da chamada música brega.

A ideia era levar para o Aeroanta, uma antiga casa noturna que fez muito sucesso na década de 1990 em São Paulo, apresentando importantes bandas do circuito alternativo que surgiram nos anos 80. “Foi um sucesso. Aquele Aeroanta caiu, como se todo mundo soubesse de cor todas as músicas”, lembra Marisa em recente entrevista pra TV Cultura. Depois do primeiro show, que era para ser único, a banda Vexame lançou um disco, gravado ao vivo, e durou por 9 anos. O álbum, lançado pela Sony em 1992, traz um pouco do show, produzido por André Abujamra e Fernando Salém, que também responde pela direção. Confira:

01 - Reino Brega - Vamos dar as mãos e cantar
02 - Assim sou eu
03 - A cópia da chave
04 - Uma vida só (Pare de tomar a pílula) - part. esp. Odair José
05 - Cristo quem é você
06 - Sou Rebelde (Soy rebelde)
07 - Chuvas de verão
08 - Siga seu rumo (Olvidame y pega la vuelta)
09 - Cadeira de rodas
10 - Revista proibida
11 - Massage for men
12 - Vida
13 - Homenagem sincera - Reino brega
14 - Pense em mim

sábado, 19 de julho de 2014

Vários artistas - Canções de sua vida (LP 1986)

Álbum do selo Eldorado reúne grandes intérpretes e compositores da MPB
 
O que escrever sobre este álbum lançado em 1986 pela Eldorado? O mínimo a informar, como se pode constatar pelo repertório, diz respeito a qualidade dos compositores e intérpretes aqui reunidos. Afinal, não é qualquer disco que contempla autores como Lupiscinio Rodrigues, Chico Buarque, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Aldir Blanc, João Bosco, Noel Rosa, Carlos Lyra e outros. Os intérpretes, por sua vez, representados por cantores como Paulinho da Viola, Gal Costa, Zizi Possi, Dick Farney, Caetano Veloso, Elis Regina e outros, mantêm o mesmo nível de qualidade. Melhor do que escrever sobre o óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues, é ouvir e curtir este belo disco, não por acaso intitulado “Canções de sua vida”. Confira:

01 - Chico Buarque e Telma Costa - Te amo (Eu te amo)
(Chico Buarque - Tom Jobim)
02 - Zizi Possi - Nunca
(Lupiscinio Rodrigues)
03 - Vinicius de Moraes - Pela luz dos olhos teus
(Vinicius de Moraes)
04 - Gal Costa - Eternamente
(Tunai - Sérgio Natureza - Liliane)
05 - João Bosco - Dois pra lá, dois pra cá
(João Bosco - Aldir Blanc)
06 - Maria Creusa - Nossos momentos
(Haroldo Barbosa - Luis Reis)
07 - Paulinho da Viola - Pra que mentir
(Vadico - Noel Rosa)
08 - Elis Regina - Atras da porta
(Chico Buarque - Franc Hime)
09 - Dick Farney - Alguém como tu
(José Maria de Abreu - Jair Amorim)
10 - Gal Costa - Mil perdões
(Chico Buarque)
11 - Caetano Veloso - Coisa mais linda
(Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
12 - Chico Buarque - Tatuagem
(Chico Buarque - Ruy Guerra)



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Vários artistas - O sucesso está de volta (EP 1981)

Quatro sucessos da Jovem Guarda fazem parte do repertório deste EP de 1981
Um amigo me pediu a música “Perto dos olhos, longe do coração”, interpretada pelo saudoso Dori Edson, por não encontrá-la na rede com a qualidade que gostaria de ouvir.  Lembrei-me deste compacto duplo, lançado em 1981 pela RGE, que inclui a canção solicitada. Entendo que o repertório não traz nenhuma raridade, mas acho que pode interessar aos colecionadores de plantão. Por isso, nem ripei o EP, e coloquei na pasta o áudio extraído de CDs, além das ilustrações de praxe. Confira:

01 - Erasmo Carlos - Vem quente que estou fervendo
(Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
02 - Marcos Roberto - Escreva-me
(Geraldo Nunes)
03 - Dori Edson - Perto dos olhos, longe do coração
(Dori Edson – Marcos Roberto)
04 - Ed Carlos - Estou feliz (Puppet on a string)
(Bill Martin – Phil Coulter – vs: Lilian Knapp)


