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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Cyro Aguiar - Compactos simples de 1964 e 1965

 "Dora viu" e "Crepúsculo" são do segundo disco gravado pelo Cyro Aguiar
 Terceiro compacto do cantor trouxe "Maria Bonita" e "Al telefono con te"
Aqui estão o segundo e o terceiro compactos simples gravados pelo cantor, compositor e radialista Cyro Aguiar em 1964 e 1965 na RCA Victor, onde fez sua estreia em 1963 com “Monalisa” e “Itaparica”, músicas igualmente lançadas em single. São dois compactos raros, com arte gráfica em bom estado de conservação, e agradeço ao amigo Geraldo por mais esta colaboração. O sucesso, porém, só viria a partir do quarto disco, mas em outra gravadora, a Continental, por onde lançou em 1966 o compacto com “A loucura das garotas” - música incluída na coletânea "O passado é uma parada" (aqui) - e “Capoeira e berimbau” no lado B. Pela boa repercussão, lançou em 1967 o primeiro LP, "Inspiração", e a partir daí não parou mais de gravar. Confira:

01 – 1964 - Dora Viu
(Paulinho – Antonio Aguillar)
02 – 1964 – Crepúsculo
(Luiz Henrique)
03 – 1965 – Maria Bonita
(Agustin Lara – Adpt. Paul Seven)
04 – 1965 - Al Telefono Con Te
(C.A.Bixio)


Colaboração: Geraldo




quarta-feira, 29 de julho de 2015

Vários artistas - Paradão de sucessos (LP 1978)

 LP reúne principais artistas contratados das gravadoras Copacabana e Beverly
“Paradão de Sucessos”, como o próprio nome revela, é uma coletânea com propósito de reunir hits do momento. No caso, o ano é 1978, e traz o cast da gravadora Copacabana/Beverly, formado por artistas consagrados como Wanderley Cardoso, Angela Maria, Elizeth Cardoso, Nelson Ned e outros. No entanto, boa parte do repertório me é desconhecida, mas nem posso questionar se essas músicas foram de fato para o "paradão" porque o Brasil é grande, e o sucesso pode ser regional. No disco,  que inclui nomes como Claudio Fontana, Lee Jackson, Almir Rogério, Silvana e Marco Aurélio, tem até o apresentador de TV Raul Gil e o jogador de futebol Marinho, saudoso craque da seleção brasileira. Confira:

01 - Wanderley Cardoso - Parece que foi ontem
(Wanderley Cardoso - J.Oliveira)
02 - Angela Maria - Com muito amor
(Clayton - A. Carlos)
03 - Nelson Ned - A canção que dedico a você
(Nelson Ned)
04 - Claudio Fontana - Nosso amor está em crise
(Claudio Fontana)
05 - Sara e Bruce - Eu te amarei (Y te amaré)
(Ana - Johnny - vs: Monica)
06 - Lee Jackson - Blue suede shoes
(C.Perkins)
07 - Silvana e Marco Aurélio - Outono do amor (Éte d'amour)
(McTrain - Post - Adpt. E.Santo)
08 - Elizeth Cardoso - Rio seco
(Romildo - Toninho)
09 - Raul Gil - Ser criança é ser feliz
(J.Oliveira - Santiago)
10 - Jorge Paulo - Charlie Chaplin
(Monalisa - J.Paulo)
11 - Os Comunicadores do Samba - Propagas
(J.Lucas)
12 - Marinho - A minha vingança
(O.Sérgio - J.Roberto)
13 - Almir Rogério - Menina triste da praia
(Rogérius - Almyr)
14 - Bebeto - Você é paz que me acalma (Menina)
(Bebeto - Dhema)



terça-feira, 28 de julho de 2015

Beach Combers - Na Brasa - Volume 1 (CD 2011)

 
Repertório d'Os Beach Combers privilegia os clássicos da Jovem Guarda
Não se deixe enganar pela capa que remete a de bandas como Iron Maiden e outras de heavy metal, apaixonadas por caveiras e letreiros fantasmagóricos nos discos. O conteúdo deste primeiro – e único, até o momento – volume do “Na Brasa”, CD gravado pelos Beach Combers, é de genuína Jovem Guarda. Em contraste com a folia de Momo, que rolava pelas ruas e avenidas do Rio, o grupo se reuniu durante o carnaval de 2011 no Estúdio 82, localizado na Lapa, para produzir e gravar este álbum, segundo informa o site da banda. Foram registradas 13 versões instrumentais de clássicos do movimento que completará 50 anos no mês que vem.

Trio carioca de Beat Music gravou este CD durante o carnaval de 2011
A maioria das músicas - seis no total - é do repertório do Roberto Carlos, como "É proibido fumar" e "Quero que vá tudo pro inferno". Um dos destaques é o cover de “O milionário”, hit d’Os Incríveis, ainda insuperáveis nessa música. A curiosidade é “Nossas botas foram feitas para andar”, versão de “These boots are made for walking”, e gravada no Brasil pela Sonny Delane (postada aqui), entre outras. A única fora do universo musical da Jovem Guarda é “Um lugar do caralho”, de Júpiter Maçã, também gravada pelo grupo Kynna, com vocal da Lílian Knapp (ex-Leno & Lilian).

O trio carioca de Beat Music (Surf / Garagem / Psicodelia / Instrumental), do circuito independente, é formado por Bernar Gomma (guitarra), Guzz The Fuzz (baixo) e Lucas Leão (bateria). Neste CD, que foi liberado para download gratuito, os músicos contaram com a participação de Paoli, no órgão, pra dar o toque “lafayetteano” no disco, mixado e produzido pelo organista durante o carnaval. Este é o segundo álbum do trio, sendo que o primeiro é o EP homônimo, de 2010. O terceiro e mais recente, "Ninguém segura os Beach Combers" (2012), foi prensado em vinil na Alemanha e postado ontem no blog Por trás da vitrola, mas a ordem agora é curtir "Na Brasa". Confira:

01 – Intro
(Beach Combers)
02 - Você não serve pra mim
(Renato Barros)
03 – Quando
(Roberto Carlos)
04 - Quero que vá tudo pro inferno
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
05 - Namoradinha de um amigo meu
(Roberto Carlos)
06 - Eu te darei o céu
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
07 - É proibido fumar
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
08 - The millionaire (O Milionário)
(Mike Maxfield)
09 - Pobre menina (Hang on Sloopy)
(Russel – Farrell)
10 - Nossas botas foram feitas para andar
(These boots are made for walking)
(Lee Hazlewood)
11 - Meu bem (Girl)
(Lennon – McCartney)
12 - Silvia 20 horas domingo
(Tom Gomes – Luis Vagner)
13 – Um lugar do caralho
(Flávio Basso, o Júpiter Maçã)
14 - Vem quente que estou fervendo
(Carlos Imperial – Eduardo Araújo)



