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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Agepê - A dança do meu lugar (EP 1976)

Agepê se destacou pela produção de samba romântico, sensual e comercial
Quatro sucessos do Agepê estão neste compacto duplo lançado em 1976 pela Continental. O cantor iniciou a carreira no ano anterior (1975), quando lançou o single com a canção “Moro onde não mora ninguém”, e obteve inúmeros sucessos, com destaque para “Deixa eu te amar”, incluída na trilha sonora da telenovela "Vereda Tropical", de Carlos Lombardi. Segundo o Wikipédia, o disco "Mistura Brasileira", que continha esta canção, foi o primeiro de samba a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas (vendeu um milhão e meio de cópias). A carreira destacou-se por um estilo mais romântico, sensual e comercial, em que fez escola. Antônio Gilson Porfírio, seu nome de batismo, nasceu no Rio de Janeiro em 18 de agosto de 1942 e faleceu em 30 de agosto de 1995, vítima de cirrose. Confira:

01 - Moça criança
(Agepê – Canário)
02 - Lá vem o trem
(Agepê – Canário)
03 - A dança do meu lugar
(Agepê – Canário)
04 - Sete domingos
(Agepê – Canário)


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Maria Alcina - Boquinhas pintadas (EP 1973)

 Maria Alcina, em início de carreira, canta frevos para o carnaval de 1973
Em 1972, após a consagração no VII Festival da Canção Popular, onde interpretou “Fio maravilha”, de Jorge Benjor, Maria Alcina se preparou para o carnaval de 1973. No início do ano, enquanto selecionava músicas para seu primeiro LP na Chantecler, a cantora lançou este compacto duplo com duas inéditas – os frevos “Boquinhas pintadas” e “Xuxu beleza” – e duas do Benjor já lançadas em single. A cantora, que já tem sinopse da carreira publicada no blog, aparece na capa com visual bem anos 70, com generosa "boca de sino" na calça. Confira:

01 - Boquinhas pintadas
(Roberto Moura – Antonio Jaime – Renato Murcia)
02 - Fio maravilha
(Jorge Benjor)
03 - Xuxu beleza
(Roberto Moura – Antonio Jaime – Renato Murcia)
04 - Charles Jr.
(Jorge Benjor)


Romuald: Tema do filme Romualdo e Juliana (CS 1971)

 Romuald ficou conhecido no Brasil devido sua participação em 1968 no III FIC 
Um cantor francês, nascido em 7 de maio de 1941, obteve consagração popular no III Festival Internacional da Canção (FIC), no Rio de Janeiro, em 1968. Romuald Figuier, mais conhecido pelo nome "Romuald", não venceu o certame, e obteve o quinto lugar, mas sua canção "Le bruit des vagues"(Seuran/Lebrall, Romuald) conquistou o público. A música ficou conhecida também pela versão intitulada “Murmura o mar”, gravada pelo Wanderley Cardoso. Com a popularidade em alta, Romuald ficou conhecido como “o cantor de Andorra”, país que defendeu no FIC, e retornou ao país em 1970 para participar do filme “Romualdo e Juliana”, rodado no Rio e lançado em 1971. O longa, dirigido por André Willième, não obteve sucesso, mas marcou o início da carreira da atriz Sandra Barsotti, e teve o próprio Romuald na trilha sonora. No disco da Philips, uma versão em português do Eustáquio Sena, e o tema do filme. Confira:

01 – Oh, Lady Mary
(Carli – Metin Bukel – vs: Eustáquio Sena)
02 - Attache moi
(Romuald – Tani Montes)


domingo, 28 de setembro de 2014

Miltinho - Samba-festa de um povo (EP 1968)

 Miltinho ficou conhecido ao longo de sua carreira como "O rei do ritmo"
Quero prestar, com relativo atraso, a homenagem póstuma do blog ao cantor Milton Santos de Almeida, conhecido como Miltinho, falecido no último 7 de setembro, aos 86 anos. O cantor foi vítima de uma parada cardíaca no Hospital do Amparo, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, onde estava internado havia dois meses em tratamento de um problema pulmonar. Com a música “Mulher de 30”, Miltinho ganhou o reconhecimento do público, e fez sucesso com canções como "Mulata assanhada", “Palhaçada”, “O conde”, “Laranja madura”, “Volta” e “Menino moça”, entre outras.