Agnaldo Rayol canta A Praia só para você (1965)

Flex Disc do Agnaldo Rayol fez parte de promoção do creme dental Kolynos
Disco veio acondicionado numa embalagem com três tubos do creme dental
Dias atrás, após um dos jogos da Copa, conversávamos entre amigos e, nem sei por qual motivo, o papo girou em torno da marca de creme dental Kolynos e sua retirada do mercado. O pessoal até lembrou de uma promoção, realizada entre 1965 e 1966, em que o consumidor ganhava um flex disc com a música “A Praia”, interpretada pelo Agnaldo Rayol, na compra da embalagem com três tubos. A surpresa veio quando disse que tenho até hoje o invólucro original, vendido – em valor da época – por $ 1.260, no qual ainda conservo o flex disc em minha coleção. Achei que seria curioso postá-lo no blog, com as ilustrações e dois arquivos de áudio, o original e o extraído de CD. Quem é da época vai se lembrar. Confira:

01 – A praia (La playa)
(Jovan Wetter - Pierre Elie Barouth – vs: Bruno Silva)

domingo, 13 de julho de 2014

Documento - Pelé, seus gols, sua vida (1962)

 Pelé, no auge da fama, é homenageado após conquista da Copa no Chile
Homenagem ao rei Pelé relata sua vida e gols marcados até o ano de 1962
 Álbum duplo traz trechos da transmissão da conquista do bicampeonato no Chile 
Hoje, com a final entre Alemanha e Argentina no Maracanã, o Brasil encerra a vigésima edição da Copa do Mundo. Nem vou comentar sobre o desempenho da nossa seleção. Tenho certeza que essa crise, mesmo que amarga, será benéfica pro nosso futebol. Trocar o técnico e a comissão, como muitos defendem, é medida simples e cômoda. Representa apenas a ponta do iceberg. O problema real é antigo, e está na Confederação Brasileira de Futebol, que necessita de reestruturação e faxina em seu comando. É preciso que se faça auditoria na CBF por empresa especializada pra moralizar o futebol. Até imagino o resultado: a máfia dos ingressos da Copa, que envolve membros da Fifa, seria como o conto da carochinha diante das irregularidades que viriam à tona. Este, sim, seria um dos legados dessa Copa, talvez o mais importante. O Bom Senso F. C., formado pela parte mais interessada, os jogadores, esta aí, e certamente daria importante colaboração para o desenvolvimento técnico e tático do nosso futebol.

Sei que aqui não é espaço pra falar sobre o assunto, mas aproveitei a oportunidade porque está diretamente relacionado à postagem deste “Brasil Bicampeão do Mundo de Futebol”, álbum duplo lançado em 1962 pela Odeon. A verdade é que tinha ripado o disco pra comemorar no blog o encerramento da Copa no Brasil. Diante do vexame mundial – 10 gols sofridos pela seleção nos dois jogos finais – até cogitei a possibilidade de cancelar o post e esperar pela Copa de 2018. Refleti melhor e conclui que a hora é agora, porque não sei até quando manterei o blog, considerando que já pensei em abandoná-lo em algumas oportunidades. O primeiro disco traz trechos extraídos das transmissões da Rádio Guanabara do Rio de Janeiro,  na  voz de Oduvaldo Cozzi e narração adicional de Estevam Sangirardi, da conquista do bi no Chile. O segundo é uma homenagem ao craque Pelé, com seus gols e história, feita pela equipe esportiva da Rádio Bandeirantes. São quatro faixas, uma para cada lado dos discos, que representam dois importantes documentos históricos do nosso futebol. Confira:

DISCO 1

Lado 1 - Oitavas de final

Brasil X México
Brasil X Tchecoslováquia
Brasil X Espanha

Lado 2 - Quartas de final

Brasil X Inglaterra

Semifinal

Brasil X Chile

Final

Brasil X Tchecoslováquia

DISCO 2

Lados 1 e 2

Trechos das irradiações da Rádio Bandeirantes com a equipe 
esportiva comandada por Pedro Luiz e Edson Leite.