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Nalva Aguiar - Coletânea especial (2015)

 Repertório contempla 25 gravações da grande dama da música sertaneja
No rastro da postagem anterior, do Victor Marinho, segue agora uma Coletânea Especial da Nalva Aguiar, que iniciou carreira na Jovem Guarda e hoje é considerada a grande dama da música sertaneja. Elaborada pela nosso amigo e colaborador Aderaldo, a quem agradeço, a seleção traz alguns sucessos como “Não volto mais”, “Beijinho doce”, “José”,  “Adeus”, e outras. A curiosidade fica por conta das versões de hits conhecidos, como “A paixão é a mais pura razão” (To Sir With Love), “Igual a um cowboy” (Everybody’s Talking) e “Meu senhor” (My Sweet Lord), além de “Jambalaya”, interpretada em inglês, e a obscura "Prova de fogo", sucesso da Wanderléa. Confira:

01 –  Não volto mais  (Rock And Roll Lullaby)
02 –  Jambalaya (On The Bayou)
03 – La Paloma (La Paloma)
04 – Igual a um cowboy (Everybody’s Talking)
05 – Prova de fogo
06 – Jerônimo
07 –  José (Joseph)
08 –  Amora
09 – No dia em que eu sai de casa
10 – Tá de mal comigo
11 – Lili (Hi-Lili Hi-Lo)
12 – A paixão é a mais pura razão (To Sir With Love)
13 – Alguém é bobo de alguém (Everybody’s Somebody’s Fool)
14 – Cabecinha no ombro
15 – Dois estranhos
16 – Esse meu coração sem juízo
17 – Pata Pata (Pata Pata)
18 – Peixe vivo
19 – Meu senhor (My Sweet Lord)
20 – Quiereme mucho
21 – Beijinho doce
22 – Recuerdos de Ypacaraí
23 – Que vai ser do meu futuro sem você (There’s no future in my future)
24 – Doce amargura (Ti Guarderó Nel Cuore)
25 – Adeus (Goodbye)


Colaboração – Aderaldo



domingo, 26 de julho de 2015

Victor Marinho - Chama eu (Lançamento CD)

Álbum tem participações de João Neto & Frederico e Humberto & Ronaldo
Anote o nome: Victor Marinho. É a nova promessa da moderna música sertaneja, made in Goiás, principal celeiro de cantores do gênero no País. Bebendo da mesma fonte musical do agora saudoso conterrâneo Cristiano Araújo, o cantor e compositor está lançando um novo CD, o segundo da carreira solo, com participações especiais das duplas João Neto & Frederico na faixa “Chama eu”, que será divulgada nas emissoras de rádio a partir desta terça-feira, dia 28, e Humberto & Ronaldo em “Tô desperdiçado”, segunda música de trabalho. O álbum reforça a nova fase da carreira. "Busquei ser diferente do que já existe", afirma. Anteriormente, dividiu vocais na dupla Victor & Renato, desfeita no início de 2013, após seis anos de estrada e dois CDs.

Victor Marinho, assim como outros independentes, oferece o CD para download gratuito, daí a sua presença no SM. O disco, muito bem produzido, agradará aos fãs do gênero, pois canta bem e tem tudo pra fazer sucesso. Achei interessante divulgá-lo, não só pelo trabalho profissional que apresenta, mas também pra dar um upgrade no blog. O objetivo é mostrar que o espaço está aberto a todos, sem preconceito, inclusive para lançamentos como este, pois é essa diversificação que enriquece a nossa música, a despeito do gosto de cada um. Por se tratar de postagem especial, de lançamento de disco, apresento logo abaixo da relação das músicas, uma entrevista feita por e-mail com o cantor, na qual fala sobre a carreira, o novo disco e o futuro da música sertaneja. Confira:

01 - Chama Eu – Part. esp.  João Neto & Frederico
02 – Mentira
03 - Sua Hora Passou
04 - Se Esse Alguém Fosse Eu
05 - Tô Desperdiçado – Part. esp.  Humberto & Ronaldo
06 - Sofro Dobrado
07 - Mas Se Você Chamar
08 - Peso Da Saudade
09 - Você Vai Provar
10 - Tô Safadão


Victor Marinho, em carreira solo, oferece o novo disco para download

"Demoramos quase um ano para 
selecionar as 10 músicas do CD"

SINTONIAMUSIKAL – Quem é Victor Marinho? Poderia fazer uma breve apresentação?

VICTOR MARINHO - Nasci na cidade de Goiânia, em Goiás, tenho 26 anos e comecei a carreira de cantor há mais ou menos oito anos. Minha inspiração pra me tornar cantor sertanejo foi Bruno e Marrone. No entanto, formei algumas duplas sertanejas, e me apresentei em vários bares pelo Estado. No início de 2013, decidi seguir carreira solo.

Você está lançando um novo CD. Por que decidiu liberá-lo para download? Acredita que essa é a melhor maneira de se apresentar ao público, sem a infraestrutura de uma gravadora?

VICTOR - Então, esse novo trabalho resolvi liberá-lo pra download pois ainda não temos gravadora pra poder lançá-lo. As gravadoras são um pouco restrita nesse ponto. Por ainda não ser reconhecido nacionalmente, ainda não consegui ser lançado pelas gravadoras. Essa é a nossa intenção. Estamos trabalhando com muito foco e persistência, mesmo sem infraestrutura, para agradar tanto uma gravadora, quanto um investidor, além do público, é claro.

Como foi o processo de produção do disco? Foi diferente do anterior? Algum fato curioso pra contar? A seleção do repertório é sua? Como surgiu a ideia de convidar as duplas João Neto & Frederico e Humberto & Ronaldo?

