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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Billy Paul - I've got so much to live for (CS 1975)

 Compacto simples de 45 RPM foi lançado em 1975 no mercado português
O amigo e colaborador Laércio estranhou o fato de eu não postar nenhum disco do Billy Paul, um dos maiores nomes da música soul americana, por ocasião de sua morte no domingo passado, dia 24, vítima de câncer, aos 81 anos, nos Estados Unidos. Não postei porque só tenho um disco do cantor, que é a reedição em CD do álbum “360 Degrees Of Billy Paul”, lançado no Brasil em 1973 e fácil de encontrar na rede.  Por conta disso, ele me enviou este single de 45 RPM, produzido em Portugal, com as músicas “I've got so much to live for” e “Billy's back home”. Agradeço a ele pela colaboração, e tomei a liberdade de incluir, como bônus, a música “Amanhã”, gravada em 1988 e que tem a participação especial do cantor em dueto com a brasileira Sandra de Sá.

A propósito, Billy Paul era apaixonado pelo Brasil e pela MPB, e esteve inúmeras vezes por aqui. O cantor ficou conhecido no mundo todo pela voz grave e marcante e por sua contribuição para o desenvolvimento do rythm and blues moderno. Nascido Paul Williams em 1º de dezembro de 1934 em Filadélfia, Billy começou a carreira com apenas 11 anos. Na juventude, se apresentava em clubes e universidades ao lado de várias lendas do jazz e do soul, incluindo Nina Simone, Miles Davis e Roberta Flack. O primeiro álbum de Billy Paul, "Fellin' good at the Cadillac Club", foi lançado em 1968. O maior sucesso da carreira é "Me and Mrs Jones", de 1972, com o qual recebeu um Grammy. Ao todo, lançou 15 discos entre 1968 e 1988, além de inúmeras coletâneas. Confira o single:

01 - I've got so much to live for
(K. Gamble – L. Huff)
02 - Billy's back home
(D. Wansel)

BÔNUS

03 - Amanhã (com Sandra de Sá)
(Paulo Massadas - Michael Sullivan)


COLABORAÇÃO: Laércio


terça-feira, 26 de abril de 2016

Fernando Pereira - Coletânea especial (2016)

Fernando Pereira manteve-se na ativa durante o período da Jovem Guarda
O nosso amigo Aderaldo me enviou o compacto simples do Fernando Pereira com as músicas “Meu dia de aleluia” e “Um amor de brinquedo”, lançado em 1968 pela gravadora Continental, além da faixa “Copacabana é amor”, do seu primeiro single, produzido em 1965. Agradeço a ele por mais esta colaboração. O cantor já foi alvo de postagem no blog, mas achei interessante reunir as faixas que possuímos nessa coletânea, lembrando que ainda falta a música “Meu amor”, uma versão da original “Ammore mio”, pra completar nossa coleção. Confira:

01 - Copacabana é amor*
(Glauco Pereira - Fernando Pereira)
02 - Canção de protesto
(Glauco - Fernando Pereira)
03 - Estranhos ao luar (Strangers In The Night)
(Kaempfert - Singleton - Sneyder - vs: Lana)
04 - Yesterday
(John Lennon - Paul McCartney)
05 - Amor, sempre o amor (L’amour Toujours L’amour)
(Daniel Faure - Guy Mardel - vs: Romeo Nunes)
06 - Anjo menino (com Os Santos)
(Glauco Pereira - Fernando Pereira)
07 - Meu dia de aleluya (Aleluya Nº 1)
(L.  E.  Aute - vs: Nazareno de Brito)
08 - Um amor de brinquedo
(Nonato Buzar - Regina Estela)

* Fonte: Tadeu Kebian (YouTube)

COLABORAÇÃO: Aderaldo


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Vários intérpretes - Brasa 4 (LP 1968)

Brasa 4, atração da TV Itacolomi, sacudiu a juventude mineira nos anos 1960 
Vou apresentar este “Brasa 4”, LP da Bemol lançado em 1968 e postado originalmente em julho de 2011 no Toque Musical, onde o link encontra-se vencido. Na postagem, o Augusto, responsável pelo site, informa que o exemplar está em mal estado de conservação, e as faixas ficaram cheias de chiados. Por conta disso, dei uma editada final, inclusive nas ilustrações, e troquei algumas faixas por outras em melhores condições. O resultado final é bom, e acredito que vale a pena substituir a pasta antiga, caso tenha baixado, por essa nova.

Achei interessante dar esse tratamento no disco por se tratar de álbum histórico, com sucessão de ‘covers’ de hits dos anos 1960 e da Jovem Guarda. Os intérpretes, desconhecidos do grande público, são os então participantes do “Brasa 4”, um programa de auditório realizado aos sábados pela antiga TV Itacolomi, em Belo Horizonte. Produzido pelo, hoje já lendário, Dirceu Pereira, o nome "Brasa 4" origina, obviamente, da expressão usada pela turma do Roberto Carlos (é uma brasa, mora?) e o 4 vem do número da emissora, o velho canal 4.

O programa "Brasa 4" foi, na época, uma espécie de versão mineira da Jovem Guarda, direcionada ao público que amava Beatles e Rolling Stones. Por lá passavam todos os aspirantes a Roberto, Erasmo, Wanderléa, Martinha, Ronnie Von, Os Incríveis… “Apesar de todo o amadorismo de nossos artistas, a produção, ao contrário, buscava ser bem profissional. Contratavam músicos profissionais para manterem ‘a cozinha’ funcionando, convidavam artistas consagrados e também os conjuntos locais que já eram bem conhecidos por aqueles que frequentavam os bailes em clubes da cidade”, escreve o mineiro Augusto.

O interessante é que a postagem no TM gerou comentário do Paulo Afonso Ladeira de Lima, que se orgulha de ter criado, lançado e produzido o "Brasa 4". Ele conta que, depois do sucesso de “O jovem faz o programa”, levado ao ar as quartas-feiras na TV Itacolomi, recebeu do diretor da emissora, Dr. José de Oliveira Váz, o convite para produzir um programa de jovem na emissora. “Quando criei a logo, pedi ao artista Rujos, que escrevesse ‘Braza 4’ como título diferenciado do ‘Brasa’ do Roberto. O também saudoso cenógrafo, Gerson Caetano, não quis admitir o erro de português e manteve o correto”, disse.