Miltinho recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época, e animou carnavais com marchinhas como "Nós os carecas". No aniversário de 70 anos, em 1998, lançou o CD "Miltinho Convida", com elenco de alguns de seus aprendizes confessos, como João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, entre outros. Já gravou também com Zeca Pagodinho, Elza Soares, Martinho da Vila, Ed Motta e Mariana Baltar. Como intérprete, lançou João Nogueira e Luiz Ayrão. Neste EP, lançado em 1968 pela Odeon, Miltinho mostra porque, ao longo da carreira, ficou conhecido como “O rei do ritmo”. Confira:

01 - Samba-festa de um povo
(Hélio Turco – Odir Alves – Luiz – Batista da Mangueira – Darcy)
02 - Bom dia, meu amor
(W.Dionisio – B.Onça)
03 – Voltei
(Osvaldo Nunes – Celso Castro)
04 - Samba da rosa
(Jorge Costa – Celso Martins)



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Vários intérpretes - Cocktail de rocks (LP 1960)

"Cocktail de Rocks" é considerada a primeira coletânea de música jovem do Brasil
O texto na contracapa deste LP informa que em 1956 foi realizada nos EUA uma pesquisa pela Newspapers Publishers Association sobre o público jovem. Observou-se que 9 dos 16 milhões de norte-americanos com menos de 19 anos eram discófilos. E noventa por cento compravam discos de rock & roll. Ou seja, já em seus primórdios, o rock entre os norte-americanos já tinha mercado assegurado. Por aqui não foi tão diferente assim, e já no final dos anos 1950, artistas como Celly Campello, Tony Campello, Carlos Gonzaga e outros pioneiros conquistavam as paradas de sucesso, atraindo cantores famosos para o novo ritmo, como Cauby Peixoto e Agostinho dos Santos, que se aventuraram no rock.

Neste cenário, a Copacabana não perdeu tempo e providencialmente lançou em 1960 este “Cocktail de rocks”, outra valiosa colaboração do nosso amigo Aderaldo, a quem agradeço. Segundo ele, este álbum é tido como a primeira coletânea de música jovem lançada no Brasil. Vale lembrar que, nesse mesmo ano de 1960, a RCA Victor também lançou a seleção “Garotas & Rock”, igualmente dirigida ao público jovem e já postada aqui. Neste disco, estão reunidos Betinho e seu conjunto, Ronnie Cord, Golden Boys, Moacir Franco, Cleide Alves e Gessy Soares de Lima, presente com seu sucesso “Encontrei o amor”. Confira:

01 - Betinho e seu conjunto - Tintarella di luna (Banho De Lua)
(B. de Filippi - F. Migliacci)
02 - Ronnie Cord - Oh Carol 
(Howard Greenfield - Neil Sedaka)
03 - Gessy Soares de Lima - Piuí
(Heitor Carillo - Irany Alba)
04 - Golden Boys - Gilda 
(Orlann Divo)
05 - Moacyr Franco - Quero amar (I Like Girls)
(Eddie V. Deane - Bem Weisman - vs: Fred Jorge)
06 - Betinho e seu conjunto - Billy (I always dream of Bill
(Kendis - Paley - Joe Goodwin)
07 - Moacyr Franco - Rock do mendigo 
(Homero - Sérgio - Ivan Ferreira)
08 - Gessy Soares de Lima - Encontrei o amor (I believe love)
(Boudleaux - Versão: Irany Alba)
09 - Ronnie Cord - To be loved 
(Tyran Carlo - Berry Gordy Jr. - Gwen Gordy)
10 - Cleide Alves - Help, help, mamye 
(Fernando Costa - Alfredo Max - A. Chamarelli)
11 - Golden Boys - Sereia da praia (Junges herz voll liebe)
(Carl Niessen - Peter Strom – vs:  Marco Antonio Galvão)
12 - Betinho e seu conjunto - Rebel rouser 
(Duane Eddy - Lee Hazlewood)

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Jurema - O samba não pode parar (LP 1978)