VICTOR - Gravação de CD em geral, pra mim, é muito prazeroso. É a parte que deixo minha cabeça livre pra ouvir canções dos vários compositores do Brasil, organizo minha mente pra compor, e etc. Escolhi um grande produtor e grande amigo, Thyeres Marques, de Goiânia também. O repertório foi a parte mais complexa, pois demoramos quase um ano na escolha dele, diferente de outros trabalhos meus que gravei. Eu e minha equipe recebemos e ouvimos com muita atenção centenas de músicas de compositores do Brasil inteiro, pra chegar nessas 10 canções inéditas do CD, sendo quatro composições minhas. Acredito que, com a benção de Deus, vai agradar todas as pessoas que escutarem.  Em relação às participações, foi um presente de Deus. Tanto João Neto & Frederico, quanto Humberto & Ronaldo, são amigos de longa data. O próprio H&R, eu vi crescendo de passo a passo e já cheguei a dividir alguns palcos de bares e boates aqui em Goiânia, quando eles começaram a cantar.  Eu liguei pra eles fazendo o convite. Eles aceitaram com muita satisfação e aprovaram 100% meu repertório. Com certeza, eles engrandecem demais esse novo trabalho, e essa nova etapa da minha carreira. É por isso que sempre digo: quem tem amizade tem tudo.

Quais são os principais destaques do disco? Alguma música em especial? Por que?

VICTOR - Sou suspeito pra falar. Gostei de todas. (rs)

Sim, mas qual seria o carro-chefe?

VICTOR - A primeira música de trabalho será “Chama eu”, com participação do João Neto & Frederico, que será divulgada e lançada pra rádios de todo o Brasil a partir da próxima terça-feira, dia 28 de julho. Na sequência, iremos lançar a música “Tô desperdiçado”, com participação especial do Humberto & Ronaldo.

Como será a estratégia de divulgação do CD? Planeja lançar o DVD do show? Pra quando?

VICTOR - Estamos fazendo tudo com muito controle e cautela. Iremos divulgar a nova música de trabalho nas redes sociais, englobando Facebook, Youtube, Palco mp3, Instagram, principais sites de música sertaneja do Brasil e várias emissoras de rádios. O DVD ao vivo é um projeto que estamos almejando, se der tudo certo, no final do ano. Primeiramente iremos divulgar o CD e consequentemente a gravação do DVD.

Você disse que já cantou em dupla. Por que investe em carreira solo?

VICTOR - Tive dupla sertaneja durante seis anos da minha carreira. Ela se chamava Victor & Renato. Fizemos um belíssimo trabalho. Gravamos dois CDS, e chegamos a gravar um clipe com uma banda de sucesso na época chamada Nashville. Chegou um tempo que víamos que não dávamos mais certo em seguir o projeto da dupla. Foi ai que decidimos juntos desistir da dupla. Ele seguiu com outros projetos e eu decidi que aceitaria o desafio de cantar solo. No começo foi um pouco difícil, pois quem canta muito tempo em dupla, e se vê cantando sozinho, é meio difícil. Hoje não, vi que dou conta de assumir um palco sozinho.

Nota-se que Goiás virou o principal celeiro do gênero no Brasil. A que se atribui esse boom de talentos no Estado?

VICTOR - Goiás realmente é o berço da música sertaneja. Grandes nomes da música sertaneja saíram daqui. Bruno & Marrone, Zezé Di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo, nosso eterno Cristiano Araújo, o próprio Humberto & Ronaldo e João Neto & Frederico são de Goiás. Então, pra mim, o que mais atribui é que Goiás ama música sertaneja, música de raiz. Então a pessoa já nasce ouvindo e gostando.

Como você analisa a música sertaneja cantada hoje no Brasil? Como vislumbra o futuro do gênero no País?

VICTOR – Hoje, a música sertaneja no meu ponto de vista é bem ramificada. Dentro deste estilo existem várias formas de tocar música sertaneja. O sertanejo raiz, que é o modão apaixonado, moda de viola, o sertanejo universitário, que engloba “n” tipos, arrochas, vaneiras, sertanejo romântico e varias outras. Existem vários cantores que adequam a seu estilo. Nesse novo CD, busquei minha identidade. Quem escutar meu CD, ouvindo minhas músicas, minha voz, vai sentir um som diferente, sem comparar com outros artistas. Busquei ser diferente do que já existe.

Já ouvi de muita gente que a música sertaneja está ficando muito igual, repetitiva, assim como o axé. É possível se diferenciar? De que maneira? E você, como busca essa diferenciação?

VICTOR - Como sempre digo, quem é artista de verdade, busca ser diferente do que já existe. Admiro todos os artistas que conseguem chegar ao tão sonhado sucesso e se manter. Fazer sucesso é fácil, difícil é permanecer nele. Por isso muitos não conseguem se manter no mercado, pois não evoluem a música, busca copiar o que já existe, repete os arranjos, as letras se parecem com as outras e assim o mercado satura. Por isso temos que sempre buscar a originalidade, e ser diferente do que já existe.

Gostaria de comentar algo mais pra encerrar a entrevista?

VICTOR - Gostaria de agradecer demais a toda equipe do SintoniaMusikal, esse blog maravilhoso que busca resgatar músicas que vão ficar eternizadas na nossa memória. Muito obrigado e espero que meu trabalho agrade todos vocês.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Vários intérpretes - Para lembrar Os Incríveis

 Coletânea reúne músicas que fazem parte do repertório do grupo Os Incríveis
 26 músicas selecionadas são interpretadas por artistas nacionais e internacionais
Veja só que interessante coletânea montada pelo nosso amigo e colaborador Aderaldo, a quem agradeço. A seleção reúne músicas do repertório do grupo Os Incríveis, mas gravadas por outros intérpretes.  Isso não significa que foram originalmente lançadas pela banda. O samba rock “Kriola”, por exemplo, aqui em versão diferenciada, baixada na rede, foi sucesso em 1973 da Wanderléa, e regravada pelo conjunto. O repertório também traz gravações internacionais interpretadas por Gianni Morandi, Demis Roussos, Nicola Di Bari e Micky. Grandes sucessos do grupo coroam a seleção, como “O milionário” (Os Carbonos), “Vendedor de bananas” (The Big Seven), “Era um garoto que como eu amava os Beatles e Rolling Stones” (Jean Carlo), “Eu te amo meu Brasil” (Trio Esperança) e outras que farão você lembrar d'Os Incríveis". Confira:

