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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Marcos Valle - Preferência Nacional (CD 1998)

 Álbum resgata principais sucessos emblemáticos do cantor e compositor
Para apresentar este CD, enviado pelo amigo Iluvatar, a quem agradeço, vou reproduzir o texto impresso na contracapa, assinado por Henrique Cazes: “Um dos caçulas da Bossa Nova, Marcos Valle estreou como compositor em 1963 com a gravação de ‘Sonho de Maria’ pelo Tamba Trio e no ano seguinte gravou seu primeiro LP (capa na foto abaixo), com o repertório dividido entre composições próprias e de alguns craques da MPB. Para o primeiro disco de um compositor que se lançava como intérprete, o resultado foi acima das expectativas. Roberto Menescal disse que Marcos como intérprete ‘transmitia mesmo’ e Luizinho Eça o classificou como ‘um extraordinário reforço para a nossa música’.

A partir daí, uma série de sucessos como ‘Preciso aprender a ser só’ e ‘Samba de verão’ feitos em parceria com Paulo Sérgio Valle firmaram seu nome como compositor. Em 1968 após passar um tempo nos Estados Unidos foi que Marcos, já liberto da Bossa Nova, encontrou um caminho mais pessoal para compor, que se tornaria sua marca registrada. O repertório de ‘Marcos Valle – Preferência Nacional’ faz um significativo retrospecto da obra do cantor e compositor, resgatando músicas emblemáticas da década de 70 como ‘Mustang cor de sangue’ e ‘Black is beautiful’. Destaque para a participação de Milton Nascimento, que em pouco tempo de carreira já se mostrava um cantor excepcional”. Confira:

01 - Viola Enluarada (com Milton Nascimento)
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
02 - Preciso Aprender A Ser Só
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
03 - Samba De Verão
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
04 - Terra De Ninguém (com Golden Boys)
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
05 - Os Grilos
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
06 - Ela É Carioca
(Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes)
07 - Mustang Cor De Sangue
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
08 - Com Mais De 30
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
09 - Que Bandeira
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle - Mariozinho Rocha)
10 - Wanda Vidal
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
11 - Marcos Valle - Black Is Beautiful (com Marizinha)
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
12 - Os Ossos Do Barão
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
13 - Mentira
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
14 - Flamengo Até Morrer
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
15 - O Cafona
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle)
16 – Diálogo (com Milton Nascimento)
(Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle - Milton Nascimento)


COLABORAÇÃO: Iluvatar, de Chiador (MG)


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Deny - A parada musical do seu ídolo (2013)

 Deny, da dupla com Dino, revela as músicas que marcaram sua vida
Lembra-se do cantor e compositor Deny, que fez sucesso em dupla com Dino, e se consagrou na Jovem Guarda com canções como “Coruja”, “O ciúme” e “Eu só quero ver”? O artista foi mais um dos convidados que participaram em 2013 do quadro “A parada musical do seu ídolo”, atração do programa “No tempo do rock’n’roll”, transmitido aos domingos, das 16h00 às 18h00, pela Rádio Web Vitrola da Saudade, que esteve no ar entre 2009 e 2013. O programa teve origem na Rádio Rio de Janeiro - 1400 - AM, e foi transmitido entre 1986 e 1992. O hiato entre a primeira e a segunda temporada do programa deve-se a impossibilidade do radialista Carlos Alberto, que gentilmente enviou este material para postagem, de apresentá-lo por motivos profissionais, uma vez que suas atividades no rádio são secundárias. Nele, o artista indicava 15 músicas preferidas que marcaram sua vida e justificava os motivos da escolha. Confira:

Prefixo do Programa
Prefixo do Quadro - "A parada musical do seu ídolo"
Nat King Cole - Smile
Deny & Dino - Ri melhor quem ri no fim
15 - Deny & Dino - Nem eu nem você
14 - Orlando Silva - Caprichos do destino
13 - Ray Charles - What's I say
12 - Brenda Lee - If you love me
11 - The Beatles - The long and winding road
10 - The Rolling Stones - Ruby tuesday
09 - The Platters - He great pretender
08 - Roy Orbison - Lana
07 - Little Richard - Read Teddy
06 - Elvis Presley - Love me  
05 - Deny & Dino - Pra ver você chorar
04 - Conway twitty & Cliff Richard - Lonely blue boy
03 - Little Joe - Pinouts
02 - The Diamonds - Little darling
01 - Dion & The Belmonts - Runaround Sue
Deny & Dino - Vivo a chamar
Encerramento

COLABORAÇÃO: Carlos Alberto, do Fã Clube Joelma



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Edith Veiga - Eu te amei, te amo, sempre te amarei

Grandes sucessos da carreira estão neste LP lançado em 1977 pela Alvorada
Quem gosta de bolero e samba canção deve conhecer a cantora e compositora Edith Veiga, que comparece no blog com este LP “Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei”, enviado pelo nosso amigo Geraldo, a quem agradeço pela colaboração. O disco, lançado em 1977 pelo selo Alvorada, da gravadora Chantecler, é uma coletânea com os principais sucessos da artista, que esteve em evidência principalmente nas décadas de 1960 e 1970. O álbum se destaca por incluir “Faz-me rir”, sua primeira gravação, e também o maior sucesso de sua carreira profissional, iniciada em 1961, com a qual vendeu mais de 500 mil cópias.

Aos 79 anos, completados em 12 fevereiro, Benedita Edith Veiga nasceu no interior de São Paulo, na cidade de Juquiá. Teve uma infância simples, mas com a morte do pai, quando tinha 15 anos, mudou-se para a capital com a mãe e a família. Começou então a trabalhar, foi cabelereira e demonstradora de eletrodomésticos. Gostava de cantar e começou a frequentar programas de calouros. Em 1961, ganhou o 2º lugar no “A Voz de Ouro ABC’, que era líder de audiência da TV Record de São Paulo, e seu canto foi ouvido pelo diretor da gravadora Chantecler, que se chamava Diogo Mulero, conhecido como Palmeira. Ele gostou da voz e a contratou para gravar “Faz-me rir”. Começou então a carreira profissional da cantora, que até participou como atriz em 1962 da novela “A canção que a noite levou”, na TV Tupi, cuja trama trazia na trilha “Acho graça”, outro sucesso da intérprete.