No cast do programa, um elenco foi selecionado a dedo, segundo ele. Na relação, nomes como a banda Analfabitles (na foto acima), Roberta, Marisa Rossi, Dalva Righetti (na foto ao lado), Lauren, Paulo Ferreira, Padre Ernane, Edinho, Redig, Vic Baroni, a dupla Claudinei e Marcio, o Trio Os Intrusos, banda Jangle-Cats, Rock-fingers, Rets, Os Turbulentos e muitos outros. Segundo ele, o programa chegou ao pico de 96 de audiência no Ibope, o que ocasionou sua ida para o Cine Brasil. “Tal sucesso se deu não só pela produção, pois era muito exigente nos ensaios, nas escolhas das músicas e seus respectivos cenários e arranjos”, relata, ao lembrar que sempre contou com a ajuda do também produtor Isaias Lansk. “Deixamos o programa no topo da audiência no cine Brasil por força de um contrato com o amigo radialista Dirceu Pereira, que havia sido contratado da rádio Itatiaia para rádio Guarani, e uma de suas exigências era ter um programa na TV”, finaliza. Felizmente, ficou este disco como registro da época. Confira:

01 - Redig - San Francisco
(J.Philips - Mogol)
02 - Roberta - Canzone Per Te
(Endrigo - Bardotti)
03 - Os Intrusos - Como é grande o meu amor por você
(Roberto Carlos)
04 - Bitons - O Que Há de Mal Em Mim
(Deny - Dino)
05 - Os Agitadores - You only live twice
(Barry - Briousse)
06 - Analfabitles - When Summer Is Gone
(S.Curtis)
07 - Os Agitadores - Estudio 17
(André Paseur)
08 - Amir - Você Não Serve  Pra Mim
(Renato Barros)
09 - Dalva Righetti - Meu vestidinho -
(Martinha)
10 - Os Intrepidos - Lonely
(Sebastiam)
11 - Jamil - Quando
(Roberto Carlos)
12 - Edinho - Travessia
(Milton Nascimento - Fernando Rocha Brant)

FONTE: Toque Musical

domingo, 24 de abril de 2016

Astor e sua orquestra - Samba ... Só Samba! (1963)

Clássicos da MPB estão no repertório do álbum produzido pela CBS
Depois do cha cha cha, ritmo que a orquestra de Cristobal Chaves embalou na postagem anterior, nada como cair no samba executado por Astor Silva e sua orquestra. O LP “Samba... Só Samba!”, lançado pela CBS em 1963, traz canções que se tornariam clássicos da MPB, como “Mulata assanhada”, “Garota de Ipanema”,  “Só danço samba” e outros. Agradeço ao amigo Laércio por mais esta valiosa colaboração. O maestro Astor Silva nasceu em 10 de maio de 1922 no bairro carioca do Rio Comprido e faleceu jovem, aos 46 anos, no Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1968.

Começou a carreira tocando trombone em bailes cariocas, na década de 1940. Atuou em locais como o Cassino da Urca, boate Night and Day e na TV Rio. Em 1946, quando foi decretado o fechamento de cassinos, passou a integrar a Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, realizando excursões pelo Brasil e exterior. Além de trombonista, era compositor, arranjador e regente. Trabalhou como diretor musical de diversas gravadoras, como a CBS, onde foi arranjador-chefe. A cantora Wanderléa, ainda menor de idade, foi crooner de sua orquestra, sendo que no começo dos anos 1960 foi o responsável pelos arranjos das primeiras gravações do Roberto Carlos e da Elis Regina na Columbia/CBS. Gravou vários discos e ainda é considerado um dos principais arranjadores do País. Confira:

01 – Mulata Assanhada 
(Ataulfo Alves)
02 – Garota de Ipanema 
(Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
03 – Só Danço Samba 
(Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
04 – Saudade 
(Emílio Batista - Ruy Rey)
05 – Olhou Pra Mim 
(Ed Lincoln - Silvio César)
06 – Aquarela do Brasil 
(Ary Barroso)
07 – Meditação 
(Tom Jobim - Newton Mendonça)
08 – La Forcata 
(N. Oliviero - R. Ortolani)
09 – Chora Tua Tristeza 
(Oscar Castro Neves - Luvercy Fiorini)
10 – Doce Amargura (Ti Guardero Nel Cuore
(M. Ciorciolini - R. Ortolani - N. Oliviero)
11 – Eu Nasci no Morro 
(Ary Barroso)
12 – O Que o Samba Tem 
(Othon Russo - Astor Silva)


COLABORAÇÃO: Laércio




sábado, 23 de abril de 2016

Orquestra de Cristobal Chaves - Fuego tropical (1962)

LP da Imperial traz cha cha chas executados pela orquestra de Cristobal Chaves 
Assim como eu, muita gente curte os títulos da Imperial, um projeto independente do André Midani, um dos mais conceituados executivos do mercado fonográfico, que disseminou a estratégia de vendas de discos pelo sistema porta a porta nas cidades do Rio e de São Paulo. Boa parte do seu acervo, que se destaca pela qualidade do áudio, é de gravações instrumentais, bem populares na época dos bailinhos em clubes e residências. Um exemplo é este “Fuego tropical”, do maestro Cristobal Chaves, sem o ano do lançamento. Acredito que seja de 1962, se considerarmos o repertório, pois traz dois grandes sucessos do período: “Cavalheiros do céu” (Carlos Gonzaga) e “Suave é a noite” (Moacyr Franco). O disco oferece, como destaca o subtítulo na capa, “todo o encanto do trópico misterioso em vibrantes cha cha chas percussônicos". Confira:

01 - Riders in the sky (Cavalheiros do céu)
(Stan Jones)
02 - Trumpet cha cha cha
(Billy Mure)
03 - Rico vacilos
(Rosendo Ruiz)
04 - Andalucia
(Ernesto Lecuona)
05 - Pepito
(Carmen Taylor - Art Truscott)
06 - Beguin the beguine
(Cole Porter)
07 - Tender is the night (Suave é a noite)
(Sammy Fain - Paul F. Webster)
08 - Eso es el amor
(Pepe Iglesias)
09 - Lover
(Rodgers - Hart)
10 - Hernando's hideaway (A toca do José)
(Richard Adler - Jerry Ross)
11 - Ansiedad de besarte
(José Henrique Sarabia Rodriguez)
12 - Because of you (Por tua causa)
(Arthur Hammerstein - Dudley - Wilkinson)



terça-feira, 19 de abril de 2016

Roberto Carlos - Singles Anos 1960 (2016)