01 – Nicola Di Bari Giramondo (O Vagabundo)
02 – The Big Seven – Vendedor de bananas
03 – The Jungles – Te amo (I Love You)
04 – Os CarbonosThe millionaire (O Milionário)
05 – Edmundo Damatta – Israel (Israel)
06 – Os Selvagens – Maria José
07 – The Originals – Molambo
08 – Nalva Aguiar – Vendi os bois
09 – Os Super Quentes – Sem destino (Vagabondo)
10 – Marinês – Sem vergonheira
11 – Wanderléa – Kriola
12 – The Jungles – Czardas
13 – The Fevers – Menina linda (Pretty Belinda)(Belinda)
14 – Tony & Frankie – Adeus, amigo vagabundo
15 – Sayonara Show BandKokorono-niji  (Arco-Íris Azul)
16 – Jean Carlo – Era um garoto que como eu amava os Beatles e Rolling Stones
 (C’Era Un Ragazzo Che Come Me Amava I Beatles E I Rolling Stones)
17 – Micky Bye, bye Fraulein
18 – Teddy Lee – Eu preciso me livrar de você
19 – Gianni MorandiIl mondo cambierá (O Mundo Mudará)
20 – Golden Boys – Não chore baby (Don’t Worry Baby) (Sei Giá D’Un Altro)
21 – The SheiksMissing you (Perdi Você)
22 – Demis Roussos – Santa Lucia 
23 – Dom e Ravel – Paz e amor 
24 – Trio Esperança – Eu te amo meu Brasil
25 – Odair Cabeça de Poeta & Grupo Capote – Paulada no coqueiro
26 – Ravel – Marcas do que se foi


Colaboração: Aderaldo



quinta-feira, 23 de julho de 2015

Hilton Raw - Música para ver (CD 2005)

 Agnaldo Rayol e Dave Gordon estão entre os convidados especiais do disco
Para apresentar este CD, distribuído em 2005 pela Tratore, do músico e compositor Hilton Raw, vou reproduzir o texto assinado por Péricles Cavalcanti no encarte:

“A despeito do repertório neste Música pra Ver ter sido concebido como acompanhamento para peças visuais, tais que trilhas para filme de longa metragem ou para ambientar instalações de artes plásticas, vinhetas para televisão e jingles de publicidade (com exceção da última faixa), o  que se ouve aqui, acima de tudo, é o gosto esmerado e cheio de excelências de um músico que faz música pelo gosto de fazer música. E isso aparece em cada instante, em cada timbre, na textura e na dinâmica dos arranjos, na escolha das vozes e dos efeitos e na própria fluidez funcional das composições. Assim, através do som deste disco, tem-se acesso direto à visão musical de Hilton Raw”, apresenta.

Vale destacar que o CD tem as participações especiais do Agnaldo Rayol, Dave Gordon, Adyel da Silva, Dada Cyrino e Fernando Forni. “Brazil”, interpretada pelo Agnaldo Rayol, por exemplo, foi feita em 1995 para o filme “16060”, de Vinicius Mainardi e Diogo Mainardi, assim como as faixas “A matança”, “O assalto” e “Mergulhando no Pinheiros”. Dave Gordon, por sua vez, gravou "Floating" em 2004 para comercial da C&A, que também usou a vinheta "Noise Tamborim" (1998) em peça publicitária. Outro destaque é "Manhattan Connection", que abre o disco, e todos os "Fragmentos", criados em 1997 para o canal GNT. Confira:

01 - Manhattan Connection
02 - Brazil - part. esp. Agnaldo Rayol
03 - Fragmento 1 - part. esp. Fernando Forni
04 - A Matança
05 - Noise Tamborim
06 - Útero
07 - Fragmento 3
08 - Corpo Brasileiro
09 - Reflexão
10 - Rodeio
11 - Fragmento 8
12 - Antifachada 1
13 - Fragmento 12
14 - O Assalto
15 - Fragmento 13
16 - Projeções
17 - Fragmento 14
18 - I Feel Good - part. esp. Adyel da Silva
19 - Fragmento 15
20 - Antifachada 2
21 - Floating - part. esp. Dave Gordon
22 - Fragmento 17
23 - Fragmento 18
24 - Reflexão 2
25 - Fragmento 19
26 - Números - part. esp. Dada Cyrino
27 - Fragmento 20
28 - Mergulhando no Pinheiros
29 - Silêncio

Todas as músicas compostas e produzidas por Hilton Raw




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Tatuagem - Compactos simples de 1984 e 1985

 Dois compactos simples, produzidos pela RGE, foram gravados pela Tatuagem
A postagem é pra você, que curte rock e bandas dos anos 1980, como é o caso da Tatuagem. São dois compactos simples, produzidos pela RGE, e lançados em 1984 e 1985, respectivamente. O grupo é formado por Alvinho Radale, Paulinho Ribeiro, Pedrinho Piri e Sonia Mappê. Não tenho nenhuma referência sobre o quarteto, e nem sei se tem outros discos gravados, mas é interessante conhecê-lo. A banda faz parte da chamada “New Jovem Guarda”, som produzido nos anos 1980 com referência sonora dos anos 1960. Confira:

01 - 1984 – Tatuagem
(Alvinho – Zecazo)
02 - 1984 – Requeijão
(Alvinho – Zecazo)
03 - 1985 – Help!
(Alvinho Radale – Daioli)
04 – 1985 – Arco-íris
(Alvinho Radale –Zecazo)




terça-feira, 21 de julho de 2015

B. J. Thomas - Songs (LP 1973)

Cantor B. J. Thomas fez muito sucesso no Brasil nos anos 1960/1970
Quem assistiu a primeira versão da novela “Selva de Pedra”, exibida na Rede Globo em 1972, deve se lembrar da música "Rock And Roll Lullaby", interpretada pelo B.J.Thomas, porque fez parte da trilha sonora e foi uma das mais executadas naquele ano no Brasil. No ano seguinte, ainda com o prestígio em alta, gravou este “Songs”, LP lançado pelo selo Young/Fermata. A faixa que dá título ao disco foi bem executada, mas não obteve o mesmo sucesso de hits anteriores no País, como "Long Ago Tomorrow" (1972), "Raindrops Keep Fallin' on My Head" (1970), "Oh Me Oh My" (1971) e outras. Um dos destaques do álbum é o pop rock “People sure act funny”, que contrasta com o repertório romântico do cantor.