Em 1963 já considerada uma das melhores cantoras brasileiras. Fez shows no Japão, e em muitos países da América do Sul e da Europa. Passou também a apresentar no Canal 2, de São Paulo, o programa “Edith Veiga em 2 Tempos”, onde cantava e recebia personalidades. Casou-se em 1967 e depois teve sua primeira filha. Com isso, afastou-se da carreira artística, e só retornou em 1972, gravando vários discos a partir daí, com destaque para a música “Meu homem”, que fez sucesso em 1980, ano em que se apresentou no “Carnegie Hall”, nos Estados Unidos. Em 1987, casou-se pela segunda vez, e o marido impôs que deixasse a arte. Foi morar em sua cidade natal, mas em 2001 voltou à carreira artística, lançando em 2003 o CD "Edith Veiga canta Amália Rodrigues - Eternamente o Fado" , sendo que em 2006, em comemoração aos 45 anos de carreira, lançou dois novos CDs, um com novas gravações e outro com uma compilação de sucessos. O mais recente, de 2011, é o CD "Edith Veiga Canta Lupicínio Rodrigues", e continua se apresentando por todo o País. Confira:

01 - Eu Te Amei, Eu Te Amo, Eu Sempre Te Amarei
(Silfrancis - Jean Garfunkel)
02 - Desespero Moça
(P.Aguiar - U. Silva - Luiz Mergulhão)
03 - De Quem Estás Enamorado (De quien estás enamorado)
(Rafael Ramirez - vs. Alba Prado)
04 - Faz-Me Rir (Me dá risa)
(F. Yoni - E. Arias - vs: Teixeira Filho)
05 - Chão
(Claudio Paraiba - Antonio de Aguiar)
06 - Cantador
(Théo)
07 - Humilhação
(Alberto Roy - Paulo Queiroz)
08 - Maldito
(Jair Amorim - Evaldo Gouveia)
09 - Nunca Num Domingo (Never on Sunday)
(Manos Hadjidakis - vs: Steve Bernard - Valéria)
10 - Sózinha
(Rago - Teixeira Filho)
11 - Amor Segredo
(Cézar - Manoel N. Pinto)
12 - Acho Graça
(Arquimedes Messina - Jucata)

COLABORAÇÃO: Geraldo



domingo, 14 de outubro de 2018

Eduardo Araújo - Nunca deixe de sonhar (LP 1985)

 Álbum do Eduardo Araújo foi produzido em 1985 pela gravadora Pointer
Este LP, “Nunca deixe de sonhar”, gravado pelo Eduardo Araújo em 1985, atende ao pedido do internauta Agnaldo de Jesus. Ele solicitou o disco, e como não o tenho em acervo, consultei o amigo Aderaldo, que prontamente me enviou para postagem. Agradeço a ele por mais essa colaboração. O álbum, lançado pelo selo Pointer, tem como curiosidade o fato de não possuir nenhuma música de autoria do cantor, que sempre apresentou composições próprias em seus discos. Confira:

01 - Silvia
(Don Beto)
02 - Nunca deixe de sonhar
(Danilo)
03 - Reencontro
(Don Beto - Albino)
04 - Vamos lá
(Don Beto)
05 - Tempo que é tempo
(Don Beto)
06 - Memórias
(Fernando Nilo Távora)
07 - Perdidos no tempo
(Don Beto - Albino)
08 - Flor de algodão
(Don Beto)
09 - Pelos teus campos
(Danilo)
10 - Raio de luar
(Marcão)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


sábado, 13 de outubro de 2018

Maria Creusa - Seleção da série Maxximum (2005)

 Grandes sucessos da cantora, gravados na RCA, estão incluídos no disco
Faz tempo que não colocava disco da Maria Creusa para ouvir. É um calmante para os meus ouvidos diante do que hoje faz sucesso, e me deixa indignado constatar como uma intérprete como ela é ignorada pelos meios de comunicação. O lixo musical que nos é imposto se assemelha ao que acontece hoje na política, com o Brasil prestes a escolher para a presidência um senhor fascista, racista, homofóbico e misógino. Frente ao cenário caótico que o País se transformou, a música da Maria Creusa é um santo remédio pra relaxar, e como foi bom receber do amigo Roberto de Brito, a quem agradeço, este CD da série Maxximum. A preferida do Vinicius de Moraes canta 17 músicas gravadas entre 1973 e 1982, período em que foi contratada pela RCA Victor, e o repertório inclui algumas lançadas pela primeira vez em CD. Confira:

01 - Onde Anda Você
02 - Dom de Iludir
03 - Nosso Momentos
04 - Com Açúcar, Com Afeto
05 - De Conversa Em Conversa
06 - Chega Pra La
07 - Tortura de Amor
08 - Trocando Em Miúdos
09 - Otalia Da Bahia
10 - Tudo Se Transformou
11 - Quase
12 - Começaria Tudo Outra Vez
13 - Lua de São Jorge
14 - Frenesi
15 - Tarde Em Itapoã
16 - Escravo Da Alegria
17 - Exaltação a Tiradentes


COLABORAÇÃO: Roberto de Brito


sexta-feira, 12 de outubro de 2018

The Pop's (Inconfundível) - O Baile (LP 1969)

LP de pot-pourris, com uma faixa em cada lado, foi lançado pela Equipe
No final dos anos 1960, quando ainda se cultivava o hábito de se realizar bailinhos caseiros, os discos de grupos instrumentais e de grandes orquestras estavam entre os preferidos pelos frequentadores. Foi para atender essa fatia de mercado que o grupo The Pop’s lançou em 1969 este “O Baile” pela gravadora Equipe. O disco, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, traz apenas duas faixas de pot-pourris com canções escolhidas a dedo pelos músicos. No repertório, gravado como se fosse ao vivo, captando o clima dos bailinhos, traz vários sucessos da época, como “A chuva que cai”, “Eu te amo, te amo, te amo”, “Sá Marina”, “Última canção”, “A pobreza”, “Alegria, alegria” e outras . Confira:

01 - Programa Nº 1:
      Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo
      (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
      Live For Life (Vivre Pour Vivre)
      (Francis Lai)
      Love Is Blue (L'amour Est Bleu)
      (A. Popp - P. Cour)
      With a Little Help From My Friends
      (Lennon - McCartney)
      Can't Take My Eyes Off You
      (Bob Crewe - Bob Gaudio)
      Molambo
      (Jaime Florence - A. Mesquita)
      Sá Marina
      (Antônio Adolfo - Tibério Gaspar)
      Moendo Café
      (Manzo)
      Uno Tranquilo
      (Pace - Pilat - Panzeri)
      Quero Lhe Dizer Cantando
      (Reynaldo Rayol - R. Correa)
      A Chuva Que Cai (É La Pioggia Cheva)
      (Mogol - Lind)
      Bilhetinho Apaixonado
      (Niquinho - Othon Russo)
      Você Não Serve Para Ser Meu Namorado
      (Cláudio Fontana - Wanderley Cardoso)
      Agora é Tarde
      (R. Correa - Sylvio Son)
      What'd I Say
      (Ray Charles)