 Jurema gravou "O samba não pode parar" na gravadora Odeon em 1978
Uma boa pedida pra quem gosta de samba é a cantora Jurema. Ela gravou este “O samba não pode parar” em 1978 na gravadora Odeon. O disco é bem produzido, mas não obteve sucesso, assim como a cantora que permanece desconhecida. Nada encontrei sobre ela na rede, mas vale a pena ouvi-la:

01 - Deus dá a farinha
(Velha - Jair do Cavaquinho)
02 - Juro
(Carlos Pedro - Joel Teixeira - Toninho)
03 - Água demais mata a planta
(Austeclinio - Irineu Silva)
04 - Eu vou navegar
(Avila - Caciporé - Marcelo)
05 - Tudo em vão
(Jair do Cavaquinho)
06 - Falso compositor
(Joel Teixeira - Da Benjamin)
07 - Festança
(Miro - Adilson do Cavaco - Claumir do Pandeiro)
08 - Voltei
(Joel Teixeira - Carlito Cavalcante - Bentana)
09 - O samba não pode parar
(Jurema - Tita - J. das Neves)
10 - Eu vou cobrar
(Zé Catimba - Toninho)
11 - O dinheiro é meu
(Jair do Cavaquinho - Jan)
12 - Linda manhã
(Colombo - Edir)


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Retrato Falado - Ego (CS 1993)

Músicas do single foram gravadas no Estúdio da Phonovox em Santo André
Retrato Falado é formado por Calber, Fábio, Kall, Mário Moço e Tchello
Meu pedido de desculpas a quem baixou a primeira postagem deste compacto simples de 1993 do Retrato Falado. Após o post, descobri que o disco é acompanhado por encarte com ficha técnica e letra das duas músicas. É raro encontrar single com encarte, e neste caso torna-se importante porque traz foto e nome de seus integrantes que, com o perdão pelo trocadilho, não tinham sequer retrato falado na rede. No texto original de apresentação do disco eu até lamentei pela falta de informações sobre o grupo na rede, onde constatei a existência de banda homônima.  Agora posso acrescentar que é formada por Kall (vocal), Calber (bateria), Fábio (guitarra), Mário Moço (baixo) e Tchello (teclado).  O single é interessante e merece ser ouvido pelos apreciadores do rock nacional do início dos anos 1990. Tudo indica que a banda é de Santo André (SP), onde moro, pois gravou num estúdio local e tinha escritório para contatos na cidade. Apaguei o link anterior e refiz a postagem, agora com material gráfico completo. Confira:

01 – Ego
(Kall – Retrato  Falado)
02 – Fugindo da noite
(Kall – Cacá - Retrato  Falado)

FICHA TÉCNICA

Produzido por: Retrato Falado / Som Art Promoções Artísticas / Phonovox
Técnico de gravação – José Renato Lima
Mixagem – José Renato Lima / Retrato Falado
Arranjos – Retrato Falado
Fotos – Eduardo Gonçalves
Capa – LaserPlan / Retrato Falado
Composições – Kall / Retrato Falado – Cacá (em Fugindo da Noite)
Editoração – LasePlan
Impressão – Dayane Ind. Gráfica Ltda.



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sonny Delane: Nossas botas foram feitas para andar

 Sonny Delane é acompanhada pelo The Silver Jets, grupo do Reginaldo Rossi 
Uma curiosa versão de These boots are made for walkin', grande sucesso da Nancy Sinatra, foi gravada em 1966 pela Sonny Delane em compacto simples da Mocambo, marca da gravadora pernambucana Rozenblit. O disco é mais uma colaboração do nosso amigo Aderaldo, da Comunidade MC&JG, a quem renovo agradecimento. Não tenho referências sobre a obscura cantora da Jovem Guarda, e nem sei se tem outros discos gravados. Este se destaca pelo acompanhamento do The Silver Jets, banda pernambucana que tinha o saudoso Reginaldo Rossi, antes de seguir carreira solo, entre os integrantes. Confira:

01 - Nossas botas foram feitas para andar (These boots are made for walkin' )
(Lee Hazlewood – Eileen – vs: Aluizio Morais)
02 - Vem meu amor (Felicia)
(John Pisani – vs: Ivanildo Silva – Fernando Borges)

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Vários intérpretes - Festival da Bossa (LP 1989)

 Coletânea foi lançada durante a comemoração dos 30 anos da Bossa Nova
Vera Brasil, em texto assinado na contracapa deste LP, coletânea lançada por ocasião dos 30 anos da Bossa Nova, diz o seguinte: “Pediram-me que escrevesse para a contracapa deste disco. Muito bem. E agora?... Fácil seria falar sobre alguém que inicia. Aqui, no entanto, estão reunidos 43 nomes, incluindo maestros, arranjadores, músicos e cantores. Quarenta e três nomes que dizem por si só”.