Billy Joe Thomas nasceu em Oklahoma no dia 7 de agosto de 1942. Começou a cantar ainda criança, numa igreja local, e se profissionalizou a partir de 1966, ano em que gravou o primeiro disco. Ao longo da carreira, o cantor já conquistou cinco Grammys Awards, dois discos de platina e 11 de ouro. Em 1976, lançou o primeiro de uma série de álbuns gospel, recebendo um disco de platina e tornando-se o maior artista cristão contemporâneo da época. Com mais de 50 milhões de discos e CDs vendidos no mundo, B.J. Thomas já esteve várias vezes no Brasil. O mais recente disco, “Once I Loved - O Amor em Paz”, homenageia a MPB, e canta versões em inglês de clássicos da Bossa Nova, com participações especiais de Leila Pinheiro, Ivan Lins, Ivete Sangalo e João Bosco. E, melhor, mantendo a bonita voz. Confira:

01 - Songs
(C. Weil - B. Mann)
02 - Early morning hush
(C. King)
03 - Down in the street
(G. Goffin - B. Goldberg - C. Larkey)
04 - I've been alone too long
(C. Weil - M. James)
05 - Too many mondays
(C. Weil - B. Mann)
06 - We're over
(C. Weil - B. Mann)
07 - Sunday sunrise
(M. James)
08 - Talkin confidentially
(G. Goffin - M. James)
09 - Goodbye's a long long time
(G. Goffin - M. James)
10 - Honorable peace
(G. Goffin - B. Goldberg)
11 - People sure act funny
(T. Turner - J. McDougal)


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Rossini Pinto - Antologia - Convite de amor

 Seleção reúne 15 gravações lançadas em 3 EPs, 1 CS e uma coletânea
Recebi do amigo e colaborador Geraldo, a quem agradeço, dois singles do Rossini Pinto: o EP “Viver sem ninguém”, de 1971, e o compacto simples de 1976, ambos produzidos na CBS (Sony), onde também atuou como produtor musical. Achei interessante montar uma pequena antologia, com 15 faixas apenas, mesmo sabendo da existência de outros discos do Rossini. A coletânea acrescenta faixas de mais dois EPs, o de 1961, e o de 1963, além da música “Só vou gostar de quem gosta de mim”, incluída no segundo volume da coletânea “Só Sucessos”, lançada pela Odeon em 1967, já postada aqui, e também do acervo do Geraldo. Vale destacar que o disco de 1961 traz suas quatro primeiras gravações, entre as quais a curiosa parceria musical com o então presidente Jânio Quadros, com quem aparece na capa (na foto abaixo). 

Rossini Pinto nasceu em Ponte de Itabapoana, no Espírito Santo, em 24 de janeiro de 1937 e faleceu no Rio de Janeiro em 25 de junho de 1985. Em 1955, trabalhava como repórter do diário esportivo Jornal dos Sports e do matutino Correio da Manhã, no Rio. Começou a carreira musical por acaso, em 1960, ao musicar o poema "Convite de Amor", do então Presidente da República, Jânio Quadros. O fato obteve repercussão na mídia, o que provocou o interesse de várias gravadoras. Acabou assinando com a Copacabana, e lançou naquele mesmo ano a música num 78 RPM, acoplada com “Lucy”, no lado B, com acompanhamento do Betinho e seu conjunto. O prestígio e o sucesso, no entanto, só vieram mesmo como compositor, assinando dezenas de versões e canções próprias, gravadas pelos principais nomes da Jovem Guarda, como Roberto Carlos, Jerry Adriani, Renato e seus Blue Caps, The Fevers, Golden Boys, Trio Esperança, e vários outros. Curiosamente, Rossini é citado na letra da música "Três rapazes", gravada pela Wanderléa no LP "É tempo do amor", de 1965, o mesmo que tem "Ternura" e outras quatro de sua autoria.  Confira o cantor:

01 - 1960 - Convite de amor
(Jânio Quadros - Rossini Pinto)
02 - 1960 - Lucy
(Rossini Pinto)
03 - 1961 - Rock presidencial
(Rossini Pinto)
04 - 1961 - Vamos brincar de amor
(Vadico - Humberto Sales)
05 - 1963 - Sha la la lu (Por causa de você)
(Rossini Pinto)
06 - 1963 - Voa passarinho
(Rossini Pinto - Fernando Costa)
07 - 1963 - Amor e desprezo
(Rossini Pinto)
08 - 1963 - Maninha, maninha
(Moacyr Bastos - Darcy Silva)
09 - 1967 - Só vou gostar de quem gosta de mim *
(Rossini Pinto)
10 - 1971 - Viver sem ninguém *
(Rossini Pinto)
11 - 1971 - O pranto do mundo *
(Rossini Pinto)
12 - 1971 - Carroça que corre demais *
(Rossini Pinto)
13 - 1971 - Queria tanto que você gostasse mais de mim *
(Rossini Pinto)
14 - 1976 - A carruagem *
(Rossini Pinto)
15 - 1976 - Semente do mal *
(Rossini Pinto)

* Colaboração: Geraldo

domingo, 19 de julho de 2015

Gretchen - Jesus Dance (CD 1996)

 Gretchen grava álbum gospel no ano de 1996 após declarar-se evangélica 
Sim, o SintoniaMusikal é eclético, livre e sem preconceito, e por que não postaria um CD de música gospel da Gretchen? Este disco, de 1996, é da fase em que a Rainha do Bumbum abandonou a parceria musical com seu produtor Mister Sam, autor de vários sucessos da carreira, e se entregou a Jesus. O ciclo de gravações com gemidos, sussurros e gritinhos sensuais foi fechado no disco anterior, “Sexy, charme e dance”, lançado em 1995 pela RGE. No ano seguinte, anunciou sua conversão ao evangelho, e gravou este “Jesus Dance”, nova e passageira etapa na carreira. O CD foi originalmente postado pelo amigo e colaborador Luiz Fernando na Comunidade MC & JG, da qual participei, e achei curioso resgatá-lo. O meu agradecimento a ele. A pasta veio com o áudio e a imagem da capa, daí a criação da contracapa genérica pra oferecer arte gráfica completa, como de praxe. No repertório, a curiosa adaptação do "Melô do piripiri", um dos hits da carreira, para o universo evangélico. Confira:

01 - Jesus É Rei (Melô Do Piripiri) 
(Mister Sam - Adpt. César Zago)
02 - Paz Na Terra 
(Giba - Alisson)
03 - Jeová Jire 
(Gilmar Pereira de Oliveira)
04 - Filhos De Deus
(Marcelo Pio)
05 - Maravilhoso 
(Benedito Carlos)
06 - Meu Prazer 
(Márcio Pereira)
07 - Não Há Barreiras 
(Joel Pereira)
08 - Tribo De Judá 
(Joel Pereira)
09 - Reino De Deus 
(Joel Pereira - Hugo Villar)
10 -  Amo Jesus 
(Giba - Alisson)
11 - Com Alegria E Adoração 
(Benedito Carlos - Willen Soares)