 Coletânea homenageia os 75 anos do cantor e compositor Roberto Carlos
 Seleção oferece 51 músicas dos anos 1960 distribuídas em dois volumes
 Canções são de 11 compactos duplos, dois simples e 3 discos de 78 RPM
Roberto Carlos comemora 75 anos nesta terça-feira, 19, com show em sua cidade natal, Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. Pra um dia especial, com votos de saúde ao ídolo, nada como uma postagem igualmente especial, com músicas lançadas pelo cantor em compactos ao longo dos anos 1960. A coletânea traz, em dois volumes, 51 músicas de 16 singles, sendo três discos de 78 RPM, dois compactos simples e 11 duplos, lançados no Brasil e no Exterior. A postagem interessa apenas aos fãs, já que todas as faixas são conhecidas e fáceis de encontrar, mas se destaca pela curiosidade de incluir as capas dos discos, inéditos por aqui. Os arquivos estão armazenados em duas pastas e só devem ser abertos após o download completo. Confira:

VOLUME 1

01 - Louco por você (Careful, careful)
(Pockriss - Vance - vs: Carlos Imperial)
02 - Não é por mim
(Carlos Imperial - Fernando cesar)
03 - Susie
(Roberto Carlos)
04 - Triste e abandonado
(Hélio Justo - Erly Muniz)
05 - Parei na contramão
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
06 - Na lua não há
(Helena dos Santos)
07 - A garota do baile
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
08 - Os velhinhos
(José Messias)
09 - Noite de terror
(Getúlio Cortes)
10 - Rosita
(Francisco Lara - Jovenil Santos)
11 - História de um homem mau (Ol' Man Mose)
(L.Armstrong - Zilner Trenton - Randolph - vs: Roberto Rei) 
12 - Parei, olhei
(Rossini Pinto)
13 - Eu sou fã do monoquini
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
14 - Não quero ver você triste
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
15 - Lobo mau (The wanderer)
(Earnest Mareska - vs: Hamilton di Gorgio)
16 - Quero que vá tudo pro inferno
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
17 - O velho homem do mar
(Roberto Rei)
18 - O feio
(Getúlio Cortes - R. Barros)
19 - Escreva uma carta meu amor
(Pilombeta - T.Silva)
20 - Esqueça (Forget him)
(M. Anthony - vs: Roberto Corte Real)
21 - Eu estou apaixonado por você
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
22 - É papo firme
(Renato Correa - Donaldson Gonçalves)
23 - Nossa canção
(Luiz Ayrão)
24 - Eu te amo te amo te amo
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
25 - Com muito amor e carinho
(Eduardo Araújo - Chil Deberto)

VOLUME 2

01 - Canzone per te
(Endrigo - Bardotti)
02 - É tempo di saper amare
(J. Ari - P. Camargo - Pace)
03 - L'ultima Cosa
(Beretta - Balsarno)
04 - Aquele beijo que te dei
(Edson Ribeiro)
05 - O tempo vai apagar
(P. César - G. Cortes)
06 - Eu amo demais
(Renato Correa)
07 - Maria, carnaval e cinzas
(Luiz Carlos Paraná)
08 - Ai que saudades da Amélia
(Ataulpho Alves - Mário Lago)
09 - Eu daria a minha vida
(Martinha)
10 - Fiquei tão triste
(Helena dos Santos)
11 - Por isso corro demais
(Roberto Carlos)
12 - Você não serve pra mim
(Renato Barros)
13 - Como é grande o meu amor por você
(Roberto Carlos)
14 - É tempo de amar
(J. Ari - P. Camargo)
15 - Quando
(Roberto Carlos)
16 - De que vale tudo isso
(Roberto Carlos)
17 - Folhas de outuno
(F.Lara - J. Santos)
18 - Quero me casar contigo
(Carlos Alberto - Adilson Silva - Claudio Moreno)
19 - Negro gato
(Getúlio Cortes)
20 - Malena
(Rossini Pinto)
21 - O gênio
(Getúlio Cortes)
22 - Eu disse adeus
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
23 - Custe o que custar
(Edson Ribeiro - Hélio Justo)
24 - Brucutu (Alley bop)
(D. Frazier - vs: Rossini Pinto)
25 - Nunca mais te deixarei
(Paulo Roberto - Jovenil Santos)
26 - Calhambeque (Road hog)
(Gwen - John D. Loudermilk - vs: Erasmo Carlos)



domingo, 17 de abril de 2016

Santo Morales - Recuerdos de Ypacaraí (1986)

Santo Morales interpreta 23 guarânias distribuídas em nove pot-pourris
O internauta Nelson pediu e nosso amigo Geraldo imediatamente me enviou o álbum solicitado, “Recuerdo de Ypacaraí”, com repertório constituído por 23 guarânias interpretadas em pot-pourri pelo Santo Morales. O meu agradecimento ao Geraldo por mais essa colaboração. Apesar do nome e repertório essencialmente latinos, o intérprete é brasileiro, obteve sucesso no exterior, e também é conhecido como integrante do grupo Os 3 Morais. O disco foi originalmente lançado pela Som Livre em 1986 e posteriormente reeditado em CD pelo selo Cast. O álbum é um prato cheio para os apreciadores da música latina.

Sidney Espírito Santo nasceu em Sorocaba, interior de São Paulo, em 15 de outubro de 1925. É o primogênito de sete irmãos, todos ligados à música, e começou a cantar na PR7 em Sorocaba. Na capital, para onde trouxe toda a família, foi para a Televisão Tupi e junto a 3 amigos, Os Garotos Vocalistas, tomou parte do show de inauguração da PRF3-Tupi de Televisão, em 18 de setembro de 1950. Seguiu carreira ao longo da década como crooner de orquestra e depois participou de vários grupos vocais, incluindo o Conjunto Farroupilha, muito popular no período.

No início dos anos 1960, formou o grupo “Os 3 Morais”, com os irmãos Roberto do Espírito Santo e Jane Vicentina do Espírito Santo, que mais tarde formaria com seu esposo Herondy Bueno a dupla Jane e Herondy, grande sucesso nos anos 1970/80. Os três irmãos adotaram artisticamente o sobrenome da mãe - Morais, começando a carreira em 1963, período em que gravou jingles comerciais. O grupo se apresentou em programas de TV, lançou vários discos, e participou de todos os festivais de música, entre Rio de Janeiro e São Paulo, lançando grandes compositores, como Egberto Gismonti, Tom Zé e Eduardo Gudim, entre outros.

Com o fim das atividades de Os 3 Morais em 1974, assumiu a direção musical das gravadoras Continental e Chantecler. Produziu o grupo Secos e Molhados, os primeiros discos solo de Ney Matogrosso, Belchior e Silvio Brito. Também produziu Tom Zé, Paulinho Nogueira, Johnny Alf, e Raizes de América. Em 1977, Sidney assumiu o nome artístico Santo Morales e passou a adotar repertório latino em suas apresentações solo. Contratado em 1978 pela Som Livre, lançou o LP "Boleros, com amor - 42 boleros inesquecíveis”, com o qual ganhou disco de platina, e o credenciou a gravar outros álbuns, mantendo o repertório latino e todos com boa aceitação pública, especialmente no exterior.