02 - Programa Nº 2:
      And I Love Her
      (Lennon - McCartney)
      Última Canção
      (Carlos Roberto)
      A Pobreza
      (Renato Barros)
      Tire a Mão Daí
      (The Pop's)
      Alegria, Alegria
      (Caetano Veloso)
      Valsa do Imperador
      (R. Strauss)
      Quisas... Quisas... Quisas...
      (Farres)
      Adios Muchachos
      (Alberto Sanders - Cesar Vedani)
      Paraíba
      (Humberto Teixeira - Luiz Gonzaga)
      Tiro Liro Liro
      (José de Souza Pinto)
      O Sanfoneiro Só Tocava Isso
      (Haroldo Lobo - Geraldo Medeiros)
      Até Quarta-Feira
      (Silva - Sette)
      Voltei
      (Oswaldo Nunes - Celso Castro)
      Está Chegando a Hora
      (Henricão - Rubens Campos)
      Cidade Maravilhosa
      (André Filho)
      Daqui Não Saio
      (Paquito - Romeu Gentil)


COLABORAÇÃO: Laércio



quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Santos Dumont - Compactos raros (2018)

 "Hello Mona Lisa", maior sucesso do cantor, está incluído na coletânea
No final dos anos 60, quando o rock nacional estava fortemente influenciado pelo psicodelismo, as emissoras de rádio passaram a executar a música "Hello Mona Lisa", de um misterioso cantor e compositor chamado Santos Dumont, homônimo do pai da aviação. A canção, lançada em 1969, fez muito sucesso, e encantou Caterina Caselli, que após show no Brasil levou na bagagem o single do cantor. “Hoje todo mundo imita Roberto Carlos. Procurei um som novo, e o resultado foi Hello, Mona Lisa”, disse ele para a revista Intervalo. Esta coletânea reúne quatro compactos simples da minha coleção, sendo três gravados na Epic/CBS e um na Odeon, além da música “Judy vidrada em mim”, uma versão de “Judy in disguise”, sucesso do John Fred and his Playboy Band, que baixei no blog La Playa Music, do amigo Hedson. A canção foi lançada pela Continental em 1968 num compacto simples com “Antonio não se barbeia mais” no outro lado do disco, que não tenho em acervo.

Santos Dumont Duran Gastaibert, seu nome de batismo, nasceu no Uruguai, e chegou ao Brasil em 1967. Segundo reportagem publicada na Intervalo, enviada pelo amigo Magalhães Jr., a quem agradeço, o artista começou imitando cantores italianos até encontrar seu próprio estilo. Suas apresentações no palco eram marcadas por muitos pulos e gesticulações. “O que quero é disfarçar minha voz, que não considero muito boa. Por isso, canto também com os braços, as pernas e os cabelos”, confessa com sotaque uruguaio. No encarte do CD "Esquinas do Tempo - 1960-2000", do Erasmo Carlos, o Tremendão lembra que o cantor era meio maluco. "Ele tocava piano bem pra caramba, e fazia com um estilo que eu não via ninguém tocar no Brasil", avalia. Erasmo conta que o cantor se engraçou com uma italiana, se mandou, casou e foi viver na Itália. "Esqueceu tudo, deixou carreira e tudo mais. Nunca mais ouvi falar dele. Mas eu gravei em 1968 sua música "Baby, baby", com Tim Maia fazendo vocal, numa época em que estava influenciado por Tom Jones", relata. Para Erasmo, foi uma pena ter abandonado no início a carreira que se revelava promissora. Confira:

01 - 1968 - Judy vidrada em mim (Judy in disguise)*
(J. Fred - A. Bernard - J. Wessler - vs: Santos Dumont) 
02 - 1969 - Hello Mona Lisa
(Santos Dumont - Paulo Imperial)
03 - 1969 - Ama-me, ama-me
(Santos Dumont)
04 - 1970 - Mimosa
(Santos Dumont - Paulo Imperial)
05 - 1970 - Laralaila
(Santos Dumont - Paulo Imperial)
06 - 1971 - ... E essa gente passa cantando
(Santos Dumont)
07 - 1971 - Não importa o tempo
(Santos Dumont)
08 - 1972 - O cabeludo do último andar
(Santos Dumont)
09 - 1972 - Apreciar
(Santos Dumont)

* Fonte: La Playa Music



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Vários artistas - Quatro em Um - Vol. 2 (CD 2001)

Segundo volume reúne Antonio Marcos, Vanusa, Carmen Silva e Nilton César
“Quatro em um” é uma série de 25 CDs lançada pela BMG/RCA Victor em 2001. Cada volume, com 16 faixas, reúne quatro artistas da gravadora. Este segundo da série, enviado pelo amigo Iluvatar, a quem agradeço, traz Antonio Marcos, Vanusa, Nilton César e Carmen Silva, com quatro canções cada, com exceção da Vanusa, com cinco, pois a cantora participa do dueto com Antonio Marcos, seu marido na época da gravação, na música “Volte amor”, uma versão do sucesso “Tornero”, do repertório de I Santo California. No disco, sucessos de cada intérprete, como “Menina de trança” (Antonio Marcos), “Adeus solidão” (Carmen Silva), “A namorada que sonhei” (Nilton César) e “Paralelas” (Vanusa), entre outros. Confira:

01 - Antonio Marcos - Como Vai Você?
(Antonio Marcos - Mário Marcos)
02 - Vanusa - Paralelas
(Belchior)
03 - Nilton César - Férias Na Índia
(Osmar Navarro - Nilton César)
04 - Carmen Silva - Concerto Para Um Verão (Concerto pour éte)
(A. Marisod - vs: Sebastião Ferreira da Silva)
05 - Antonio Marcos & Vanusa - Volte, Amor (Tornero)
(Polizzy - Natili - Ramoino - Palumbo - vs: Murano)
06 - Vanusa - O Que É Meu É Teu
(Silvio Brito)
07 - Nilton César - Espera Um Pouco... Um Pouquinho Mais
(Dino Ramos - vs: Osmar Navarro)
08 - Carmen Silva - Adeus Solidão (Pickin'up pebbles)
(Curtis - vs: Newton Miranda)
09 - Antonio Marcos - Por Que Chora A Tarde
(Antonio Marcos - Gabino Correa)
10 - Vanusa - Pra Nunca Mais Chorar
(Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
11 - Nilton César - A Namorada Que Sonhei
(Osmar Navarro)
12 - Carmen Silva - Meu Primeiro Amor (Lejania)
(H. Gimezez - vs: José Fortuna - Pinheirinho Jr.)
13 - Antonio Marcos - Menina De Trança
(Antonio Marcos)
14 - Vanusa - Estou De Mal Com Você
(César - Antonio Queiroz)
15 - Nilton César - Felicidade
(Clayton - Nilton César)
16 - Carmen Silva - O Amor É Um Bichinho
(Edelson Moura - Geraldo Nunes)