Narração de Estevam Sangirardi 



terça-feira, 8 de julho de 2014

The Magnetic Sounds - Melô do piano (EP 1981)

 EP da New Records apresenta duas versões instrumentais da música "Piano"
Os visitantes do blog já devem saber que o grupo The Magnetic Sounds é, na verdade, a banda Os Carbonos sob pseudônimo. Eles gravaram vários discos, incluindo a bem-sucedida série Super Erótica, que vendeu mais do que sorvete em dia de calor quando do lançamento no início dos anos 1970. Já postei álbuns da banda, inclusive no Sanduíche Musical, meu blog anterior, e agora é a vez deste compacto duplo, lançado em 1981 pelo selo New Records (Copacabana). O EP tem três faixas, sendo duas versões instrumentais da música “Piano” no lado A, e a faixa “Don’t stop loving” no B. Confira:

01 - Piano (Instrumental - Piano acústico)
(Bebu Silvetti)
02 - Piano (Instrumental - piano Yamaha)
(Bebu Silvetti)
03 - Don't stop loving
(Olivier Charles – Johnny Oliver)


FICHA TÉCNICA
Produtor fonográfico – Som Indústria e Comércio S/A
Produtor executivo – Oliver Charles
Arranjos – Eduardo Assad
Layout e arte – Jurandir G. Silveira



segunda-feira, 7 de julho de 2014

The Ventures - Greatest Hits (CD 1988)

The Ventures, banda dos EUA, vendeu milhões de discos e influenciou vários guitarristas
Depois de citar a influência dos The Ventures no trabalho de bandas brasileiras nos anos 1960, nada como ouvir seus grandes sucessos pra mostrar porque até hoje é referência entre os grupos instrumentais. O CD “Greatest Hits”, produzido na Holanda em 1988 pela Point Productions, reúne 17 canções, incluindo o clássico “Walk, Don't Run” e “Hawaii Five-0”, usada como trilha de abertura de um seriado policial de TV com o mesmo nome, entre outras. Segundo consta, a banda produziu mais de 200 álbuns em CDs e LPs, além de centenas de singles. Em 10 de março de 2008, quando comemorou 50 anos de atividades, The Ventures entraram para "Rock and Roll Hall of Fame".

De acordo com o Wikipedia, a banda foi fundada em 1958 por Bob Bogle (guitarra solo e baixo, falecido em 2009) e Don Wilson (guitarra base), em Tacoma, Washington. Começou de maneira independente, tocando em pequenos bares. Em 1959, Nokie Edwards (guitarra baixo) e Skip Moore (bateria) entraram para a banda. Na época, compuseram e gravaram "Walk, Don't Run", um de seus maiores sucessos, mas nenhuma gravadora se interessou pelo som. A solução encontrada foi fundar uma pequena gravadora, a "Blue Horizon Records", patrocinados pela mãe de Don Wilson. Ainda em 1959, um DJ de Seattle usou "Walk, Don't Run" como vinheta de abertura de um programa de rádio.

Foi então que o empresário Bob Reisdorf, dono da Dolton Records, escutou, quis conhecer e acabou contratando os Ventures. A partir daí, a carreira da banda deslanchou. Os mais de 110 milhões de álbuns vendidos os colocam como a banda instrumental de maior sucesso do século passado. É uma banda, até hoje, muito popular no Japão e no Hawaii, por onde excursionaram com muita frequência entre 1970 e 2005. “Walk, Don’t Run”, dos “Ventures”, e “Apache”, dos ingleses “Shadows” (também gravada com sucesso pelos Ventures), são considerados os maiores clássicos do pop rock instrumental de todos os tempos. Confira:

01 - Walk, don't run
02 - Hawaii Five-0
03 - Slaughter on Tenth Avenue
04 - Dr. No
05 - Diamond head
06 - Diamonds are forever
07 - Goldfinger
08 - From Russia with love
09 - Bond Street
10 - Apache
11 - Somewhere over the rainbow
12 - Caravan
13 - Joy
14 - Another dawn
15 - Bandolero
16 - Thunderball
17 - Pipeline






domingo, 6 de julho de 2014

O melhor de The Jet Black's e Os Incríveis (1982)