Sidney e seus irmãos de Os 3 Morais decidiram retomar a carreira do grupo em 1997, apresentando o show "Parabéns, Música Brasileira", no projeto Clube da Bossa, em São Paulo. Em 2005 participam do vídeo “Bossa Nova, aqui tem”, um documentário de Débora Veríssimo, premiado pela Petrobrás, sobre a passagem do Movimento da Bossa Nova em São Paulo. Em 2007 se apresentam no programa “Ensaio”, TV Cultura, onde o trio conta toda sua trajetória musical. Finalmente, em 2008, lançam o CD “Bossa Nova..Uma Historia em 3 Vozes”, em homenagem aos 50 anos da bossa nova. Confira, agora, o Santo Morales:

01 - Recuerdos de Ypacaraí
(Demetrio Ortiz - Z.de Mukin)
Lejania 
(Hermínio Gimenez)
Mi dicha lejana
(Emigdio Ayala Buez)
02 -  Luna nueva
(Luiz Vieira - Juvenal Fernandes)
Quisiera 
(Luiz Carlos Paraná - Alberto Muravi)
Rasqueado
(Tasso José Bangel - Santo Morales)
03 -  Anahí 
(Osvaldo Sosa Cordero)
India
(J.Assuncion Flores - M.Ortiz Guerrero)
Mi Torcacita
(J.Assuncion Flores - Eladio Martinez)
04 - Recuerdos del naranjo en flor
(S. Morales - E.F. Bergenfeld)
Noches del Paraguay
(Samuel Aguayo - J.P.Carles)
05 - Cabecita em mi hombro
(Paulo Borges - Aristides Valdez)
Estrellita del sur
(F.C.Rueda)
Alma, corazon y yida
(Roberto Tello)
06 - Recuerdos de guayrá
(Santo Morales - K.Marion)
07 - Saudade 
(Mario Palmerio)
Quisiera ser
Mario Clavel - Poupee)
08 - Que será de ti 
(Demetrio Ortiz - Maria Tereza Marquez)
Mis noches sin ti
(Demetrio Ortiz - Maria Tereza Marquez)
Muy cerca de ti
(F. Gimezes - Ben Molar)
09 - Sé que te perdi
(Maurício Cardozo Ocampo - José Bragato)
Mi destino
(Mauricio Cardozo Ocampo)
Esperanza mia
(Demetrio Ortiz)


COLABORAÇÃO: Geraldo



sábado, 16 de abril de 2016

Vários artistas - O rock dos anos 60 (CD 1995)

 Coletânea da Phonodisc reúne clássicos dos pioneiros do rock no Brasil
O LP “O rock dos anos 60”, quando lançado em 1987 pela Phonodisc/Continental, causou a alegria dos colecionadores por reunir faixas até então raríssimas de encontrar em lojas de discos usados. Na época, é bom lembrar, não existia internet e a gente nem pensava que um dia baixaria músicas em casa, direto do computador, ou de qualquer outro lugar pelo celular. O disco, enfim, foi editado em CD no ano de 1995, e é esta versão que o nosso amigo Aderaldo enviou, e agradeço pela colaboração. No repertório, clássicos como “Rua Augusta” (Ronnie Cord) e “Diana” (Carlos Gonzaga), além de curiosidades como “Anjo triste” (Hamilton di Giorgio) e “Estou louco” (Baby Santiago), ambos pioneiros entre os compositores de rock no Brasil. A propósito, Baby Santiago assina, em parceria com Tony Chaves, os rocks “Adivinhão” (George Freedman) e “Rock do saci” (Demétrius), incluídos no álbum. Confira:

01 - Ronnie Cord - Rua Augusta
(Hervê Cordovil)
02 - Celly Campello - O trem do amor (Train of love)
(Paul Anka - vs: Fred Jorge)
03 - George Freedman - Adivinhão
(Baby Santiago - Tony Chaves)
04 - Hamilton di Giorgio - Anjo triste (Blue angel)
(Roy Orbison - Joel Melson - vs: Hamilton di Giorgio)
05 - Betinho e seu Conjunto - Enrolando o rock
(Heitor Carrillo - Betinho)
06 - Carlos Gonzaga - Diana
(Paul Anka - vs: Fred Jorge)
07 - Demétrius - Rock do saci
(Tony Chaves - Baby Santiago)
08 - Meire Pavão - O que eu faço do latim (Che mene faccio del latino)
(Bertolazzi - Beretta - vs: Theotônio Pavão)
09 - Tony Campello - Pobre de mim (Poor little fool)
(Sheeley - vs: Fred Jorge)
10 - Wilson Miranda - Quando (When)
(Paul Evans - vs: Jaime Gonçalves)
11 - Albert Pavão - O biquininho
(Carlos Cesar - Antonio Laerte)
12 - Baby Santiago - Estou louco
(Fulgêncio Santiago)


COLABORAÇÃO: Aderaldo



sexta-feira, 15 de abril de 2016

Demétrius - Coletânea Especial (2016)

 Coletânea inclui 42 gravações lançadas pelo cantor entre 1960 e 1978
Repertório privilegia músicas de 15 compactos simples e três duplos
Faz tempo planejava montar coletânea com meus 18 compactos - 15 simples e três duplos - do Demétrius.  Até que reservei tempo pra organizar tudo e providenciar, em especial, as imagens dos discos e das capas existentes (na foto acima). O resultado é esta seleção com 42 gravações distribuídas em dois volumes. O primeiro traz, de bônus, a versão de “O ritmo da chuva” com a inclusão de órgão no acompanhamento, lançada provavelmente em 1976 devido ao sucesso da novela “Estúpido cupido”, e o segundo oferece a gravação em espanhol de “Buenos dias Argentina”. O repertório inclui desde a primeira gravação, “Hold me so tight”, de 1960, na qual revela influência de Elvis Presley, até o single de 1978, com “Buenos dias Argentina” (em português). Tenho outras gravações do Demétrius, muitas de CDs que comprei em feiras de vinil, e devo reuni-las em outra coletânea, mas o objetivo aqui é apresentar meus compactos. Eles estão armazenados em dois arquivos e só devem ser abertos após o download completo. Confira:

VOLUME 1

01 - Hold me so tight
(Hamilton Di Giorgio)
02 - Young and in love
(Jimmie Graig)
03 - Corinna, Corinna
(Parish - Chapman - Williams - vs: Demétrius)
04 - Let's think about living
(Baudleaux Bryan)
05 - Rock do saci
(Baby Santiago - Tony Chaves)
06 - Broto levado
(Demétrius)
07 - Chega (Makin'love)
(Bobinson - A. Salvet - J.Plait - vs: Demétrius)
08 - Cinderella
(Paul Anka)
09 - The fool's hall of fame (Tolo N 1)
(Paul Anka)
10 - O ritmo da chuva (Rhythm of the rain)
(John Gummoe - vs: Demétrius)
11 - A bruxa
(Demétrius - Baby Santiago)
12 - Glorinha (Fever)
(J. Davenport - E. Cooley - vs: Demétrius)
13 - Comendador Mesquita
(Dino - Deny)
14 - Imenso Amor
(Renato Correa - Wanderléa)
15 - Urso veloz (Running bear)
(J.B.Richardson - vs: Hamilton Di Giorgio)
16 - Não presto mas te amo
(Roberto Carlos)
17 - Que me importa
(Demétrius)
18 - Minha gente (do III Festival da MPB)
(Demétrius)
19 - Canção p'ra ninar meus anjos
(Demétrius)
20 - Inveja
(Daniel Junior)
21 - BÔNUS - O ritmo da chuva (Rhythm of the rain)
(John Gummoe - vs: Demétrius)

VOLUME 2

01 - No meu rancho falta você
(Demétrius)
02 - Muito nova para mim
(Cleo Galant)
03 - Magoei seu coração
(Luiz Wagner)
04 - Esta tarde vi chover (Esta Tarde Vi Llover)
(A. Manzanero - vs: J.Barroso)
05 - Foi tudo em vão
(Demétrius)
06 - Não se preocupe
(Demétrius)
07 - Me deixa
(Demétrius)
08 - O passo mais errado da minha vida
(Claudio Fontana)
09 - Neblina em minha estrada
(Demétrius)
10 - Nas voltas do mundo
(Demétrius)
11 - O bêbado
(Demétrius)
12 - Teu romântico canalha (Tu romantico canalha)
(King Clave - Tulio de Rose - vs: Murano)
13 - Só Deus sabe o quanto te amei
(Claudio Fontana - Claudio Roberto)
14 - Meu coração não aprende
(Demétrius)
15 - A moça da festa
(Demétrius)
16 - Não sei de nada
(Demétrius)
17 - O menino que eu era
(Demétrius - Tony Chaves)
18 - Eu vou embora
(Demétrius)
19 - Buenos dias Argentina
(Udo Jürgens - Wolfgang Hofer - vs: Demétrius)
20 - O menino e o pião
(Demétrius)
21 - BÔNUS - Buenos dias Argentina (Em espanhol)
(Udo Jürgens - Wolfgang Hofer)



quinta-feira, 14 de abril de 2016

Vários artistas - Parada de sucessos - Vol. 4 (1972)

Quarto volume da série reúne 12 sucessos internacionais de 1971/1972
Este quarto volume da série “Parada de sucessos” atende ao pedido do Denys. O álbum, lançado em 1972 pela Premier, selo da RGE, reúne covers não identificados de grandes sucessos do período, como “Soley, soley” (hit do grupo Midle of the Road), “Son of my father” (Giorgio), “Baby, I'm want you” (Bread), “Day after Day” (Badfinger), "Without you" (Nilsson) e outros. Desconheço o tamanho da série, da qual já foi postado o volume 6 (aqui), e vale a pena conferir mais este:

01 - Let's stay together
(Mitchell - Green - Jackson)
02 - American pie
(MacLean)
03 - Baby, I'm want you
(Gates)
04 - My world
(Barry - Robin - Gibb)
05 - Son of my father
(Moroder - Holm)
06 - Day after day
(Pat Ham)
07 - Without you
(Ham - Evans)
08 - Poppa Joe
(Chapman - Chinn)
09 - Joy
(J.S.Bach)
10 - Theme from shaft
(Isaac Hayes)
11 - Heart of gold
(Neil Young)
12 - Soley soley
(Arlex)



quarta-feira, 13 de abril de 2016

Vários artistas - Semana do Exército (EP 1973)

 
Jingle para Semana do Exército é interpretado pelo Coral de Joab e Trio Ternura
Estamos começando a Semana do Exército, que culminará na próxima terça-feira, 19, com os festejos do Dia do Exército. É momento perfeito pra lembrar que em 1973, durante o período da ditadura militar, a data foi comemorada por meio deste EP, produzido pela Codil, e gentilmente enviado pelo amigo Geraldo, a quem agradeço. O single, provavelmente encomendado pelo governo brasileiro, traz três versões da marcha “Semana do Exército”, de Miguel Gustavo, o mesmo autor de “Pra frente Brasil”, que embalou a conquista do tri pela seleção brasileira de futebol no México em 1970. Foi um dos últimos trabalhos deixados pelo autor, nascido no Rio de Janeiro em 24 de março de 1922, já que faleceu no ano anterior ao lançamento do disco, em 22 de janeiro, aos 49, em sua cidade natal.

Vale reproduzir, até como registro de momento histórico, o texto impresso na contracapa com o título “Soldado é o povo fardado”: “Nesta hora de mutação sócio-econômica; quando as nações não desenvolvidas sentem o desafio da ascensão; quando já se vislumbram as consequências da explosão demográfica; quando a Igreja renega o conservadorismo e se coloca à frente dos tempos; quando as nações democráticas – ainda que não consolidadas – sentem a sofrida transição da liberal-democracia para a democracia social; e quando o comunismo aperta o cerco da agressão e da violência, é mister que o Exército e a mocidade se identifiquem e se unam”.