COLABORAÇÃO: Iluvatar, de Chiador (MG)



terça-feira, 9 de outubro de 2018

Artista desconhecido - Erotíssima (LP 1969)

 Capa original do LP lançado pela CID/Square foi censurada pela ditadura
Este “Erotíssima”, álbum lançado em 1969 pelo selo Square, foi originalmente postado no Toque Musical, site do amigo Augusto. Tomei a liberdade de reapresentá-lo porque o disco está lá com o link vencido, e também pela curiosidade que marca a capa do LP. Produzida em plena época da ditadura, logo após o sinistro AI-5 (Ato Institucional número 5), que deu poderes quase absolutos ao regime militar, e foi considerado o mais duro golpe na democracia, a ousada capa para os padrões da época foi censurada. A gravadora, para manter o disco em circulação, foi obrigada a produzir uma nova (na ilustração abaixo), apesar de não modificar o repertório que inclui a música “Je t'aime... moi non plus”, de Serge Gainsbourg, também proibida no mesmo período pela censura vigente.

O álbum, infelizmente, não informa os nomes dos artistas do disco (seria por medo dos militares?), e limita-se apenas ao título do LP. Dizem que quem estava por trás de tudo isso era o grupo Os Carbonos, que era mestre em covers e até lançou a famosa série “Erótica” com o pseudônimo The Magnetic Sounds. Em "Erotíssima", é provável que seja também o mesmo grupo, embora não tenha aqui nenhuma evidência, além do fato de ser um disco lançado pela CID, através de seu selo Square, criado para lançamentos internacionais. Como naquela época estava muito em voga usar artistas nacionais 'maquiados', fazendo-se passar por estrangeiros, é de se supor que seja uma produção made in Brazil. A questão fica em aberto para que vocês comentem e esclareçam as dúvidas. Independente disso, o disco é muito bom e vale a pena conferir.

01 - Erotíssima
(C. Jack)
02 - Love story
(Francis Lai - C. Sigman)
03 - Le promenade
(Claude Férre)
04 - Toi et moi
(C. Férre - Granthon - Arnold M.)
05 - Chanson d'amour
(Claud Férre)
06 - Le cuple
(C. Jack)
07 - Je t'aime... moi non plus
(Serge Gainsbourg)
08 - Le telefoneme
(C. Jack - Arnold M.)
09 - Un homme et une femme
(Barouh - Lai)
10 - Love is blue
(Popp - Cour)
11 - Les amants
(C. Jack - Arnold M.)


FONTE: Toque Musical


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Os Showpignons - Com champignon e outros molhos

 Álbum da chamada Pilantragem foi lançado pela RCA Victor em 1969
Este raro álbum do grupo Os Showpignons, lançado em 1969 pela RCA Victor, e enviado pelo amigo Geraldo, a quem agradeço, segue a linha da chamada Pilantragem, um movimento cultural brasileiro ocorrido em fins dos anos 1960 liderado por Wilson Simonal e Carlos Imperial. A principal característica musical da Pilantragem, definida por Imperial, era o samba tocado em compasso 4/4, inspirado no rock e no soul estadunidenses, particularmente nas gravações do cantor Chris Montez feitas com o arranjador Herb Alpert, do Tijuana Brass. Propunha a liberdade de fusão de sonoridades estrangeiras (do jazz e do soul aos ritmos latinos) com as brasileiras (da bossa nova ao samba revisitado), propondo-se a modernizar a música popular. O projeto era claramente comercial, valorizava a espontaneidade e a incorporação das novidades, e propunha a aproximação com as massas.

A Pilantragem nasceu como samba-jovem (já que fazia concessão ao uso da guitarra elétrica nos arranjos) num momento de grande efervescência cultural, quando a Jovem Guarda e a Tropicália agitavam a juventude brasileira. Na época, Simonal era o apresentador do programa "Show Em Si… monal" (o primeiro da TV apresentado exclusivamente por um negro no Brasil) na TV Record, e o movimento é iniciado oficialmente em 1967 na música “Nem vem que não tem” (letra de Imperial, arranjos de Mariano e voz de Simonal), na qual cantor declara: “vamos voltar à Pilantragem”.  O movimento reuniu artistas como Cesar Camargo Mariano e Nonato Buzar, que formaria em 1968 o grupo conhecido como Turma da Pilantragem. Foi no rastro desse conjunto que surgiu Os Showpignons, que já tem um single postado aqui, e neste LP – acredito que o único do conjunto - o repertório é dominado por pot-pourris de canções conhecidas do grande público. Confira:

01 - Pot-pourri - Abertura:
Champitema
(A. Paladino)
O sonho
(Egberto Gismonti)
Vou te contar
(A. Jobim)
Andança
(D. Caymmi - E. Souto - P. Tapajós)
02 - Pot-pourri - Não há, o gente o não:
Luar do sertão
(Catullo)
Asa branca
(H. Teixeira - L. Gonzaga)
Menino de Braçanã
(L. Vieira - A. Passos)
Guacyra
(H. Tavares - J. Camargo)
03 - Pot-pourri - Sambom:
Remelexo
(Caetano Veloso)
É luxo só
(A. Barroso - L. Peixoto)
Falsa baiana
(G. Pereira)
O samba da minha terra
(Dorival Caymmi)
04 - Pot-pourri:
A man and a woman
(Barouch - Lai)
Mac Arthur Park
(Webb)
Light my fire
(Morrison - Manzarek - Krieger - Densmore)
05 - Com açúcar e com afeto
(Chico Buarque)
06 - Pot-pourri:
El dia que me quieras
(Le Pera - Gardel)
Zorba o grego
(Theodorakis)
07 - Pot-pourri - Umas... e outras:
Tatuzinho
(M. Gustavo)
Marvada pinga
(R. Torres - O. Kaureano)
Cachaça
(M. Pinheiro - L. Castro - H. Lobato)
Saca-rolha
(Zé da Zilda - Zilda - W. Machado)
08 - Pot-pourri - Bossa na fossa:
De cigarro em cigarro
(L. Bonfa)
Ninguém me ama
(F. Lobo - A. Maria)
Ouça
(Maysa)
09 - Pot-pourri - Rio... cidade maravilhosa:
Valsa de uma cidade
(I. Netto - A. Maria)
Rio
(R. Menescal - F. Boscoli)
Corcovado
(A. Jobim)
Cidade maravilhosa
(André Filho)
10 - Pot-pourri - Os Incríveis:
Castigo
(Dolores Duran)
Molambo
(J. Florence - A. Mesquita)
11 - Champignon's blues
(A. Paladino - J. Pegoraro)
12 - Pot-pourri - Aos mestres com carinho:
Quem sabe
(C. Gomes)
Minueto em sol
(Beethoven)
Rancho das flores
(Bach - V. de Moraes)