Grandes sucessos dos anos 1960 estão reunidos neste álbum da Continental
Os nacionais The Jordans, The Jet Black’s e The Clevers (Os Incríveis) são, na minha modesta opinião, os principais grupos dos anos 1960 que se destacaram no Brasil por suas gravações instrumentais, seguindo com competência e talento o estilo da banda norte-americana The Ventures, referência no gênero. Prova disso está neste “O melhor de The Jet Black's e Os Incríveis”, álbum lançado em 1982 pela Continental, reunindo sete faixas de cada grupo. O disco é mais uma colaboração do nosso amigo Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut, a quem renovo os agradecimentos. As gravações de Os Incríveis são de sua primeira fase, ainda como The Clevers, antes de mudar de nome e de gravadora (da Continental para a RCA Victor). “Tema para jovens enamorados”, com The Jet Black’s, e a primeira gravação de “O milionário”, com The Clevers, são os principais destaques do disco, que vale a pena ouvir da primeira a última faixa. Confira:

01 - Theme for young lovers (Tema para jovens enamorados)
(Bruce – Welch)
02 - Apache
(Jerry Lordan)
03 - Let's twist again
(Kal Mann – Dave Appell)
04 - Rhythm of the rain (O ritmo da chuva)
(John Gummoe)
05 - Geronimo
(Hank Marvin)
06 - Riders in the sky
(Stan Jones)
07 - This is my song
(Charlie Chaplin)
08 - O milionário (The millionaire)
(Mike Maxfield)
09 - El relicário
(Padilla)
10 - Venus
(Ed Marshal – D. Did)
11 - El novillero
(Maria Thereza Lara)
12 - Cavalgada
(Jacko Zeller)
13 - Renascerá
(Los Brincos – vs: Mingo)
14 - Parabéns a você
(M.J.Hill – Léa Magalhães)


COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG, do Orkut 



sexta-feira, 4 de julho de 2014

The Red Snakes - Jovem Brasa (LP 1966)

 Grupo instrumental formado no Rio executa grandes sucessos dos anos 1960
Pra manter o mesmo clima da postagem anterior, vou postar mais um álbum instrumental. Trata-se do primeiro LP do The Red Snakes, grupo instrumental formado nos anos 1960 no Rio de Janeiro, também inspirado no The Ventures. Segundo texto de Nélio Rodrigues, publicado no site Senhor F., o disco foi gravado numa única sessão, como se fosse ao vivo, sem direito a tomadas extras e muito menos overdubs. Nele, o ouvinte se depara com temas de filmes ("O Dólar Furado", "Thunderball", "Un Homme et Une Femme", "Born Free"), romantismo ( Temas Para Jovens Enamorados), música francesa ( "T'En Vas Pas") e sucessos recentes como "Winchester Cathedral", do New Vaudeville Band, "Bus Stop", dos ingleses The Hollies, e até a nacional "Imenso Amor", da ternurinha Wanderléa. Lançado em 1966, o disco retratava com fidelidade o momento musical vivido pelo grupo, estampado em foto, com uniforme e tudo, na contracapa do LP.

Ainda que tenha sido gravado às pressas, resulta evidente que os jovens músicos ainda careciam de amadurecimento. Mesmo assim, vendeu bem, tão bem que a gravadora Getrim - cujos discos eram vendidos principalmente através de catálogos enviados pelo correio - os convocou novamente para registrarem outro LP, o que foi feito no ano seguinte, em 1967, quando Jovem Brasa 2 foi editado. A banda era formada por Carlos Henrique (bateria), Ronaldo (guitarra solo), Helcio José (contrabaixo), Renato (ritmista) e Ricardo (teclados). O grupo, após mudança em sua formação, ainda gravou em 1970 o terceiro LP, intitulado "Trying To Be Someone", pela gravadora Equipe, e posteriormente os integrantes passaram a investir em outros projetos musicais. Confira este:

01 - O dólar furado
(G. Gouldman)
02 - Thunderball
(Black – Barry)
03 - Winchester cathedral
(G. Stephens)
04 - Tema de Lara
(H. Ithier – P. Webster – M.Jarre)
05 - Tema para jovens enamorados
(Percy Faith)
06 - Driftin
(Marvin)
07 - T'en vas pás
(G.Foumard – Emile Gardaz)
08 - Bus stop
(G. Gouldman)
09 - Imenso amor
(Renato Corrêa – Wanderléa)
10 - Born free (Tema de Elza)
(Black – Barry)
11 - Un homme et une femme
(Pierre Barouh – Francis Lai)
12 - Five hundred miles
(Hedy West)