Não posso garantir, mas desconfio que o disco foi produzido exclusivamente para execução nas emissoras de rádio durante o intervalo comercial. A marcha, que apresenta o exército como “fator de integração e segurança”, é interpretada pelo Coral de Joab e pelo Trio Ternura em gravações com cerca de 50 segundos cada. Ou seja, foram originalmente gravadas no formato de jingle, e achei interessante editá-las em versões estendidas, sem aquele jeito de comercial, e seguem como bônus. O single ainda traz, no lado B, a versão instrumental, executada pela Orquestra de Guerra Peixe. Confira:

01 – Coral de Joab – Semana do Exército
02 – Trio Ternura  – Semana do Exército
03 – Orquestra de Guerra Peixe  – Semana do Exército (Instrumental)

BÔNUS

04 – Coral de Joab – Semana do Exército (versão estendida)
05 – Trio Ternura – Semana do Exército  (versão estendida)
(Miguel Gustavo)


COLABORAÇÃO: Geraldo

terça-feira, 12 de abril de 2016

Chico Anysio - Chico é do cassete (LP 1986)

 Chico Anysio nasceu há exatos 85 anos na cidade cearense de Maranguape
Hoje, 12 de abril, se vivo estivesse, Chico Anysio estaria completando 85 anos. Pra lembrar esse grande artista, cearense nascido em 1931 na cidade de Maranguape e que morreu no Rio de Janeiro, em  23 de março de 2012, vou postar este “Chico é do cassete”, gravado ao vivo e lançado pela Barclay em 1986. O título de duplo sentido é datado, oriundo da tecnologia ultrapassada, época da fita e do videocassete, hoje peças de museu. O cassete – é bom esclarecer pra geração digital - é uma pequena caixa contendo fita magnética ou filme pronto para entrar em funcionamento ao ser introduzido em um gravador ou câmara.

O álbum, com texto de Arnauld Rodrigues (06/12/1942 - 16/02/2010), é pra encher o dia de alegria com as peripécias dos personagens que desfilam pelos dois lados do disco, gravado sem intervalo, como o locutor Roberval Taylor e o velhinho Popó, por exemplo. Ao longo carreira, iniciada no rádio, Chico criou mais de 200 personagens, e escreveu peças teatrais, livros e poesias. Estreou na televisão em 1957, gravou LPs, compôs músicas, dirigiu programas humorísticos, atuou, formou e lançou muitos talentos, tornando-se um dos mais famosos, criativos e respeitados humoristas do Brasil. Confira:

01 – Primeira parte
(Texto de Arnauld Rodrigues)
Trilha sonora: Hino ao músico
(Dorival Silva – Nancy Wanderley)
02 - Segunda parte
(Texto de Arnauld Rodrigues)
Trilha sonora: Hino ao músico
(Dorival Silva – Nancy Wanderley)


FICHA TÉCNICA

Produzido por Arnauld Rodrigues
Direção de produção: Durval Ferreira
Técnico de gravação: Luiz Claudio
Auxiliar de gravação: Charles
Mixagem: Márcio
Corte: Ricardo
Ilustrações: Mário Bag
Coordenação gráfica: Jorge Vianna
Texto: Arnauld Rodrigues
Personagens:
Sofia: Leila Miranda
Terta: Suely May
Albamerindo: Jomba
Teclados e programação de Linn Drums: Alberto Rosemblit



domingo, 10 de abril de 2016

Renato e seus Blue Caps - Minha vida (CS 1979)

 Compacto simples lançado pela CBS traz o soul funk "Nega, neguinha"
A disco music, que teve o seu apogeu em meados dos anos 1970, graças ao filme “Os embalos de sábado à noite”, estrelado por John Travolta e com trilha sonora liderada pelos Bee Gees, também fez sucesso no Brasil. Muitos artistas aderiram, mesmo que momentaneamente, ao som que fazia sucesso nas pistas de dança. Um exemplo é “Minha vida”, uma versão de “My life”, hit do Billy Joel, gravada pelo grupo Renato e seus Blue Caps e incluída no LP “Suco de laranja”, que a banda lançou em 1979. A música também foi disponibilizada neste obscuro single da CBS/Sony, gentilmente enviado pelo amigo Laércio, a quem agradeço. O destaque do disco é o lado B, “Nega, neguinha”, um soul funk pra chacoalhar o esqueleto e que também foi incluído no 29º e último volume da série "As 14 mais". Confira:

01 - Minha vida (My life)
(Billy Joel – vs:  José Carlos)
02 - Nega, neguinha
(Ernani Cardoso)


COLABORAÇÃO: Laércio



sábado, 9 de abril de 2016

Dori Edson & Marcos Roberto - Coletânea especial

 Principais sucessos do Marcos Roberto e Dori Edson estão no repertório
Assim como Roberto Carlos e Erasmo Carlos, os cantores Marcos Roberto (26/06/1941 - 21/07/2012) e Dori Edson (26/08/1946 - 26/08/2008) também formaram dupla de compositores durante o período da Jovem Guarda. São, por exemplo,  autores de “O tremendão” , gravada pelo Erasmo, além de outros sucessos, especialmente os do próprio repertório. O nosso amigo Aderaldo, a quem agradeço, montou e me enviou esta coletânea especial com gravações dos saudosos artistas. Os principais sucessos estão no repertório, como “Longe dos olhos, perto do coração”, “Veja se me esquece” e “O canguru” na interpretação do Dori Edson, e “Vá embora daqui”, “Será?” e “É tão fácil dizer” na voz do Marcos Roberto, entre outros. É uma seleção pra matar as saudades. Confira:

01 - Dori Edson - Perto dos olhos, longe do coração
02 - Marcos Roberto - Vá embora daqui
03 - Dori Edson - O canguru
04 - Marcos Roberto - Agora é tarde
05 - Dori Edson - É uma brasa
06 - Marcos Roberto - A tarde em que te amei
07 - Dori Edson - Antes só do que mal acompanhado
08 - Marcos Roberto - Nada
09 - Dori Edson - Veja se me esquece
10 - Marcos Roberto - Esmeralda
11 - Dori Edson - Seu adeus
12 - Marcos Roberto - Se meu coração falasse
13 - Dori Edson - Você tem que me perdoar
14 - Marcos Roberto - Será?
15 - Dori Edson - Menina, menina
16 - Marcos Roberto - Amor, amor, amor 
17 - Dori Edson - Você é criança pra mim
18 - Marcos Roberto - É tão fácil dizer
19 - Dori Edson - Se eu encontrar com ela
20 - Marcos Roberto - Um milhão de vezes
21 - Dori Edson - Dá o dedinho
22 - Marcos Roberto - Fio de cabelo
23 - Dori Edson - Colher de chá
24 - Marcos Roberto - Mil quilometros de saudade
25 - Marcos Roberto - Ah! Antes que eu me esqueça 
26 - Dori Edson - Boa noite

COLABORAÇÃO: Aderaldo



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Orquestra Imperial - Isto é parada de sucessos