COLABORAÇÃO: Geraldo


sábado, 6 de outubro de 2018

Joyce - Gafieira Moderna (CD 2001)

Álbum do selo Biscoito Fino tem a participação especial da Elza Soares
Inspirada pela estranha visão de uma garotada moderna, de cabelos verdes e piercings no nariz e umbigo, a dançar com a nossa música, a cantora e compositora Joyce lançou em 2001 este “Gafieira Moderna”, CD do selo Biscoito Fino. O disco, enviado pelo amigo Roberto de Brito, a quem agradeço, foi lançado inicialmente na Europa pela gravadora inglesa Far Our. “Lá fora, a reação ao disco foi maravilhosa, vamos ver o que acontece aqui”, disse a artista na época do lançamento. “Fiz outros discos com músicas minhas, mas só saíram fora do Brasil. Aqui, a maioria das gravadoras só quer o que já foi testado”, lamenta.

Como o título informa, “Gafieira Moderna” visita os bailes populares brasileiros, com uma linguagem puxada para o jazz. É também uma homenagem da artista aos músicos surgidos nas orquestras que tocam nesses ambientes. São nove sambas, baiões e outros ritmos de salão, em que metais dialogam com a voz da cantora. A décima música, "Risco”, é uma canção romântica, com melodia da flautista Léa Freire e letra de Joyce, que não acredita mais em canções românticas, mas que, nesse caso, admite ter tido uma “recaída”. Sete músicas têm letra e música só dela, e as outras três são de letristas escolhidos a dedo. O destaque é “Samba da Silvia”, com a participação pra lá especial da Elza Soares. É disco pra ouvir e dançar na gafieira moderna da Joyce. Confira:

01 - Forças d'Alma
(Joyce)
02 - Na Casa Do Villa
(Joyce)
03 - Pega Leve
(Joyce)
04 - The Band on the Wall
(Joyce)
05 - Samba da Silvia (part. esp. Elza Soares)
(Joyce - Silvia Sangirard)
06 - Bota de Sete Léguas
(Joyce)
07 - Risco
(Léa Freire - Joyce)
08 - Diz Que Eu Tambem Fui Por Aí
(Joyce)
09 - Azul Bahia
(Joyce)
10 - Quatro Elementos
(Joyce - Paulo César Pinheiro)


Acervo: Roberto de Brito

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Vários intérpretes - Super Sucesso (CD 1997)

 Disco produzido pelo Sistema Americansat AM/FM reúne 18 intérpretes
Boas músicas, interpretadas por grandes artistas, estão reunidas neste “Super Sucesso – Sistema Americansat AM/FM”, CD produzido em 1997, e enviado pelo amigo Iluvatar, a quem agradeço por mais esta valiosa colaboração. O disco traz nomes conhecidos do grande público, como Raul Seixas, Daniela Mercury, Almir Sater, Fábio Junior e Alceu Valença, entre outros, mas também apresenta intérpretes menos famosos, como Antonio Farinaci, Silvana Stievano,Márcia Salomon e Lucila Novaes, que merecem maior atenção da mídia. Acredito que a coletânea vai agradar os apreciadores da boa MPB. Confira:

01 - Daniela Mercury - Menino Do Pelô
(Saul Barbosa - Gerônimo)
02 - Almir Sater - É Necessário
(Gilberto Espindola)
03 - Lucila Novaes - Jura
(Roberto Menescal - Costa Netto)
04 - Fábio Jr. - Até Quando Deus Quiser
(Rafael Altério - Rita Altério)
05 - Ná Ozzetti - Mania De Voce
(Rita Lee - Roberto de Carvalho)
06 - Leila Pinheiro - Verde
(Eduardo Gudin - Costa Netto)
07 - Vicente Barreto - Tropicana
(Alceu Valença - Vicente Barreto)
08 - Carmina Juarez - Nega Maluca
(Fernando Lobo)
09 - Klébi - Salve Linda Canção Sem Esperança
(Luiz Melodia)
10 - Flávio Venturini - Noites Com Sol
(Flávio Venturini - Ronaldo Bastos)
11 - Juca Novaes & Eduardo Santana - Meu Amor
(Juca Novaes - Eduardo Santana - Maurício Gaetani)
12 - Marcia Salomon - Cada Um, Cada Um
(Ronaldo Barcelos)
13 - Alceu Valença - Pelas Ruas Que Andei
(Alceu Valença - Vicente Barreto)
14 - Celso Viáfora - A Notícia
(Celso Viáfora - Vicente Barreto)
15 - Luli & Lucina - Fala
(João Ricardo - Luli)
16 - Antonio Farinaci - Pecado Original
(Caetano Veloso)
17 - Silvana Stievano - Pot-pourri:
Sinal Fechado
(Paulinho da Viola)
Segredo
(Fernando Salem)
18 - Raul Seixas - Coisas Do Coração
(Raul Seixas - Kika Seixas - Claudio Roberto)


COLABORAÇÃO: Iluvatar, de Chiador (MG)


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

José Ribeiro - Coletânea Especial (2018)

 Compilação traz 28 faixas gravadas ao longo da carreira iniciada em 1965
Pra lembrar do saudoso José Ribeiro, falecido em 9 de maio deste ano, aos 84, o nosso amigo Aderaldo, a quem agradeço, montou e me enviou esta coletânea especial. São 28 faixas, incluindo duas como bônus, lançadas num raro compacto simples de 1968 pela Copacabana (na foto abaixo), onde iniciou a carreira profissional em 1965, quando gravou o single com as músicas “Culpada” e “O meu prazer”. O sucesso, porém, só viria a partir de 1972, na gravadora CBS, com a música “A beleza da rosa”. A compilação traz duas curiosidades da Jovem Guarda: as releituras de “A garota do baile”, sucesso do Roberto Carlos, e “Até no inferno eu vou lhe buscar”, gravada originalmente pelo Fredson.