Colaboração: Luiz Fernando




sábado, 18 de julho de 2015

Agnaldo Rayol - Quando o amor te chama (1965)

 Disco gravado em 1965 na Copacabana teve tiragem com capas diferentes 
 11º álbum do cantor inclui sucessos como "A praia" e "Não mereço você"
“Quando o amor te chama”, álbum do Agnaldo Rayol, lançado em 1965 pela Copacabana, vale postar mais pela curiosidade do que pelo conteúdo, pois não se trata de raridade e já foi disponibilizado na rede. Mesmo assim, ripei meu exemplar, em bom estado de conservação. O que me chamou a atenção foi encontrar no Mercado Livre um anúncio de venda do disco, produzido no Brasil, com capa diferente da que tenho, e que era a única que conhecia. Talvez alguém possa informar sobre essa tiragem diferenciada nos comentários. Acredito que seja de uma segunda edição - sei lá quando lançada - porque o LP vendeu bem, credenciou o cantor a receber o título de "O rei da voz", e ajudou a aumentar sua popularidade. Pra começar, tem o hit “A praia”, aquela canção usada na promoção da Kolynos (aqui), além dos sucessos “O princípio e o fim” (Ma Vie) ,  “Não mereço você” (Non Son Dengo Di Te), “Se  choras, se ris” (Se piangi, se ridi) e outros. Confira:

01 - O Princípio E O Fim (Ma Vie
(Alain Barrière – Versão: Nazareno de Brito)
02 - Se Choras, Se Ris (Se Piangi, Si Ride
(Satti – Marcheetti – Mogol – Versão: Paulo Queiroz)
03 - Tem Que Ser Azul 
(Messias Santos Jr.)
04 - Não Mereço Você (Non Son Dengo Di Te
(Migliacci – Zambrini – Versão: Paulo Queiroz)
05 - Aventura Em Roma (Rome Adventure
(Max Steiner – Hugo & Luigi – Weiss – Versão: Geraldo Figueiredo)
06 - O Caminho Das Estrelas 
(Mário Albanese – Ciro Pereira)
07 - Quando O Amor Te Chama 
(D. J. Vecsei – L. Wolfe Gilbert – Versão: Nazareno de Brito)
08 - Jequibau 
(Mário Albanese – Ciro Pereira)
09 - A Praia (La Playa
(Jovan Wester – Versão: Bruno Silva)
10 - Mente-me (Miénteme
(Armando Dominguez – Versão: F. da Silva)
11 - Amanheceu 
(Dalmo Castelo – Johnny Alf)
12 - Querido Coração 
(H. Mancine – J. Livingstone – R. Evans – Versão: Geraldo Figueiredo)



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Vale a pena ouvir de novo - Discoteca nacional

 Frenéticas, Cornelius, Lady Zu, Elizangela e outros estão nesta coletânea
Volto a informar que os contatos com o blog, como pedidos, reclamações, sugestões e contribuições, devem ser feitos pelo e-mail sintoniamusikal@gmail.com, e não nos comentários, como ainda tem acontecido. Hoje vou recorrer ao "material de gaveta" e apresentar uma interessante coletânea montada em 2013 pelo nosso amigo e colaborador Aderaldo para a Comunidade MC&JG, do então Orkut, e hoje na VK, com arte gráfica criada pelo talentoso Carlos. Agradeço a ambos. O repertório contempla músicas brasileiras para as pistas de dança, envolvendo alguns ícones do movimento que reinou na segunda metade dos anos 1970, como As Frenéticas, Lady Zu, Sidney Magal, e outros. Vale como dica pra sacudir o esqueleto neste final de semana. Confira:

01 - Miss Lene - Deixe a música tocar
02 - Sidney Magal - Se te agarro com outro te mato
03 - Frenéticas - A felicidade bate à sua porta
04 - Lady Zu - A noite vai chegar
05 - Harmony Cats - Estrela amiga
06 - Ana e Angela - Cara de pau
07 - Sidney Magal - Meu sangue ferve por você
08 - Bianca - Oh Susie (Oh Susie)
09 - Elizângela - Esperando você
10 - Cornelius - Eu perdi o seu amor
11 - Sidney Magal - Amante latino
12 - Frenéticas - Dancin' days
13 - Bianca - Os tempos mudaram
14 - Painel de Controle - Black coco
15 - Elizângela - Pertinho de você
16 - Eloides - Eu vou virar uma fera
17 - Frenéticas - Perigosas peruas
18 - Harmony Cats - Margarida (Felicidade)
19 - Lady Zu - Só você (Por você, sem você)
20 - Miss Lene - Quem é ele
21 - Painel de Controle - Desliga o mundo
22 - Sarah - Deixe todo esse amor pra depois
23 - Sidney Magal - Sandra Rosa Madalena, a cigana
24 - SuperBacana - Meu fogo vai queimar você


Colaboração: Aderaldo (áudio) e Carlos (arte gráfica), da Comunidade MC&JG, da VK


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Trilha sonora do filme "Pixote" (EP 1980)

 Composição, arranjos e regência da trilha sonora são de John Neschiling
Em 1980, há 35 anos, portanto, o Brasil produziu “Pixote – a Lei do Mais Fraco”, um dos filmes mais polêmicos e premiados do País. Lançado em 1981, o longa dirigido por Hector Babenco recebeu indicações como melhor filme estrangeiro para o Globo de Ouro (1982) e ganhou três prêmios internacionais: melhor direção (Festival de Locarno, na Suíça), melhor filme estrangeiro (Prêmio New York Film Critics Circle Awards, nos Estados Unidos) e no Festival de San Sebastian na Espanha, todos em 1981. Diversos críticos estrangeiros o elegeram como um dos dez melhores filmes do ano. No elenco, nomes conhecidos como Marília Pêra, Jardel Filho, Beatriz Segall, Elke Maravilha, Tony Tornado e Rubens de Falco, entre outros.

A obra mostra a realidade da classe paupérrima e marginalizada da sociedade brasileira. Ambientado nas ruas de São Paulo, o drama exibe a rotina de jovens que vivem no meio do crime, violência e prostituição. O protagonista é interpretado por Fernando Ramos da Silva, de 12 anos, que vivia na miséria com sua família em Diadema, na região do Grande ABC. Após fazer o filme, recebeu o status de estrela de primeira grandeza, mas não se manteve no meio artístico. Consta, por exemplo, que foi demitido da Globo devido a incapacidade de decorar o texto,  já que era semi-alfabetizado. O apresentador Flávio Cavalcanti o contratou pra trabalhar em sua equipe, onde permaneceu pouco tempo por motivos que desconheço, e voltou à pobreza. Envolveu-se com o crime e foi morto aos 20 anos por policiais.