“Em 1962, no auge do movimento, quando a Bossa Nova fazia suas malas e partia para o exterior, os artistas que a ela aderiram encontraram poucas portas abertas, uma delas a da Audio Fidelity, hoje Som Maior. Com esta atitude, seus diretores viram nascer conjuntos que mais tarde se desfizeram, passando seus elementos a integrar novos conjuntos. Viram surgir maestros, arranjadores, viram despontar cantores e compositores, hoje famosos e acatados. E é isto que faz deste LP uma vitrina de arte, mas também um lançamento curioso”. Os motivos da curiosidade estão na resenha que complementa o texto. Confira:

01 - Sambalanço Trio – Samblues
(César Camargo Mariano)
02 - Alaide Costa - Terra de Ninguém
(Marcos Valle – Paulo Sérgio Valle)
03 - Sansa Trio – Primavera
(Carlos Lyra – Vinicius de Moraes)
04 - Geraldo Vandré - Canção nordestina
(Geraldo André)
05 - Elenco do Arena Canta Zumbi - Eu vivo num tempo de guerra
(Edu Lobo – Augusto Boal – G. Guarnieri)
06 - Walter Santos - Samba Só
(Walter Santos – Tereza Souza)
07 - Os Intocáveis - Garota de Ipanema
(A.C.Jobim – Vinicius de Moraes)
08 - Sambrasa Trio – Aleluia
(Edu Lobo – Ruy Guerra)
09 - Os Bossais - Marcha da Quarta-Feira de Cinzas
(Carlos Lyra – Vinicius de Moraes)
10 - Quarteto de Sabá - P'ra que chorar
(Baden Powell – Vinicius de Moraes)
11 - Geraldo Cunha - Rancho das Namoradas
(Ary Barroso – Vinicius de Moraes)
12 - Trio Seleno - Azul Contente
(Walter Santos – Tereza Souza)
13 - Maricene Costa - Bossa na Praia
(Geraldo Cunha – Pery Ribeiro)
14 - André Penazzi – Arrastão
(Edu Lobo – Vinicius de Moraes)



domingo, 21 de setembro de 2014

Roberta - Não é fácil ter 18 anos (Singles)

 Roberta conquistou o troféu Roquete Pinto como cantora revelação de 1965
 Postagem reúne um EP da Philips e um compacto simples da RCA Victor
Um compacto duplo, de 1964, pela gravadora Phillips, e um simples, de 1967, pela RCA Victor, estão presentes nesta postagem da cantora Roberta. Os dois discos foram gentilmente cedidos pelo nosso amigo Aderaldo, da Comunidade MC&JG, a quem não canso de agradecer. As informações sobre a intérprete e sua discografia são nulas na rede. Por isso, é importante reproduzir o texto impresso na contracapa do single de 1967: “Roberta iniciou seus primeiros passos ao profissionalismo, quando na grande final do concurso “Um cantor por um milhão”, foi ao Rio de Janeiro representando o estado de São Paulo”.

“Em seguida, assinou contrato como “crooner” da orquestra de Erlon Chaves, que havia ficado responsável pela famosa orquestra de Simonetti, quando este resolveu voltar definitivamente para a Itália. Posteriormente, pertenceu também a orquestra de Sylvio Mazzuca. Suas muitas apresentações em rádio e televisão, sempre com grande sucesso, deram a Roberta o cobiçado Roquete Pinto como revelação de 1965. Roberta já se apresentou em todas as capitais do país, e recentemente excursionou pela França, Portugal, Itália, Inglaterra, Espanha, Uruguai e Argentina. Assim é Roberta, uma notável e experiente cantora, embora com poucos anos de carreira. Aqui ela estreia, com este compacto simples, trazendo duas ótimas composições. Dois estilos musicais diferentes, que podem mostrar perfeitamente quanto é Roberta excelente intérprete”. Confira:

01 - Não é fácil ter 18 anos (Non é facile avere 18 anni)
(Bernabini – vs: Roberta)
02 - Um beijo pequenino (Un bacio piccolissimo)
(Mescoli – Ornati – vs: Hélio Ansaldo)
03 - Não tenho idade para amar (Non ho l'eta per amarti)
(Panzeti – Niza – vs: Dominique)
04 - Principe encantado (Sei un bravo ragazzo)
(Polito – Migliacci – vs: Ricardo Macedo)
05 - Boneca Linda
(Vitor Escobar)
06 - Se...
(Antonio Marcos – Mário Lúcio)

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC & JG


sábado, 20 de setembro de 2014

Jane Duboc - Fantasia no shopping (CS 1983)

 Compacto simples da Jane Duboc foi produzido e lançado pelo selo Pointer
Jane Duboc já é conhecida do blog porque já tem disco e sinopse da carreira postados por aqui. Agora é a vez deste compacto simples gravado em 1983 pelo selo Pointer, gravadora aberta pelo empresário José Maurício Machline e que esteve em atividade ao longo dos anos 1980. No disco, além de interpretar, Jane também marca presença como compositora. Confira:

01 - Fantasia no shopping
(Jane Duboc – Luca Salvia)
02 - Ser de luz
(Jane Duboc – Ivair Geraldo Viana)



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Fernando Costa - Amor em cha cha cha (CS 1961)

 Fernando Costa foi cantor e um dos parceiros musicais do Rossini Pinto
Este compacto simples da Columbia é o disco de estreia do cantor e compositor Fernando Costa em 1961 na gravadora que, dois anos depois, seria CBS e hoje é Sony. O cantor, um dos pioneiros do rock brasileiro, iniciou a carreira no final dos anos 1950. No single, apresenta as faixas "Amor em cha cha cha" e "Abraça-me", parcerias com Rossini Pinto, em disco de 33 RPM. O interessante é que em 1962, um ano depois, pela mesma gravadora, Wanderléa lançou seu compacto de estreia com “Meu anjo da guarda”, composta pela dupla, mas em disco de 78 RPM, mesmo com equipamento pra produção em 33 RPM . “Malena”, gravada por Roberto Carlos nessa mesma época, também é composição da dupla.

Na Columbia/CBS, Fernando Costa gravou outros discos, e teve faixas incluídas na coletânea “As 14 mais”, como este “Amor em cha cha cha”, no volume VII. A curiosidade fica por conta do lado B, a música “Abraça-me”, só lançada neste compacto. Naquele mesmo ano de 1961, a CBS lançou o volume IX da série “As 14 Mais”, e Fernando Costa comparece com música com esse mesmo nome. Trata-se de um bolero, bem diferente do “Abraça-me” deste single. Segundo consta, Fernando Costa gravou em selos como Lord, Tiger e Albatroz, sendo que chegou a gravar pela Tapecar o LP “É do Norte que vem o candomblé”, provavelmente nos anos 1970, quando saiu da cena artística. Confira o single:

01 – Amor em cha cha cha
(Fernando Costa – Rossini Pinto)
02 – Abraça-me
(Fernando Costa – Rossini Pinto)

Com orquestra e coro sob a direção de Alexandre Gnattali



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Marília Maura - Esta é minha canção (CS 1967)

 Post da Marília Maura reúne músicas de dois singles gravados na Chantecler
Marília Maura é mais uma obscura cantora do tempo da Jovem Guarda e sobre quem nada sei. O post reúne músicas de dois compactos simples gravados na Chantecler em 1965 e 1967. Os meus exemplares estão sem a capa, mas encontrei na rede a capa do single que tem a música “Esta é a canção”, uma versão de “This is my song”, de Charles Chaplin, sucesso na interpretação da Petula Clark. Por meio dessa imagem, montei a capa acima apenas pra ilustrar a postagem, assim como as etiquetas dos dois singles. Confira:

01 - Chuá-chuá
(Pedro Sá Pereira – Ary Pavão)
02 - Só nós dois
(Rossini Pinto – Ronaldo Corrêa)
03 - Esta é minha canção (This is my song)
(Charles Chaplin – vs: Alexandre Cirus)
04 - Eu e a noite (Io di notte)
(A.Colombini – A. Carrisi – P. Massera – vs: N. de Brito)