O cantor gravou na CBS até 1976, quando transferiu-se para Polygram. Seu primeiro LP pela nova casa saiu em 1977, sob o selo Polydor, mas infelizmente não obteve sucesso. Os tempos eram outros. Em 1981, o artista voltou à sua antiga gravadora, a Copacabana, por onde lançou seu último grande sucesso, a música "Bom dia, meu amor". Continuou gravando discos por toda a década de 80, mas sem repetir o êxito dos primeiros álbuns na CBS, o que não abalou tanto sua carreira, já que nunca deixou de fazer shows. Com público fiel, José Ribeiro era conhecido como ídolo da música brega, mas o cantor mineiro sempre contestou o rótulo. “Brega para mim são estas coisas, boquinha na garrafa, isto é que é brega. Se alguém é brega, este cara não sou eu”. Confira:

01 - Apenas um trago (Bom Dia Meu Amor)
(Jairo Aguiar – J. Cipriano)
02 - Na porta da cozinha
(Joel Teixeira – José Cipriano)
03 - Só castigo
(Osvaldo Oliveira – Joceval Costa Lima)
04 - A garota do baile
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
05 - Porteiro suba e diga (Portero Suba Y Diga)
(Eduardo Labar – Luiz Cezar Aviador – Vs: Guiseppe Ghiaroni)
06 - Pensando em Mariza 
(Joel Teixeira – José Cipriano)
07 - Placa de venda 
(Marcelo Reis – Belinho)
08 - Um amor vai outro vem
(Niquinho – Othon Russo)
09 - Minha esperança
(Irmãos Orlando – Guido Magalhães)
10 - Suely
(Joel Teixeira – Valéria)
11 - Com lágrimas nos olhos
(Domingos Paulo – Elias Machado)
12 - Fujo de ti
(Waldick Soriano)
13 - Não digo o nome
(Jair Amorim)
14 - A beleza da Rosa
(Pedrinho – Helvilar)
15 - Chuá, chuá
(Pedro de Sá Pereira – Pavão)
16 - Oração de amor
(Pedrinho – José  Cipriano)
17 - Folhas de outono 
(Francisco Lara - Jovenil Santos)
18 - Juntinhos assim 
(Fernando Barreto - Kim Fernandes)
19 - Os prantos dos meus olhos
(Neco – José Pereira)
20 - Erro de matrimônio
(José Ciprianno)
21 - Até no inferno eu vou lhe buscar
(Fredson - Erly Muniz)
22 - O beijo 
(Henrique de Almeida – Neco)
23 - Poema 
(Fernando Dias)
24 - Amor ingrato
(Neco – Henrique de Almeida)
25 - Romeiros do Ceará
 (Francisco Gonzaga - J. Cipriano)
26 - É bom ser bom
(Fernando Barreto)

BÔNUS (Compacto simples Copacabana - 1968)

27 - Amor não custa dinheiro 
(Fernando Barreto – Philadelpho Nunes)
28 - Me casava com ela
(Fernando Barreto - Kim Fernandes)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Vários artistas - Tributo ao Secos & Molhados (2018)

 Compilação traz todas as faixas do primeiro LP e mais três do segundo
Na esteira da postagem anterior, que reverencia o primeiro álbum do grupo Secos & Molhados, lançado em 1973, vou apresentar esta coletânea com todas as faixas do referido disco e mais três do segundo LP. Nota-se que, mesmo passados 45 anos desde o surgimento do grupo que revelou Ney Matogrosso, as músicas permanecem atuais, e ganham um toque de contemporaneidade com as releituras feitas pelas novas gerações de artistas, muitas das quais nem tinham nascidas na época do lançamento. A postagem também é uma homenagem a Luli, autora de dois sucessos do disco, “O vira” e “Fala”, compostas em parceira com João Ricardo. Ela, que formava dupla com Lucina, faleceu na quarta-feira passada, dia 26, aos 73 anos, e está presente nesta coletânea na faixa “Fala”. Confira:

01 - Renata Arruda - Sangue latino
(João Ricardo - Paulinho Mendonça)
02 - Edna Pimenta - O vira
(João Ricardo - Luli)
03 - Paulo Neto - O patrão nosso de cada dia
(João Ricardo)
04 - Dany Romano - Amor
(João Ricardo - João Apolinário)
05 - Cidade Negra - Primavera nos dentes
(João Ricardo - João Apolinário)
06 - Eminência Parda - Assim assado
(João Ricardo)
07 - Tianastácia - Mulher barriguda
(João Ricardo - Solano Trindade)
08 - Renato Braz -  El rey
(Gerson Conrad - João Ricardo)
09 - Akundum - Rosa de Hiroshima
(Gerson Conrad - Vinicius de Moraes)
10 - Sandálias - Prece cósmica
(João Ricardo - Cassiano Ricardo)
11 - Leo Fressato - Rondó do capitão
(João Ricardo - Manuel Bandeira)
12 - Ana Larousse - As andorinhas
(João Ricardo - Cassiano Ricardo)
13 - Luli e Lucina - Fala
(João Ricardo - Luli)
14 - Primavera nos Dentes - Tecer mundo
(João Ricardo - Julio Cortazar)
15 - Dr. Marvin - Flores astrais
(João Ricardo - João Apolinário)
16 - Marilia Pêra - Não, não digas nada
(João Ricardo - Fernando Pessoa)


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Assim assado - Tributo ao Secos & Molhados (2003)


Coletânea comemora 30 anos de lançamento do primeiro LP do grupo
 Nova geração de artistas interpreta todas as faixas do álbum de 1973
Este “Assim Assado” é um CD de 2003 em comemoração aos 30 anos do lançamento pela Continental do primeiro LP do grupo Secos e Molhados, apontado por muitos como um dos melhores do século passado. O disco, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, traz a participação de vários artistas da nova geração, reinterpretando todas as faixas do album, com 13 músicas. No elenco de intérpretes estão nomes como Capital Inicial, Pato Fu, Eduardo Dusek, Nando Reis, Raimundos e outros. Uma das curiosidades é “Fala”, interpretada pelo Ritchie, que passou despercebida na época do lançamento, mas fez sucesso seis anos depois, quando foi incluída na trilha sonora da novela “A favorita”, exibida em 2009 pela Rede Globo. Confira:

01 - Nando Reis - Sangue latino
(João Ricardo - Paulinho Mendonça)
02 - Fala Mansa & Maskavo - O vira
(João Ricardo - Luli)
03 - Tony Garrido - O patrão nosso de cada dia
(João Ricardo)
04 - Ira! - Amor
(João Apolinário - João Ricardo)
05 - Eduardo Dusek + 3 - Primavera nos dentes
(João Apolinário - João Ricardo)
06 - Capital Inicial - Assim assado
(João Ricardo)
07 - Pitty - Mulher barriguda
(João Ricardo - Solano Trindade)
08 - Matanza - El rey
(João Ricardo - Gerson Conrad)
09 - Arnaldo Antunes - Rosa de Hiroshima
(Gerson Conrad - Vinicius de Moraes)
10 - Raimundos - Prece cósmica
(João Ricardo - Cassiano Ricardo)
11 - Pato Fu - Rondó do capitão
(João Ricardo - Manuel Bandeira)
12 - Marcelinho da Lua - As andorinhas
(João Ricardo - Cassiano Ricardo)
13 - Ritchie - Fala
(João Ricardo - Luli)