 Terceiro volume da série produzida pela Imperial Discos traz hits de 1962
Depois do quinto volume, postado aqui, agora é a vez do terceiro da série “Isto é parada de sucessos” – As músicas mais queridas do público, da Orquestra Imperial, sob o comando do maestro e arranjador Cipó. O álbum, produzido pela Imperial Discos, não informa o ano do lançamento, mas tudo indica que seja de 1962, considerando o repertório formado por hits desse ano, como “Boogie do bebê”, “O passo do elefantinho”, “Let’s twist again”, "Afrikaan beat" e outros. A Imperial, neste volume, é composta por 4 trombones, 4 pistões, tuba, 24 violinos, baixo, bateria, piano, guitarra elétrica, flautas, clarinas, 4 clarinetas, 5 saxofones, vibrafone e xilofone. Confira:

01 - Georgia on my mind
(Hoagy Carmichael)
02 - I can't stop loving you
(Don Gibson)
03 - Stranger on the shore
(Acker Bilk - Robert Mellin)
04 - Sally's tomato
(Henri Mancini)
05 - Baby elefant walk
(Henri Mancini)
06 - O homem do braço de ouro 
(Sylvia Fine - Elmer Berstein)
07 - Al di lá
(C.Donida - Mogol - Erwin Drake - Rapetti)
08 - Et maintenant
(Bécaud - P.Delanoe)
09 - Boogie do bebê
(Parker - Relin)
10 - Afrikaan beat
(B. Kaempfert)
11 - Peter gunn
(Henri Mancini)
12 - Let's twist again
(Kal Mann - Dave Appeli)



quarta-feira, 6 de abril de 2016

Markinhos Moura - Sabor de mim (LP 1989)

 
LP lançado pela Polydor traz releitura de "Teu sonho não acabou", do Taiguara

“Sabor de mim”, álbum gravado em 1989 pelo Markinhos Moura na PolyGram, atende ao pedido do Bryan. Ele canta muito bem. Infelizmente não é valorizado como merecia. Marcus Antônio Sampaio Moura, seu nome de batismo, nasceu em Fortaleza no dia 13 de junho de 1959, e iniciou a carreira como ator, na capital cearense, protagonizando musicais como "Os Saltimbancos" e o "Reino da Liminúria". Logo, foi convidado a participar como atração fixa no programa de televisão Augusto Borges, líder de audiência regional. Lá, interpretaria canções que eram sucesso na voz de Elis Regina, Milton Nascimento, Caetano Veloso e Ney Matogrosso. 

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1980. Três anos depois começou a carreira como cantor, e ganhou notoriedade, especialmente pela voz comparada com a da Elis. Em 1986 gravou seu maior sucesso, "Meu mel", sendo que em 1990 causou polêmica ao aparecer seminu na capa do LP "Sem pudor". No ano seguinte, sua carreira entrou em declínio, e o cantor saiu do Brasil. Viajou pelo Japão, China e Estados Unidos, apresentando-se em bares e participando de shows de samba. Em 2001 retornou ao Brasil e regravou "Meu mel" para o disco "Acústico Brasil". Desconheço a discografia, mas ainda gravou os CDs “Mosaíco brasileiro” (2007) e “Mulheres e canções” (2011). Confira este:

01 - Sabor de mim
(Paulo Debétio - Paulinho Rezende - Julinho Teixeira)
02 - Fantasia (Cantero per te)
(D. Battaglia - V. Negri - Ficarelli - vs: Paulinho Rezende)
03 - Olhar de caramelo
(Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
04 - Vendedor de ilusões
(Gilson - Joran)
05 - Quem dera
(Gastão Lamounier - Pedrão)
06 - Cigano
(Renato Ladeira - Roberto Lly - Julinho Teixeira)
07 - Não da pra ser feliz
(Joanna - Marquinhos)
08 - Só com você (It might be you)
(Dave Grusin - Marilyn Bergman - Alan Bergman - vs: Ricardo Leão - André Ervilha)
09 - Enquanto viva uma paixão
(Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
10 - Teu sonho não acabou
(Taiguara)
11 - Beijo infiel
(Paulo Debétio - Paulinho Rezende)


terça-feira, 5 de abril de 2016

The Rebels - Twist, Hully Gully, Surfin' (LP 1965)

Hits internacionais compõem o repertório da banda brasileira The Rebels
Pra surfar na mesma onda do post anterior, com twist e hully gully da Cleide Alves, vou incrementar o som nessa praia com o grupo The Rebels. O álbum “Twist, Hully Gully, Surfin'” foi lançado em 1965 pelo selo Imperial -  aquele que era vendido pelo sistema porta a porta nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro por iniciativa do empresário André Midani. Agradeço ao amigo Laércio por fornecer este LP que - para os padrões da época - surpreende pela qualidade do áudio, comparável ao “F-15 Espacial”, lançado em 1964 pela Célia Villela, um dos primeiros LPs produzidos para o público jovem no Brasil com o recurso estereofônico. Os discos do Roberto Carlos, por exemplo, só foram gravados em estéreo a partir do LP "Em ritmo de aventura", de 1967, segundo reportagem no Senhor F.

O álbum é instrumental, apesar de algumas interferências vocais, e traz vários hits internacionais, com destaque pra canções dos Beatles: “I want to hold your hand”, “A world without Love”, “She loves you” e “A hard day's night”. No repertório, ainda tem “La bamba”,  “If I had a hammer” e “Mambo jambo twist”, entre outras.  O texto na contracapa informa que “este disco fala linguagem moça para gente moça (... e também para adultos que não perderam a alegria de viver e que ainda vibram sintonizados com a mocidade que os cercam)”. Sobre a banda, que já tem disco postado aqui, o texto revela que é formada por duas guitarras elétricas, um baixo elétrico, um sax, um órgão e três cantores. Só “esqueceu” de dois detalhes: não revela quem são os músicos e ignora o nome da banda na capa. Confira:

01 - Walk right in
(Gus Cannon - H.Woods)
02 - I want to hold your hand
(Lennon - McCartney)
03 - A world without love
(Lennon - McCartney)
04 - Rebel surf
(Rodolpho Pavais)
05 - La bamba
(Tradicional)
06 - If I had a hammer
(Seegel - Hays)
07 - Let's go
(Grady Martin)
08 - She loves you
(Lennon - McCartney)
09 - A hard day's night
(Lennon - McCartney)
10 - My bonnie
(Tradicional - arr: Fred Jorge)
11 - About noon
(The Mar - Keys)
12 - Mambo jambo twist
(Peres Prado - Raymond Karl - Charlie Towne)


COLABORAÇÃO: Laércio


domingo, 3 de abril de 2016

Twist, Hully Gully & Cleide Alves (LP 1964)

 Primeiro álbum da Cleide Alves traz cinco composições do Roberto Carlos
Este é o primeiro LP da Cleide Alves, e já foi postado no Sanduíche Musical, meu blog anterior. Lá, o link pra download venceu, e achei por bem dar uma repaginada na pasta. Comecei pela troca das ilustrações. As anteriores, de um CD genérico, não estavam boas. O áudio de 128 kbps foi substituído por de 320 kbps, e adicionei mais três faixas bônus, além de “Hully gully do guarda”, que já estava na pasta, e foi lançada logo após este álbum pela RGE em 1964. O destaque, entre os bônus, é a faixa “Sonho de amor”, um dueto com Ronnie Cord (na foto abaixo com a cantora), no qual revela amadurecimento como intérprete em retorno ao disco. A canção foi lançada num single do cantor em 1968 pela RCA Victor.