Pouco, ou nada, se falou sobre a trilha sonora do filme. Ela é assinada pelo maestro John Neschling, também compositor de músicas para televisão e teatro. É de sua autoria, por exemplo, as trilhas sonoras dos filmes “O beijo da mulher aranha”, também de Babenco, “Lucio Flavio, o passageiro da agonia”, “Gaijin", “Os condenados” e outras, como a música da minissérie televisiva “Os Maias”. A trilha, lançada em compacto duplo pela Continental, traz o bonito “Tema do Pixote” em duas versões, todas instrumentais: a primeira, no lado A, com Electro Band, e a segunda, no B, com o próprio Neschling, que ainda responde pelos arranjos e regências. A Orquestra Continental, por sua vez, executa a parte restante da trilha, como as vinhetas usadas nos letreiros e nas cenas. Confira:

01 - Electro Band - Tema do Pixote
02 - Orquestra Continental:
Letreiros
 Pesadelo
 Exterior da casa
 Kombi na cidade
03 - John Neschiling - Tema do Pixote
04 - Orquestra Continental:
 Cheira cola
Puxação 
A terra é redonda
 Morte do gringo

Composição, arranjos e regência de John Neschiling



terça-feira, 14 de julho de 2015

Vários artistas - 14 Maiorais - vol. 16 (LP 1972)

 Moacyr Franco, Agnaldo Rayol, Silvana e outros estão presentes no disco
Conhece as músicas “Oração de um jovem triste”, “Das 20 para lá” e “Maria vai com as outras”? Se a resposta for afirmativa, deve saber também que são, respectivamente, sucessos do Antonio Marcos, Eliana Pittman e Marília Medalha. E essas mesmas músicas, na mesma ordem, interpretadas pelo Ronaldo, Ellen de Lima e Zaíra, já ouviu? Se a resposta for negativa, você é candidato a baixar este 16º volume da série 14 Maiorais, lançado pela Copacabana em 1972, e cedido para postagem pelo nosso amigo e colaborador Geraldo, a quem agradeço. O álbum, assim como os demais da série, reúne os principais lançamentos e sucessos da gravadora. No repertório, que inclui Benito di Paula interpretando “Construção”, do Chico Buarque, estão Moacyr Franco, Wanderley Cardoso, Nelson Ned, Agnaldo Rayol, Claudio Fontana, Angela Maria e outros. Confira:

01 - San Papas - It's Too Late
(Bobby Goldsboro)
02 - Ronaldo - Oração de Um Jovem Triste
(Alberto Luiz)
03 - Nelson Ned - Daria Tudo Pra Você Estar Aqui
(Nelson Ned)
04 - Silvana - Se Deus Me Ouvisse
(Almir Rogério)
05 - San Papas - Oh Me Oh My (I'm A Foll For You Baby)
(Jim Doris)
06 - Moacyr Franco - Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer
(Moacyr Franco)
07 - Wanderley Cardoso - Só o Amor Constrói
(Dom - Domingos Leoni)
08 - Agnaldo Rayol - Rumo Certo
(Luiz Chaves)
09 - Benito Di Paula - Construção
(Chico Buarque de Holanda)
10 - Ellen de Lima - Das 200 Para Lá
(João Nogueira)
11 - Cláudio Fontana - De Quem Será
(Cláudio Fontana)
12 - Zaíra - Maria Vai Com As Outras
(Toquinho - Vinicius de Moraes)
13 - Angela Maria - É Sempre Assim
(Adelino Moreira)
14 - Coral Joab - Marcha do Sesquicentenário da Independência
(Miguel Gustavo)



Colaboração: Geraldo


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Trepidant's - Amor natural (LP 1986)

 Nono álbum é o primeiro da banda com repertório totalmente em português
A banda Trepidant’s, sucesso no Norte e Nordeste do país, aqui comparece com o nono álbum, lançado em 1986 pela 3M. Trata-se do primeiro LP gravado totalmente em português pela banda, pois até o sétimo era 100% em inglês, sendo que o oitavo incluiu canções nos dois idiomas. O destaque do disco é "Amor natural", música incluída na trilha da novela "Mania de Querer", pela extinta Rede Manchete de Televisão. A banda, de acordo com a ficha técnica, é formada por José Ronaldo da Silva (baixo), Glaucio Vicente Filho (bateria), Ronaldo Silvinho Leonardo (sax), José Eraldo da Silva (teclado), José Geraldo da Silva e Manoel Marinho Neto (vocais).

O grupo foi formado em 10 de Setembro de 1970 na cidade de Recife, em Pernambuco, pelos irmãos Geraldo, Vicente, Ronald e Eraldo, além do amigo Paulo Bezerra. O primeiro disco, um compacto duplo, foi lançado pela gravadora Tapecar, que também produziu em 1977 o primeiro LP, "Remember me”, um grande sucesso de vendas. Com discos gravados em selos como RCA Victor, Copacabana, 3M e Eldorado, a banda passou por transformação após 22 anos de existência, com saída dos músicos mais velhos, e ingresso de uma nova geração, formada por descendentes e amigos. A banda, com vários músicos que já passaram por ela, tem seu próprio trio elétrico, desfilando em vários carnavais pelas avenidas de Recife, destacando-se nas Virgens de Olinda e no Galo da Madrugada. Confira o LP:

01 - Da cor da paixão
(Vincent Jr. - Davidson)
02 - Amor natural
(Vincent Jr.)
03 - Nas batidas do meu coração
(Vincent Jr.)
04 - Toque digital
(Vincent Jr. - Davidson)
05 - Aquela mulher
(Vincent Jr.)
06 - Entibiar
(Vincent Jr. - Davidson - Glaucio)
07 - Felina
(Vincent Jr. - Davidson)
08 - Pensando em você
(Vincent Jr. - Davidson)
09 - Fora de moda
(Vincent Jr. - Davidson)
10 - Seu modo de ser
(Davidson - Geraldo)



domingo, 12 de julho de 2015

Fátima Mello - Sentimentos (CS 1984)