COLABORAÇÃO: Laércio



domingo, 30 de setembro de 2018

Angela Maria - A nave dos arrependidos (EP 1970)

Angela Maria queria ser lembrada como a intérprete da música "Gente humilde"
A noite deste sábado, 29, foi dia de festa no céu com a chegada da Angela Maria. A eterna Sapoti, apelido que ganhou do ex-presidente Getúlio Vargas, estava internada há 34 dias no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, e faleceu aos 89 anos devido a um quadro de infecção generalizada. O velório, iniciado neste domingo, a partir das 10h, acontece no Cemitério Congonhas, zona sul de São Paulo, e o corpo será sepultado às 16h00 ao lado do amigo Cauby Peixoto  (Niterói, 10 de fevereiro de 1931 — São Paulo, 15 de maio de 2016), seu marido musical, como chegou a defini-lo.

Para homenageá-la, vou postar este compacto duplo, com três músicas, especialmente para atender ao pedido da própria cantora. “Quero ser lembrada eternamente como a intérprete de Gente Humilde”, pediu a cantora durante show que assisti no dia 14 de setembro de 2013 na Sala Olido, em São Paulo. No entanto, ela temia que a música de Garoto, com letra de Vinicius de Moraes e Chico Buarque, seria ofuscada por "Babalu", gravada em 1958 e até hoje muito solicitada pelos fãs. Este é o motivo pelo qual escolhi este EP de 45 RPM, lançado em Portugal, que inclui a canção indicada por ela. Confira:

01 - A Nave dos Arrependidos (La nave del olvido)
(D. Ramos - vs: Fred Jorge)
02 - Gente Humilde
(Garoto - Vinicius de Moraes - Chico Buarque)
03 - Depois do Adeus (La verde stagione)
(G. P. Reverberi - P. Ihie - L. Ilhie - vs: Fred Jorge)



Moacir Morales - Quero um povo que dance (LP 1978)

 Álbum lançado pela Entré/CBS marca a estreia do intérprete no disco 
Este álbum do Moacir Morales, enviado pelo amigo Geraldo, a quem agradeço, marca a estreia do cantor no disco em 1978 pela Entré/CBS. Segundo entrevista do artista em 2012, este disco é uma coletânea das principais músicas já cantadas por ele até então. O repertório, formado praticamente por versões de canções espanholas, traz canções como “Amor, amor”, "Se me deixas não vale” e "Eu sou teu rei", entre outras. A cantor, natural de Santo André, no ABC paulista, filho de espanhóis, canta desde os quatro anos. A vida profissional, porém, não foi focada em lançamento de discos. O cantor chegou a ficar 34 anos sem gravar um título. “É a realidade dos artistas brasileiros”, disse. Assim, depois da parada, lançou em 2012 o CD “Storia De Un Amore”, provavelmente o disco mais recente, passando a se dedicar ao cancioneiro italiano. Confira este:

01 - Amor, Amor (Kokka - Amore, amore)
(Manolo - Cleide - Dalto)
02 - Se Me Deixas Não Vale (Mi lasci non vale)
(Rossi - Belfiore - Jean Pierre)
03 - Vamos Gozar a Vida (El tiempo pasa y se nos va va vida)
(Palito Ortega - Samir Abou Hana)
04 - Cara de Cigana (Cara de gitana)
(Ruben Lotes - J.O.Orquera - Murano)
05 - Eu Sou Teu Rei (Hey, hey)
(Sandro - Armil - Antonio Carlos)
06 - O Sonhador (Soledades)
(J.L. Perales - Marcelo Duran)
07 - Adeus Moreninha Linda (Adios mariquita linda)
(Marcos A. Gimenez - Palito)
08 - Vendedora de Fantasias (La vendedora de fantazias)
(Cacho Castaña - Mourão Filho)
09 - Quero Um Povo Que Dance
(Leny Marcos)
10 - O Baile Já Começou (Il baile ya empezo)
(Nazareno - Serafim C. Almeida)
11 - Viva a Vida (Viva la vida)
(G. Dann - E. Garcia - Murano)
12 - Não Me Importo (Mi cafeta)
(G. Dann - Cleide - Dalto)


COLABORAÇÃO: Geraldo


sábado, 29 de setembro de 2018

Hebe Camargo e Isaura Garcia - Série 10 polegadas

 "Festa de ritmos", primeiro LP da Hebe Camargo, foi lançado em 1957
 CD da série "10 polegadas", de 2002, inclui o 1º álbum da Isaura Garcia
29 de setembro de 2012. Foi neste dia, há exatos seis anos, que o Brasil amanheceu de luto com a triste notícia da morte aos 83 anos da Hebe Camargo. Pra lembrar da apresentadora e cantora, vou postar este CD, compartilhado com a também saudosa Isaura Garcia (São Paulo, 26 de fevereiro de 1923 — São Paulo, 30 de agosto de 1993), outra excelente intérprete da nossa música. O disco, enviado pelo amigo Iluvatar, a quem agradeço, foi lançado pela EMI-Odeon em 2002, e faz parte da série "10 polegadas", produzida em comemoração aos 100 anos da gravadora. Hoje muito raro, o disco traz duas preciosidades: o primeiro LP, com oito faixas cada, de ambas as cantoras. O da Hebe Camargo, intitulado “Festa de ritmos”, e o de Isaura Garcia, com o singelo título “A personalíssima”, foram originalmente lançados em 1957, época em que ainda predominava os discos de 78 RPM.