Vale a pena, portanto, substituir o primeiro post - já deletado do blog - por este com melhor conteúdo e qualidade. O disco merece a atenção por uma curiosidade: apesar da inexistência de ficha técnica, consta por reportagens da época que o LP foi produzido pelo Roberto Carlos, amigo da cantora desde o início da carreira. O rei não só produziu, como também participa como autor de cinco das 11 faixas do disco, quatro das quais em parceria com Erasmo Carlos. Ela foi a primeira a gravar uma composição do Roberto, “Procurando um broto”, em 1963, e aqui incluída como bônus. Apesar da pouca idade, Cleide Alves já tinha 11 anos de carreira quando lançou este LP, pois começou a cantar aos cinco no Clube do Guri, no Rio de Janeiro, dividindo a atenção do público com outras candidatas ao estrelato, como Wanderléa e Rosemary.

O primeiro disco, porém, só foi lançado em 1960, um 78 RPM com “Help, help, mamye” e “Seguindo e Cantando”, pela Som/Copacabana, onde gravou ainda um EP, mais dois 78 RPMs, e participou da faixa “Noite de paz” (um dueto com Gilberto Alves) num LP natalino. Também gravou quatro músicas no primeiro LP do Renato e seus Blue Caps, em 1962, álbum dividido com Reynaldo Rayol. Em 1964, trocou de gravadora, e foi pra RGE, onde lançou este LP e um single. Depois, por quase quatro anos, durante a efervescência da Jovem Guarda, quando a carreira poderia se consolidar, como aconteceu com a de seus amigos, manteve-se afastada da vida artística. Na época, já era conhecida carinhosamente como “A estrelinha do rock”.

Uma reportagem, publicada em 1968 na revista Sétimo Céu, anuncia o seu retorno ao disco, e informa que o motivo do afastamento foi “problemas familiares”. A matéria destaca que a RCA Victor a contratou, principalmente por ter sido a primeira a gravar uma composição do Roberto Carlos e também por ser, na época, a única a ter álbum produzido pelo rei. Lá, na RCA, gravou um LP e quatro singles entre 1968 e 1970, período em que fez sucesso com "Nunca amei um homem igual a você", e encerrou a carreira. Depois disso, só participou em 1985 de um especial do Roberto Carlos, e regravou “Estúpido cupido” em 1995 na coletânea de cinco CDs comemorativos aos 30 anos da Jovem Guarda. Faleceu em 6 de março de 2015, no Rio de Janeiro, vítima de parada cardíaca, aos 68 anos, completados no dia 05 de dezembro de 2014, e ficou eternizada na música “Festa de arromba”, na qual "Cleide desistia de agarrar o doce que do prato não saia/ Hey, Hey/Que onda...".  Confira:

01 - Cara de pau
(Roberto Carlos - Janete Adib)
02 - Surpresa de domingo
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
03 - Mamãe acha que é normal
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
04 - Por toda vida
(Hélio Justo - Erly Muniz)
05 - Estou ficando louca
(Nelson Ribeiro)
06 - Beijo quente
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
07 - Como eu balanço (Guarda Come Dondalo)
(Rossi - Vianello – Versão: Hélio Justo)
08 - Sugar shack
(K. McCormack - F. Voss – Versão: Erasmo Carlos)
09 - Brotinho transviado
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
10 - Vai
(Rossini Pinto - Paulo César)
11 - Broto malvadinho
(Ed Wilson)

BÔNUS

12 - Hully gully do guarda 
(Getúlio Macedo - Denise Maria)
13 - Procurando um broto 
(Roberto Carlos)
14 - Habib twist
(C. Rossi - Pelleschi - vs: Nazareno de Brito)
15 - Sonho de amor (Mr. Spoons) - com Ronnie Cord
(Tyson - vs: Paladino)



sábado, 2 de abril de 2016

Morlockk Dilemma - Circus Maximus (CD 2011)

CD do Morlockk Dilemma, de 2011, tem capa igual a do Erasmo, de 1982
 Capa alemã foi adaptada após processo de plágio movido por brasileiro
Recebi do Denys, um amigo internauta, fotos de capas de discos com a mesma ilustração. A que me chamou a atenção foi a do MC alemão Morlockk Dilemma, cuja capa do álbum "Circus Maximus", lançado em fevereiro de 2011, é praticamente igual à capa desenhada pelo ilustrador José Luiz Benício para o LP “Amar pra viver ou morrer de amor”, lançado pelo Erasmo Carlos em 1982. Encontrei reportagem sobre o assunto, na qual o ilustrador, mais conhecido como Benício, revela que acionou uma advogada. "Não posso deixar isso acontecer. É um absurdo. Ele copiou exatamente a mesma capa que eu desenhei, o fundo, é tudo igual, a essência é a mesma. Só mudou a cabeça do cara", disse o ilustrador na reportagem de 28 de janeiro de 2011. Em busca de mais informação, acabei encontrando o álbum alemão, agora com a capa adaptada da “original”, disponibilizado no blog Talking Blues. Pela curiosidade, vou oferecê-lo, usando o mesmo link para download. Confira:

01 - Intro
02 - Die Ankunft
03 - Der wahre Messias feat. Absztrakkt
04 - Der Baum feat. Hiob
05 - Mordshunger feat. DJ D-Fekt
06 - Buffalo Bill
07 - Fieber feat. Choleriker
08 - Galgenberg
09 - Der Stein feat. Hiob
10 - Sündenfall
11 - Wende den Blick ab pt.1+2 feat. DJ D-Fekt
12 - Portwein feat. Hiob, R.U.F.F.K.I.D.D, JAW
13 - Die Röhre
14 - Die Taube
15 - Herkunft
16 - Interlude
17 - Der Schatten
18 - Outro
19 - Bonus: Vorsuppe feat. DJ D-Fekt
20 - Der obligatorische Ritt in den Sonnenuntergang (richtiges Outro)


FONTE: Talking Blues