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Marina Mar - Que nos enterren juntos (CS 1967)

Marina Mar fez parte do cast da gravadora Chantecler em meados dos anos 1960
Meire Pavão, Rainha da FAB-1965, Edith Veiga e Marina Mar, todas da Chantecler
A única referência que eu tinha sobre a Marina Mar era a foto acima em que aparece ao lado da Edith Veiga e Meire Pavão, então rainha da FAB de 1965, e todas do cast da gravadora Chantecler. Um dia, encontrei e comprei num sebo este compacto simples, no qual é acompanhada pelo Trio Los Hidalgos. Em pesquisa na rede, descobri que gravou pelos menos mais dois compactos, um com acompanhamento de Os Terríveis para as músicas “Lição de Yenka” e “Caminhemos”, e outro com “Enganada” e “Traje negro”, todos na Chantecler. Infelizmente nada encontrei sobre a artista que, pelo menos, pode ser ouvida entre os mais curiosos:

01 - Que nos enterren juntos
(Tine Bartolome)
02 - Imprescindiblemente
(Alvarez Cruz) 


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Blue Gang - 1º LP country made in Brazil (1979)

Primeiro álbum country made in Brazil foi produzido em 1979 pela Continental 
Gosta de country music? Uma dica imperdível é este álbum da Blue Band. Ao ouvi-lo, você provavelmente apostará, com a certeza de quem conhece, que se trata de banda norte-americana da genuína country music. Ledo engano, pois o grupo é brasileiro e ainda traz curiosidade: Nenê, de Os Incríveis, no baixo, e Jurandi, do The Jet Blacks, na bateria e percussão, estão entre os integrantes. Andrew Busic é o vocalista e líder do grupo, com G. “Pino” Bria (violão acústico e banjo), Walter Kandachoff (violão acústico, guitarra solo, harmônica e banjo) e Luchin Montoya (piano). Eles gravaram este LP, que considero histórico por se tratar do primeiro álbum Country Made in Brazil, conforme informa texto na contracapa do disco, de 1979 pela Continental.

O disco é mais uma colaboração do amigo Aderaldo, a quem renovo agradecimento, pois enriquece o conteúdo do blog de forma significativa. A Blue Gang, segundo o referido texto, nasceu já alguns anos, quando Andrew Busic e G. “Pino” Bria conheceram-se e passaram a tocar juntos. Das várias correntes musicais que os influenciaram em suas carreiras e chegaram ao ponto em comum: começaram a tocar Country Music e... todo mundo enlouqueceu!!! A Blue Gang foi formada, e com ela este primeiro disco – e provavelmente único da banda – com canções que pertencem ao mais típico e bem conhecido repertório da Country Music. Você vai gostar. Confira:

01 - The world is waiting for the sunrise
(E.Seita - E.Lockh)
02 - Early morning rain 
(G. Lightfoot)
03 - Your cheating heart
(Williams)
04 - Movin'on
(Merly Haggart)
05 - I'm a ramblin'man
(Ray Pennington)
06 - Public domain (Red River Valley)
(Bob Livingston)
07 - Oh, lonesome me
(D. Gibson)
08 - Hello, Mary Lou
(G. Pitney)
09 - Traveling prayer
(Billy Joel)
10 - Jaded lover
(Chuck Pyle)
11 - I was born about 10.000 years ago
(Tradicional - Arranjos.: Blue Gang)
12 - Duelin' banjos
(Bria - Kandracho)

FICHA TÉCNICA

Produtor fonográfico – Discos Continental
Direção artística – Manoel Barenbein
Direção de produção – Alf Soares
Técnico de gravação – João Campanha
Gravado nos Estúdios Reunidos – SP
Mixagem – João Campanha. Alf Soares
Assistentes de estúdio – Edmilson, Souza, Geraldo, Silva e Edson
Corte – Ademilton Vila Nova
Administração de repertório – Odair Corona
Capa – direção de arte – Oscar Paolillo
Arte final – Francisco C. Congora/ Walmir
Participações especiais:
Steel guitar – Poly
Fiddle - Germano

COLABORAÇÃO: Aderaldo, da Comunidade MC&JG