Para apresentar o CD, conforme capa ao lado, vou reproduzir o texto da contracapa: “Na década de 40, Hebe Camargo forma com sua irmã Estela a dupla caipira “Rosalinda e Florisbela”. Em 50 participa da primeira transmissão da televisão brasileira. Hebe, até então morena, faz sucesso absoluto tanto no rádio como na TV. Contratada da Odeon, grava seu primeiro LP com mambos, sambas-canção, guarânias e até um bailarico português. Nesta “Festa de ritmos”, Hebe mostra seu talento nato com interpretação brejeira e suave. Isaura Garcia, “A personalíssima” – apelido dado por Blota Junior -, que gravou seu primeiro disco em 1941, chegou a ser a primeira rainha do rádio paulista em 1953. Foi contratada exclusiva da Odeon de 1956 até 1968. Casou-se com o organista Walter Wanderley com quem gravou vários discos. Isaurinha, como era docemente chamada, teve uma carreira brilhante, e deixou seu nome marcado para sempre na nossa história da música popular, Neste seu primeiro LP gravado com o maestro Luiz Arruda Paes (ganhador do prêmio Roquete Pinto de 1956 como melhor arranjador), tem os sucessos Mocinho Bonito e Contrasenso”. Confira:

HEBE CAMARGO – FESTA DE RITMOS (1957)

01 - Mambo italiano
(Bob Merrill – Júlio Nagib)
02 - Custou pra arranjar
(João Pacífico – Antonio Rago)
03 – India
(José A. Flores – Manuel O. Guerrero)
04 - Festa portuguesa
(Mario Vieira – Antonio Rago)
05 - Meu último fracasso (Mi ultimo fracaso)
(Alfredo Gil – vs: Júlio Nagib)
06 - Tim tim por tim tim
(Portinho – W. Falcão)
07 - O que eu queria dizer ao seu ouvido
(Jekel Tavares – Mendonça Jr.)
08 - Sim ou não
(Mario Gennari Filho – Joamar Jaqueti)

ISAURA GARCIA – A PERSONALÍSSIMA (1957)

09 – Contrasenso
(Antonio Bruno)
10 - Se Deus me desse
(Alfredo Borba)
11 – Sossegadinha
(Cyro Monteiro – Dias da Cruz)
12 - Um gosto e seis vinténs
(Victor Simon)
13 - Contando estrelas
(Alfredo Borba – Edson Borges)
14 - Mocinho bonito
(Billy Blanco)
15 – Tucuruvi
(Oswaldo Morigge – Vicente Longo)
16 - Deixa pra la
(Vinicius de Moraes)


COLABORAÇÃO: Iluvatar, de Chiador (MG)



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Daniel Bueno canta sucessos inesquecíveis (CD 2001)

 CD tem participações especiais da Angela Maria, Benito di Paula e Marinês
Ângela Maria, Benito di Paula e Marinês são os destaques deste CD, no qual cantam em dueto com Daniel Bueno como convidados especiais. O disco, enviado pelo amigo Aderaldo, a quem agradeço, foi lançado em 2001 pela Polydisc, e nele o artista canta sucessos inesquecíveis, como deixa claro o título do álbum. No repertório, com 18 faixas, estão hits do Roberto Carlos (“Nossa canção”, “Custe o que custar”, “E não vou deixar você tão só”, “Agora eu sei”, “Sonho lindo”, Quero ter você perto de mim” e “O tempo vai apagar”), Erasmo Carlos (“Sentado à beira do caminho”), Antonio Marcos (“O homem de Nazareth”), Sylvio César (“Pra você”), Altemar Dutra (“A partida”) e até a música "Juntos novamente", uma versão de "Our love", sucesso do Terry Winter, entre outros. Confira:

01 - Show ao vivo (Pot-pourri)
Planeta sedução 
(Nando Cordel)
Volta pra mim
(Daniel Bueno)
Os namorados
(Alberto Luiz)
Estou começando a chorar
(Roberto Carlos)
Se você fosse por mim
(Carlos Alexandre – Maurílio Costa)
02 - Nossa canção
(Luiz Ayrão)
03 - Eu acho que estou perdendo você
(Gastão Lamounier – Carlos Colla)
04 - Custe o que custar
(Hélio Justo – Edson Ribeiro)
05 - Hey (Hey)
(J. Iglesias de La Cueva – G. Belfiore – M. Balducci – R. Arcusa Alcon – Vs: Rossini Pinto)
06 - Pra você - Part. Especial de Ângela Maria
(Sylvio César)
07 - O homem de Nazareth
(Cláudio Fontana)
08 - E não vou deixar você tão só – Part. Especial de Benito de Paula
(Antonio Marcos)
09 - Caso por acaso
(Augusto César – Daniel Bueno)
10 - A partida
(Jair Amorim – Evaldo Gouveia)
11 - Agora eu sei
(Edson Ribeiro – Helena dos Santos)
12 - Somos casados
(Augusto César – Daniel Bueno)
13 - Juntos novamente (Our Love)
(Terry Winter – Cust Angel – Vs: Fábio Ribeiro)
14 - Sonho lindo
(Maurício Duboc – Carlos Colla)
15 - Maior que o meu amor
(Renato Barros)
16 - Quero ter você perto de mim
(Nenéo)
17 - Cabecinha no ombro - Part. Especial de Marinês
(Paulo Borges)
18 - Sentado à beira do caminho
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
19 - O tempo vai apagar
(Paulo Cezar Barros – Getúlio Côrtes)


COLABORAÇÃO: Aderaldo


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Nalva Aguiar - Vale Prateado (LP 1977)

 Terceiro LP da cantora na CBS/Sony inclui o sucesso "Tá de mal comigo"
Depois do enorme sucesso em 1976 com o resgate da música “Beijinho doce”, incluída na trilha sonora do filme “O conto do vigário”, Nalva Aguiar lançou no ano seguinte este “Vale prateado” pela gravadora CBS/Sony. O disco, enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço, se destaca por outro sucesso, “Tá de mal comigo”, de Nhô Pai, o mesmo autor de “Beijinho doce”.  Com este álbum, o terceiro da artista na gravadora, a intérprete ingressa de vez na música sertaneja, e flerta também com a country music, como são os casos das músicas “Vou aprender a criar galinhas e filhos” e “Vale prateado”. Uma das curiosidades é a releitura de “Lili” em ritmo de discoteque. Confira:

01 - Lili (Hi-Lilli Hi-lo)
(B. Kaper - H. Deutsch - Haroldo Barbosa)
02 - Maria da Galileia
(Nalva Aguiar - Itamar - A. Luiz)
03 - Vou aprender a criar galinhas e filhos
(Isolda - Milton Carlos)
04 - Pura ilusão
(Edvaldo Santana - Fernando Teles)
05 - Tá de mal comigo
(Nhô Pai)
06 - Judiaria
(Lupicinio Rodrigues)
07 - Vale prateado (Down in the street)
(G. Gooffin - B. Goldberg - C. Lartey - Isolda)
08 - Pé de poeira
(Edvaldo Santana - Fernando Teles)
09 - Força de ser feliz
(Guilherme Lamounier)
10 - Lampião pintou por lá
(Edvaldo Santana - Fernando Teles)
11 - Belém do Pará
(Marcelo Costa)
12 - Coração da pátria
(Barrincha)
13 - Cabecinha no ombro
(Paulo Borges)

COLABORAÇÃO: Laércio