 Single produzido pela Som Livre traz "Febre", de Guilherme Lamounier
Pra não dizer que não postei nada, segue este compacto simples da cantora Fátima Mello, lançado pela Som Livre em 1984. É um daqueles discos que guardo como “material de gaveta”, pronto pra ser postado quando o tempo é curto e estou sem inspiração pra providenciar algo melhor. Nada sei sobre a intérprete, mas vale como dica pra quem tem curiosidade de ouvi-la. Confira:

01 – Sentimentos
(Albino – Luiz Lopes – Don Beto – Danilo)
02 – Febre
(Guilherme Lamounier)



sábado, 11 de julho de 2015

Silvio Cesar - Série Coletânea - Volume 7 (s/d)

 Seleção reúne os principais sucessos do cantor e compositor Silvio Cesar
Um álbum com o melhor do cantor e compositor Silvio Cesar. É assim que podemos definir este sétimo volume da Série Coletânea, projeto da gravadora Odeon com os principais artistas do cast, como Doris Monteiro, Golden Boys, Paulo Diniz, Maria Bethânia e outros. O disco, infelizmente, não informa o ano do lançamento, e também desconheço o número de volumes que compõe a série. No repertório, sucessos como “Pra você”, “A minha prece de amor”, “Beco sem saída”, “O machão” "Eu quero que você morra" e outras. Confira:

01 - A minha prece de amor
(Silvio Cesar)
02 - O machão
(Silvio Cesar)
03 - Por teu amor
(Silvio Cesar)
04 - Beco sem saída
(Silvio Cesar) 
05 - Mônica
(Ed Lincoln - Silvio Cesar)
06 - Quem tem tempo pra ser meu amigo
(Alberto Land)
07 - Pra você
(Silvio Cesar)
08 - Verde e rosa
(Silvio Cesar)
09 - Eu quero que você morra
(Silvio Cesar)
10 - Vamos dar as mãos… e cantar
(Silvio Cesar)
11 - O moço velho
(Silvio Cesar)
12 - Minha casa
(Silvio Cesar)


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Marcel Link - Coração Maravilhoso (LP 1994)

 Álbum "Coração Maravilhoso" foi produzido em 1994 pelo selo Itamaraty
 Marcel Link iniciou a carreira artística como Joãozinho na gravadora Beverly
Depois do álbum “Minha estrela”, lançado pela Top Tape em 1980 (aqui), agora é a vez deste “Coração maravilhoso”, gravado pelo Marcel Link em 1995 na Itamaraty. Agradeço ao amigo Aderaldo por mais esta colaboração, assim como ao Luiz Fernando pela edição da parte gráfica do LP. A postagem inclui quatro faixas bônus, ripadas de dois compactos simples sem data. O primeiro é da Beverly, época em que o cantor assinava como Joãozinho. As músicas “Fazenda da vovó” e “Já não canto pra você”, com acompanhamento d’Os Carbonos, são ripadas de vídeo no YouTube. O segundo, com o nome artístico atual, é da gravadora Scala, e traz as músicas “Cada dia que passa” e “É melhor acabar”. Eu, como já informei, não conhecia o cantor, mas acredito que este é o último registro do cantor em vinil, pois em 1994, ano em que o LP foi lançado, a indústria já concentrava a produção de boa parte do catálogo em CD.

01 – Coração maravilhoso
(Roberto Livi)
02 – Eu quero amanhecer na madrugada
(Marcel Link  - Roberto Barradas)
03 – Na mesma solidão
(Wellington Pestana - Marcel Link)
04 - 24 horas sem você
(Marta Barbosa - Marcel Link)
05 – Anjo azul
(Wellington Pestana - Marcel Link)
06 – Curtindo tudo
(Wellington Pestana - Marcel Link)
07 - Índia
(José Assuncion Flores - Manuel Ortiz Guerrero – Vs:  José Fortuna)
08 – Mulher de amigo meu pra mim é homem
(Aluizio José Silva - Dell Rosso - Deise Barichello)
09 – Chove lá fora
(Dell Rosso - Katia Maria - Deise Barichello - Sebastião Ferreira Da Silva)
10- Foi tão bom te conhecer
(Wellington Pestana - Marcel Link)

BÔNUS

11 – Cada dia que passa
(João Tamaliunas)
12 – É melhor acabar
(João Tamaliunas)
13 – Joãozinho - Fazenda da vovó (Com Os Carbonos) *
(Joãzinho) 
14 – Joãozinho - Já não canto pra você (Com Os Carbonos) *

Fonte:  Youtube*

Colaboração: Aderaldo/Luiz Fernando



quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ruy Maurity - Natureza (LP 1980)

Álbum "Natureza", do Ruy Maurity, foi produzido pela gravadora Som Livre
Este “Natureza”, disco do cantor e compositor Ruy Maurity, atende ao pedido do Laerte.  O LP, produzido em 1980, foi lançado pela Som Livre, e traz como destaque a faixa "Batismo dos bichos", versão de José Jorge para “Man gave names to all the animals”, do Bob Dylan. Maurity começou a carreira nos Festivais Universitários do RJ junto com Ivan Lins, Gonzaguinha, Aldir Blanc e outros. Em 1970, ganhou o festival com a música "Dia Cinco", que compôs junto com José Jorge, principal parceiro. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, "Este é Ruy Maurity", e no seguinte foi a vez do "Em busca do ouro”. Três anos depois, já na Som Livre, lançou os álbuns “Safra 74", "Nem ouro nem prata" (1976), "Ganga Brasil" (1977) e "Bananeira mangará” (1978). Na década de 80 gravou os discos "Natureza" e “A viola no peito”, sendo que em 1998 lançou o CD "De coração". Confira este:

01 - Batismo dos Bichos (Man gave names to all the animals)
(Bob Dylan - vers.José Jorge) 
02 - A Natureza
 (José Vicente da Paraiba - Passarinho do Norte) 
03 - Intriga Municipal 
(Ruy Maurity - José Jorge) 
04 - Casamento de São Jorge
 (Ruy Maurity - José Jorge) 
05 - A Senha do Lavrador 
(Helvécio - José Jorge) 
06 - Requiem por uma princesa Nagô 
(Ruy Maurity - José Jorge) 
07 - Contradança
 (Ruy Maurity - José Jorge) 
08 - Samba Nativo
 (Ruy Maurity - José Jorge) 
09 - Cantilena de Joana Magra
 (Ruy Maurity - José Jorge)
10 - Pé de Menino 
(Ruy Maurity - José Jorge) 
11 - Artimanhas de Lourenço, Filho de Serafim 
(Ruy Maurity - José Jorge) 
12 - Civilizado 
(Ruy Maurity - José Jorge)